04
Fev 13

 

N/A: Peço imensa desculpa a todos os leitores da Uma Outra Perspectiva II por tão comprido e irritante hiatus. A verdade é que não há propriamente uma justificação para vos  ter deixado tanto tempo sozinhos. O meu desaparecimento deve-se a uma falta de inspiração para continuar a UOP e por consequinte acaba-la.  Espero que á semelhança da Elisabeth vocês também me possam perdoar. Como sempre qualquer feedback é aceite e bemvindo :)

 

POV de Elisabeth Carlie Swan Cullen 

 

O meu pai chegara. Era constrangedor dizer isto: "o meu pai". Sempre pensei que voltaria, ainda assim era desconfortável tê-lo cá em casa. Sintia-me como se estivessemos a receber um qualquer estranho. E nem eu, nem o meu irmão sabiamos ao certo como conviver com ele. Anthony já tinha arranjado uma estratégia para passar o máximo de tempo fora de casa. Mas como podia eu julga-lo se também a mim apetecia fugir. Bateram á porta. Era a minha tia/mãe/melhor amiga Rosalie. Vejo pelo seu sorriso que esperava encontrar-me em pior estado. Traz um tabuleiro pousa o na minha cama perguntou com a sua voz doce:

- Então princesa? Como estás a reagir a isto tudo?

Tranquilizei-a:

- Bem, tia - Chamo tia á rosalie, mas é sempre uma formalidade. Ela é a minha mãe para todos os efeitos. - Só não sei se isso é bom ou mau. Estou contente por ele, quer dizer, o meu pai estar em casa. Mas sinceramente sinto-me a receber um primo de Denali. Fico feliz por ele mas não o reconheço.

Fui sincera. Por duas grandes razões: Nunca sinto vontade de mentir á tia Rose e já estava cansada de dizer que estava tudo bem comigo. Ela puxou-me para o seu colo, e foi como se nada se tivesse passado, sou outra vez a sua pequenina que brinca com longos cabelos loiros de princesa. O seu aroma traz-me paz e conforto.

- "Liz"... - Respirou suavemente - O que sentes é natural é tudo muito novo. Mas tens mesmo de dar uma oportunidade ao teu pai, tu e o teu imrão são tudo par ele. Nunca te esqueças que ele vos ama e foi só por isso que arranjou forças para tomar a decisão de deixar-vos por uns tempos.

Não gostei do que me disse, se ele quer assim tanto saber de nós, porque se apresenta daquela forma. Parece um morto vivo de olhos postos no chão, sem brilho, não sorri, não movimenta um musculo facial, nem perde o tom monocórdico na sua voz. Não me parece estar a fazer um esforço assim tão grande. Decidi verbalizar as minhas dúvidas:

- Mas se ele gosta assim tanto de nós, porquê é que está sempre tão - Esforcei-me para descrevê-lo - sombrio?

- O teu pai ainda hoje sofre muito com aquilo que aconteceu á tua mãe. Ele nunca conseguiu avançar. Podes acreditarr quando te digo que é só por vocês os dois que ele está vivo.

Torçi o nariz a tanto sentimento, a mãe Rose continua:

- Ele não foi sempre assim tão triste. Quando vocês eram bébés ele brincava convosco até adormecerem. Costumavam rir tão alto que até o tio jasper descia do quarto para se juntar á brincadeira.

-Aliás... -diz segurando num dos pequenos bolinhos que só naquele momento reparava estar no tabuleiro á nossa frente.  - É por causa do teu pai que  és viciada nestes cupakes de veludo vermelho. A primeira vez que ele tos fez tu gostaste tanto que nem deixaste o teu irmão provar.

Sorri num misto emocional de fofice e vergonha. Mas a dúvida permanecia então perguntei-lhe:

- Mas então o que é suposto eu e o Anthony fazermos? 

- Não é suposto fazerem nada - Corrigiu - Mas peço-te que dês ao teu pai uma hipotése. Sei que tu e o Ant. são mais do que capazes de o fazer voltar ao que era.

- Então e qual é a ideia? Como é que eu faço isso? Nem sequer sei o que falar com ele...

- Hoje ao jantar, faz-lhe perguntar... todas as que quiseres. Ou então se não sentires vontade fala-lhe da tua escola dos teus amigos do que quiseres. Vais gostar de ouvir a sua resposta.

Por vezes a minha tia Rose parecia saida de um filme da Disney.

- Foste sempre assim? - Desafiei

- Assim como?

- Assim tão apaziguadora

- Apaziguadora... que palavrão! - Exclamou - Merece um cupcake, minha senhora... - Atalhou com reverência.

 

Continuamos o resto da tarde a palrear sobre coisa mais leves e a comer bolinhos. Estava mais calma quando no fim de tarde desci para praticar o meu hobbie favorito. Tocar piano e cantar para a minha Avó Esme e tia Rose enquanto faziam o jantar.  Absorvi-me no mundo das melodias e harmonias quando uma voz masculina soou atrás de mim sobressaltando-me. 

 

- Desculpa... não te quis assustar. - Disse o meu pai. Virei-me de modo a encara-lo e respondi algo nervosa.

- Não faz mal... precisa de alguma coisa?

Ele sorriu. Ainda não tinha visto sorrir, se tinha não me lembrava. Tinha um belo sorriso.

- Precisas - Corrigiu divertido - Não... precisar não preciso, mas gostava de saber se posso ficar a ouvir-te tocar. Estava no escritório quando ouvi alguem executar tão bem Bach e fiquei curioso. Mas quando te ouvi cantar, não resisti espreitar. Ninguém mais canta assim. A tua voz é lindissima filha. 

- Obrigada. -  agradeci timidamente. A palavra filha ainda a ressoar estranhamente nos meus ouvidos. Despois lembrei-me e respondi:

- Pode. - Fez um ar teatral de desagrado ri-me e corrigi - Podes claro.

Voltei de novo para as teclas. Toquei as minhas musicas de recital,para causar boa impressão e depois toquei e cantei todas as que me divertiam e que mais gosttava. Quando parei, já o jantar estava na mesa. Arrumei as partituras, numa tentativa de ganhar tempo para pensar no que lhe ia dizer a seguir. Decidi-me pelo humor:

- Bom, peço desculpa por tremenda seca lhe acabaste de apanhar... Ninguém merece, duas horas de "Liz" o rádio humano"

Ele sorriu mais uma vez e com a cortesia de um cavalheiro, esclareceu:

- Não digas isso, é um prazer ouvir-te princesa. Tenho pena de não ter sido eu quem te ensinou a tocar tão bem. Mas prometo qualquer dia tocar-mos  uma peça a quatro mãos. 

Não sabia se quer que ele tocava e não sabia bem porquê. Mas a ideia de tocar com o meu pai. Deixara-me feliz e entusiasmada. 

- Claro, quando quiseres.

Mais um sorriso desta vez, mutuo.

- Posso pedir-te um favor? - Perguntou subitamente com uma expressão mais séria. 

- Sim, sim podes - Respondi receosa.

- Dás-me um abraço? - Pediu. Numa fração de segundo pareceu-me triste ou amendrontado. 

Não respondi. Atravessei apenas a sala. Ainda estava a decidir se o fazia ou o encaminhava para a mesa de jantar. Quando vi o seu ar feliz ao me aproximar.  Racionalizei que dar um abraço não era nada de outro mundo e o mesmo o faria se estivesse ali presente a prima Carmen. Quando os meus braços se enconstaram ao seu torso , não foi bizzarro ou desconfortável. Mas sim familiar, senti-me uma formiga ao seu lado mas ainda assim segura. Depois ouvi-o sussurrar ao meu ouvido:

- Eu sei que isto é tudo muito estranho pequenina. E eu peço imensa desculpa por vos ter abandonado. Mas eu prometo que vou fazer com que tudo fique bem. Acredita Liz vai mesmo tudo ficar bem.

Estava pronta a discutir mas por mais estranho que pareça senti-me reconfortada. Algo nas suas palavras fazia sentido e sem me ter apercebido, acreditei nele.

publicado por Twihistorias às 17:30

26
Nov 12

Capítulo 6

Gémeo Bom vs Gémeo Mau

14 anos depois

Ponto de Vista de Anthony Cullen.

- Filho, sabes que eu sou um homem paciente. Mas não abuses! São 11:00 da manhã e já só chegas á ultima hora!! Anthony! - Vociferou o meu avô Carlisle, acompanhado com bateres incessantes na porta.

"O que é que ele está a fazer, fechado no quarto a esta hora?" - Pensou confuso.

Ora eu podia explicar o que eu e a simpática Ashley, ou seria Brittanie? Enfim o que eu e esta jovem encantadora estávamos a fazer mas aproximava-se o "gran finale" e não queria perder a concentração. Debaixo de mim a pequena gemeu sem se dar conta da interrupção do meu charmoso avô. Por isso pedi que baixasse o volume.

- Anthony está aí alguém, contigo? - Perguntou, preocupado/aborrecido o desmancha prazeres do outro lado da porta.

Raios. Quebra total de clima. Abortar missão com dignidade.

- Princesa, eu podia ficar assim contigo a manhã toda. Mas não quero ser o causador de más notas.... - Sussurrei, retirando-me. Desenvencilhei-me dos lençóis, beijei-lhe a boca, as pálpebras ainda fechadas e gritei com o som de roupas excessivamente claro.

- "Vô" estou me já a vestir, saio já!

- Pensei que ficava para o pequeno-almoço... - Disse ela fazendo um beicinho e lembrando-me que as diferenças abismais da fisionomia humana da noite para o dia.

- Não pode ser querida, estamos atrasados para a escola. Vemo-nos lá? - Convidei com um piscar de olhos.

Procurei a camisola com aparência mais lavada que tinha no monte e saí.

- Então vamos comer ou não? - Disfarcei sorrindo inocentemente para o meu avô.

- Já passou a hora do pequeno-almoço há muito. Come qualquer coisa em 2 minutos e despacha-te.

Desci apressadamente a escadas até á cozinha e agarrei um iogurte liquido. Pronto a desaparecer dali para fora. Fui bloqueado pelo meu tio Emmett que com um sorriso infantil pensou:

"Quem é esta desta vez?"

- Uma qualquer tio, tenho pressa.

Entrei no Ant.mobile, o meu automóvel desde o mês passado. E dirigi-me ao secundário.

Escolhi como banda sonora um cd dos Oasis. E relaxei.

Hoje é um dia mais ou menos importante.

 O meu pai, Edward, faz/fazia anos. Nem sei como mas já não sentia a dor que sentia ao pensar nele. Já chorara tanto e a habituação fora tão difícil.

-Menino Cullen, ainda bem que nos deu a honra da sua presença. – ironizou o professor Cooper.

-Peço desculpa professor. – fingi uma voz triste. Aproximei-me do mesmo e num sussurro acrescentei. – É que hoje é um dia complicado para mim, é o aniversário do meu pai. – fingi um soluço. – Eu sei que não é uma desculpa mas…

Mais um soluço e já ouvia um “pobrezinho, como é que um pai é capaz de abandonar os seus filhos.”

Bingo e o melhor Oscar vai para…..(som de tambores)…..Anthony Cullen.

-Pronto, vai lá para cima. Hoje tens desculpa, mas que não se volte a repetir.

Todo o meu ser sorria por dentro, no entanto a minha mascara continuava alinhada.

Rodei sobre os meus pés e encaminhei-me para o meu lugar.

Ainda antes de o alcançar cruzei-me com a minha querida irmãzinha que me lançava um olhar de fúria, e claro que a tive que brindar com um sorrisinho cínico.

Aquela aula passou entre conversas discretas com a rapariga que estava ao meu lado, a conversa era sempre a mesma, a minha história de vida.

-É uma altura difícil para mim. A minha mãe morreu demasiado cedo, não tenho muitas lembranças dela e o meu pai abandonou-me logo a seguir. Dizia que eu e a minha irmã lhe fazíamos lembrar muito a minha mãe. Foi horrível, numa manhã eu acordei e corri para o quarto dele. Era os meus anos! E cheguei lá e ele não estava, nem as coisas dele. Simplesmente desapareceu! Deixou-me a mim e à minha irmã sozinhos. – fiz uma pequena pausa da minha historia dramática já muito bem treinada. – Apesar de ter apenas 3 anos tentei ser forte pela Elizabeth, tratei dela o melhor que sabia. Ficamos sozinhos quase dois dias, até que a minha família se apercebeu que alguma coisa estava errada e apareceu lá em casa. Desde aí ficamos com eles. Uma vez o meu pai apareceu e foi como se eu tivesse esquecido tudo. Eu amo tanto o meu pai!

E claro que este final não seria o mesmo se não vertesse uma lágrima de crocodilo e eu não me apressasse a limpar como por vergonha.

-Oh Anthony! – disse ela lançando os braços para me consolar.

Claro que tinha melhorado um pouco a historia, um pouco mais dramática. Mas as raparigas pareciam gostar destas coisas.

A minha irmã voltou a lançar-me um olhar irado.

A campainha tocou e eu já tinha convencido a Lisa a ir almoçar comigo.

-Anthony! – ouvi aquela voz estridente atrás de mim.

Ignorei-a e continuei o meu caminho com Lisa ao meu lado.

-ANTHONY! – um tom demasiado agudo fez com que todas as cabeças rodassem em direcção à minha querida irmã. – Posso falar contigo, a sós? – disse assim que percebeu que tinha a minha atenção.

Sorri delicadamente à Lisa e pedi para ir indo para a cantina que já iria ter com ela.

-É bom que seja importante Liz – disse à minha irmã usando a alcunha que eu usava.

-Qual é o teu problema? A falares da mãe e do pai desta maneira. Pior a dizeres aquelas mentiras todas. O quê que achas que eles vão pensar de ti? – os braços dela dançavam enquanto ela pronunciava aquelas palavras furiosas.

-Não vão pensar nada. A mãe tá morta e o pai quer lá saber de nós! – a minha voz suava fria, já fazia tempo em que não sentia qualquer tipo de emoções ao falar neles.

-Como é que podes falar assim? Parece que não queres saber deles! Não foi esta a educação que nos deram. – a minha irmã estava a tentar ser politicamente correcta, como lhe tinha sido ensinado. No entanto era a “Queen bee” daqui da escola de Forks.

Era chefe da claque, a presidente da associação de estudantes e ainda tratava das festas da escola. Ou seja, era aquela que todas as raparigas desejavam seguir ser amiga. E claro, que a Elizabeth, À semelhança da tia Rosalie, não facilitava o acesso ao seu restrito grupo de amigas.

Virei costas à minha querida irmã e preparava-me para ir ter com a minha “amiga” que me esperava na cantina. Qual era mesmo o nome dela?

“Lisa” lembrei-me ao fim de alguns segundos.

-Porquê que és assim? – perguntou a Elizabeth atrás de mim.

-Porque tem sempre que haver o gémeo bom e o gémeo mau.

E com aquilo deixei a minha irmã sozinha para trás, a resmungar comigo. Fiz questão de a ignorar e seguir o meu caminho para a cantina.

Mal entrei na cantina avistei a mesa dos meus amigos. A sua maioria estava acompanhado por uma rapariga, namorada ou amiga, isso não interessava. Vi-os a acenarem na minha direcção e a indicar o meu lugar guardado.

Sorri e apontei para a menina que estava na fila à minha espera…a Lisa.

Bolas, não me podia esquecer do nom dela.

A caminho da mesma fila fui barrado pela presença de uma pequena rapariga loira. O seu sorriso era enorme assim que me viu.

Era a miúda desta manhã.

-Olá. – disse eu de forma constrangida.

-Vamos almoçar? Guardei lugar para nós ali. – ela apontava para uma mesa onde estavam algumas das suas amigas. Admito que aquilo era tentador, um almoço rodeado de mulheres, umas belas outras nem tanto, mas todas com algum atributo interessante. E ouvia os pensamentos de cada uma a babar-se por mim.

No entanto estava no meu manual de regras, nunca almoçar ou jantar cm nenhuma miúda depois de ter ido para a cama comigo.

-Desculpa miúda! Mas já tenho coisas combinadas. Trabalho de grupo, uma seca. Mas tenho memos que o fazer se não quiser reprovar a inglês.

A rapariga loira olhou na direcção da Lisa que estava já um pouco confusa com o que se estava a passar.

Passei os meus dedos pela linha do queixo da pequena à minha frente e falei num sussurro.

-Vemo-nos mais logo? Eu ligo-te e combinamos.

Era uma boa forma de a despachar, de a convencer que ela era única para mim e quem sabe, poderia vir a ser útil mais tarde.

Dirigi-me a Lisa, pegando num tabuleiro e colocando-me ao seu lado.

-Desculpa a demora, mas sabes como é a minha irmã. Sempre um milhão de planos, depois não tem tempo para fazer tudo. E quem a salva sempre? O irmãozinho que tem que ir levar a roupa angariada aos pobres. – disse com um encolher de ombros como se não fosse nada importante.

Apercebi-me que a Lisa ainda olhava para a rapariga cujo nome não sabia e nos seus pensamentos questionava-se o quê que a miúda queria comigo.

Disfarçadamente, como se não soubesse o que ela estava a olhar, segui o olhar dela.

-O que foi? – perguntei confuso.

-O que queria a Kat contigo? – perguntou ela.

Então “Kat” era o nome da rapariga, pelo menos o diminutivo de algo, olhei novamente para ela, tentando fazer uma nota mental para não me esquecer do seu nome.

-Oh nada de mais. Lembrar-me que tenho um trabalho de espanhol para fazer. Estamos no mesmo grupo de trabalho. – disse sem dar grande importância. – Disse que depois lhe mandava a minha parte para o mail dela.

Lisa sorriu, acreditando naquilo que eu acabei de contar.

Por vezes questionava-me como era possível toda a gente acreditar nesta desculpa, uma vez que usava sempre a mesma.

Assim que enchemos os nossos tabuleiros, Lisa começou a dirigir-se às mesas. Mas eu tinha uma ideia melhor.

-E se fossemos comer noutro local? Mais reservado. – disse com um sorriso. Ouvi as duvidas e o medo nos seus pensamentos.

Ela tinha receio que eu me aproveitasse dela.

-É que está muita gente aqui, e hoje apetecia-me um local mais calmo. Com isto do meu pai… - fiz uma pausa e um desvio de olhar. – Mas não vamos falar mais nisso. Eu prometi-te um almoço, se é aqui que queres comer, vamos.

Comecei a andar à frente dela para escolher uma mesa.

-Espera. – ouvi-a atrás de mim. – Desculpa. Vamos para outro local.

Os cantos dos meus lábios queriam subir, num sorriso. Mas reprimi-os.

-Podiamos ir para o meu carro. – sugeri.

Ainda que apreensiva. A lisa concordou almoçar no meu carro.

Conversa vai conversa vem, lamurias sobre o quão infeliz eu sou por ter sido abandonado pelo meu pai. Finalmente o beijo aconteceu.

Inicialmente era um beijo doce e meigo, mas rapidamente ganhou vida e uma urgência inexplicável.

A minha mão aventurava-se agora por baixo da bainha da camisola da Lisa quando abruptamente ela segurou na minha mão.

-Desculpa Anthony, mas acho melhor irmos com mais calma. – disse num sorriso tímido.

-É tens razão. – disse com um sorriso cínico. – É melhor eu ir embora também.

Vi a Lisa a abandonar o carro e atravessar o parque de estacionamento em direcção à escola. Frustrado carreguei no acelerador do carro e saí daquele local.

publicado por Twihistorias às 22:52

01
Nov 12

Despedidas

 

 

 Capítulo 5

Despedidas

 

Ponto de vista do Jacob Black

Dois dias depois.

 

A conversa não podia ter corrido pior. Charlotte não compreendeu a minha situação. E quem a podia julgar? Eu próprio fugiria a sete pés caso estivesse na sua situação. Aliás se alguém me tivesse dito há cinco anos que a minha vida seria esta, seria o primeiro a procurar ajuda psicológica para o lunático.

 

Agora aceito que pertenço a esta tribo e que esta é a minha vida, mas não sei o que fazer sem ela. Pensei que Bella seria o meu único amor, a história triste do rapaz que se apaixonou pela cara metade de outro. E contentava-me com isso, nunca esperei conhecer alguém que fizesse tanto sentido tão rapidamente.

 

Como se sempre pertencera á minha vida. Doía agora saber que tinha partido sendo a sua repulsa a nossa única ligação. Mas não era altura para devaneios. Era altura de deixar o coração em "stand-by".

 

E voltar a ser o Alpha Quiluete. Forks estava agora em sinal de alerta, um animal descontrolado matara dois caçadores no parque florestal. A minha tribo pronta a tomar medidas não fosse esse "animal" o Edward Cullen. Alice Cullen tinha sido a ultima pessoa a ver o irmão e o próprio confessara ao lado dos corpos degolados.

 

Desde então que lhe perderam o rasto. Tudo aconteceu a seguir á partida de Charlotte. Charlie e Edward bateram á minha porta lembrando-me da missão de reconhecimento na mata para encontrar pistas ou o corpo da Bella. Apesar de sensível á ideia alinhei. Vasculhamos durante horas aquela maldita floresta e nada.

 

Edward e Charlie mantiveram uma conversa metódica e por vezes amigável. Até que quando combinamos ir e,borá e oferecer a Charlie uma refeição quente Edward perdera o controlo. Tão depressa como sorrira e revira os seus apontamentos, começou a cavar com as mãos nuas o chão lamacento e a gritar o nome dela.

 

Charlie não ficou indiferente ao seu sofrimento, acocorou-se junto dele e abraçou-o como se do seu filho se tratasse. Edward grunhiu em resposta. Foi aí que percebi que aquele já não era o Edward e antes que o magoasse sem querer retirei Charlie dali para fora e relatei a Alice o que tinha passado.

 

E agora encontrava-me a escrever tudo isto num estúpido caderno. Por que o Sam acha que ajuda a tomar a minha decisão. Essa que todos estão a espera que tome e que eu não faço ideia como.

 

Até que o meu telemóvel tocou.

- Jacob?! 

 

- Perguntou Alice na sua voz inconfundível.

 

- Sim, Alice. Novidades? - Não era altura para conversa fiada.

 

- Não exatamente, mais uma pista, por assim dizer...

 

- Certo. De que é que precisas?

 

- Vem cá ter a casa e digo-te. Acho que sei onde é que ele está.

 

- Ok. Estou aí em 15 minutos.

 

Desliguei e preparei-me para sair do quarto de Sam onde me escondera por duas horas. Antecipando a reacção da minha matilha preparei o meu discurso de líder. Coisa que detestava fazer. Abri a porta e fui inundado por milhares de perguntas da jovem matilha.

 

Calei-os.

- Rapazes - Disse num tom autoritário.

- Recebi agora uma noticia que pode alterar a minha decisão, estarei de volta dentro de algumas horas. Até lá ninguém se mexe.

Ordenei ainda surpreendido com o meu próprio tom de voz. Do canto do olho vi o sorriso orgulhoso de Sam.

 

- Desde quando és tão pacífico Jake?!

 

 

"Tás" armado em sanguessuga?! Provocou Quill.

 

- Alguém mais, para além do Quill quer sair desta?

 

- A sério Jake?! És mesmo vendido!

 

- Quill não piores a tua situação. Nem envergonhes os teus irmãos.

 

Não tinha bem a certeza se o "irmãos" fosse colar. Mas soava a coisa de líder. 

 

O Jake tem razão Quill, temos que ver o que se passa antes de agir. Não podemos partir para violência sem ter a certeza de que é o melhor a fazer.

- Defendeu-me Seth.

 

- Mas ele matou humanos?! Isso não chega?! Oh grande

Líder! - Ripostou Leah. 

 

Seth, Leah! Sou o Alpha desta tribo, o representante dos nossos antepassados. É minha função honrar o tratado com os Cullen. E com isto calaram-se.

 

Quando estava a sair Sam chamou-me:

- Jake?!

 

- Sim, Sam?!

 

- Estiveste bem puto!

 

- Obrigada meu!

 

Sorri-lhe e corri para a casa dos Cullen. Quando lá cheguei já estava Alice no alpendre.

 

- Não convém entrares o ambiente está de cortar á faca.

 

- Justificou-se. - Compreendo. Então o que é que viste?

 

- Não foi bem uma visão porque não me estou a conseguir concentrar. O afecto que sinto pelo meu irmão dificulta o meu poder. Entendes?

 

 Anuí.

 

 - Mas vi qualquer coisa. O Edward dirigia-se para uma clareira. Deduzo que era a clareira dele e da Bella e deduzo que seja ele.

 

- Isso parece pouco concreto... Mas neste momento...

 

-É tudo o que temos.- Atalhou ela.

 

- Certo. Onde é que eu entro nisso tudo?

 

- Eu preciso que lá vás e que confirmes a minha suspeita.

 

- Afirmou Calmamente.

 

- O quê?!Porquê eu?!

 

- Mais baixo Jacob!

 

Gritou arreliada. Depois respirou fundo e respondeu:

 

- É fácil, se eu for a minha família vai achar que lhes escondo alguma coisa e tu és neutro o suficiente para resultar. -

 

E como é que achas que resulta se lá for eu?! Afinal sou tudo menos família!

Argumentei desconfiado.

 

Alice aproximou-se colocou a mão no meu braço e fixou-se nos meus olhos.

 

- Por que sabes o que ele está a sentir.Ninguém mais do que vocês amou tanto a Bella. Também tu quiseste cometer loucuras. E caso a Charlotte não te tivesse salvo estarias igual ou pior que ele.Mesmo agora partilham a mesma dor da perda.Para além do mais o meu irmão gosta muito de ti Jacob. Ele vê te como um amigo e não rival, observou o teu crescimento e viu quándo te tornaste num grande líder para a tua tribo. Ele admira-te.

Permaneci em silêncio enquanto processava todas aquelas palavras. É claro que eram estranhas de ouvir. No entanto não podia duvidar da sua sinceridade. -

 

São argumentos suficientes para ti, casmurro?

 

- Brincou com um sorriso triste.

 

- Acho que sim.- Respondi pensativo.

 

- Então põe te andar, antes que ele cruze a fronteira!

 

Ela deu-me a localização da clareira e despediu-se. Ainda ficara a pensar naquelas palavras seriam verdade.Pensaria ele isso de mim. Fosse o que fosse usaria isso a meu favor.

 

Cheguei á clareira já escurecia. As cores verdes do que parecia um ambiente encantador, estavam desbotadas pela chuva. E mesmo no meio da relva estava Edward. De joelhos com a camisa clara suja de sangue e detritos. Os seus olhos fixados no chão e o cabelo colado à cabeça pela precipitação. Aproveitei-me

 

. - Estás um nojo!

 

Ele resfolegou e sem tirar os olhos do chão disse:

 

- Jacob.Estás aqui para acabar comigo? Dava-me mesmo jeito que o fizesses

 

. A sua voz arrepiou-me. Nem um pingo de medo ou tristeza.Puro e suicida alívio.

 

- Estás cheio de azar, não venho dar-te o golpe de misericórdia

 

- Aí não?Então porque é que aqui estás? Perguntou no mesmo tom desprendido.

 

- Aparentemente sou o teu melhor amigo.

 

Mais um resfolegar, desta vez quase humorístico.

 

Continuei: - E como tal venho lembrar-te para cresceres uns tomates! E saíres dessa! Eu sei que estás feito num farrapo e que te dava um gozo do caraças se eu te arrancasse a cabeça à dentada. Mas não. És pai Edward, os teus filhos amam-te e precisam de ti. Não estás autorizado a armares-te em Dracula. Não queres que a barbie loira e o Mr. Músculos te substituam pois não? Durante algum tempo só ouvi o vento a sibilar nas árvores, até que Edward se dignou a responder.

 

- Aí é que te enganas. Já tenho tudo planeado, não vou deixar a Rosalie com os meus filhos.

 

- Aí não? - Interrompi-o.

 

- Não - respondeu pacientemente.

 

- Os meus filhos merecem muito mais que isto Jacob! Um palhaço sem vontade de viver a arrastar-se por aí. Achas que alguma criança merece viver neste ambiente?!

 

- Achas que era isto que a Bella queria para ti?!

 

- Desafiei o. Consegui uma reacção.

 

Levantou-se esmurrou-me e gritou: - Isso agora já não interessa muito, pois não!!

 

Seguiu-se um momento inexplicável de silêncio, percebi que já nao mudaria a sua decisão:

 

- Já não há nada a fazer pois não?

 

A sua expressão desolada disse tudo. Ofereci-lhe boleia

 

. Edward passou a viagem em silêncio no final agradeceu por tudo e despediu-se com um "até um dia".

 

 

Ponto de vista do Edward Cullen

 

Entrei relutantemente em casa e antes que perdesse a coragem, gritei os nomes da família como estava habituado.

 

Quando chegaram comecei:

 

- Sei que estão preocupados e alguns até desiludidos.Fico-vos agradecido. Vocês são sem excepção a minha família, e por muito que não vos pareça amo-vos.

Contudo não posso continuar com esta farsa. Perdi o controlo e a vontade de fingir e por isso não estou a ser o pai que os meus filhos gémeos merecem.

Respondendo desde já aos vossos pensamentos, não não me vou matar. Matar-me-iam se o fizesse.

 

- Disse olhando para a minha irmã Alice.

 

- Contudo pretendo sim deixar Forks por um período de Dez anos. Durante o qual o Carlisle e a Esme serão os UNÍCOS responsáveis diretos para a educação dos gémeos. Ser-lhes á concedida a entrada nas melhores escolas, e caso não voltar a tempo da maioridade aberta o fundo monetário da minha família.

Quero que acima de tudo, todos se encarreguem pelo bem estar e felicidade dos meus maravilhosos filhos. Durante os fins de semana os meus filhos estão autorizados a visitar a reserva. Ou a viajar com alguém desta família, especialmente para visitar a avó materna.

Durante a minha ausência quero um relatório semanal do que acabo de dizer. E visitarei Forks quantas vezes me aprouver sem o conhecimento dos meus filhos. Apenas não os quero educar enquanto não retomar o controlo dos meus instintos.

Mas caso alguma destas regras seja quebrada. Estou disposto a voltar imeadiatamente para cá.

 

Todos comentaram o meu discurso dizendo que compreendiam e seria cumprido escrupulosamente.

 

Mas a pior parte viria a seguir.

 

Subi a escadas até ao berçário. A dor deste ato era física, mas sabia que era o melhor. Enquanto o fazia reparei que da minha garganta saia o som do soluçar típico de Esme. E soube finalmente perceber a sua dor.

 

Abri devagar a porta. Olhei para os meus filhos de longe, depois abracei-os,beijei-os, aconcheguei nas suas camas. Quando deixei as cartas que escrevera na sua comóda, sai pela janela.

 

Como há tantos anos havia feito com a sua mãe. Desejando voltar no segundo em que aterrei no chão.

publicado por Twihistorias às 18:30

23
Set 12

 

 

Nota da Autora - Peço imensa desculpa por este tão longo interregno, não foi minha intenção. Vou dar o melhor para isto não voltar a acontecer.

 

Capítulo 5

 

Ponto de vista do Edward.

- Vocês não acham que fui mesmo eu pois não?

Não queria que respondessem vocalmente esperava antes ouvir o que a sua voz não me revelaria. E lá estava o que eu esperava, a condenação silenciosa de que provavelmente perdera o juizo. Talvez,pensavam eles tivesse sido sem querer, perdera o controlo e tivesse tirado uma vida humana.  O luto faz destas coisas, pensou Esme. Ninguém parecia completamente convencido da minha inocência ou culpa. E também eu já não ia alegar mais nada em minha justiça. Mesmo que estivesse inocente,sabia que a compaixão deles não me ia ajudar. Desde há muito que pensava dar-lhes razões para desistirem de mim. E estava decidido a deixar de me preocupar. Tomara a decisão de apenas focar-me a em encontrar a Bella. De qual quer maneira já não aguentava mais fingir que estava tudo bem. E a má fama de homem destroçado podia servir para concentrar os meus esforços sem me preocupar com distracções. Nada mais importa que ela, fui estupido ao achar que não.

Quando dei por mim estava a destruir o meu quarto de solteiro sem se quer me ter apercebido que mudara de divisão. Naquele momento havia penas pelo chão, molas fixantes e dezenas de objectos espalhados pelas peças de vidro já partidas do que outrora foram paredes do meu quarto.

Não posso dizer que estava arrependido ou que reprovava o meu comportamento, há muito que esperava uma explosão assim. Eu amava a minha família, obviamente que sim. Mas ansiava por jusitça, por adrenalina, por ceder aos meus instintos. Evlyn não fora minha vítimamas não desistira de encontrar o verdadeiro culpado e elimnina-lo! Passava a ser o caso perdido que toda gente esperava que me tornasse. Sem estar preso a ninguém. Seria pelo melhor.

Os meus pensamentos foram interrompidos pelo som de passadas apressadas na minha direcção. A minha família toda reunida no meu quarto com a expressão de puro horror nos seus rostos:

- Edward...

Suspirou Esme aterrada. Bradei em resposta.

- Saiam Todos! Saiam! Não há nada aqui para ser visto!

Obedeceram-me. Até que os mesmos passos atabalhoados se repetiram por uma voz inocente até agora não silenciosa.

- Até eu papá?!

Atravessei o quarto e coloquei a pequena criança nos meus braços. Aterrorizado por me aperceber finalmente da inconsciencia do acto. Aconcheguei Anthony no meu peito e ecooei baixinho:

- Oh! Filho desculpa!O pai não sabe o que faz! Meu amor desculpa! Eu prometo que vamos ficar bem! Vamos mesmo vais ver...

O meu "coração" acalmou-se no cessar do seu choro desesperado. E enquanto o protegia do frio da divisão agora cingida ás fundações. Refectia o quanto do que acabara de dizer podia ser realidade. Mas mais que isso o que "raio" ia eu fazer á minha vida.

 

POV do Jacob

Combinara com Charlotte uma última ida á praia antes da sua partida para Londres. Não sabia como ia ser quando voltasse quando lhe contasse. Na verdade não sabia se ela iria sequer ficar...

"Tã tã tã! Nâo peóximo capítulo de "Ela é demaís para mim mas é na boa por que é a minha impressão natural!"

Interrompeu-me o anormal Seth na sua forma de lobo.

- Ouch! Anormal!Pensei que éramos amigos...

O que é que queres. 

" Nada de especial uma boa velha partida de salto de mergulho".

Se prometeres não cuscar mais alinho.

"Combinado"

Vai lá ter transformar que eu vou pé do precípicio. Vemo-nos em cinco.

Seth aproximou-se já em forma humano, entusiásmado como um puto no natal.

- Bora lá!

- Bora meu!

- Aos 3 - Incentivou ele.

- 1

- 2

- 3...

E começou a sensação mais electrizante do mundo. A pressão inebriante do ar contra o nosso corpo em queda livre e cada celula de organismo preparar-se para o embate na água escura gélida do mar. E depois o vitorioso mergulho até á areia. Mas alguém não partilhava a minha satisfação. Charlotte. Como é que ela tinha chegado até ali?Mais importante porquê não tinha dito nada ainda? Seria o choque tão drástico assim.

- Como? Como? A sério! Como é que estás vivo? Eu ví-te saltar. Tu devias estar pelo menos inconsciente...

Num instinto abraceí-a e confessei:

- Desculpa eu não te queria preocupar... Eu conto-te tudo prometo.

publicado por Twihistorias às 18:30

30
Ago 12

Capítulo 4

"Festa de Horrores"

Ponto de vista do Edward

Passou mais uma semana, meu amor, mais uma semana sem notícias tuas. Viver sem ti é excruciante. Pensei enquanto estacionava o meu automóvel naquela chuvosa tarde de domingo.

Estávamos em Outubro por isso tinha levado ao pequenos adormecidos no banco de trás a escolher abóboras para o dia das bruxas. Mal estacionei, Esme correu ao meu auxílio.

- Filho queres que leve os meninos para a nossa casa? Pareces Cansado…

- Isso é literalmente impossível Esme – Respondi com um vago sorriso.

- Seja como for … Vai espairecer um pouco Edward. Estás prestes a explodir…

Sorri ao concordar. Como sempre Esme conhecia mais de mim do que eu me dispunha a revelar.

- Tu és mesmo a minha mãe para todos os efeitos e propósitos!

Exclamei concluindo assim em voz alta o raciocínio anterior.

- Ficas com eles então?

Reassegurei-me fazendo contas ao tempo que pretendia demorar.

- Estou de volta ás 20:30.

- Certo quando quiseres.

Retirei-me e comecei a correr em direção á floresta. Todos os dias seguia o rasto de Bella. Na esperança de encontrar alguma coisa. Na manhã seguinte Charlie e Jacob iriam juntar-se a mim.

Mas por enquanto ia passar pela enésima vez aquela maldita clareira a pente fino.

Desde aquela noite que não tinha mais pistas, apesar dos gémeos terem visto um sujeito ruivo, sabia que não era a Victoria. Essa hipótese excluíra no primeiro dia quando o seu odor não surgiu na floresta.

Nunca a esquecera mas também nunca mais voltara a senti-la.

Ainda me lembro do que todos diziam: “Talvez fosse uma criminosa desesperada que agira sem pensar e que escondera o corpo em algum lado.” “ Ou alguém que a Bella apanhou em flagrante delito mas que fugira”. Teorias que queria relutantemente esquecer.

Uma hora depois de rodear todo o perímetro do desaparecimento de Bella recebi uma mensagem de texto de Alice:

“Maninho desculpa incomodar. Mas precisas de comprar os fatos de Halloween dos pequenos Fashionistas. Sê rápido e criativo a loja fecha às sete”

Suspirei ao reler a mensagem, precisava de tempo para planear estratégias, mas por outro lado a constante chuva no meu corpo ensopado começava a ser desagradável.

Corri de volta ao meu automóvel e dirigi-me a Seattle, respondi á mensagem de Alice afirmando que sim que ia e que precisava da morada. Pouco depois inseri na memória do GPS a loja “Vem fazer uma festa”.

Estacionei o meu automóvel no pequeno parque privado. Suspirei, a loja estava a abarrotar de gente, parecia que todos os paizinhos e mãezinhas da cidade tinham decidido aparecer todos á mesma hora.

Ao fim de cinco minutos á espera consegui entrar. O som ensurdecedor de pensamentos e vozes atarefadas sufocava-me. Concentrei-me por um pouco e escolhi um pequeno fato de “Darth Vader” para o Anthony e um fato de “Katniss Everdeen” para a minha pequena fã do “Hunger Games”. Dirigi-me á caixa, paguei e apressei-me a chegar ao meu carro.

Guardei o saco no porta-bagagens mas quando fechei a porta algo despertou a minha atenção. Um odor. Uma essência que conhecia não precisei de me esforçar para descobrir de onde o conhecia, era o mesmo do dia do desaparecimento da minha Bella. Era bastante pungente como se estivesse literalmente em frente ao meu nariz. E estava. Junto ao meu carro o seu portador uma jovem ruiva que remexia o porta bagagens de um monovolume.

Reuni toda a frieza que conseguia para os próximos momentos, aproximei-me e aproveitando as caixas pesadas aos seus pés, sugeri.

- Posso ajuda-la menina… - Pedi assim o seu nome. Usando o meu melhor sorriso.

- Evlyn, o meu nome é Evlyn – Respondeu a jovem gaguejante.

Estranho. A sua corrente de pensamentos concentrara-se na forma pouco elegante como me abordara. Concretamente na falta de apelo romântico. Com a minha vasta experiencia nestes casos não me parecia que Evlyn fosse uma criminosa. Mas resolvi tentar outra vez.

- Lindo nome Evlyn, o que fazes por estas bandas?

Se tratasse de uma criminosa iria pensar em várias respostas ou dizer maquinalmente uma resposta planeada. Mas ela limitou-se a pensar na minha falta de cavalheirismo ao falhar na minha suposta ajuda. Levantou-as ela mesmo. Queixou-se interiormente de acreditar logo em romances de cordel e respondeu.

- Eu… Eu trabalho para a “Berços de Anjo” uma organização que protege crianças de lares violentos, e estas caixas enormes são as doações da loja para a nossa festa de “Halloween”

Respondeu descontraidamente Evlyn. Nada de suspeito a sua mente vagueava na lista de tarefas de coisas a fazer na instituição. Notei noutros aspetos a sua Inocência, era uma mulher simples. Vestia apenas umas calças de gangas velhas uma camisola da instituição vermelha e o cabelo estava despretensiosamente apanhado num rabo-de-cavalo.

A face roliça apesar de bonita não tinha um pingo de maquilhagem. Em tudo Evlyn era simples e pura. Algo não batia certo. Enquanto refletia ela tinha atendido o telemóvel. Era a pequena Mary de 4 anos que insistia na sua rápida chegada e ela recordara-se que chegara apenas há dois dias há instituição e que por ela já sentia afeto.

Assim que acabou telefonema fiz uma última investida. Sentei-me no largo porta-bagagens olhei-a nos olhos e desabafei:

- Sabes Evlyn a minha esposa está desaparecida… - Rodei a aliança no dedo enquanto ouvia o seu pensamento.

Nada. Quer dizer para além de pensar na razão por que lhe estaria a dizer isto e se eu precisava de ajuda.

- Ela era linda, tinha longos cabelos castanhos pele de porcelana e os seus grandes olhos de chocolate.

Descrevi-a tentando sentir uma reação á suposta descrição da vítima, mais uma vez nada.

Apenas comentou a paixão no meu olhar e a beleza de Bella.

- Porque é que me estás a contar isso agora… - Perguntou curiosa/desconfiada.

Boa pergunta. Refleti meio segundo e respondi.

- Desculpa… pareces tão simpática que abusei da tua caridade…

- Não faz mal. Não me disseste o teu nome.

- Edward – Sorri timidamente.

- Muito “Jane Austen” mas gostei. Vê-mo nos por ai?

Convidou sagazmente. Sorri e respondi delicadamente.

- Sim por aí..

Ela pensou que não havia hipótese neste milénio de ficar comigo e eu pensei na alegria que tinha em não ter de mata-la.

Entrei no carro e fiz uma nota mental para procurar se ela tinha uma irmã gémea, por vezes confundia essências era raro, mas acontecia.

Cheguei a casa, com um enorme sorriso nos lábios. Cumprimentei os pequenos arruaceiros e o resto da família. Na televisão plana a jornalista gritava.

“ O Halloween ainda não começou mas o horror chegou á cidade. Encontro-me á porta da loja “Vem fazer uma festa” onde o corpo degolado exsangue  de Evlyn Grace descansa. O crime horrendo contra a famosa benemérita foi descoberto quando há 30 minutos a proprietária da loja a encontrou.”

O olhar gélido que todos me lançaram fez crer que acabaram de eleger o suspeito errado.

publicado por Twihistorias às 18:38

10
Ago 12

 

Ponto de vista de Jacob Black.

- Jakey … - Gatinhou a pequena Elizabeth na minha direcção. Apesar de já andar quando estava cansada ainda o fazia.

Charlotte sentada do outro lado do sofá, desviou os olhos dos relatórios para me ver apanhar a pequena princesa para o meu colo.

Assim que a sentei ela gatinhou mais uma vez , desta feita para cima de Charlotte interrompendo assim o seu delicado estudo.

- Tiia Charlotte está na hora da minha historia!

Ao ver os grandes olhos castanhos espectantes pela sua resposta, ela suspirou encantada e pousando os óculos exclamou:

- Sua pequena espalha brasas! E agora o que é que eu faço contigo hein?!

Virou a no seu colo e fez-lhe coçegas. Quando Liz recuperou o folgo voltou a insistir.

- Tiia a sério conta-me uma história… - Apesar de insistente não deixou esmorecer o sorriso.

- Ok princesa que história queres tu ouvir? – Perguntou-lhe Charlotte.

Elizabeth desviou o olhar por pouco pensativa, depois voltou-se de novo para Charlotte e disse sorridente:

- Que tal a tua com o tio?

- Céus! Por esta é que eu não esperava. - Respondeu ela surpresa. Isto divertiu-me. Esperei para ver como ia sair dali…

- Tiio também é para ti… os meu papá já me contou como conheceu a minha mamã, mas eu não sei como é que vocês se conheceram…

Disse a Romantica Liz com uma expressão triste.

- Isso é aí do departamento da Charmander , Liz, ela é que sabe contar bem…

Liz fitou-me confusa e Charlotte atirou-me uma e explicou a sua alcunha.

- Liz o tótó do teu tio tem a mania que eu sou um “Pokemon”.  E como é assim tão engraçado. Ele que te explique como nos conhecemos.

 

 

Provocou piscando o olho. Pensei na melhor forma de o fazer e comecei:

- Sabes aquelas histórias em que um princepe salva a princesa… foi mais ou menos isso que aconteceu – sorri

- Eu estava magoada e o Jake levou-me são e salva ao teu avô para ele me ajudar.- Completou Charlotte com o seu adorável sotaque ao dizer o meu diminuitivo.  Mesmo passado dois anos ainda ficava nervoso quando ela dizia o meu nome, tinha vontade de beliscar-me para me certificar que era de mim que aquela musa falava.

- Porquê estavas tu magoada titia? – Perguntou Liz visivelmente alarmada. Charlotte fez-lhe uma carícia na bochecha e explicou:

-  Pequerrucha isso agora é dificil de explicar mas posso tentar, quando tu e o mano nasceram eu estava lá. Fui eu que ajudei a vossa mamã. No entanto aconteceram uns problemas e eu magoei-me, um dia quando fores maiorzinha eu explico-te melhor.  

Concordei com Charlotte, o desaparecimento de Bella já era  suficientemente doloroso  não era necessário marcar as suas memórias com más experiencias.

Liz ficou a pensar no assunto curiosa e depois disse curiosa:

- Mas tia o que eu queria saber era quando é que vocês deram o beijo? Assim como os adultos? – Questionou divertida.

- Bem… depois de passar uns diazinhos na cama para ficar boa. O teu tio levou-me a passear e mostrou-me a praia de La Push sentámo-nos e falamos sobre tudo…

- E foi porque falaram que deram um beijinho?

- Não não foi por isso… nós beijamo-nos porque descobrimos que somos iguais.

- Como assim?

-  Descobrimos que estávamos felizes ao lado um do outro mesmo sabendo que somos de países diferentes e temos diferentes ideias – Respondeu-lhe suavemente Charlotte olhando-me.

Estava surpreso com a sua descontração a falar de um assunto tão sério.

- Obrigada pela história é maravilhosa! – Declarou Elizabeth dando um abraço apertado a Charlotte.

Com isso tocou a campainha apressei-me a abri-la, encontrei um ensopado Edward  com o Anthony pela mão. Estavam os dois com um grande sorriso e reparei que por baixo da gabardine estavam vestidos com o equipamento de “Baseball”.

Anthony correu casa a dentro a chamar a irmã e logo Edward reagiu:

- Anthony! Filho!Já não se cumprimenta o tio Jacob? 

 Ainda fazia um trejeito ao dizer “tio” referindo o meu nome. Mas a verdade é que apesar de estranha a nossa amizade era verdadeira. Desde o nascimento dos gémeos que tinhamos enterrado o machado de guerra e a nossa aproximação intensificara-se mais ainda com o desaparecimento da Bella. Edward sabia que eu mantinha a esperança. Pois apesar de ter encontrado a minha alma gémea, Bella era a minha melhor amiga.

- Deixa-o estar Edward. Ele aqui está na maior… - Disse olhando para o interior da casa onde Charlotte mantinha cativo Anthony com um forte abraço. Quando fitei de novo a expressão de Edward  não pude deixar de notar nas grandes sombras escuras nos seus olhos que nem o sorriso paternal conseguia esconder aproveitei a oportunidade para dizer:

- Então meu como andas? O Charlie comentou comigo… posso ajudar em alguma coisa.

Edward  respondeu prontamente-

- Depende do dia… mas sim dá sempre jeito mais um. – Disse com um sorriso téneu

Antes que tivesse tempo para dizer mais alguma coisa uma Liz em beicinho irrompeu por ali

- Papá podemos ficar para jantar…

Disse a pequenina a efatizar o beicinho.

Edward pensou um pouco e respondeu:

- Filhota a avó Esme fez um jantar italiano como vocês gostam.. Não vamos deixar a avó triste pois não?

Charlotte juntou-se a nós com o Basebolista Anthony ao seu colo a dar-lhe beijinhos na face.

-  Ei! Meu! Estás te a meter com a minha namorada – Brinquei.

- Sim Edward não faz mal… eles podem  cá jantar até estavamos a pensar alugar o rei leão.

A pesar de ouvir perfeitamente o que a minha musa dizia. Não conseguia tirar os olhos dela. Charlotte tinha estado de banco na noite anterior. E hoje a preparar o mestrado e com a roupa menos ostentosa que tinha. Mas mesmo sabendo de tudo isto, continuava a acha-la deslumbrante.

Charlotte olhava para o que tinha vestido com uma expressão de desconforto. Por isso desculpou-se imediatamente.

- Edward desculpa lá eu estar assim… mas planeiei estar o dia todo em casa.

Ele analisou as velhas calças de ganga a tshirt simples. Mas também nos seus sedosos cabelos castanhos claros e olhos azuis cristalinos escondidos nos óculos de massa preta e tive a certeza que concordava comigo.

 

- Que disparate Charlotte estás na tua casa, nem te preocupes com isso. –Esboçou um sorriso cordial – Liz! Anthony! Vão buscar as vossas coisinhas que a avó está em casa á espera.

- Eu vou ajudá-los

Afirmou saindo da divisão. Assim que o fez Edward comentou:

- Espero que tenhas a perfeita noção que de entre todos os menbros da Alcateia, tu és o mais sortudo. 

- Nem me digas nada – Sorri- Ás vezes até parece que estou a sonhar.

- Há tipos com sorte! – Provocou, depois reflectiu por um pouco, certamente na questão que tinhamos discutido.

- Quando planeias contar-lhe… Nós lá em casa aguentámos o tempo que for preciso, mas a tua condição é instável e a qualquer momento podes revelar algo que não queres… para não falar da questão da segurança.

-  A Charlotte vai estar fora um mês,vai a Londres por causa de umas coisas do trabalho. Conto-lhe tudo quando chegar.

Os míudos chegaram pouco depois. Enquanto nos despediamos, de forma praticamente inaúdivel Charlotte confesou-me…

- Também podiamos arranjar um jantarinho Italiano para nós... o que achas?

A pesar de ser um sussurro Edward não resistiu a responder.

- Vá, vamos embora que os pombinhos querem estar a sós…

Apesar da brincadeira não consegui deixar de pensar nas coisas que Edward tinha dito.  Não era justo estar a mentir á Charlotte talvez devesse contar tudo, mais cedo.

publicado por Twihistorias às 19:29

22
Jul 12

Capítulo I – “Setenta e um dias”

Ponto de vista do Edward

Assim que desliguei o telemóvel  senti a responsabilidade do que tinha feito seria Charlie capaz disto. Procurar o corpo da filha no leito de um rio, ou pior, descobrir a entidade do assasino. Talvez seria a minha a locura a falar mas costumava assegurar-me que tudo ia correr bem pois iriamos encontra-la, sã e salva. E tudo então seria justificável, inclusivé esta crueldade.

Olhei para o relogío, oito da noite a hora em que Rosalie punha os gémeos na cama. Mas  esta era a minha vez de cuidar dos meus filhos. Se queria manter a minha sanidade mental  precisava dos meus filhos só eles me transmitiam calma mas também só eles importavam.

Sai do nosso quarto na ansia de encontrar os meus pequenos ainda despertos. Quando cheguei ao berçario nem queria acreditar no que via, parecia uma troca perturbante de papeis.

Emmett estava na cadeira de baloiço, onde Bella costumava estar com Liz ao colo e Rosalie estava toda babada a banhar o pequeno Anthony.  Tentei  ver as coisas com inocencia talvez fossem apenas extraordinários tios e não estivessem a viver uma fantasia há muito desejada.

Escondi-me atrás da porta numa tentativa de acalmar os meus nervos escutei com atenção o que todos diziam.

- Tiia a água está tão boa! – Comentava o meu encantador  filho, adorava a sua descontração

- Pois está meu amor. A tia tem muito cuidado para não magoar o meu leaozinho,

- Tiia o meu papá? – Perguntara-lhe Anthony

Preparei-me para colocar a juba que encontrei onde estava e rugir a minha entrada. Mas ouvi a seguinte resposta.

- O papá está no quarto muito tristinho e não quis vir mas os tios estão aqui.

Mas que raio? O pai está no quarto muito tristinho?! O pai estava só a fazer um telefonema. Que raio se passa aqui?! Estaria a Rosalie a fazer uma das suas psicologias baratas com o meu filho?

- Tá bem tiia mas ele vai me contar uma historia de dormir né? Eu adoro as histórias de dormir do pápa!

- Sim nós já vamos chama-lo.

Ok nada para me preocupar, a rose deve ter apenas pensado que eu estava mais abatido e que ia demorar mais do que o que tinhamos conbinado.  Virei a minha atenção para a princesa ao colo do Emmett a minha filha Elizabeth.

- Tio Em achas que o meu papá vai estar triste muito tempo – Disse ela claramente atenta á conversa da Rose.

- Não sei pequerrucha mas acho que não. – Sorriu-lhe – Ninguém consegue estar triste com uma princesa como tu a cirandar por ai.

Tranquilizou- a depois acariciou os seus caracóis ruivos e deu-lhe um beijinho na testa e disse:

- Mas também se o papá ficar muito triste, tu podes ir viver connosco. Alias a tia já está a fazer um  quarto …

- Emmett!! – Repreendeu Rosalie.

Que a barbie barata da rose planeie ficar com os meus filhos devido a uma qualquer incapacidade psicologica minha já eu sabia, e não havia nada de novo nessa repitição de pensamentos. Agora expressá-lo aos meus filhos é que eu não admtia.

Observei a expressão confusa da minha pequena e percebi estava na hora de entrar em acção.

Com o telemóvel no ouvido fiz a minha entrada teatral

- Sim senhor da televisão… estou a dizer-lhe que encontrei uma princesa e um leão na minha casa! A sério … Pois pois… Como é que eles são?  O leão tem uma grande juba e uns enormes olhos verdes. A princesa tem uns bonitos caracóis ruivos e um vestido rosa até aos pés…

O som das gargalhadas extasiadas dos meus fihos e os seus olhos a sairem quase das órbitas com tanta surpresa. Fizeram-me querer repetir a  proeza mais vezes.

- PAIIIIII – Gritaram

- Oh! Edward não sabiamos que estavas cá em casa… - Cruzou o olhar com Emmett preocupada com as coisas que tinha há pouco tinha proferido.

- Oh! Olá Emmett e Rosalie – Disse descontraidamente.

- Meninos que dizem de dizermos aos tios para voltarem mais tarde? – Disse olhando directamente para a Rosalie.

  - Sim!

- Adeus tia Rose e Tio Em, divirti-me muito hoje.

Despediu-se educadamente Elizabeth.

- Xau xau tia boneca re tio hulk.

Disse Anthony a brincar.

Assim que se retiraram virei-me para anthony e disse:

- Pingarelho não tens vergonha de estar todo nu?

- Paiii as miudas gostam!

- Seu grande maluco. Elizabeth não queres presentear –nos com a tua voz de ouro? Enquanto eu seco o descarado do teu mano.

Ela cantava muito bem para quem tem dois anos.

-  Pai estás triste? – Perguntou Anthony nervoso.

- Não meu querido o pai não está triste, mas ás vezes  fica preocupado só isso.

- Com a mommy? – Interveio Liz parando de

- Sim querida  - Respondi sinceramente

Vesti –lhe o pijama e disse para fazerem uma corrida até á cadeira das histórias. Ganhou a Liz.

Sentei-me e perguntei aos meus pequenos leitores o que queriam que eu lhes lesse. A escolhida  foi uma mistura de princesa ervilha e o pirata da perna de pau. Uma invenção dos meus filhos; juntar as duas narrativas e criar uma  história congruente, os entendidos chamam-lhe “mash up”.

Uma hora depois e com olhinhos ensonados os meus filhos declararam, sendo Anthony o porta-voz.

-  Papá eu e a mana temos uma coisa a contar, naquela tarde na floresta a mana e eu vimos uma pessoa ruiva, antes da mãe … sair… - Disse muito compenetrado – Mostra-lhe Liz

Elizabeth encostou a sua mãozinha peqenina á minha face e mostrou-me:

Uma cabeleira ruiva num vulto e a voz da minha Bella:

“Por  favor não lhes faças mal”

Ela estava a protege-los e eu apesar de saber e precisava saber de quem?

Agradeci aos meus filhos e prometi que ia ficar tudo bem.

Antes de os levar a cama pensei  se valeria a pena obrigar o Charlie a suportar aquele fardo, se calhar seria demais.

- Obrigar o avô Charlie a fazer o que? – Perguntou-me Anthony. Fiquei em choque mas tentei disfarçar.

- Desculpa querido não percebi?

- Pai eu acho que sou como tu. – Respondeu-me ele confiramando a existencia do seu poder telepático.

publicado por Twihistorias às 18:30

12
Jul 12

 

 

Capítulo I

“Setenta e um dias”

 

Vista da Esme

Acabavamos de chegar da cerimónia em memória de bella, o carlisle e eu descarregavamos as ofertas que a creche das crianças amavelmente lhes tinham oferecido. Rosalie preparava a água para o banho dos meninos juntamente com Alice.Mas em tudo estavamos longe da normalidade. Lá fora Jasper e Emmett seguravam um furioso Edward de perder todo o controle.

Não o poderia culpar, nunca na nossa longa convivência o via sofrer tanto. Por tantas outras batalhas que o meu filho passara, aceitação, controlo ou sobrevivencia nunca outra fora tão dolorosa de assistir como esta. Pela primeira vez ele parecia não quer ripostar não querer levantar-se e seguir em frente. Desta vez não via ponto de retorno.

Eu sabia que os dias do seu auto controlo teriam acabado e era uma questão de tempo até  que a sua faceta de predador atingisse a superficie.  E caso não existissem aqueles dois pequenos milagres que o continuamente puxavam para a razão, Edward já nos teria abandonado.

O meu racicionio interrompeu-se e o som de madeira a bater cessou a calma, preparei-me para o que se aproximava.  Os seus passos imitiam um som insurdecedor de raiva, como se com cada movimento expressasse a sua dor. Depois quando chegou á sala bradou num tom ríspido.

- Carlisle, Esme, Jasper, Emmett, Alice e Rose!

Não foi necessário dizer mais nada. A familia reuniu-se á sua volta, as suas expressões perplexas  devido a súbita violencia de Edward. Rosalie num ato reflexo de protecção apertou as duas crianças em seus braços contra o peito. A resposta de Edward não se fez esperar.

Ao resfolegar disse igualmente incomodado:

- Não exageres Rose, a minha agressividade é contra todos vós, nunca os meus filhos.

Todos nós percebemos o mote da discussão. Carlisle deu um passo em frente e toldado pela compaixão que sentia apelou:

- Edward … filho todos sabemos da dor que sentes mas todos nós te queremos a  ajudar eu sei que nestas alturas precisamos de um objeto exterior para canalizar a nossa agressividade. Mas nós somos a tua familia e verdadeiramente só re queremos ajudar.

 

 

Edward permaneceu imobilizado sem demonstrar qualquer reacção. Até que cheio raiva verbalizou ofendido:

- Ajudar? Como? Com a fantochada de há pouco?! Com um coral de criancinhas complacentes e bons arranjos florais? Obrigarem os meus filhos a assistir a um espetáculo daquela natureza? Forçarem o chefe Charlie a despedir-se da filha sem nada de concreto que o indique, sem ter algo a agarra-lo á realidade? Por acaso algum de vós sabe o sofrimento daquele pai? Da mãe da Bella?

- Edward eu pensei que querias fazer algo em sua memória, algo que celebrasse a Bella. Tenho pena que a cerimónia não tenha sido do teu agrado.

- Oh! Esme – Ironizou - Não é que tenha sido ou não do meu agrado. Raios! Isso nem está em questão o problema aqui é a cerimónia em si é estar ansiosos de enterrar a Bella sem sequer sabermos se ela está de facto Morta!

A sua voz subia de tom a cada palavra que dizia e no final já só gritava. Compreendia a sua dor mas sentia-me ofendida por palavras tão duras.

- Edward eu sei que te sentes destruido por dentro e desamparado mas não permitirei que trates nenhum de nós desta maneira.  – Interveio Carlisle delicadamente.

- Edward não podes simplesmente ignorar a realidade. Assim nunca vais conseguir ultrapassar a dor. Tens de te lembrar, nós encontramos o sangue junto aquele precipicio, a carteira da Bella no chão. A essencia daquele humano.

- Sim Jasper e tu lembras-te o que é que disseste? Para aceitar que a Bella teria caído e começar as buscas. E o que aconteceu a seguir… nada! Nenhum corpo surgiu na margem daquele maldito rio ou da area envolvente. E queres que me resigne a acreditar que o corpo simplesmente evaporou-se no vazio!

- Não sabemos se o individuo se livrou do corpo Edward.  – Ripostou Jasper.

- Mais uma razão para não desistir.

- De que te serve matares um humano, isso não irá trazer a Bella de volta nem é esse o seu desejo. 

Tentou chamar-lhe á razão Alice com a voz embargada de dor ao mencionar a sua amiga.

-  Que Hipocritas. Se um de vós perdesse o seu companheiro tenho a certeza que dava a volta ao mundo para o encontrar e fazer justiça. E eu tenho simplesmente de aceitar isto! Nem se passaram 4 meses!

 

- Edward eu não consigo ver mais o seu futuro – Disse Alice desolada

- Fazemos assim eu comprometo-me nos próximos 16 anos a ser um pai decente e presente na vida dos meus filhos. Mas se ao atingirem a maioridade não encontrar a minha esposa entregarme-ei aos Volturi.

Depois de o dizer desapareceu.

 

Ponto de vista do Edward

2 dias depois

- Chefe Swan?

Chamei, consciente da estranheza do telefonema.

- Edward? Precisas de alguma coisa miúdo? 

A sua linguagem corrente não disfarçava o tom de voz desolado. Apressei o pedido de desculpas anteriormente planeado.

- Charlie eu peço desculpa, eu sei que a ideia não foi a mais feliz mas acredite que as minhas irmãs não tinham intenção de magoa-lo.

- Não faz mal… é só que foi estranho, derrepente tornou-se tudo mais real.

- É justamente por isso que eu estou a contactá-lo.

- Desculpa? Não estou a compreender.

Fiz uma pausa para organizar o discurso, não queria soar mais incongruente que a minha ideia em si.

- Charlie … eu não estou pronto para me despedir já e sei que o senhor também não.  Proponho que me ajude a encontrar o sacana que fez isto.

- Rapaz eu não sei… talvez não seja boa ideia meteres-te nisto, não quero que depois te caia também em cima…

- Então deixe-me apenas trazer a sua filha para a casa, é o mínimo que posso fazer pela Bella.

- Mas achas que estás preparado? – A sua voz falhara na última palavra, percebi que também  lhe custara por em perspectiva.

 

- Se me pergunta se estou preparado para enterrar a minha mulher? Não Chefe Swan não estou. Nunca fui um homem otimista mas não consigo pensar nas coisas dessa forma. Sei que não acabou, não ainda.

Do outro lado soou um choro abafado.

- Não custa tentar.

Atalhou por fim.

publicado por Twihistorias às 18:42

Dezembro 2013
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