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Fev 11

1º Capitulo

 

A minha vida complicou-se após a morte dos meus pais há dois anos, numa queda de avião. Neste ano, em Dezembro, faço 17 anos e agora, vou viver com a minha tia Sandra e o meu primo Embry. Adoro-o, lembro-me que em pequena costumava-mos ir para a floresta e ele ensinava-me, em caso de necessidade, o que podia ou não comer e coisas desse género.

Ele é para mim, praticamente um irmão.

Estava quase a chegar a casa da minha tia quando oiço um uivo, virei-me e olhei para floresta e sorri. Nunca tinha pensado que havia aqui lobos tão perto da população.

- E não há, mas de vez em quando aparece um ou outro – disse a minha tia, corei, não me tinha apercebido que tinha dito aquilo em voz alta.

Quando chegamos a casa, o meu primo já me esperava com um enorme sorriso na cara. Corri até ele, e abracei-o.

- Tinha tantas saudades tuas priminha! – Embry parecia estar a chorar, olhei para ele e foi quando reparei que eu também estava a chorar…

- Eu também! – E ri-me.

- Temos de comemorar! Hoje vamos a uma festa na fogueira – olhei para ele confusa, ele riu-se devido à minha expressão – É um género de festa, só que ao ar livre, está descansada que não vais ter frio! – Desatei-me a rir, pois não, não iria ter muito frio, apesar de não saber porquê, o meu primo sempre foi muito quente, mas quando digo quente, digo mesmo! Sempre que lhe perguntava ele ria-se nervosamente e desviava o assunto, por isso acabava sempre por desistir.

- Mas Embry, não conheço ninguém para ir à festa! Só a ti e ao Jake!

- Então, mais razão me dás! Vens conhecer a alcat… quer dizer o meu grupo de amigos. Até tens lá uma rapariga, que apesar de parecer assim um pouco bruta, é bastante simpática se gostar de ti – quando ele disse isto, eu devo ter feito alguma expressão daquelas em que o outro meteu a “pata na poça”, pois, ele acrescentou um pouco aflito – Não que eu não duvide, que ela irá gostar de ti, tu és adorável!

Comecei a rir – Ah, obrigado priminho, também te adoro…

No jantar, falei sobre as minhas aulas, e perguntei se podia continuar a fazer o 11ºa no na escola em La Push, a qual a resposta foi afirmativa; perguntaram-me se tinha namorado e eu com muito orgulho disse que nunca tinha tido um, e Embry exaltou-se e disse que se alguma vez alguém me tentasse fazer mal, que ele estava morto a partir desse momento, não tive quaisquer dúvidas sobre isso, pois o seu tom de voz era bastante honesto; fiquei bastante agradecida por não me terem feito perguntas acerca do meu estado “interior” devido à morte dos meus pais.

- Bem, temos de ir andado mãe, prometo que trago a Crystal a casa antes das… três da manhã? – E riu-se, eu perguntei-me se a minha tia iria deixar e para minha surpresa deixou.

- Muito bem, mas tenham juízo! – E disse isto, com uma cara que me fez rir.

- Adeus tia! Eu tomo conta do Embry!

- Que engraçadinha que a minha priminha está hoje!

- Pois eu sei, sou muito engraçada, tenho a quem sair. – E com isto, já estávamos os dois dentro do seu carro, um pouco antigo, mas bom o suficiente para andar.

Chegamos à praia de La Push, da qual eu me recordava bastante bem, e vi bastantes rapazes só com uma T-Shirt, e arrepie-me.

- Já com frio, priminha? És muito fraquinha! – Riu-se.

- Não é isso, mas já reparaste que os rapazes estão todos de T-Shirt e CALÇÕES? – Ele riu-se, e foi quando olhei para a roupa que ele envergava, uma T-Shirt e uns calções – não tens frio?

-Nah, eu sou uma brasa!

- Convencido… - agora que reparava ele e todos os outros rapazes, tinham abdominais, mas daqueles que só visto!

Chegamos ao pé do grupo, e estavam-se a rir, melhor a tentar conter o riso. Quase que jurava que era pela nossa conversa, mas isso era impossível, ninguém conseguia ouvir, por mais que quisesse, a mais de sete metros de distância, a menos que essas pessoas estivessem a gritar, o que não era o caso.

Sentei-me junto do meu primo e todos eles me cumprimentaram. Achei estranho, quando um rapaz que ainda até aquele momento tinha olhado para mim, quando me viu ficou estático, não se mexia, e eu, também fiquei um pouco “zonza” quando o vi.

- SETH? SETH? Estás na lua? – E o rapaz, que pelos vistos se chama de Seth, “acordou” – Então meu? Esta é a minha prima Crystal!

- Ah, bonito nome! Eu sou o Seth. – E levantou a mão. Mas logo, baixou-a e sentou-se ao meu lado para me cumprimentar com dois beijos. E quando a minha boca se encostou à bochecha dele, não sei o que me deu, mas eu queria mais! Não tonta, não o conheces e já o queres beijar? NÃO! Não podia! E olhei para ele, parecia que nós os dois tínhamos tido a mesma sensação. Que estranho…

- Desculpa – eu disse, e corei.

- Ah, não faz mal…

Durante toda a “festa”, não conseguíamos tirar os olhos um do outro. Até que já era muito tarde, e Embry despediu-se de todos e veio chamar-me. Despedi-me de Seth e de todos os outros com um simples abanar da mão e um adeus.

Tudo o que me lembro é de ter adormecido no caminho a casa. Na manhã seguinte acordei, e fui tomar o pequeno-almoço. Embry não estava em casa, nem a minha tia, então, quando ia buscar o pacote de cereais, ouvi alguém bater à porta, pensei que era a minha tia ou o Embry, por isso nem liguei ao pijama que, provavelmente, a minha tia me vestira à noite: um “vestido” branco, que fazia um contraste com o meu cabelo preto. Mas quando abri a porta, exclamei um “oh”, era Seth.

- Ah bom dia… - disse Seth, com um sorriso impossível de resistir.

- Bom dia desculpa o pijama, pensava que era a minha tia ou o meu primo. Entra, já venho, vou vestir-me. – E assim fiz, vesti umas calças de ganga e uma camisa roxa, a minha cor favorita, apanhei o cabelo de lado e, antes de descer, olhei uma última vez ao espelho, os meus olhos castanhos pareciam estar brilhantes, e as minhas bochechas um pouco rosadas, o que estranhei, pois eu quase nunca coro.

- Então o que traz aqui? – Quando disse isto, ao descer as escadas, tropecei na carpete bege e quando pensava que ia cair no chão, umas mãos muito grandes e quentes agarraram-me. Levantei a cara e Seth estava a poucos centímetros da minha cara e reparei que estava suficientemente próxima dele para em pôr em bicos dos pés e o beijar, caso fossemos namorados, mas não éramos e ele até podia ter uma namorada, este pensamento fez com que me afastasse dele e então, dirigi-me à cozinha para ir tomar o pequeno-almoço.

- Queria falar com o teu primo, sobre nada de especial, eu depois volto. – Dito isto, saiu apressadamente de casa, sem me dar tempo para me despedir dele.

- Adeus também para ti…

A minha tia mandara-me um SMS a dizer que chegava tarde. Então, fui dar uma volta e fui para a praia de La Push. Levei o meu iPod comigo, e sentei-me num tronco de uma árvore a ouvir música. Estava a olhar o mar, quando vejo alguém a aproximar-se de mim, era Seth.

- Olá Crystal! Desculpa ter saído de tua casa sem me despedir.

- Não faz mal, Seth.

E de repente, dei-me conta como ele era lindo, cabelo preto desalinhado, dentes brancos e perfeitos, uma pele morena, e era bastante alto, devia ter 1,90 m, pois eu ficava-lhe um pouco abaixo do peito… quem me dera não ser tão baixa, uns míseros 1,61… Eu e Seth ficamos na conversa o dia todo.

 

2º Capitulo

 

Já passaram dois meses, desde a minha chegada a La Push. Eu e Seth estávamos cada vez mais amigos, parecíamos unha com carne. No fim das aulas, ele foi-me buscar na sua Ducati 848, e quando chegámos a minha casa, ele ficou na sala, enquanto, eu fui tomar um banho e trocar de roupa, hoje ele convidou-me a ir a local especial para ele, então, vesti uma camisola de gola alta azul escura e umas calças pretas com as minhas botas cinzentas. A noite hoje, iria estar fria, logo, fui buscar o meu casaco cinzento ao roupeiro. Quando desci, ele sorriu e eu como sempre retribui, era uma coisa natural entre nós: eu ria-me e ele também, e vice-versa.

- Estás linda, como sempre claro – corei, mas apesar de estar habituada aos elogios dele, tenho de admitir que nunca gostei que me elogiassem.

- Obrigada.

No fim de termos jantado, em minha casa, ele foi buscar um carro, para ser mais exacta, foi buscar um volvo, XC60. Pois, estava a chover bastante. Quando ele chegou, a chuva já cessara. Entrei e o carro estava aquecido, e ele ligou a rádio e começou a tocar umas das minhas músicas favoritas: Wherever You Will Go – The Calling. E sem querer comecei a cantar. Quando a música parou, o carro estava parado e Seth estava inclinado na minha direcção a sorrir. Não tinha reparado que ele tinha conseguido ouvir-me, pois eu sussurrava a letra.

- Cantas muito bem. – Seth levantou a mão dele para tirar uma madeixa de cabelo que me escapara de trás da orelha.

-Nem por isso, mas gosto sabes? Faz-me sentir… livre…

- Pois, eu percebo, também de vez em quando gosto de o fazer, quando ninguém está comigo e preciso de pensar na vida.

E saiu do carro para me abrir a porta e levou-nos para uma praia que só tinha acesso por um estreito caminho entre as rochas. Seth às vezes tentava ajudar-me a passar certos troncos caídos, mas eu sempre me habituei a fazer tudo sozinha, logo, negava a ajuda dele. A praia era linda, a areia ao luar era branca, e o mar estava calmo só se ouvindo as ondas a rebentar de vez em quando e o céu não podia estar mais estrelado que esta noite. Levou-me para perto de uma rocha, um pouco molhada, por isso, sentei-me ao colo dele.

- Tu e o meu primo são ambos muito quentes porquê?

- Quando chegar a altura certa, eu explico-te isso, como muitas outras coisas. Mas tens de esperar só mais um tempo.

- Ok. – Aconcheguei-me a ele, pois estava a ficar com frio; ele era o meu “aquecedor” pessoal, a partir daquele momento. – Sabes, a partir deste momento, vais ser o meu aquecedor!

- Com muito gosto, menina! – Ri-me; estar com Seth fazia-me tão bem, ele era quente, bonito, simpático, divertido, desde que nos vimos pela primeira vez, nunca mais pude esquecer aqueles olhos cor de chocolate, e aquele sorriso que me encantava mais do que qualquer outra coisa… Um click fez-se na minha cabeça, eu gostava de Seth, mas gostava de uma maneira inexplicável… Passei uns dez minutos a pensar sobre isso, enquanto brincava com os dedos da mão de Seth.

- Estás calada há muito tempo. Isso não é normal. Queres contar-me alguma coisa. – E virei-me para olhar para ele. Surpreendi-me o quanto novamente estávamos perto, como na manhã seguinte à festa da fogueira, mas desta vez não recuei. E ele também não. Os lábios dele foram de encontro aos meus, ao princípio com doçura, mas depois, com uma ferocidade que parecia que o tempo que nos restava juntos iria acabar quando os nossos lábios se separassem, e eu não queria que acabasse, eu gostava de Seth e sentia algo muito forte por ele, como se jamais pudesse viver num mundo onde ele não estivesse. Eu amava-o! Mas provavelmente, ele não…

 

 

NOTA TWIHISTÓRIAS

Para continuarem a ler a fic "Unbreakable Love", terão que aceder ao blog da Alexandra.

Para isso basta um clique em www.unbreakablelove.blogs.sapo.pt

este site vai aqui para o lado, nos obrigatórios visitar, para não te esqueceres de passar lá.

Twikisses e boas leituras**

publicado por Twihistorias às 20:00

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