29
Jul 10

Estava a tentar adormecer, e mesmo achando isso impossível, os barulhos que Nessie e Jacob faziam não ajudavam nada.

Só dava voltas na cama, e pensava, pensava muito.

Estava Lua Nova, as estrelas pouco brilhavam, e a floresta por debaixo de mim estava quieta e calada.

Tudo ao contrario do que tinha estado quando Alec lá estava, comigo, sentado ao meu lado.

“Alec… partir… voltar… meses… anos, talvez… Marcus… e eu?” estas palavras ressoavam na minha cabeça. “Alec” principalmente.

“O que será de mim?”

Uma pedra bateu na minha janela interrompendo os meus pensamentos.

“Telepatia” pensou ele sorrindo. “Só espero que abra a janela para eu entrar”

Duvidei da minha atitude mas abri a janela, para que ele entrasse.

-Queres ir passear?

-Agora? – Interroguei-o

-Sim queres vir? É um lugar muito especial para mim, e apesar de hoje não termos a luz da lua, temos sempre o teu sorriso, e o brilho das estrelas.

-Sim vamos lá. Deixa-me vestir qualquer coisa primeiro. – Tirei a camisola e só depois reparei que ele me observava. Com o dedo fiz sinal para se virar.

Peguei no meu vestido preto que tinha usado no dia anterior, e calcei as minhas sapatilhas pretas.

Prendi o cabelo num puxo de ballet, e voltei-me.

Ele continuava ali, sentado a olhar para a ampla janela que mais parecia uma parede.

Quando viu que eu estava pronta sorriu e levantou-se para irmos.

-Isso onde me queres levar é onde?

-Em Portland.

-Está aberto a esta hora?

-Não. – Riu-se. – Claro que não. Mas como só tem piada de noite vamos de noite.

-Entendo. Queres levar algum carro? Acho que tenho a pick-up e o Mercedes da tia Rose.

-Não é preciso eu ando mais rápido. Para alem de que não queremos interromper as brincadeiras entre a tua irmã e o cão, pois não?

-Pois, pois não. – Concordei. – Voltamos cedo?

-Sim, daqui a duas horas estamos aqui. Prometo.

Tal como disse ele era rápido, e chegamos em menos de 30min a Portland.

Não fazia a mínima ideia de onde estava, mas era lindo.

-Gostas?

-Adorei. – Respondi-lhe com um sorriso.

-Sabes, sempre que estava triste com alguma coisa vinha aqui. A Didyme trouxe-me aqui pela primeira vez em 1875, quando a Jane desapareceu durante uns anos e não dava noticias nenhumas. E gostava que viesses aqui sempre que pensasses em mim, que estivesses triste por eu não estar contigo.

-Pois. – Balbuciei. Tentei que as lágrimas não voltassem a cair, não queria estragar aquele momento.

-Mas não interessa, também vão ser só umas semanas. E eu ligo todos os dias. Pode ser que nem demore assim tanto.

-Sim não vai demorar assim tanto tempo. Mas vá, mostra-me o que viemos aqui fazer.

Tentei sorrir mas ele percebeu que não era o meu sorriso anterior.

“Porquê que Marcus tinha que ter perdido a Didyme? Eu nem devia ir, como podia ele sequer pensar que podia substituir a minha mãe? E depois vou deixar a Silver. Não sei, como irei sobreviver sem ela? Como posso? Não faço sequer ideia porquê que vou!”

-Alec, não penses assim. O Marcus perdeu-a e precisa de alguém se não a eternidade torna-se muito chata. E eu vou estar contigo sempre! E sim dói-me muito tu teres que ir, mas se tu tens que o fazer…

Ele abriu a boca espantado. Olhou para mim sem dizer nada, e depois piscou os olhos como se voltasse à realidade, e perguntou:

-Tu leste me a mente? Quero dizer, como sabias que era isso que eu estava a pensar?

-Eu não sei, sei lá como fiz isso. Ora pensa de novo para ver ser eu consigo ouvir.

“Bom, eu gostava muito de ficar aqui contigo meu amor. Não quero partir para Itália de novo. Não gosto nada de lá.”

-Não me tinhas dito que ias para Itália.

-Tu fizeste-o, de novo. Tu leste os meus pensamentos!

-Pois foi. Eu li os teus pensamentos. De novo. Eu leio pensamentos agora?

-Parece que sim. Que bom, Parabéns.

Deu-me a mão e continuamos o nosso passeio.

Andamos de barco, num lago enorme, com a água tão límpida e azul que eu decidi saltar. Nadei, nadei e nadei, enquanto ele me observava no barco e pensava o quanto maravilhosa e linda eu era. Não tinha frio, embora a agua parecesse estar fria.

Muito suavemente ele apareceu debaixo de água. Tocou nas minhas pernas chamando-me para si.

Mergulhei e nadei para perto dele. Alec tinha uma flor branca na mão pô-la no meu cabelo e em seguida pensou:

“Quero que a guardes. Guarda como uma memória desta noite. Guarda como guardarás o nosso amor. Prometes-me isso Silver?”

Sorri-lhe e anui com a cabeça. Ele sorriu também, e beijou-me. Um beijo para selar a promessa, para a tornar real.

publicado por Twihistorias às 18:00

3 comentários:
É PENA SER O ULTIMO :D

este ultimo cap está mesmo lindo *___* eu AMEI

tens muito jeito para escrever :D escreve mais fics pleaseee x)
Li'h a 29 de Julho de 2010 às 19:11

concordo. tenho mesmo pena que seja o ultimo! =(
Cátia Coelho a 30 de Julho de 2010 às 03:10

Olá! A fanfic ão acaba aqui se quiserem podem seguir pelo meu blog:
www.silvercullen.blogs.sapo.pt
Beijinhos,

Silver
silvercullen a 30 de Julho de 2010 às 20:55

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