16
Jun 12

Prólogo

Recuso-me!!!

 

Não posso, não vou...nem quero acreditar!

Eles podem conformar-se, mas eu não desisto!

És uma mulher responsável, amas os teus filhos, amas-me a mim. Tu não és assim Nunca farias isto!!

Não podes simplesmente ter evaporado em particulas.

Desta forma, enquanto não te encontrar, recuso-me a entrar nesta fantochada!

Até porque eu sei que estás à minha espera e todo o tempo é pouco.

Eu não vou descansar até te encontrar!

 

tenho apenas um único pedido: Volta...volta para mim meu amor!!

 

Um beijo sofrego do teu
Edward Cullen

publicado por Twihistorias às 22:16

14
Mai 12

 

 

Capítulo 48 parte 2

Estava demasiado cansada para prestar atenção à paisagem por onde passávamos.  Pelas poucas vezes que os meus olhos abriam conseguia ver as maravilhosas vistas pela janela do avião, no entanto os meus olhos teimavam em voltar a fechar.

Tinha dito a Alice que preferia fazer a lua de mel mais tarde, talvez quando as crianças fossem um pouco maiores, mas ela insistiu que partíssemos logo a seguir ao casamento, como mandava a tradição.

Aliás, todo o casamento gritou tradição, desde o vestido branco, á decoração, tudo, vá quase tudo. Não é muito tradicional termos os nossos filhos no nosso casamentos. Mas lá estavam eles, o Anthony com um fatinho que lhe dava o aspecto de um homenzinho, e a minha Elizabeth com um vestido púrpura tão lindo.

Os meus pais estavam lá, emocionados, muito emocionados por sinal. Assim como alguns dos meus amigos da escola, poucos, acho que estavam mais por ser em casa dos Cullen, a famosa casa dos Cullen, tão misteriosa e elegante. Muitos quiseram apenas aparecer para poder dizer que estiveram na festa do ano. O meu melhor amigo Jacob estava lá, com a sua mais recente namorada e impressão natural, a Charlotte.

Depois do parto Charlotte e eu tornamo-nos grandes amigos, e agora que ela sabia toda a verdade sobre nós, acabou por se tornar alguém que frequenta a nossa casa regularmente, como tal, foi normal que ela se tornasse uma das minhas damas de honor.

-Querida, chegamos! – ouvi a voz de Edward ao longe. Lentamente comecei a regressar à realidade e lá estava ele, com aqueles olhos dourados a mirar-me e o seu sorriso torto que eu tanto amava.

A saída do aeroporto não me deparei com o tempo de uma lua de mel de sonho. Não fui abalroada por um dia soalheiro, em vez disso estava um dia enublado e com alguma neve depositada nas estradas.

À medida que percorríamos a cidade de praga num táxi, cada vez mais me apaixonava por ela e ficava contente com a escolha de Esme e Carlisle na nossa prenda de casamento.

Eles tinham decidido oferecer a lua de mel, visto a casa já nós termos e o casamento ter sido todo escolhido e decorado aos gostos da Alice. Rosalie tinha oferecido os seus serviços de baby-sitter nos próximos 15 dias para os gémeos.

Estávamos agora no coração de Praga quando o táxi parou à porta de um edifício enorme e robusto, nos toldos vermelhos podia-se ler “Hotel Kings Court”. Na entrada consegui distinguir as cinco estrelas, um mordomo veio ter connosco mal o Edward fez o check in para nos levar as malas e nos conduzir aquilo que seria o nosso “ninho do amor” nos próximos dias.

“Ninho do amor”, oh meu Deus, isto soava tão foleiro. Um risinho estupido saiu da minha garganta, fazendo com que Edward e o mordomo olhassem para mim. Um ardor subiu pela minha face acima rapidamente, originando um sorrisinho no rosto do meu marido.

Apostava que estava vermelha que nem um tomate, e conseguia ver isso na cara maravilhada de Edward ao olhar para mim, o que aumentava o meu constrangimento ali.

Assim que nos foi aberta a porta da suite, Edward fez questão de pegar em mim ao colo, como manda a tradição, e entrar com o pé direito.

A suite era enorme, com três divisões, uma pequena sala com sofás, mesa, televisão. Na mesa estava aquilo a que eu chamava um jantar dos deuses à nossa espera. Depois fomos ver a casa de banho, a banheira de hidromassagem estava coberta de pétalas vermelhas e em todos os locais tinha velas ambientes á espera de serem acesas.

Por fim corremos as longas portas que iriam dar ao dito quarto, assim esperava eu. Quando as portas se afastaram, permitiu-nos ver a enorme cama com uma coberta branca e em cima mais pétalas vermelhas a formar um coração. No chão eram visíveis mais e mais pétalas a formar um tapete em todo o quarto. Na mesinha de cabeceira conseguia ver uma garrafa de Champagne e dois copos ao lado.

Não consegui evitar de olhar para Edward, não sabendo por que divisões deveriamos começar, todas elas pareciam apetitosas.

Quer dizer, eu sabia por qual começar, mas essa não seria com Edward presente.

-Uns minutos humanos, ok senhora Cullen. Mas não demore muito. – antecipou-se, levando a minha mala para a casa de banho. Foi tão rápido que nem me permitiu ver a sua deslocação.

Depositei um beijo no meu marido e corri para casa de banho fechando a porta atrás de mim. Abri a mala e vi que Alice tinha adicionado algumas novas coisas.

Adicionado era a favor, ela alterou toda a mala que eu tinha feito, esta agora era constituída por vestidos, lingerie e coisas demasiado femininas e sexys para mim. Tinha coisas ali que eu nem sabia como se vestiam.

Após uma troca de roupa e um alguns produtos para me refrescar da viagem, juntei-me a Edward na sala.

Este fazia um pequeno zapping na televisão.

Sentei-me no seu colo, onde fui recebida com um abraço dele.

-Vamos para a mesa? Não quero que a minha mulher passe fome. – disse ele arrastando-me na direcção da mesma.

A verdade é que no que dependesse de mim, aquela jantarada poderia ficar para o fim, agora apetecia-me devorar o meu marido. Afinal de contas agora tínhamos o tempo todo sozinhos e sem nenhuma barriga gigante para nos atrapalhar.

O beijo dado por mim, fez com que Edward percebesse as minhas intenções para aquele momento.

O beijo foi ganhando intensidade fazendo com que tudo á nossa volta desaparecesse. O meu corpo começava a ganhar chamas a cada enlace das nossas línguas. Um beijo que o fez grunhir quando lhe coloquei as mãos na cara, percorrendo-lhe depois o corpo e encostando o meu corpo ao dele cada vez mais. Todo o corpo de Edward era duro em comparação com o meu à excepção dos seus lábios. Estes estavam macios e sabiam a poder masculino na sua mais pura essência.

Edward afastou-se um pouco e conduziu-me até ao quarto.

Não estava de todo à espera da ferocidade do beijo que se seguiu quando Edward me encostou à parede. Sempre fora tão reservado, calculista e calmo que não suspeitava que ele perdesse o controlo daquela maneira. O facto de ser eu a provocar este desejo excitou-me ainda mais.

Os lábios dele atormentavam-me enquanto toda a minha roupa desapareceu.

Edward afastou-se um pouco para me observar, os meus seios estavam cobertos por uma renda púrpura, suavemente Edward avançou sobre a abertura do soutien e soltou-o, deixando assim os meus seios descobertos.

As roupas de Edward desapareceram, com a ajuda dele, e antes que me apercebesse, senti o hálito dele no meio seio provocando-me um arrepio. Coloquei as minhas mãos no seu cabelo, não acreditando no prazer que sentia.

Edward moveu-se para o outro seio, enquanto deixava escorregar a mão para dentro das minhas cuequinhas. Um pequeno grito de prazer saiu da minha garganta fazendo Edward sorrir e intensificar os movimentos da sua mão.

Gemi ao sentir uma explosão de prazer percorrer todo o meu corpo. Era brutal, inacreditável e assustador, não conseguia descrever o que sentia.

Edward pegou em mim e levou-me para  a cama, avançou na minha direcção , rastejando, como um animal, um predador. Parou diante de mim, os nossos corpos não se tocavam, mas aqueles olhos dourados faziam o meu corpo incendiar-se. Ansiava por Edward, ansiava pelo meu marido.

Edward inclinou-se para me beijar, à medida que o beijo ganhava intensidade, o seu corpo ia pressionando o meu, sentia o seu cuidado, para não me magoar.

As minhas mãos exploravam as suas costas perfeitas, enquanto sentia os seus músculos contraírem-se e ficarem tensos enquanto os nossos lábios se exploravam.

 Tentei fazer Edward rodar na cama, ele compreendeu e deslizou comigo, ficando eu agora por cima dele. Agora era eu que comandava, e assim fiz com que o membro de Edward entrasse em mim e nos uníssemos num só.

-Tomas-te a pilula? – perguntou Edward quando estávamos deitados um ao lado do outro. Eu estava ofegante com aquela noite, ele estava apenas normal. Como desejava ser vampira agora, para conseguir acompanhar o seu ritmo sem interrupções.

-Sim tomei. – também tinha que ter cuidado com o meu sistema reprodutor, porque como humana ainda corria o risco de engravidar novamente.

Edward nunca mais se esqueceu da pilula e fazia questão de me lembrar disso todas as noites.

-Não que eu não queira mais filhos contigo, porque adorava ter uma casa cheia deles, mas para já aqueles dois chegam.-  Disse com um sorriso.

Edward ainda não tinha concordado em me transformar. Dizia que eu teria que esperar mais um tempo, até porque ainda estava a amamentar os gémeos. Isso e porque segundo ele, queria ter mais filhos.

Conclusão teria que o convencer a transformar-me o quanto antes, não tardava muito e eu iria ser mais velha do que ele fisicamente, eu não queria isso. A questão era, como é que o iria fazer?

Os 15 dias passaram a correr, entre visitar Praga e o quarto do hotel, quando demos por nós já estávamos a aterrar em Seatle novamente. Lá esperavam-nos Carlisle e Esme sendo que a restante família estava em casa a fazer de babysitter dos meus bebés.

Estava cheia de saudades deles, ansiava por poder vê-los e abraça-los e não pretendia deixa-los nos próximos tempos.

 

 

publicado por Twihistorias às 18:30

03
Abr 12

 

Capitulo 54: "Prioridades"

 

Ponto de Vista da Bella 

Tinham passado duas semanas desde que era mãe. A palavra era a mais bela e forte do meu vocabulário já não me assustava. E agora que as minha mão se encontrava com a água tépida do banho do meu rapazinho, a curiosidade e adoração nos seus grandes olhos verdes deixavam-me repleta de felicidade e amor, na sua mais pura forma. Muitas vezes ocupávamos o dia com canções e conversas para que os estimulássemos.

Mas era a hora do banho o momento mais silencioso do dia. Era como se tudo fosse planeado, deixávamos uma pequena brisa de verão entrar na casa de banho e naquele momento a nossa atenção e carinho era só deles.

Todos os dias Edward juntava-se a mim e eu sabia o quanto aqueles 20 minutos de puro silencio e bênção significavam para ele. Hoje era ele que estava a banhar a pequena e risonha Elizabeth sendo ela a única a quebrar o gelo com os seus risinhos angelicais.

Trocaríamos de novo amanhã para que os dois se pudessem habituar á nossa presença. O nosso novo hobbie era tentar decifrar a personalidade de cada um deles. Apesar dos seus olhos esmeralda iguais á verdadeira cor dos de Edward, Anthony tinha uma presença tranquila e curiosa em tudo mais semelhante á minha. Já a nossa Elizabeth com os seus olhos castanhos chocolate era tão adorável e divertida como o pai na sua juventude. Tendo até mimicado a foto de quando este tinha a sua idade com os seus linhos olhos sorridentes e boquinha aberta demonstrando toda a sua alegria.

Acima de tudo e apesar dos nossos dias serem bem passados com a ajuda dos Cullen em tudo o que nós precisássemos. Era sem dúvida nos momentos de silêncio em que eu sentia mais o amor que nos envolvia.

Agora que olhava na sua direção conseguia ver o meu tão suposto sério e composto Edward ser encharcado á grande por uma recém-nascida. Mas a sua reação não mudava, sentado numa cadeira ele sorria deliciado com o queixo encostado ao pescoço de deleite. Os seus braços ladeavam em segurança o seu corpo enquanto delicadamente como uma pena enxaguava o seu corpo pequenino sem nunca desviar o olhar protetor da menina. E pela milionésima vez concluía que nascera para ser pai.

Depois voltei-me de novo para o meu principezinho e com o melhor cuidado do mundo envolvi-o numa toalha quente. Mais uma vez senti-me abençoada por ter um filho tão perfeito e saudável. Quando dei por isso ao meu lado já a pequena Elizabeth estava no colo do seu pai e então Edward quebrou o silêncio.

- Às vezes nem acredito na sorte que temos. Já viste Bella? Parecem saídos de um catálogo da Anne Guedes. – Confidenciou-me com uma voz calma e um enorme sorriso.

- Nem sabes quanta vezes já me belisquei hoje… Ah! Espera! Muitas vezes foi a Liz. – Brinquei.

Despachamo-nos a entrar no berçário para que não houvessem correntes de ar. Quando Edward acabou de vestir Elizabeth no seu baby-grow e antes que conseguisse vestir Anthony umas passadas foram ouvidas na divisão.

Mas felizmente vinham acompanhadas de uma voz aguda e tremendamente familiar.

-Alice – Verbalizamos em uníssono.

- Não tens mais nada interessante para fazer ás seis da tarde? Maninha Irritante? – Perguntou Edward mudando de sorriso paternal para enviesado e maroto.

- Tens muita piada. Belita chegaram os protótipos para tu experimentares… sabes aquelas coisas que eu não posso pensar em frente ao teu noivo.

Expirei e expliquei a minha teoria pela décima vez.

- Al, nós já falamos sobre isto. Eu não vou experimentar absolutamente nada até ficar com o meu corpo de antes…

- Oh! Bella não sejas parva tu estás ótima para uma primeira prova. As alterações podem ser feitas acompanhando o teu programa de exercício.

Concordei, mas depois vi o sorriso de Edward desvanecer-se e em vez dele um revirar de olhos de imagem de marca.

- Eu não me ia chatear á frente dos meus meninos. Mas vocês abusam. Alice se a Bella não quiser ir agora vai depois não é preciso a chateares. E quanto a ti Bella, eu não vou permitir que voltes a referires o teu aspeto dessa forma. Tu foste mãe a apenas duas semanas ainda são cedo para regimes extremos de exercício. O Carlisle já te disse que estavas a exagerar e ainda referiu que até tinhas conseguido manter um peso constante. Por favor amor, tu não engordaste, não estiveste a enfardar dezenas de alimentos calóricos a ver televisão. Tu és mãe o teu corpo teve de se adaptar. Ah! E se a minha opinião tiver algum crédito, eu adoro o teu corpo tal como está.

Eu e Alice ficamos perplexas a ouvir Edward, mas depois lembrei-me e ao olhar para ela a reação foi igual. Rimo-nos

-AHAHA! Tu usaste o verbo enfardar! – Dissemos em simultâneo.

- Quanta maturidade. De tudo o que eu disse no meu discurso adorável e pró direitos da mulher, vocês só assimilaram isso. Dói. – Gozou.

- Sim é isso mesmo. Vá maninho não tens qual quer coisinha combinada para agora? – Perguntou ela olhando diretamente para Edward.

- Ah pois é! – Lembrou-se ele concentrado em algo. – A Esme vem cá?

- Não mas a Rosalie vem cá ter e eu tomo conta deles se for preciso uma mãozinha extra.

- Tu? – Desconfiou, erguendo uma sobrancelha.

- Edward tens a noção, que eu não tenho mesmo dezassete anos não tens? – Confirmou ela fazendo-o voltar a realidade.

- A tua irmã tem razão. – Intervim eu.

Ele beijou-me, mimou os gémeos, cantou-lhes uma cançãozinha infantil e disse para se portarem bem até o seu regresso.

- Sendo assim e pedindo a proteção da divina providencia, deixo-te com as minhas irmãs, Bella. Disse-o piscando o olho.

POV do Edward

- Emmett estás pronto? - Avisei-o assim que entrei no habitáculo.

- Claro man! Isto é Guerra! Quem é que aquela tipa pensa que é para tratar assim a minha maninha?

Ri-me e encorajei-o.

- Esse é que é o espirito! Como combinamos esperamos que ela saia de carro do turno das sete. E quando ela tiver a sair da garagem batemos no carro que ela comprou com o dinheiro que poupou por despedir a Bella.

Plano perfeito aquele. A Mrs Newton embargada na sua prepotência estava a discutir com a irmã da Califórnia que lhe ligava sempre á mesma hora nas terças-feiras.

 Então quando ela avançou na nossa direção, movi o automóvel Hummer de Emmett estrategicamente em direção a um mercedes SLK novinho. Auch! Pobre carro.

O embate foi tão veloz que nem teve tempo para se aperceber ao certo o que aconteceu só o ruido de uma falsa discussão que eu e Emmett estávamos a ter a acordou.

Saiu da viatura e encarregou-se de me ralhar.

- Ouça lá oh menino viu a asneira que fez?!

- Eu? Eu!! – Revoltei-me Teatralmente – Eu e o meu irmão estávamos parados a discutir assuntos familiares, quando a senhora enquanto usava o seu telemóvel enquanto conduzia! E acabou por colocar a minha vida e do meu irmão em risco.

E com isto e após uma pequena corrupção familiar com ajuda do Charlie conseguimos extorquir a módica quantia de 20 mil euros em indeminizações por um carro que fomos nós a partir.

Podia tentar uma aproximação física ou até assusta-la, mas para quem valoriza mais um conjunto de bens de luxo á dignidade de uma jovem grávida, penso que agir desta forma só torna tudo mais simbólico.

 

 

publicado por Twihistorias às 23:23

18
Mar 12

Capítulo  53 - Primeiras Impressões 

- Tens a certeza que é preciso isto tudo?

Perguntei ainda sobressaltado pela quantidade de tecido caro que tinha no corpo, todos as sanguessugas pararam para assistir ao espetáculos. O lobo da tribo inimiga a ser transformar em vampiro pipi, por uma estilista portátil. O mundo estava mesmo de pernas para o ar.

- Não sabes que a primeira impressão é a mais importante! Alem disso foste feito para usar “haute couture”!

Depois de ter ultrapassado mais uma golfada daquele pestilento odor. Tive tempo para notar que a sua voz irritante não combinava com a sua figura pequenina. Tinha de admitir ela era diferente dos outros, talvez quando foi humana eram mais boazinha. Mas o que é que eu estou para aqui a falar? Eles são o inimigo, nem sequer cá devia estar.

- Pois… Explica-me outra vez por que é que me estás a ajudar?

- Jacob. Tu salvaste a Bella, o meu irmão e os meus adoráveis sobrinhos esta família deve-te imenso. – Sorriu-me e quase acreditei. – Mas devo admitir que já não conseguia olhar para ti com esses calções á YMCA*.

- Era o que havia. E quanto o resto… bem não foi nada.

- Ok então. O Carlisle disse-me que a Charlotte já acordou, se quiseres podes ir visita-la.

- Obrigado pela informação acho eu.

Fiquei surpreso por ela perceber as minhas intenções por assim dizer. Olhei uma vez para o espelho e senti-me confiante apesar do calor, até me gostava de ver de camisinha branca e calças escuras, parecia um James Bond moreno. “Fixe” pensei.

 Assim que sai do quarto gigantesco da sanguessuga o Dr. Dentinho quis falar comigo.

- Jacob, a Charlotte ainda está sob o efeito da morfina, é normal que baralhe as coisas. Não te aconselho a falar sobre a impressão natural.

- Como é que o doutor sabe isso? – Perguntei curioso.

- Há décadas que estudo a vossa tribo, assisti a inúmeras impressões naturais e acho-as intrigantes e encantadoras. Agora vai, nós ingleses detestamos atrasos.

 No final da frase fez um sotaque impecável britânico e percebi que esta sanguessuga vinha de muito mais longe que a pequena forks. Subi as escadas até ao terceiro quarto de um corredor. Deparei-me com uma decoração digna de um palácio e na grande cama de dossel estava a minha rainha. Nem sabia explicar tudo o que aquela mulher significava para mim. Por aquela perfeita estranha estava disposto a dar a minha vida, e o faria com um sorriso. Ao vê-la o meu cérebro desarmava-se de qual quer maldade e ficava preso naqueles cabelos castanhos-claros, reluzentes ao sol. A pele europeia tão bonita como porcelana. E a figura escultural mal escondida pelos lençóis. Eramos tão diferentes quanto a noite e o dia. No entanto sem termos dito uma palavra estávamos inintencionalmente unidos por algo mais fortes que nós mesmos.

Sentei-me ligeiramente perto da cama e esperei que ela acordasse, demorou pouco mais de cinco minutos.

As suas pálpebras mudaram devagar e poucos segundos depois abriram-se como janelas azuis escuras. Depois de uma tossidela começou a bombardear-me com perguntas:

- Onde é que eu estou? Quem és tu?, Como é que está a Bella? – Questionou naquele sotaque adorável.

- Desculpa não te quis assustar. Eu sou o Jacob, amigo da Bella e do Edward- Sorri e falei devagar estranhando não só trata-la por tu mas concordar interiormente que era amigo do Edward.

- Ohh prazer … em… conhecer-te. – Disse com alguma dúvida. Tentando se lembrar de onde me conhecia.

- Oh! Desculpa esqueci-me.- Confessei- A Bella está ótima graças a ti. – Sorri mais uma vez.

- A sério?! Gostava de vê-los agora achas que posso?

- Não sei…sabes tens fios a mais e não quero ser responsável por alguma desgraça.- Brinquei.

- Pois já percebi a mensagem. Não custa tentar. – Sorriu-me e eu fiquei sem raciocínio. Depois de retomar a ter sangue no cérebro. Tentei.

- Talvez mais tarde quando estiveres menos branquelas…

- Pois é o que se passa nesta cidade… parece Londres. Tu não és daqui pois não? – Observou. Ainda por cima era engraçada.

- Um dia conto-te tudo, agora precisas de descansar.

Ela fez um beicinho e com uma voz de criança “refilou”:

- Ohh vá lá! Eu estava a gostar desta conversa.

-Durma. Dra. Charlotte!

Dirige-me até a porta mas antes de sair ela chamou-me

- Hum…Jacob?

- Sim Charlotte?

- Podes voltar mais tarde?

- Sempre que quiseres... – Voltei-me e sai mais feliz que nunca. Nunca tive uma conversa como esta. Tão natural e divertida. Estava confiante que a minha vida ia mesmo mudar para melhor.

publicado por Twihistorias às 22:36

10
Mar 12

Capitulo 52 (parte 1) - “O momento ideal”

 

Ponto de Vista do Edward

A mulher da minha vida estava perfeitamente serena adormecida na cama de casal que tinha colocado no meu antigo quarto na casa branca. Agora era me tão fácil perceber o conceito de felicidade. Durante séculos vi milhares de famílias sorrirem extasiantes para os seus filhos e nunca percebia como algo tão quotidiano como o nascer de uma criança podia ser tão milagroso.

Carlisle costumava dizer que o momento do parto muda a vida da mulher. E que apesar de acontecer todos os dias é um facto que não deve ser menosprezado por que realmente era mágico. Mas agora eu sei. Os meus filhos são um presente divino que eu não sei se quer se mereço. Nunca na minha vida me senti tão grato por estar vivo. Nos poucos segundos que já tive o prazer de disfrutar da presença dos meus filhos sinto que já estou tão preso aos seus lindos, perfeitos e pequenos dedinhos que nada neste mundo me vai impedir de protege-los e ama-los na melhor das minhas capacidades.

Sinto-me um homem completo, tenho a mulher dos meus sonhos comigo mas também a mulher mais forte e corajosa que tenho a sorte de conhecer. A responsável pelo maior dom que se pode dar a um Homem a felicidade de ser pai. O bater descontraído dos seus pequenos corações traz o ritmo de uma sinfonia que será eterna. E agora mais para me relembrar do quanto real é a sua existência e menos por preocupação aproximei-me do seu berço improvisado. Elizabeth estava aconchegada ao seu irmão com o pequeno frágil tufo de cabelo ruivo desalinhado. Anthony do lado oposto tinha uma serenidade e uma paz impressionante.  Era como se a sua essência acalmasse a sala. Permaneci a contemplar aquele pedaço de paraíso que tinha no concedido.

As horas passaram até que os meus tesouros acordaram. Até nisso eram adoráveis, imitiam apenas um miar de descontentamento/fome. E soube que era altura de acordar Bella. Com o máximo de delicadeza que consegui segurei na minha princesa. O seu corpo quente e suave era a sensação e mais reconfortante que já tinha experienciado. E a sua essência inebriante mas nunca, nunca como vampiro mas sim como pai. E soube nesse segundo que estes dois podiam fazer de mim o que quisessem. Oficial o leão estava domado.

- Edward, não monopolizes a minha menina. Aposto que ela está com fome. - Disse ternamente Bella alertando-me para a sua súbita desperta.

Entreguei delicadamente a nossa criança á mãe, e Bella soube imediatamente o que fazer. Mais uma vez surpreso notei como enquanto lhe dava os nutrientes necessários lhe tapava os olhos da luz forte da janela e não pude deixar de frasear:

- Como é que sabes fazer isso tudo? É como se nascesses para isto?

Ela avaliou a minha confusão e respondeu descontraidamente:

- Eu não sei Edward apenas tento fazer com que os possa ajudar, e nisto eles é que já nascem a saber o caminho. – Brincou.

Quando acabou voltei ao berço e os olhos impressionantemente verdes de Anthony deram-me as boas vindas.

- Olá rapazinho, estás com fome? – Saudei-o sorridente. Ele permaneceu a olhar-me curioso.

Segurei nos meus braços e levei-o a mãe, mais uma vez aquela essência que me faz praticamente dançar que nem um palerma por ser responsável legal de alguém.

Depois de Bella os alimentar ficamos mais uma vez feitos ignóbeis presos no seu magnetismo e perfeição. Ninguém nos podia obrigar a desviar sequer o olhar destas pequenas fontes de prazer adoráveis.

- Nós somos bons nisto hein? – Brincou Bella. Claramente enfatizando a beleza e perfeição dos nossos filhos.

- Sim apetece-me gastar rios de dinheiro em coisas de tamanho mínimo- Brinquei

- Oh! Isso é parcial Edward tu adoras gastar dinheiro – Atacou ela.

- Se eu soubesse que iam ser tão perfeitos tínhamos feito isto mais cedo. – Provoquei-a

- Pois ou então não… - lembrou-me

- Amo-te tanto Bella, brigada por tudo

- De nada meu amor, valeu mesmo a pena. – Sorriu-me antecipando o beijo.

- Não queres volta-los a por no berço? – Perguntei suavemente.

- Oh Edward eu não estou a achar isso uma boa ideia, quer dizer o Carlisle falou contigo ontem e também me disse que não podemos… comer bolo até daqui a algum tempo. E não querendo ofender a tua susceptibilidade acho que dói demais repetir assim a doze. – Apressou-se a explicar.

Eu apenas me ri acariciei a sua face e desfiz a sua dúvida:

- Não é essa a minha ideia Bella. Depois voltei a colocar os gémeos no berço sem antes lhes dar um beijo na testa.

 

Sentei-me na grande cama dei-lhe a mão e disse o mais calmo que consegui.

- Bella neste tempo todo, sei que fui o melhor homem que podia ser contigo. Tu disseste-mo vezes sem conta. Mas nos teus olhos reparei numa ausência, um vazio, a falta de algo. Não o quis referir por que achei que ias ficar magoada e por que não o conseguia naquele momento resolver.

Ela ficou assustada. Contudo continuei.

- Sei também que muitas vezes pensaste como é que um homem moralista e antiquado como eu, não queria dar esse passo. E provavelmente até
tiraste elações errada dessa escolha, pensaste que tinha vergonha ou que se passava algum problema que me fazia recuar. Pois meu amor a questão não era essa. Eu quero dar este passo contigo por que sei que ninguém nunca me amou como tu me amas e que nunca ninguém amou alguém como eu te amo a ti. O único problema era que a nossa família não estava completamente reunida para ver os seus pais dar este grande passo.

Agora ela já estava a chorar continuei a sorrir, ajoelhei-me no mais velho e simbólico sinal de respeito e honra e formulei a pergunta que há séculos queria fazer.

- Isabella Marie Swan tu és a mulher mais importante da minha longa existência. Tu fazes-me estar vivo, respirar e sentir como mais ninguém consegue. Eu amo-te com todo o meu ser e até mais. E quero estar contigo para sempre e com toda a acessão da palavra. Com a bênção dos nossos filhos, minha amada dás-me a honra de ser minha Esposa?

A sua reacção não podia ser melhor ela abraçou-me, beijou-me e respirando no meu cabelo respondeu:

- Sim mil vezes sim! Pensei que nunca ias perguntar seu palerma!

publicado por Twihistorias às 23:20

02
Mar 12

 

 

Capítulo 51

 

O seu rosto calmo mostrava um final de uma história de amor! Aquela alegria que só se atinge com a maternidade. Bella estava absolutamente serena apesar das contracções já terem há muito recomeçado, era como se agora assumisse o controlo do seu corpo. Ainda segurava a criança recém-nascida e a aproximação de uma nova expulsão deixara-me insegura sob a melhor forma de a proteger.

De repente um vulto aproximou-se, sobressaltada persegui-o com os olhos. Bella continuava concentrada em controlar a respiração e parecia estar absorvida o suficiente para não se aperceber do nosso visitante.

Num acto reflexivo apertei o corpo frágil do bebé Anthony no meu peito e Interroguei o vazio:

- Quem está aí?! Eu chamo a polícia!

Os olhos até agora cerrados da parturiente abriram-se rapidamente. E pedi-lhe que se mantivesse em silêncio.

- Já estou a marcar o número engraçadinho! É bom que apareças!

De súbito o som de passadas na erva seca, deixara o meu batimento cardíaco acelerado.

O vulto acabou por definir-se num jovem alto envergando uma camisa branca. Este trazia um ar calmo, algo bizarro para alguém que acaba de entrar num cenário de um parto ao ar livre. Era o Edward da fotografia. “Que profissional do auto controlo”, pensei com um sorriso.

- Desculpe assusta-la Charlotte sou o Edward, filho do Dr. Carlisle. Tentei chegar o mais rápido que pude. Mas o meu carro ficou atolado e eu ...

- Não tens que me explicar nada Edward. Tens é que ajudares a tua namorada e conhecer o bebé mais fofo do mundo.

Sorri de novo para a pequena preciosidade aninhada no meu peito. E vi-o correr agilmente para seu lado.

- Bella amor... Eu peço imensa desculpa querida, eu queria ter estado presente... Estou tão orgulhoso de ti meu amor. - Olhou a com adoração enquanto a apoiava, deixando que as suas costas se apoiassem no peito dele.

Esta situação impressionou-me, o rapaz não só verbalizava com um adulto maduro como, também, sabia apoiar uma mulher em trabalho de parto da forma correcta. “Boa escolha Bella”, conclui eu.

- Não faz mal... O importante é estares aqui...- ouvi-a dizer baixinho e tremendamente cansada. Depois cerrou os olhos e disse depressa:

- Charlotte!! Vou precisar da tua ajuda agora, dá o Anthony ao Edward por favor!

Levei o bebé até Edward que ainda reagia ao facto se ter ouvido o nome do filho de forma tão concreta. Instantes antes de se preparar para a expulsão, Bella olhou na direcção de Edward e apresentou-os afectuosamente:

- Amor apresento-te o nosso filhote Anthony, como podes observar, está a portar-se muito bem á espera da mana.

Não consigo sequer verbalizar a reacção de puro êxtase que aquele jovem teve ao conhecer o Anthony, acho que nunca sequer vi algo assim. Era como se tivesse encontrado o diamante mais raro do mundo, combinado com a cura para todas as doenças do mundo e a paz mundial. Em suma o nascimento de um pai.

Minutos depois Elisabeth juntou-se á família, Edward e Bella deram-lhe as boas vindas entre beijos e olhares de felicidade e protecção. Quando terminei o pôs nascimento, falei.

- Edward e Bella, os meus mais sinceros parabéns. Eu já experienciei inúmeras situações destas e conheci muitas famílias mas nunca nenhuma como vocês. É como se tivessem um talento natural para isto! Edward a tua Bella é provavelmente a parturiente mais forte que eu conheço, a sério meu! A tua namorada vale ouro!

Ele riu-se e falou numa voz calma sem nunca tirar os olhos dela:

- Não podia concordar mais contigo Charlotte! Mas tenho de agradecer-te por teres cuidado tão bem da minha família.

- Não foi nada Edward tu também estiveste há altura, ganhas o prémio de melhor pai do ano sem dúvida. A tua calma, sim senhor, precisa-se de pessoas assim na minha faculdade. Pensa nisso.

Eles riram- se e desta vez foi Bella quem falou:

- Charlotte meu anjo inglês, obrigada por me teres ajudado, eu não sei o que seria se não tivesses aparecido.

- Não penses nisso Bella, o que importa é que correu tudo bem.- sorri-lhe - Agora essa do anjo inglês vai para o meu blog – brinquei - bem família vou vos deixar uns minutos a sós e depois vamos fazer um check-up ao hospital para certificarmo-nos que está tudo bem.

- Certo. Mais uma vez obrigada. - Repetiu ela.

- Ora essa! – reconfortei-a  e preparei-me para me levantar.

Assim que fiz, as minhas pernas estavam hirtas e feridas do chão duro. Mas a adrenalina de ter conseguido passar por toda aquela experiência mantinha-me insensível á dor. Abri a minha mochila vesti o meu casaco, bebi a minha garrafa de agua num só trago. Ao mesmo tempo o meu cérebro passava pequenos clipes de tudo o que tinha acontecido e eu sentia-me num dos melhores filmes de sempre. Quando vi o relógio reparei que já passavam das 8 da noite.

Baixei-me e coloquei a pesada mochila militar ás costas.

Quando me virei, tive a certeza que o meu coração podia parar a qualquer segundo. Um ser que não sei definir estava à minha frente, os seus olhos carmesim gelavam o sangue nas minhas veias e o seu cabelo vermelho fogo fazia-me querer fugir. A criatura abriu os lábios num sorriso macabro e o ar deixou de circular nos meus pulmões.

Aquele pesadelo em movimento segurou-me pela camisola cuspindo de desprezo. Enquanto eu fiquei inerte desejando fugir. Então, e sem ter controlo do meu destino, fui projectada tão rapidamente quanto conseguia ser para algo duro, afiado e sujo que não consegui indagar ao certo o que era. Doíam-me sítios que nem sabia sequer existirem e essa dor era insuportável. Antes de adormecer ouvi o meu nome gritado por Bella e Edward, e o nome dela, o monstro a soma de todos os meus medos, Victoria. Fechando os olhos, rezei para que ela não os magoasse.

 

Ponto de vista da Bella

- Charlotte!!! Oh meu Deus! Edward! A Charlotte... - gemi desesperada agarrando Elizabeth mais perto de mim. E temendo que o pior tivesse acontecido a mulher que salvou a minha vida.

- Eu sei Bella... Eu sei.... - também ele sentia empáfia por ela- A Victoria esta a chegar aqui. Ouve-me com atenção! O Jacob vai tentar distrai-la, eu quero que quando a Rosalie e a Alice chegarem ao pé de ti vás com elas sem pensar duas vezes.

- Mas e vocês?!- perguntei.

- Nós ficamos bem, confia em mim!

- Sim.- Anuí com igual certeza

Beijamo-nos e depois disse:

- O Jacob vai atraí-la para aqui, acabou de pregar-lhe uma rasteira.- esboçou um rascunho de um sorriso.

Assim foi. Rosalie chegou primeiro a nossa clareira com a Alice nos seus flancos as duas aproximaram-se de mim e dos meus filhos. E mesmo sem uma palavra transmitiram o calor e afectuosidade que ao ver os pequenos milagres que eu e Edward trazíamos no peito. E agradecemos as silenciosas felicitações. Alice levou o pequeno príncipe do colo do pai e disse-lhe que ia ficar tudo bem. Rosalie aproximou-se de mim, ajoelhou-se e disse num som quase inaudível que estavam todos orgulhosos de mim e que isto ia já passar.

Quando estávamos prestes a conseguir fugir, Jacob apareceu com Victoria a saltitar à velocidade da luz nos seus flancos, de repente a vampira ruiva parou. Provavelmente sentiu o cheiro de todo aquele sangue. Segurei a minha filha com toda a segurança que consegui e prendi a respiração.

Ela viu-me, mas assim que isso aconteceu Jacob mordeu-lhe as pernas e a luta física recomeçou. Gritei o nome do meu melhor amigo, em pânico mas sabia que tinha que ir. Agora era mãe e os meus filhos não estavam em segurança, segurei uma vez mais a mão de Edward e disse-lhe:

- Edward tenham cuidado, quero-vos aos dois em casa são e salvos.

- Sim querida.- sorriu-me ele.

Olhei mais uma vez os seus olhos dourados e soltei a sua mão, deixando que Rosalie me levasse para casa em segurança.

 

Ponto de vista do Edward:

- Onde é que está a humana!? - perguntou histérica

Estava confusa ao ter concluído que Bella acabara de dar a luz e fugido airosamente.

- A humana? Victoria, por favor! Não achaste que eu a ia entregar numa bandeja de prata, pois não?! És tão idiota quanto o teu companheiro? Deve ser por isso que era uma presa tão fácil! - provoquei ajudando Jacob a alcança-la rapidamente.

Num ápice derrubou-a de novo ao chão. E eu tirei do bolso o meu isqueiro.

Jacob tentou morder os seus braços mas logo ela serpenteou para fora da sua prisão. Tentou agarrar-se ao rochedo onde, na base estava a pobre médica. Mas o musgo não a estava a colaborar nem o facto de eu prender as suas duas pernas. Chamei Jacob para me ajudar e logo ela ficou encurralada. Nos seus olhos vi nascer o medo e enquanto Jacob mordia a sua perna.

Pressionei a tampa do meu isqueiro.

A criatura desprezível conseguiu magicamente agarrar-se a algo e preparava-se agora para fugir. Antes disso na sua voz perturbadora e infantil troçou-nos.

- Cavalheiros, isto hoje já não tem piada! Marcamos para outro dia?

Depois pontapeou Jacob fazendo-lhe perder o equilíbrio. E quando tentei agarra-la conseguiu projectar-me até ao solo. “Vantagens de ter uma dieta humana”, pensei. Quando recuperei já ela tinha desaparecido.

-  Mas porque é que esta filha da mãe é mais rápida que eu??

Jacob que já se tinha recomposto, riu-se na sua forma de lobo da segunda vez que dizia palavrões na sua presença, e lembrou-me que tinha coisas mais importantes que pensar.

Sorri-lhe.

Atirei-lhe as calças de paintball da mochila da médica e respondendo ao seu pensamento gozei:

- Usa como calções.

Aproximei-me do corpo da humana ferida e procurei uma pulsação, felizmente encontrei-a mas os ferimentos eram de facto muito graves.

Jacob aproximou-me perguntando quem era a pobre vítima:

- É a Charlotte, foi a médica que assistiu a Bella hoje. É amiga do Carlisle. Não sei se vai sobreviver. - disse sinceramente.

- Está consciente?

- Provavelmente, mas já não reage a estímulos, o mínimo que podemos fazer é leva-la ao Carlisle.

- Posso leva-la?

Estranhei a pergunta. Jacob respondeu em pensamento.

Ela salvou a minha Bella e para além disso ela é linda não merece ficar aqui a apodrecer.

Anui apenas que sim e Jacob carregou-a.

 

Ponto de vista do Jacob

Sentia a sua pulsação a enfraquecer e cada vez mais depressa.

De repente os seus olhos abriram-se e um azul e olharam os meus, nesse instante o meu mundo parou.

 

publicado por Twihistorias às 23:21

24
Fev 12

 

Capítulo 50- "Anthony"

 

POV do Carlisle:

- Charlotte acabo de receber um telefonema do meu filho Edward,preciso da tua ajuda. - Confessei à jovem residente. Charlotte era uma das melhores alunas da universidade de Oxford. Por isso quando terminou a licenciatura convidei-a pra um estágio no Hospital de Forks. O que hoje volvidos três anos se tinha transformado no melhor contributo em obstetricia e neonatologia que este hospital já teve. E minha jovem confidente pessoal. Ela era brilhante; meiga com as pacientes mas de uma frieza e ponderação cirurgica em situações de grande pressão.

- Claro Carlisle do que que é que precisa? Respondeu-me pronteiramente enquanto organizava os ficheiros dos pacientes no balcão.Aproximei-me e levei-a até ao banco no exterior do hospital.

- Charlotte ainda te lembras do que te contei acerca da minha nora Bella?

- Sim doutor, a namorada do seu filho que está grávida de gémeos em final de tempo. Ufa isso deve ser entusiasmante! - Respondeu ela bem disposta. Essa era uma das mais particulares caracteristicas de Charlotte a sua afectividade e claro a lingua afiada.

- Exactamente a Bella e o Edward tiraram o dia para fazer um pic nic na montanha.

- Parece-me encantador. Deixe-me adivinhar agora a Bella entrou em trabalho de parto e eles não conseguem chegar à unidade marterna?

- Precisamente. O pior é que o Edward ainda está no meio do nada a fazer com que o carro funcione!

- Ela está completamente só?! - Questionou-me com o seu sotaque Britanico acentuado do choque.

- Não Charlotte está com um amigo comum acompanha-la.- Conclui eu.

- E o que é que esse está lá a fazer?!

- Dr Granger! - Protestei - O que é que isso lhe diz respeito?! - Continuei tentando não me rir do seu óbvio descaramento.

- Peço imensa desculpa Dr. Cullen eu excedi-me desculpe.

- Não tem importancia apenas não repita a proeza. Enfim.- Reorganizei o que faltava informa-la. - No periodo que cá está já fez uma daquelas visitas ao parque natural olimpico?

- Sim claro é o que faço ao fim de semana. Escalada e Alpinismo. - Confirmou.

- Conhece a área o suficiente, para encontrar a minha nora?

- Penso que sim doutor necessito é de algumas informações: Qual é o estado da paciente? Existe alguma doença crónica ou cardiaca que seja problema? Há quanto tempo aproximadamente se deu o rebentamento da bolsa amiótica?

 

Pov de Charlotte Granger

Após aquela breve troca de impressões no pátio o Dr. Cullen dera me cinco minutos para me abastecer do que precisava. Assim que o fiz , corri em direcção ao veloz mercedes preto e o Dr. Cullen entregou-me uma foto.

- Vês a bonita mamã no centro da fotografia? - Sorriu-me- É a minha mais recente filha,Bella e quero que a trates tão bem como se fosse a tua irmã. Enquanto eu efectuo a cardiocirurgia desta tarde.

Realmente era óbvio que o Dr. Carlisle adorava a sua famíla. E pelas inumeras vezes que me falara neles quase já também eu senti um afecto desmedido por Esme,Emmett,Rosalie,Jasper,Alice,Edward e Bella. E sonhara um dia ter uma famila tão encantadora e dedicada quanto os Cullen.

Ele estava certo agora que analisava a fotografia Bella era realmente uma rapariga encantadora quase tanto como o seu atraente namorado. Na foto o casal olhava um para o outro afectuosamente enquanto que as mãos dele aconchegavam o bonito útero de 33 a 34 semanas.

Usando apenas camisa e top brancos e calças de ganga os dois assemelhavam-se a um especial de celebridades.

- Não se preocupe Carlisle eu mantenho-o ao corrente do que se passa. Mas deixe que lhe diga que farei tudo para acompanhar a encantadora Bella e os seus netinhos. - Sorri-lhe honestamente

Num ápice deixou-me no parque desejando-me boa sorte. Não precisei de andar muito para chegar à area livre de caça que Carlisle me indicara.

Fazer o meu primeiro parto fora do hospital deixava-me duplamente assustada mas confiante, sem duvida um aumento de adrenalina.

O meu vulgar pensamento foi interrompido por um bramido agonizante que se aproximava do sitio onde estava.Isabella pensei. Enquanto corria em direcção ao som.

- Por favor, por favor ajudem-me!!  - Repetia ela em agonia.

Assim que a encontrei senti imediata compaixão. A "bella" estava agachada a um velho banco de merendas tentando controlar mais uma penosa contracção enquanto o sangue nas suas calças indicava uma fase mais avanaçada do parto.

Corri para o seu encontro e assim que pousei a minha mochila apresentei-me:

- Olá sou Charlotte - Sorri-lhe mostrando afectividade, ela gritou mais uma vez e expirou depressa. Lágrimas brotaram violentamente dos seus olhos. Depois respondeu-me:

- É a ajudante do Carlisle? Veio-me ajudar!

Disse num só folego numa mistura de dor e alívio.

- Sim linda, sou.

Num instante desenrolei a manta que trouxera numa tentativa de amaciar o chão duro cobria com um lençol e estendera outro para uma falsa sensação de privacidade.

Não queria que ela se tivesse despir no meio do parque nacional. Já era suficientemente mau estar tudo a acontecer ali e não no hospital.

- Deixa-me ajudar-te a pores-te mais confortável.

Delicadamente coloquei-a deitada de costas, mas antes de colocar os joelhos ao nível do tronco protestou a ofegar:

- Eu ainda não posso fazer força!

- Não te estou a pedir ainda nada querida ainda. Mas não deve faltar muito. Não estás ansiosa por conhecê-los?!

- Claro que sim! E estas contracções estão-me a matar. - Confessou deitando a cabeça para trás e preparando-se para a próxima:

- Mas- Agora parecia querer aumentar a velocidade.- Eu não quero que eles nasçam sem pai! Ele tem de estar aqui!Ele prometeu entende?! Isto não pode acontecer!! Não assim!- Protestou em pranto, confesso que não entendi nada.- Oh Meu Deus!! Eu já não aguento mais! Mas será que esta dor não vai pára?!!! Ajudeee- me por favor!!

Ela trouxe o corpo na minha direcção e crivou as unhas no lençol eu alcancei a sua mão. Olhei nos seus olhos e falei pausadamente:

- Isabella eu sei que isto é muito assustador. E que é horrivel estares a passar por tudo isto aqui sozinha. Mas eu vou ajudar-te, juntas vamos trazer os teus meninos são e salvos ao mundo ok?

- Ok. - Disse-o num soluço. Depois ficou muito séria e perguntou-me:

- Como é que sabe o meu nome?

- Sabes. Não te deixes iludir pela maquilhagem, só tenho 23. O Dr.Carlisle é meu mentor de faculdade e eu estagio com ele. Contou-me tudo sobre ti os Cullen.

- Daí o sotaque. - Esboçou ela um sorriso esforçado.

- Sim tenho charme. - Brinquei.- Bella o que aconteceu ao teu amigo que supostamente estaria aqui? Acobardou-se tão cedo?

- Nada disso.- Respirou fundo- O Jake foi tentar buscar ajuda. - Explicou.

- Ok. Acho que já me situei.

- Se eu prometer não os tirar daí à força deixas-me dar uma olhadela só para saber em que fase do campeonato vamos? - Sorri-lhe

- Sim - Respondeu num sossurro

Tapei-a com um lençol e ajudei-a a com as calças e o resto da indumentaria. E quando acabei fora obvia a conclusão dos 10 cm de dilatação concluidos.

- Estás mesmo a portar-te bem Bella. Tens a dilatação toda feita. Vamos mesmo ter de começar a fazer força.

- Mas o Edward não está aqui! Ele precisa de estar! - Gritou mais uma vez numa mistura de frustração e agonia.

- Eu sei querida mas tenho a certeza que ele vem a caminho. - Tranquilizei-a pensando se a criatura não se pode despachar do carro e vir a pé.

- Eu não. - Respirou fundo. - Ele envolveu-se numa luta muito feia. E não sei se vai voltar! -  Gemeu crivando as unhas na erva fria.

Uma luta? Será que o Dr. Carlisle sabia disso? E que tipo de luta era seria um daqueles duelos à moda antiga pela donzela.

- Tu tens de pensar no que é importante agora! Os teus gémeos estão a nascer e precisam da nossa ajuda. Concentra-te neles. Tu conseguiste passar três meses sozinha, enfrentas-te a opinião de toda a gente desta cidade mediocre. És mais forte do que imaginas! Aguentas-te todas estas horas de dores sem ninguem. Agora eu vou ajudar-te a acabar com elas. E a trazer os teus filhos ao mundo. Mas preciso da tua ajuda! Posso contar contigo?! - Quando acabei o meu discurso emocional também eu estava a chorar. Tinha reunido toda a informação que Carlisle me dera sobre ela. E sem duvida que era verdade Bella era mesmo uma heroina. Agora que a conhecia pessoalmente percebia a paixão de Carlisle por esta sua nova filha.

- Eu sei que o Carlisle te contou isso tudo mas mas eu não consigo! - Exasperou-se

- Consegues pois! Como é que eles se chamam?

- Elisabeth e Anthony. - Respondeu com um sorriso babado no choro.

- Pois então concentra-te nos teus meninos e ajuda-me!

- Como é que eu faço isto?!

- Isabella quando sentires a próxima contracção, vais reter a respiração segurar a coxas por detrás do joelhos e puxar a perna.

- Pronta?!

- Força!!

Assim que a contracção a atingiu e ela fez força consegui visualizar logo a cebecinha.

- Boa! És uma pró já o vi! Achas que é o teu menino ou uma menina?

- É o meu menino tenho a certeza.

- Vamos ver. - Sorri-lhe

Dois grandes puxoes a seguir e a cabeça surgiu a minha frente. Amparei-a delicadamente em concha e pedi a Bella que para-se de puxar. Minutos depois os dois ombros já cá estavam o resto do corpo foi num istante. Tomei as medidas de após o nascimento e limpei o lindissimo recem nascido e pu-lo no colo da sua mãe. Bella de uma forma insitintiva sob logo o que fazer, olhou o com tanta ternura que me arrepiei. Acrescentando ao meu choro piegas mais dramatismo. Depois ouvi a sua voz calma e terna cumprimenta-lo:

- Olá bébé Anthony. Eu sou a tua mamã.- Duas grandes lagrimas gordas passearam no seu rosto.

Uma fracção de segundo depois o recem-nascido abriu os olhos. A pesar de surpreender-me não me deixou em choque, isto antes de ver a deslumbrante cor de esmeralda que estes escondiam.

Bella entreoolhou-me em choque, protegeu o do sol com a sua mão. E com um sorriso do tamanho do mundo susurrou:

- Tal como os do papá. Meu principezinho.

publicado por Twihistorias às 21:59

16
Fev 12

Capítulo 49 

Ponto de vista do Jacob

 

- Oh meu Deus! Eu nao consigo! Edward a sério que não consigo!

Ouvi-a gritar mais uma vez ao pedido desesperado de Edward para que se tentasse levantar. Já tinha sido removido o tronco que a prendia ao chão. Custava-me ve-lo a insistir, mas assim que me explicara o porquê, percebia o que ele pretendia:

- Por que é que simplesmente nao a levas daí ao colo?

- Eu vou leva-la Jacob, acredita que sim, mas primeiro tenho que me certificar se ela partiu alguma coisa, ou se é só a dor a falar.

- Mas não é difícil ouvi- la a queixar-se?

- Horrível mesmo, mas preciso de saber se a levo ao hospital ou ao Carlisle. Na verdade só quero que ela tente.

Virei-me de volta, ele estava agora agachado ao seu lado, praticamente implorando que se soerguesse. A Bella olhou nos seus olhos numa mistura de dor com medo e ele confortou-a. Pouco depois apoiou as suas costas até a uma posição sentada. A Bella continuou a gemer de dor durante todo o processo e reparei que sempre que o fazia ele beijava o seu cabelo e segurava-lhe a mão.

Fiquei surpreendido era como fosse treinado para aquilo, como se o fizesse todos os dias. O seu semblante não mostrava medo, ansiadade ou nervosismo. Mas sim uma calma desmensurada e concentração, como se conseguisse abstrair-se dos gritos horripilantes de dor e simplesmente se concentrasse no importante.

Assim que Bella levou as pernas ao nível do peito, ele sorriu aliviado e num ápice suportou-a nos braços. Tinha de admitir ele sabia o que fazia. Naquele momento sentia-me uma autentica criança. A respiração de Bella alterou-se de uma quase hiperventilação para algo um pouco menos sobressaltado.

E antes que uma contracção a atingisse outra vez tratou de refilar comigo e com ele:

- Edward!Jacob! Qual é a ideia?! Não tinham mais nada para fazer que brincar aos duelos! Seus idiotas chapados! Oh meu deuuuus!

A sua expressão alterou-se e vi-a agarrar-se à camisola dele e atirar a cabeça para trás em esforço. Quis explicar-me mas a sanguessuga fez me sinal que esperasse até ela conseguir prestar atenção. Também ele se assustara ao assistir aquele espetaculo. Tive a sensação que também ele se pudesse queria trocar de lugar com ela.

Pouco tempo depois ouvi a sua respiração retomar ao normal, e quando os seus olhos voltaram-se na minha direcção:

- Bells desculpa! Eu não te queria ofender, nem queria que isto corresse desta forma! Se eu soubesse que ias ficar sozinha no meio do nada eu nunca ia fazer isto! Está-te a doer muito agora?!

Antes de responder reparei que a sanguessuga tinha revirado os olhos a minha ultima questão.

- Claro que sim Jacob!! - inspirou e depois continuou - E eu não estaria nesta linda figura se não tivesse ido a vossa procura nomeiodonada!!

Chamou-me a razão com a velocidade a que falava a aumentar cada vez que a dor se aproximava. Eu nao sabia o que lhe dizer até que ele tomou a inciativa e passando lhe a mão na face húmida e seriamente respondeu:

- Tens toda a razão meu amor. Eu peço imensa desculpa querida, nunca te deveria ter posto em perigo. Foi uma estupidez estou terrivelmente arrependido. E acredito que o Jacob também não quer repetir a proeza. Olhou para mim de "esguelha" e por momentos parecia pedir mesmo a minha ajuda, e tratei logo de confirmar a sua ideia:

- Podes crer que estou arrependido, desculpa Bella a serio, não volta acontecer! Se quiseres vou me embora!

Desta vez Bella respondeu logo de seguida:

- Aí nao, nao vais a lado nennhum!!! Jacob nao querias ficar comigo!? - segurou me pela tshirt e eu fiquei preocupado.

Parecia mesmo que me ia matar. Ela respirou fundo e quando conseguiu retomou: - Pois amigo agora aguentas-te!!! Vais ficar até ao fim! Nem que caias para o lado ouviste Jake!

A sanguessuga riu-se de mim muito alto. Provelmente do meu ar de medricas. Quando acabou aquele som de troca e apesar de eu pensar imposssivel, Bella gritou altíssimo ao mesmo tempo que protestava

. - Edwaaaard!!!Dapróximavezquemequiseresdarumpresentedeaniversario! Dá me um CD raios!!!

Ele riu-se mas a ver o lado terrorifico de Bella, parecia uma criança a pedir desculpa:

- Desculpa, desculpa, desculpa, querida. Vamos já para casa amor! O Carlisle esta já a tua espera! Eu vou cuidar de ti...eu vou eu vou..

- Edward cala-te nao estás a ajudar!

- Toma que já almoçaste! - provoquei.

-Tu também nao estás ajudar! Pessoal por favor alguem me pode levar ao Carlisle raios!!

Conseguimos sair da clareira e quando ele se preparava para leva-la a correr, ouvimo-lo dizer uma asneira.

Eu calculei que realmente tinha começado a entrar em pânico.

- Edward o que e que te está a dar?! Eu é que estou em trabalho de parto e tu é que dizes impropérios!? - Disse lhe Bella com uma voz rouca e ansiosa.

A expressão de Edward assustava-me ele parecia que estava a chorar. Ele falou mais para Bella do que para mim mas suficientemente alto para tomasse acção.

- Bella, a Victoria esta a chegar aqui.- falou nervosamente mas num tom baixo. Bella parecia não conseguir respirar e começou a chorar nervosamente. Ele beijou os seus lábios rapidamente. Ignorando a minha presença.

E continuou: - Não shhhh, vai ficar tudo bem.- sorriu-lhe- O Jacob vai levar-te ao Carlisle, eu vou falar agora com ele. Assim que ele chegar a fronteira ele e a medica que o assiste vão ter com vocês. E assim que puder eu vou ter com vocês eu prometo Bella vai mesmo ficar bem. Confias em mim?

- Claro que sim...mas estás proibido...de não voltar! - Conseguiu falar entre soluços.

- Jacob posso contar contigo para cuidares da minha família? - Falou tão honestamente que quase comecei a chorar. Subitamente comecei a ver a sanguessuga como um homem que sofria tanto quanto eu e que tinha uma coragem que eu nao compreendia.

- Só até tu voltares. - Respondi surpreendido pela minha própria voz. Bella olhou para nós quase sorrindo.

Edward depositou Bella nos meus braços e antes de se ir embora disse-lhe: - Elizabeth e Anthony nem se atrevam a sair dai até o pai chegar!- sorriu-lhe beijou-a mais uma vez e atirou um - Amo-te. Até já!

Quando ele desapareceu outra vez para o mato senti-me estranho.

Eu sabia pela primeira vez que aquela mulher nao me pertencia e que era meu dever leva-la á família.

publicado por Twihistorias às 21:49

01
Fev 12

 

 Capitulo 48 parte 1-  Adrenalina

N/a- Espero que gostem deste capítulo drámatico da Uma Outra perspectiva e como de sempre agradeço todo o feedback que me dão. Também queria agradecer à menina Letícia Pinto pela sua inspiração para este capítulo. Enjoy

 

POV de Bella Swan

O sol quente estava a esbofetear a minha pele, o calor e a sua luz dificultavam-me a visão. Tinha entrado naquele  mato  há mais de uma hora e já não podia afirmar que sabia exactamente onde estava. As calças de ganga ardiam nas minhas pernas suadas. Lembrei-me rapidamente do elástico que tinha no pulso e numa tentativa de me refrescar fiz atei-o toscamente no meu cabelo. Mas o calor não era o maior dos meus desconfortos a minha respiração ainda estava alterada da anterior contracção. Estavam a tornar cada vez mais intensas a ultima fora a penas á sete minutos e fizera com que gritasse.

Entrei em pânico, e se ninguém me encontrar aqui? E se eles já estiverem a lutar! Eu não consigo fazer isto! Eu…

Aquela dor incapacitante reapareceu e eu não conseguia respirar , parecia que alguém estava a esfaquear o meu abdómen ao mesmo tempo que uma onda de dor me fazia querer cair para o chão, desta vez não consegui impedir o som de agonia que saiu da minha garganta.

Quando dei por mim estava sentada numa raiz de uma árvore altíssima tentando respirar em condições quando um choro convulsivo irrompeu sem a minha autorização.

Passara a gravidez a imaginar este dia e todas as suas versões possíveis e imaginárias no inicio imaginava apenas o comum hospital de forks com as suas florescentes brancas a iluminarem o corpo medico que me assistia. Mas depois quando o Edward chegou e a visão alterou-se, imaginei-o na minha cabeceira a suportar o meu peso enquanto toda a família esperava tranquilamente a chegada dos gémeos. Mas nunca isto. No meio do nada. Sem ajuda e sem saber se o Edward estava vivo ou morto.

Ele devia me isto. Ele devia-me estar presente pelo menos desta vez. Ele prometera!

Levantar-me foi provavelmente a coisa que me custara mais até ao momento, o meu corpo estava dorido e esperava imberbe por ser assolado outra vez pela dor, mas assim o fiz.

Fiz pressão nos meus membros inferiores segurei-me á raiz daquela arvore e entre respirações entre cortadas e expressões de dor consegui erguer-me.

Quando consegui manter-me numa posição erguida andei uns passos e gritei a pelos pulmões os seus nomes sem nenhuma reacção do outro lado.

Mas como é que não me ouviam? Não eram eles dotados de uma audição perfeita, inumana até? Estaria eu assim tão longe.

Caminhei até um pouco mais longe e apesar da luz os meus olhos avistaram uma clareira aberta não muito longe dali. Senti que era ali que eles se encontravam, caminhei na sua direcção mas algo atravessou o meu caminho.

Não me apercebi o que se tinha passado, ate quase chocar com o chão duro. Só tive tempo para agarrar na minha barriga e rezar baixinho que nada a atingisse.

Quando as minhas costas embateram no chão houve um meio segundo indolor, e segui-o se o que achei que tinha partido todos os ossos no meu corpo, senti-as a arder. Mas a minha maior preocupação não foi essa. Desesperada procurei a minha barriga e apesar de uivos de dor mantive-me em silêncio, expectante a cada movimento. Não o consegui encontrar. As lágrimas brotaram rapidamente e eu senti o meu coração bater descompassado.

- Não! Não por favor não! - Gemi, e fechei os olhos.

Senti -os a mexer primeiro devagar e depois o que pareciam pontapés e mãos a manifestarem-se violentamente. Ergui um pouco a minha cabeça e sorri. Quando o fiz reparei que as minhas pernas estavam presas por um ramo forte que me impossibilitava o movimento. Corri as minhas mãos de volta ao útero e embalei baixinho:

- Vamos ficar bem! Vamos sair daqui não se preocupem… vamos ficar bem.

Quando acabei de falar uma nova onda de dor se alastrou das minhas costas até ao final do meu abdómen mas desta vez semelhante a uma soma de todas as outras que tinha sentido. Parecia que perdera o controlo do meu corpo. Estava terrivelmente assustada.

Senti um Liquido escorrer pelas minhas pernas abaixo. Depois um som gutural e agonizante despertou-me, arrepiei-me quando percebi que era eu quem o tinha feito.

 

Ponto de Vista do Jacob

 

(1 hora e 30 minutos antes)

 

Estava ansioso por a ir buscar. Combinamos nos encontrar na fronteira entre os quiluetes e as sanguessugas. Reli a sua mensagem enquanto estacionava o meu bom e velho rabbitt.

“Jake eu e o Edward discutimos. Tu tinhas razão ele controla-me demais e eu sinto-me presa! Vem me buscar aqui à fronteira. O idiota nem te deixa vires cá a casa! Acreditas nisto! A casa também é minha! Por favor vem me buscar! Preciso do meu sol aqui comigo”

O carro dele parou e ouvi o gritar com ela qual quer coisa. Que cobarde! A Bella a ponto de dar à luz e ele a enerva-la daquela maneira. Preparei-me para sair, mas ele acelerou dali para fora. Como disse antes, cobarde!

Ela continuava de costas, o cabelo castanho perfeitamente enrolado no fundo e o vestido de verão acentuavam-lhe a sua figura maternal. Mas ele obrigara a usar saltos altos? Que egocêntrico, o que? O visual casual não satisfaz a sua alta sociedade de esquisitoides.

Aproximei-me a correr sem me preocupar com o meu carro. Quando me aproximei ela estava ainda de costas a soluçar. Toquei-lhe suavemente no ombro e disse :

- Bella…. Querida já está tudo bem eu estou aqui .

O seu corpo parou de tremer e relaxou sorri-lhe e pedi:

- Vá lá por que é que vocês os três não dão um abraço ao tio Jacob

Quando ela se virou devagar para me abraçar. Vi que não era a Bella mas sim a anormal da vampira loira.

Nem tive tempo de reagir. Quando lhe ia bater a sanguessuga deu-me um golpeou-me na cabeça e perdi a consciência.

Acordei amarrado a umas cordas no meio da floresta. Que cobarde! Prender-me assim sem me puder defender! Estava furioso tentei soltar-me mas estava preso. Atrás. Pela bela, agora loira cúmplice de crime. Alinhei.

- Deixa-me adivinhar? Agora é a parte que começas o teu monólogo de vilão! – Ironizei

Ele saiu do tronco onde estava sentado e respondeu alegremente:

- Jacob tu e o teu humor.

Estava perto de mais sentia a sua respiração nojenta na minha cara ele ouviu o que pensara e esbofeteou-me isso atiçou a minha raiva:

- Cobarde! Diz aí à partner para me soltar! Não disseste que querias lutar como um homem! Mostra que és um ou precisas de ajuda!

- Fala mais baixo cão! Ninguém é surdo! – Senti uma pancada forte na nuca.

- Ouve, nós só precisamos da tua ajuda Jacob. Vem aí sarilhos, uma vampira nómada está a aproximar-se a passos largos desta área. E eu preciso que fales com o teu líder para nos ajudar e patrulhar o vosso território. – Falou pacientemente como quem explica a uma criança o trabalho de casa.

- Eu não quero saber de nada disso! Ok?! Eu quero lutar! Eu não te vou deixar ficar com ela sabendo o que sei?! – Gritei de novo mais alto sabendo da sua audição sensível.

A sua expressão alterou-se de calma para irritação no final decidiu-se por troça levantando as sobrancelhas desconfiado, depois aproximou-se e disse:

- E o que é que tu sabes Jacob? – A maneira como falou parecia que eu era a pessoa mais ignorante do mundo. Respirei fundo.

- Eu sei que vocês discutiram! Sei que ela está farta de ti e que tu a controlas! Basicamente sei que ela vai voltar para mim e que tu o queres impedir!

Ele esbugalhou os seus olhos para mim em choque. Percebi que ele não sabia. Mas depois tão cedo como começou a sua expressão suavizou-se e voltou ao ar de troça. Fiquei confuso.

Depois a sanguessuga segurou um telefone moderno e leu com voz feminina a mensagem que pensara pertencer à Bella.

- Tenho de admitir eu podia ser escritor ou argumentista. Ou se calhar é só o fruto do conhecimento de cada insegurança que tens! – Vangloriou-se ele

- Seu monstro desprezível! Não era assim que isto devia ter acontecido! Nunca devias ter voltado! Eu e ela íamos ser uma família. Pede a não sei quantas para me soltar!

- Para que? Esta luta é claramente desnecessária. Não passa de um capricho da tua infantilidade Jacob. Eu e a Bella estamos óptimas, e não encontro nenhuma razão para perturbar nesta fase tão crucial da gravidez.

A sua voz estava nervosa mas mesmo assim soava a um pai a ralhar com um filho. Irritava-me a sua superioridade. Não me apetecia dizer mais nada mas pensei tudo aquilo que queria enquanto ele se afastava um pouco.

Eles estavam doidos! Como é que ele podia sequer pensar ficar com a Bella! Eu era muito melhor para ela, ele era ainda mais doente do que eu pensava. Pensar que podia criar aquela familiazinha psicótica como se nada fosse! Quem é que os ia salvar se não fosse eu. O Sam próprio dizia que se eles fossem aberrações a tribo teria de abate-los. Ao menos comigo eles podiam parecer remotamente humanos. Ao passo que com ele era só uma situação antinatural.

Ponto de Vista do Edward

- Solta-o Rosalie! Solta-o já!! – Bradei.

Rosalie parou de segurar as cordas e afastou se assustada. Eu corri em direcção á arvore onde aquele ser estava e derrubei contra o seu corpo. Depois ao ouvir os seus gritos de agonia pressionei o meu peso no tronco e gritei quase cuspindo cada palavra:

- Tu podes chamar-me o que quiseres! Podes ofender o clã inteiro! Podes até dizer que amas mais a Bella. Mas nunca mais abres essa boca indigna para falar dos meus filhos! Ouviste seu rafeiro pestilento!

Ele continuou a gritar de dor e eu continuei a exercer o meu peso sobre o dele.

- E agora já queres lutar?! Já te sentes mais homem! ?

Tirei o meu pé de cima do tronco e ele conseguiu soltar-se, deixei-o derrubar-me. Mas quando estava prestes a transformar-se empurrei-o até a uma parede de pedra.

Estava farto ele nem sequer boa pessoa era. Apenas um cobarde! A descontar as suas frustrações amorosas nos meus filhos. Um idiota prestes a por em risco até a própria tribo.

Ouvi os pensamentos de Rosalie a pedirem que parasse que ele era só um miúdo idiota e que não valia o meu tempo. Mas o velho Edward assolou a superfície e adrenalina falava mais alto, fazer justiça em nome dos meus filhos parecia-me moral o suficiente.

Voltei a encara-lo e os seus olhos transmitiam-me medo em conformidade com a sua mente. Todos os idiotas tem medo lembrei-me eu. De repente ouvi-a.

O seu grito agonizante arrepiou-me e soube de imediato que era ela. O seu nome soltou-se da minha boca e quis correr a seu encontro.

O cão questionou-me:

- Bella? O que?

- Cala-te e ouve rafeiro!

Ele manteve-se em silêncio e ouviu o mesmo que eu. Obtusamente concluiu:

- É uma mulher. Coitada está cheia de dores! Porquê estás com pena?

- Usa a tua audição completa! – Exasperei-me

Ele acenou compreendendo quando o som horroroso se repetiu. E os dois corremos na sua direcção.

publicado por Twihistorias às 23:30

27
Jan 12

Capitulo 47 parte 2

“Não se brinca com coisas sérias”

 

Pouco depois de Alice ter saído, Rosalie alegou precisar de se arranjar para a ida ao spa. Esme não desviou os olhos do jornal até Rosalie se ter retirado, depois perguntou-me se eu tinha gostado dos waffles que ela cozinhara. Disse que sim e preparei-me para a ajudar. Juntei o meu prato e a travessa de porcelana agora vazia, mas quando me ia a levantar e ainda na minha posição acocorada senti uma dor forte por baixo do abdómen, fechei os olhos e esperei que fosse como as contracções de braxton.

Devo ter ficado algum tempo naquela posição pois quando Esme se aproximou mostrou alguma preocupação no seu olhar.

- Querida precisas que chame o Carlisle?! – Verbalizou ela.

- Não se preocupe Esme. Estamos bem. – Respondi acariciando a minha barriga.

- Tens a certeza querida? Sabes que eu tenho conhecimentos no hospital de Forks…- Piscou o olho e sorriu.

Sorri-lhe de volta dirigimo-nos para a minha cozinha, Esme ajudou-me a colocar a loiça na maquina.

- Bem querida se não precisas de nada eu vou andando. – Reafirmou ela ao encaminhar-se para a porta.

Despedimo-nos e subi até ao segundo andar para praticar o meu novo vício. O quarto estava fresco apesar do calor elevada que se fazia sentir no exterior. De sempre que lá entrava era invadida por uma sensação de serenidade.

Costumava sentar-me na cadeira de baloiço e falar com os meus filhos, horas a fio. Hoje não era excepção:

- Olá meninos! Bom dia Elizabeth! Bom dia Anthony! – Cumprimentei ternamente sentido os mexer dentro de mim  

- O papá não pode vir cá hoje… Coisas dele sabem…. – Expliquei enquanto acariciava onde os tinha sentido passear há pouco.

- Eu sei que vocês já não tem muito espaço aqui dentro… - sorri – Mas não se preocupem que a mamã e o papá estão prontíssimos para vos receber. Mas despachem-se! Que estás dores de costas não dão com nada! – Brinquei sendo de seguida atingida por uma forte pontada no fundo das mesmas.

- Pronto! Já não está cá quem falou.

- Edward! Perdeste de vez o juízo!

- Ahahaaa! Tia Alice está passada com o papá!

Levantei-me para ir em direcção à casa de banho não pude deixar de ouvir mais uma reacção maldisposta de Alice.

- Não queres pedir antes ajuda aos Rapazes? De certeza que o Jasper e o Emmett seriam mais eficientes que simples cordas para aguentar um lobisomem. Deixa de te armar em herói!

Raios!Raios!Raios! Eles iam mesmo lutar! Que infantilidade sempre achei que pelo menos o Edward ia conseguir controlar-se. E Alice tinha razão o plano era péssimo. Se prendessem o Jake mais depressa ele se transformaria.

Um arrepio gélido trespassou o meu corpo assim que previ o resultado da luta. Tinha de os impedir. Faltava-me saber onde? Onde é que se ia dar esta espécie de duelo? Recordei uma conversa que tivera com Edward a cerca de sítios neutrais do tratado e a floresta. A mata perto da nossa casa era um deles.

Se assim fosse, e esperava que sim, hipoteticamente bastava-me distrair Alice ao ponto de conseguir escapulir-me no meio da sua confusão. Só precisava chegar suficientemente perto para ser ouvida nada mais.

Desci o mais rápido que consegui para a sala de modo a ficar mais perto da porta. E mais uma forte de pontada embateu nas minhas costas e no fundo do meu abdómen. Quase me fez cair. Segurei veemente no corrimão e sussurrei:

- Aguentem só até ao papá chegar, só mais um bocadinho por favor.

Não seria propriamente mentir da maneira como tudo se estava a desenvolver. Só ia adiantar um pouco as coisas em verdade. Embora temesse uma situação tipo Pedro e o Lobo, tinha definitivamente mais receio de não interpretar bem o meu papel.

Pondo uma mão atrás das costas e outra no fundo do meu abdómen, e sabendo que me ia arrepender que me ia arrepender mais tarde. Arfei alto para que Alice conseguisse ouvir. Senti alguns passos no andar de cima pouco depois voltei a repetir o som. Desta feita Alice ainda correu rapidamente para meu lado segurou-me a mão e disse calmamente.

- Bella passa-se alguma coisa? Estava lá em cima e ouvi-te gemer, precisas que chame alguém, sentis-te alguma coisa.

Os seus olhos transmitiam tanta ralação que pensei desistir e pedir apenas que levasse até lá. Mas de súbito aquela moinha nas minhas costas intensificou-se e eu entrei em pânico. Não podia estar a acontecer agora! Respirei fundo o mais discretamente que consegui, sob os olhos de Alice. Ela pegou no telefone e com uma voz nervosa disse:

- Carlisle temos um problema, eu acho que a Bella precisa de ti.

Ouvi o riso de Carlisle e um expressão de contentamento que me fez revirar os olhos , Alice sorriu-me e disse:

- Que maturidade paizinho! És capaz de te preocupar com a tua doente?

Ele disse qual qualquer coisa e Alice respondeu que estava preocupada. Resfoleguei e encostei-me ao sofá onde Alice me tinha levado. Uma onda de dor percorreu as minhas costas e a pontada foi substituída por algo semelhante a multiplicação de duas cólicas menstruais muito fortes.

Isso fez-me chorar.

Quando abri os olhos a mão de Alice estava acocorada a meu lado a acalmar o vestígio de dor.  A sua voz respondia:

- Sim. Senti. Mais de um minuto e meio.

Carlisle despediu-se e ela desligou. Depois sentou-se ao meu lado.

- Ok! Bella o que é que vamos ver? – Perguntou ela com o comando da tv numa mão e a sua mão direita ainda no meu abdómen.

- Como assim o que vamos ver? Não íamos ao spa?

- O Carlisle já vem a caminho. Está tudo bem querida, vamos noutro dia. – Sorriu-me.

- Al estás na patrulha de contracções não é?! Fica sabendo que aquilo de à bocado não foi nada e que eu estou óptima. Agora deixa de ser tonta e vamos tratar dessa saída de miúdas. – Tentei eu confiante.

- Nada feito. O Carlisle disse para estar aqui a contar quantas tinhas nos próximos quinze minutos.

- Estás com azar Al só me estás a dar calafrios com essa tua mão fria na minha barriga quentinha. – Brinquei enquanto desejava não sentir mais nenhuma nós próximos quinze minutos.

- Pois pois, mas Bella só passaram cinco minutos e eu quero os meus sobrinhos cá fora! – Retaliou ela com voz de birra infantil.

- Mas não tem de ser hoje. Por que se reparares bem, se for hoje o Carlisle vai ter de cortar estas bonitas calças skinny jeans que me compraste. – Disse ofendida.

- Desculpas, Desculpas. És incapaz de me fazer um favor! – Brincou ela com um sorriso de orelha a orelha.

- Alice isto não é usar saltos altos. – Refilei depois gesticulei em volta da minha barriga e continuei – Isto dói.

- Por favor Bellinha por favor!

- Deixa de dizer disparates. Já passaram quinze minutos. Tira daí a mão e vamos que estou farta de estar em casa.

Assim que acabei de falar a minha campainha tocou Alice apressou-se a abri-la. E um muito demasiado sorridente Carlisle entrou na minha sala. Para o provocar levantei-me e fui ao seu encontro. Cumprimentei-o com um aperto de mão e disse num tom jovial.

- Bom dia Dr. Carlisle! Está bonzinho? – Galhofei sorridente. Apertando-lhe a minha mão direita.

- Bella assim não dá. Vim eu todo bem-disposto esperando encontrar-te aos “ais” e “uis”. E tu estás fresca que nem uma alface! Vou amuar. – Ironizou ele.

- O que é que lhe posso dizer?! A Alice tem uma pequena propensão para o exagero. Estou óptima pode ir andando ter com outros mais urgentes pacientes. – Mantive o sorriso apesar de me ter assustado dispensar os seus serviços.

- Aha! Isso é excelente! De sempre que uma parturiente menospreza o assunto. É num instantinho.

- Muito cientifica essa conclusão sem dúvida. – Provoquei – Mas acha que dá para ir um bocado ao spa com a Alice.

- Alice? – Chamou.

- Sim? – Respondeu num ápice.

- Qual é o tratamento mais rápido que se pode obter de um spa?

- Existe um de 30 minutos.

- Certo parece-me suficiente. – Concluiu o médico. Depois e para que obtivesse tempo suficiente para por Alice a marca-la questionei:

- Alice nesses trinta minutos há alguma massagem às costas que eu possa fazer ou assim? – Quem me respondeu foi Carlisle.

- Porquê? Tem te doído as costas?! – Desta vez não envergava o sorriso palerma e falou seriamente.

- Sim muito mais que no resto da gravidez. Desde ontem têm sido bastante impossíveis. – Confessei sinceramente preocupada. Passando as mãos pela minha barriga e costas.

- Compreendo. – Agora voltara à palermice e estava-se praticamente a rir.

Quase teatralmente perguntei:

- É grave doutor?!

- Nada disso. – Sorriu ele bem-humorado.

- Bem se não tens mais nada a acrescentar vai aproveitar a tarde de folga que eu e a Bella temos coisas a fazer. Despachou-o Alice.

- Carlisle encaminhou-se para a porta mas antes de sair disse:

- Ah! Alice?

- Diz.

- Sê uma querida e leva a Bella lá para casa daqui a duas horas , quando ela começar a chamar nomes feios ao Edward. Sim? – Provocou com uma voz paternal.

Rimo-nos e Alice respondeu:

- Claro que sim paizinho lá estaremos . - Confirmou ela.

- Espere sentado para não se cansar. – Gritei do sofá.

- Até já Bella, não comeces sem mim!

- Claro que não! Carlisle sem si não seria a mesma coisa! – Respondi ouvindo o seu riso até depois de fechar a porta.

Alice voltou para junto de mim e disse rapidamente:

- Bells, esqueci-me das tuas coisas na casa grande. Ficas aqui um pouco à minha espera enquanto eu vou lá num instante busca-las?!

- Claro que sim Alice. Até já. – Sorri

- Até já Bella. Qual quer coisa liga-me!

- Ok. Vai lá descansada.

Assim que Alice se retirou abri uma das portas do meu jardim e apressei-me até chegar ao mato circundante à minha casa. Certifiquei-me que tinha a chave mas notei que não tinha telemóvel. Não o podia buscar, correria o risco de me encontrar com Alice e Rose.

Rezei para que os encontrasse a tempo de conseguir ter toda a ajuda de Carlisle. E olhando de volta a bela casa pensei se algum dia Alice me ia desculpar por este disparate. Mas mais que tudo odiava as atitudes de Edward e Jacob por me fazerem dispensar o único médico que me podia ajudar.

 

Ponto de Vista do Edward.

Rosalie aproximou-se do meu carro ainda em risota com Alice ao seu lado. Tinha de admitir que Alice estava a perder uma excelente carreira como caracterizadora de cinema.

- Então?! Pareço-te credível Edward. – Disse ela afagando a sua falsa barriga de grávida.

- Bizarramente parecida. Mas como deves adivinhar eu prefiro a versão original.

- Achas que ele vai cair?!

Alice aproximou-se e colocou o casaco de malha de Bella nos seus ombros.

- Tens odor disfarçado com a essência da minha Bella, o alvo está demasiado confiante e apesar de uma versão inferior ao longe és uma visão realista. Em suma o Isco perfeito. – Disse confiante.

- Tenham cuidado, vou ter com a Bella. Não hesitem em pedir ajuda! – Alertou-nos Alice.

publicado por Twihistorias às 23:50

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