01
Fev 12

 

 Capitulo 48 parte 1-  Adrenalina

N/a- Espero que gostem deste capítulo drámatico da Uma Outra perspectiva e como de sempre agradeço todo o feedback que me dão. Também queria agradecer à menina Letícia Pinto pela sua inspiração para este capítulo. Enjoy

 

POV de Bella Swan

O sol quente estava a esbofetear a minha pele, o calor e a sua luz dificultavam-me a visão. Tinha entrado naquele  mato  há mais de uma hora e já não podia afirmar que sabia exactamente onde estava. As calças de ganga ardiam nas minhas pernas suadas. Lembrei-me rapidamente do elástico que tinha no pulso e numa tentativa de me refrescar fiz atei-o toscamente no meu cabelo. Mas o calor não era o maior dos meus desconfortos a minha respiração ainda estava alterada da anterior contracção. Estavam a tornar cada vez mais intensas a ultima fora a penas á sete minutos e fizera com que gritasse.

Entrei em pânico, e se ninguém me encontrar aqui? E se eles já estiverem a lutar! Eu não consigo fazer isto! Eu…

Aquela dor incapacitante reapareceu e eu não conseguia respirar , parecia que alguém estava a esfaquear o meu abdómen ao mesmo tempo que uma onda de dor me fazia querer cair para o chão, desta vez não consegui impedir o som de agonia que saiu da minha garganta.

Quando dei por mim estava sentada numa raiz de uma árvore altíssima tentando respirar em condições quando um choro convulsivo irrompeu sem a minha autorização.

Passara a gravidez a imaginar este dia e todas as suas versões possíveis e imaginárias no inicio imaginava apenas o comum hospital de forks com as suas florescentes brancas a iluminarem o corpo medico que me assistia. Mas depois quando o Edward chegou e a visão alterou-se, imaginei-o na minha cabeceira a suportar o meu peso enquanto toda a família esperava tranquilamente a chegada dos gémeos. Mas nunca isto. No meio do nada. Sem ajuda e sem saber se o Edward estava vivo ou morto.

Ele devia me isto. Ele devia-me estar presente pelo menos desta vez. Ele prometera!

Levantar-me foi provavelmente a coisa que me custara mais até ao momento, o meu corpo estava dorido e esperava imberbe por ser assolado outra vez pela dor, mas assim o fiz.

Fiz pressão nos meus membros inferiores segurei-me á raiz daquela arvore e entre respirações entre cortadas e expressões de dor consegui erguer-me.

Quando consegui manter-me numa posição erguida andei uns passos e gritei a pelos pulmões os seus nomes sem nenhuma reacção do outro lado.

Mas como é que não me ouviam? Não eram eles dotados de uma audição perfeita, inumana até? Estaria eu assim tão longe.

Caminhei até um pouco mais longe e apesar da luz os meus olhos avistaram uma clareira aberta não muito longe dali. Senti que era ali que eles se encontravam, caminhei na sua direcção mas algo atravessou o meu caminho.

Não me apercebi o que se tinha passado, ate quase chocar com o chão duro. Só tive tempo para agarrar na minha barriga e rezar baixinho que nada a atingisse.

Quando as minhas costas embateram no chão houve um meio segundo indolor, e segui-o se o que achei que tinha partido todos os ossos no meu corpo, senti-as a arder. Mas a minha maior preocupação não foi essa. Desesperada procurei a minha barriga e apesar de uivos de dor mantive-me em silêncio, expectante a cada movimento. Não o consegui encontrar. As lágrimas brotaram rapidamente e eu senti o meu coração bater descompassado.

- Não! Não por favor não! - Gemi, e fechei os olhos.

Senti -os a mexer primeiro devagar e depois o que pareciam pontapés e mãos a manifestarem-se violentamente. Ergui um pouco a minha cabeça e sorri. Quando o fiz reparei que as minhas pernas estavam presas por um ramo forte que me impossibilitava o movimento. Corri as minhas mãos de volta ao útero e embalei baixinho:

- Vamos ficar bem! Vamos sair daqui não se preocupem… vamos ficar bem.

Quando acabei de falar uma nova onda de dor se alastrou das minhas costas até ao final do meu abdómen mas desta vez semelhante a uma soma de todas as outras que tinha sentido. Parecia que perdera o controlo do meu corpo. Estava terrivelmente assustada.

Senti um Liquido escorrer pelas minhas pernas abaixo. Depois um som gutural e agonizante despertou-me, arrepiei-me quando percebi que era eu quem o tinha feito.

 

Ponto de Vista do Jacob

 

(1 hora e 30 minutos antes)

 

Estava ansioso por a ir buscar. Combinamos nos encontrar na fronteira entre os quiluetes e as sanguessugas. Reli a sua mensagem enquanto estacionava o meu bom e velho rabbitt.

“Jake eu e o Edward discutimos. Tu tinhas razão ele controla-me demais e eu sinto-me presa! Vem me buscar aqui à fronteira. O idiota nem te deixa vires cá a casa! Acreditas nisto! A casa também é minha! Por favor vem me buscar! Preciso do meu sol aqui comigo”

O carro dele parou e ouvi o gritar com ela qual quer coisa. Que cobarde! A Bella a ponto de dar à luz e ele a enerva-la daquela maneira. Preparei-me para sair, mas ele acelerou dali para fora. Como disse antes, cobarde!

Ela continuava de costas, o cabelo castanho perfeitamente enrolado no fundo e o vestido de verão acentuavam-lhe a sua figura maternal. Mas ele obrigara a usar saltos altos? Que egocêntrico, o que? O visual casual não satisfaz a sua alta sociedade de esquisitoides.

Aproximei-me a correr sem me preocupar com o meu carro. Quando me aproximei ela estava ainda de costas a soluçar. Toquei-lhe suavemente no ombro e disse :

- Bella…. Querida já está tudo bem eu estou aqui .

O seu corpo parou de tremer e relaxou sorri-lhe e pedi:

- Vá lá por que é que vocês os três não dão um abraço ao tio Jacob

Quando ela se virou devagar para me abraçar. Vi que não era a Bella mas sim a anormal da vampira loira.

Nem tive tempo de reagir. Quando lhe ia bater a sanguessuga deu-me um golpeou-me na cabeça e perdi a consciência.

Acordei amarrado a umas cordas no meio da floresta. Que cobarde! Prender-me assim sem me puder defender! Estava furioso tentei soltar-me mas estava preso. Atrás. Pela bela, agora loira cúmplice de crime. Alinhei.

- Deixa-me adivinhar? Agora é a parte que começas o teu monólogo de vilão! – Ironizei

Ele saiu do tronco onde estava sentado e respondeu alegremente:

- Jacob tu e o teu humor.

Estava perto de mais sentia a sua respiração nojenta na minha cara ele ouviu o que pensara e esbofeteou-me isso atiçou a minha raiva:

- Cobarde! Diz aí à partner para me soltar! Não disseste que querias lutar como um homem! Mostra que és um ou precisas de ajuda!

- Fala mais baixo cão! Ninguém é surdo! – Senti uma pancada forte na nuca.

- Ouve, nós só precisamos da tua ajuda Jacob. Vem aí sarilhos, uma vampira nómada está a aproximar-se a passos largos desta área. E eu preciso que fales com o teu líder para nos ajudar e patrulhar o vosso território. – Falou pacientemente como quem explica a uma criança o trabalho de casa.

- Eu não quero saber de nada disso! Ok?! Eu quero lutar! Eu não te vou deixar ficar com ela sabendo o que sei?! – Gritei de novo mais alto sabendo da sua audição sensível.

A sua expressão alterou-se de calma para irritação no final decidiu-se por troça levantando as sobrancelhas desconfiado, depois aproximou-se e disse:

- E o que é que tu sabes Jacob? – A maneira como falou parecia que eu era a pessoa mais ignorante do mundo. Respirei fundo.

- Eu sei que vocês discutiram! Sei que ela está farta de ti e que tu a controlas! Basicamente sei que ela vai voltar para mim e que tu o queres impedir!

Ele esbugalhou os seus olhos para mim em choque. Percebi que ele não sabia. Mas depois tão cedo como começou a sua expressão suavizou-se e voltou ao ar de troça. Fiquei confuso.

Depois a sanguessuga segurou um telefone moderno e leu com voz feminina a mensagem que pensara pertencer à Bella.

- Tenho de admitir eu podia ser escritor ou argumentista. Ou se calhar é só o fruto do conhecimento de cada insegurança que tens! – Vangloriou-se ele

- Seu monstro desprezível! Não era assim que isto devia ter acontecido! Nunca devias ter voltado! Eu e ela íamos ser uma família. Pede a não sei quantas para me soltar!

- Para que? Esta luta é claramente desnecessária. Não passa de um capricho da tua infantilidade Jacob. Eu e a Bella estamos óptimas, e não encontro nenhuma razão para perturbar nesta fase tão crucial da gravidez.

A sua voz estava nervosa mas mesmo assim soava a um pai a ralhar com um filho. Irritava-me a sua superioridade. Não me apetecia dizer mais nada mas pensei tudo aquilo que queria enquanto ele se afastava um pouco.

Eles estavam doidos! Como é que ele podia sequer pensar ficar com a Bella! Eu era muito melhor para ela, ele era ainda mais doente do que eu pensava. Pensar que podia criar aquela familiazinha psicótica como se nada fosse! Quem é que os ia salvar se não fosse eu. O Sam próprio dizia que se eles fossem aberrações a tribo teria de abate-los. Ao menos comigo eles podiam parecer remotamente humanos. Ao passo que com ele era só uma situação antinatural.

Ponto de Vista do Edward

- Solta-o Rosalie! Solta-o já!! – Bradei.

Rosalie parou de segurar as cordas e afastou se assustada. Eu corri em direcção á arvore onde aquele ser estava e derrubei contra o seu corpo. Depois ao ouvir os seus gritos de agonia pressionei o meu peso no tronco e gritei quase cuspindo cada palavra:

- Tu podes chamar-me o que quiseres! Podes ofender o clã inteiro! Podes até dizer que amas mais a Bella. Mas nunca mais abres essa boca indigna para falar dos meus filhos! Ouviste seu rafeiro pestilento!

Ele continuou a gritar de dor e eu continuei a exercer o meu peso sobre o dele.

- E agora já queres lutar?! Já te sentes mais homem! ?

Tirei o meu pé de cima do tronco e ele conseguiu soltar-se, deixei-o derrubar-me. Mas quando estava prestes a transformar-se empurrei-o até a uma parede de pedra.

Estava farto ele nem sequer boa pessoa era. Apenas um cobarde! A descontar as suas frustrações amorosas nos meus filhos. Um idiota prestes a por em risco até a própria tribo.

Ouvi os pensamentos de Rosalie a pedirem que parasse que ele era só um miúdo idiota e que não valia o meu tempo. Mas o velho Edward assolou a superfície e adrenalina falava mais alto, fazer justiça em nome dos meus filhos parecia-me moral o suficiente.

Voltei a encara-lo e os seus olhos transmitiam-me medo em conformidade com a sua mente. Todos os idiotas tem medo lembrei-me eu. De repente ouvi-a.

O seu grito agonizante arrepiou-me e soube de imediato que era ela. O seu nome soltou-se da minha boca e quis correr a seu encontro.

O cão questionou-me:

- Bella? O que?

- Cala-te e ouve rafeiro!

Ele manteve-se em silêncio e ouviu o mesmo que eu. Obtusamente concluiu:

- É uma mulher. Coitada está cheia de dores! Porquê estás com pena?

- Usa a tua audição completa! – Exasperei-me

Ele acenou compreendendo quando o som horroroso se repetiu. E os dois corremos na sua direcção.

publicado por Twihistorias às 23:30

7 comentários:
N podias ter acaba o capitulo assim!!

Kero mais!!!
C. a 2 de Fevereiro de 2012 às 19:01

OMG! Ela não vai ter o filho no meu do mato pois não???

Adorei o capitulo!


bjs: Jaqueline
twilightforever-fic a 2 de Fevereiro de 2012 às 19:54

Como é que foste acabar o capítulo assim?! Quero mais e depressa!! Amei, amei, amei este capítulo e continua a escrever assim.

Beijinhos :)

Angelina
twilightforever-fic a 3 de Fevereiro de 2012 às 15:16

Fico mesmo feliz pela vossa reacção é bom saber que os minhas leitores estão tão entusiasmados como eu com estes capítulo da UOP

Muito Obrigada
Ana Filipa UOP a 8 de Fevereiro de 2012 às 21:50

Oláá!
Está absolutamente fantástica! Espero que continues a escrever aqui pois caso contrário seria um desperdício de talento! Está muito gira e já me fez chorar carradas de vezes!
Continua! Qdo saí o próximo capitulo?


P.S:.Deves ter reparado que comentei igual noutro capitulo pois, é que eu sou trapalhona e enganei-me :S
BM a 9 de Fevereiro de 2012 às 21:58

BM

Obrigada obrigada obrigada, por leres por comentares e por seres uma/um novo leitor/a
Ana Filipa UOP a 10 de Fevereiro de 2012 às 21:45

*uma e leitora

como vez eu também sou trapalhona às vezes ;)
Ana Filipa UOP a 10 de Fevereiro de 2012 às 21:47

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