30
Set 12

Capitulo 31

O julgamento tinha sido adiado devido aos novos factos no caso.

Agora estava a ser investigado o assunto de abuso sexual por parte do Chester. A Maggie tinha confirmado que eu há três anos atrás tinha aparecido na esquadra para apresentar uma queixa de violação, mas desisti no ultimo momento.

Isso foi o suficiente para eles considerem o caso e abrir novo processo, e desta forma, começar uma nova investigação.

Quando a violação aconteceu a Maggie conseguiu convencer-me a ir a um médico, apenas para saber se estava tudo bem comigo. Eu concordei, mas mesmo assim, sempre me recusei a apresentar queixa.

Apenas queria esquecer. Não era pedir muito.

Porquê que não deixavam que isso acontecesse?

-Posso saber porque não me contas-te isto Kelsi? – perguntava o meu advogado.

Olhei intensamente para ele, e nem uma única palavra saiu da minha boca.

-A fiança foi paga, podes esperar o julgamento em liberdade. – continuou ele.

-Liberdade? – ironizei eu.

Eu só ia mudar as instalações. Continuaria confinada a um local, neste caso seria a uma casa que a minha mãe tinha acabado de adquirir. A pulseira electrónica no meu tornozelo iria impedir-me de sair porta fora.

As minhas saídas nocturnas com o Bentley tinham oficialmente terminado. Em contrapartida poderia ter sempre a companhia de alguém e os confortos de uma casa.

-Fica contente com esse pequeno progresso. Este benefício pode significar boas notícias para nós. É sinal que eles acreditam pelo menos na violação.

Olhei para ele chocada.

« É sinal que eles acreditam pelo menos na violação», o que queria ele dizer com aquilo? Que ele não acreditava? Como poderia eu ser defendida por um advogado que não acreditava em mim?

-A que horas saiu daqui? – perguntei de forma a mudar de assunto.

-Agora mesmo. – disse no momento em que um guarda apareceu para nos acompanhar à saída.

Minutos mais tarde estava finalmente a entrar numa pequena casa na cidade de Forks. Tinha-me recusado a ficar na casa da Emily e do Sam. Ainda não tinha perdoado o Ethan pela pequena traição dele. Além de que lá, estaria privada das visitas do Bentley.

A pulseira estava agora a ser colocada no meu tornozelo e um agente explicava, pacientemente, à minha mãe como é que tudo aquilo funcionava.

Ignorei a maioria das explicações, sabia que estava confinada aquela casa, isso bastava-me.

Subi para aquele que seria o meu quarto.

A cama encostada à parede era ladeada por duas mesinhas de cabeceira. Na prateleira no topo da mesma encontrava-se um comboio de livros dos mas variados temas. Debaixo da janela tinha um pequeno sofá bastante confortável. Visualizei um portátil em cima de uma secretária e aquilo a que chamo de a maior biblioteca de cds que alguma vez vi num quarto. Uma guitarra estava encostada num dos cantos do quarto.

E claro, não podia faltar a foto do Jackson ali perto de mim.

Uma lágrima surgiu no meu olho assim que toquei delicadamente na moldura, passando o meu dedo pelo pequeno sorriso do meu filho.

Como tinha saudades.

-Não sabia que tipo de música gostas ao certo, por isso trouxe um pouco de tudo. Quanto aos livros posso trazer outros se quiseres. – disse uma voz dócil atrás de mim. Bentley.

Corri na sua direcção abraçando-o.

Eu sabia que tinha sido ele a ajudar a minha mãe a comprar a casa. Claro que por ele nós estaríamos num local muito mais comodo. Mas eu disse que uma casa simples e acessível a ele para mim estava óptimo.

-Tinha saudades tuas. – admiti.

-Eu também! – disse num sussurro.

-Sabes – comecei a dizer enquanto me afastava dele. – Já podes entrar pela porta.

Bentley sorriu timidamente.

Mas era verdade, queria que o meu amigo a partir de agora não se escondesse. Ele era mais do que bem vindo ali.

-Da próxima vez que cá vier entro pela porta, prometo.

Benley depositou um beijo na minha testa e sentou-se perto de mim no confortável sofá branco.

Uma abertura nas nuvens foi o suficiente para todo o meu quarto ser invadido por milhares de luzinhas vindas do corpo do meu vampiro preferido.

-Uau… - exclamei perante a beleza daquele fenómeno.

Coloquei-me em frente a ele de forma a que os reflexos esbatessem no meu corpo.

-Assim estou mais parecida contigo. – disse contente vislumbrando toos os reflexos do meu corpo.

Bentley pegou em mim e rodopiou-me no ar.

Uma gargalhada saiu da minha garganta. Ora aí estava uma novidade, era muito raro isto acontecer.

Rapidamente Bentley me pousou no chão e desapareceu, deixando-me assim confusa e vasculhando rapidamente com o olhar todo o quarto em busca do mesmo.

-Kelsi? – a minha mãe abriu a porta rapidamente enquanto me procurava. – Está tudo bem?

Ele estava confusa.

-Sim. – apressei-me a responder.

-Pareceu-me ouvir… - ela parecia confusa e olhava em redor do meu quarto como que há procura de algo. – Deixa lá.

Um sorriso começou a aparecer nos meus lábios assim que a minha mãe estava a fechar novamente a porta, impedindo assim que esta me visse.

-Já todos foram embora. – disse ela voltando a abrir a porta e olhando para mim. Rapidamente o meu sorriso desapareceu. – Quando quiseres vir comer qualquer coisa eu estarei na cozinha. Ah e a Emily, o Sam e o Ethan vem a caminho para ver como estas. Aliás o Ethan diz que quer falar contigo.

Acenei que sim.

-Vou só tomar banho e vou já. – Acrescentei na esperança que ela fosse embora desta forma.

Ansiava para que ela fechasse a porta. Algo me dizia que o Bentley ainda ali estava.

Assim que a porta fez o clique em como estava fechada, o meu amigo voltou a aparecer, desta vez sem os raios cintilantes. As nuvens já tinham coberto o sol novamente.

-Desculpa ter desaparecido assim. – desculpou-se ele. Pegou num dos livros e começou a desfolha-lo. – Este é um dos meus livros preferidos, espero que gostes.

Pousou o livro na secretária e dirigiu-se a mim.

-Bem vinda a casa Kelsi. – disse enquanto fez uma pequena vénia diante de mim e me segurou na mão, onde depositou um doce beijo. – Agora irei deixar-te usufruir de um relaxado e merecido banho. Volto amanhã.

Despedi-me do meu amigo. Sabia que ele também tinha que sair para evitar encontrar-se com a família do Sam.

Dirigi-me à casa de banho, e comecei a retirar toda a minha roupa.

A água quente já estava a correr, enchendo a banheira e provocando aquela espuma devido aos gel de banho que lá acrescentei. Acendi algumas velas e estava decidida a usufruir de um banho como à muito não tomava.

-Kelsi, despacha-te – ouvi a minha ãe do lado de fora da casa de banho. – Eles estão aí não tarda.

Enrolada numa toalha dirigi-me ao meu quarto onde me vesti rapidamente.

As minhas All Star fizeram toilette com o meu vestido de malha, e ainda coloquei um pouco do perfume que estava no meu quarto.

Estava já a escovar os meus cabelos quando ouvi a campainha.

Eram eles.

-Kelsi despacha-te. – ouvi ainda a minha mãe antes de abrir a porta.

Estava pronta.

Olhei-me uma ultima vez ao espelho antes de descer.

Já não me vestia assim desde…..desde aquela fatídica tarde em que o Chester….em que vi o Ethan a beijar a Rebecca. Era assim que me perferia recordar daquela tarde.

A única diferença era a cor de cabelo, agora era preto, e a pulseira no meu tornozelo.

Respirei fundo e desci as escadas.

Sabia que aquilo era a forma de mostrar a eles que e ia tentar voltar a ser eu novamente. Aquela menina inocente.

Até porque eu me sentia mais feliz, mais leve, mais livre. Sem nada para esconder.

E lá estavam eles todos à minha espera, Ethan destacava-se à frente com um sorriso. O mesmo sorriso daquele tempo em que eramos namorados.

Era como se o tempo tivesse voltado atrás e nada daquilo tivesse acontecido. Mas o peso no meu pé direito denunciava a minha liberdade condicionada.

publicado por Twihistorias às 20:27
Fanfics:

27
Set 12

Cap. 15 - Complicações

Nos últimos tempos, o humor de Anna tem sofrido altos e baixos. Ok, nós estamos bem, mas e ela? Será que está tudo bem na cabeça dela?

Desde a festa na nossa casa, que ela tem tido umas atitudes estranhas. A primeira delas, foi encontrá-la na manhã seguinte a dormir na varanda da sala, com uma garrafa de whisky vazia ao lado e o meu maço de tabaco no colo e quase vazio.

As coisas melhoraram bastante, depois de começarmos a trabalhar, no entanto às vezes ia dar com ela sozinha pelos cantos a olhar o vazio. O que me deixava mais preocupado era o facto de ela não falar. Ela não falava comigo sobre o que se passava, nem com mais ninguém que eu soubesse. Perguntei e voltei a perguntar, puxei pelo assunto várias vezes, mas a resposta era sempre a mesma, “que não era nada, talvez só cansaço”, sorria e mudava de assunto. Pelo menos andava super concentrada no trabalho, o que de certa forma me tinha deixado mais descansado... Até hoje.

Há duas semanas, comecei a notar que ela saltava refeições. Não dei importância, até que começou a ser recorrente, ao ponto de ela evitar sequer sentar-se à mesa connosco. Parecia mais cansada, mais distraída e andava mais irritada. Continuava a brincar e a entrar nas brincadeiras que fazíamos uns aos outros no Set, mas não com a vivacidade de sempre. Ontem cheguei a apanhá-la a chorar, quando voltei, depois de ter estado a gravar, até mais tarde, algumas cenas onde ela não entrava.

O humor tristonho com que ela andava, fazia-me pensar no que tinha acontecido no passado, a depressão em que ela tinha entrado, a qual culminou com o seu desaparecimento. Tentei pensar em mil desculpas para que não fosse isso novamente. Não podia deixar que isso voltasse a acontecer, eu tinha que agir, só não sabia como. O pior era que eu também não conseguia falar com ninguém.

Tinha planeado falar com ela durante o almoço, mas ela não apareceu. Quando chegou ao Set, já estávamos todos à espera dela, o que não era habitual. Ela passava a vida a apressar-me e nunca tinha chegado atrasada. Começámos a gravar, mas estava a ser impossível. Ela não conseguia concentrar-se, parecia preocupada e ansiosa. Mas hoje havia mais alguma coisa. Estava mais parecida com a personagem que interpretava, simplesmente não estava a conseguir transmitir as emoções correctas, nos momentos certos.

Pedi discretamente ao realizador para fazermos uma pausa e aproveitei para tentar novamente perceber o que se passava.

- Nada amor. Estou cansada e não estou nos meus dias. – Disse com um encolher de ombros.

Ela levou as mãos à testa e passou-as pelos cabelos, escondendo a cara com os braços.

Toquei-lhe num dos braços, chamando a sua atenção. Ela baixou os braços, suspirando.

- Sabes, a mim também me custa imenso fazer estas cenas contigo. Mas sabes no que penso? Que nunca poderia acontecer-nos na vida real. E muito menos se estivesses grávida. Não me imagino a tocar-te num fio de cabelo que fosse. – E abracei-a, tentando dar-lhe força.

Ela forçou um sorriso e quando voltámos a gravar, parecia ter voltado a ser a minha Anna, ou melhor, era a 100% Sarah, a sua personagem.

Estávamos a terminar o trabalho daquele dia e no último take ela estava tão perfeita que até aos meus olhos ela se transformara em Sarah. E eu dei o meu melhor para encarnar Rick.

- Acabou Rick! Vou-me embora desta casa e deixo-te livre para viveres a tua vidinha com aquela...

Fiquei louco de raiva, ao perceber que ela falava a sério. Ela não podia deixar-me e levar o meu filho com ela.

- Não, não vais Sarah! – Disse, enquanto me aproximava.

Sarah assustou-se, largou a roupa que estava a tirar ao acaso das gavetas e levantou os braços, protegendo a cara. Puxei-a pelo pulso.

- Rick larga-me! Não quero ter mais nada a ver contigo! Metes-me nojo! Nojo! – Gritou, tentando soltar-se.

Segurei-a pelos antebraços, fazendo com que ficasse de frente para mim e encostei-a à parede com força. Ela teria de perceber que não podia levar o nosso filho. Preparava-me para a ameaçar, quando ela se deixou cair, ficando suspensa pelos braços, que eu ainda agarrava. Estava a chorar, por isso conclui que ela já tinha percebido a mensagem. Larguei-a e todo o seu peso se abateu com força no chão. Virei costas, agarrei no casaco e preparava-me para sair, quando a ouvi implorar, com voz assustada.

- Não! Por favor Rick ajuda-me! Vou perder o bebé! Por favor!

Voltei-me, tentando decifrar a sua expressão, quando de repente ela se agarrou à barriga, gritando.

- Sarah! – Gritei e dei um passo hesitante na sua direcção.

Ela parou de gritar de repente e levou a mão à perna, por baixo do vestido. E foi quando levantou a mão, que reparei na mancha vermelha que alastrava no seu vestido rosa e branco.

Deixei de me preocupar com o facto de estarmos no meio das gravações e aproximei-me, ajoelhando-me ao seu lado. Por momentos cheguei a crer que podia ser apenas uma piada de muito mau gosto, mas a sua expressão era demasiado real.

- O que foi que eu fiz? Estás a sangrar... – Perguntei, sem perceber o que se estava a passar.

Ela voltou a gritar, agarrada à barriga e contorcia-se no chão, não dando qualquer mostra de se ter apercebido que falava com ela. A cena já tinha saído completamente das marcações e eu não conseguia entender o motivo de ainda não ter ouvido dizer “Corta!” para podermos voltar ao normal. Ela parou de gritar, mas continuava a contorcer-se, embora agora com menos violência.

Segurei-a pelos ombros, tentando fazer com que parasse e olhasse para mim, mas ela parecia estar a perder a força e começou a fechar os olhos.

- O que se passa? Fala comigo! – Implorei, ainda sem saber o que deveria fazer.

- Vou perder o bebé. – Ouvi-a suspirar e, em seguida, fechou os olhos. Deixou cair a cabeça de lado e as suas mãos largaram a barriga.

- Fala comigo por favor! Por favor! Não podes fazer-me isto! - Abanei-a ligeiramente, tentando fazer com que despertasse. - Oh meu Deus! Não posso perder-te! Eu amo-te! Estás a ouvir? Eu amo-te! Não me deixes, por favor! – Implorei, encostando a minha cabeça no seu peito.

Para minha grande surpresa, percebi que ainda me sentia com se estivesse a actuar, como se aquilo tudo ainda fizesse parte do filme.

Levantei a cabeça e levei-a ao colo. Escancarei a porta com o pé e saí a correr para fora do estúdio. Lá fora estava a ambulância, parada no mesmo local de sempre e pronta para qualquer emergência. O condutor, que fumava cá fora, fitou-me de sobrancelha levantada.

- Por favor, temos de levá-la para o hospital! Está a sangrar e desmaiou!

O homem largou o cigarro e bateu na lateral da ambulância, alertando os colegas.

As portas traseiras da ambulância abriram-se e os dois bombeiros que lá estavam dentro, ajudaram-me a colocá-la na maca.

Segui com eles até ao hospital, enquanto me faziam um monte de perguntas.

Ela não acordou durante os dez minutos que demorámos a chegar ao hospital, no entanto parecia ter parado de sangrar. Quando chegámos, não me deixaram acompanhá-la. Fiquei a desesperar na sala de espera, até que metade da nossa equipa chegou ao hospital.

Kristen estava entre eles e correu a abraçar-me.

- Rob! Como é que ela está?

- Não sei. Não me deixaram entrar.

- Ligaram-me. Disseram-me que ela estava a sangrar e desmaiou. Vim o mais depressa que pude!

- Tu sabes alguma coisa, Kristen? Ela disse-te alguma coisa? Ela não fala comigo...

- Hey! Acalma-te! Estás a magoar-me!

Estava a segurá-la pelos ombros.

- Oh desculpa. – Soltei-a e baixei a cabeça, fitando a biqueira dos sapatos.

- Ok... Eu falei com ela. – Suspirou. – A Anna está grávida.

Levantei a cabeça e abri a boca. Tentei dizer alguma coisa, mas não consegui pensar em nada.

Passei as mãos pelo cabelo, enquanto sentia o desespero e a raiva crescerem dentro de mim. Voltei-me, não conseguindo impedir-me de dar um soco na parede e desabei numa cadeira que estava ali perto.

- Oh meu Deus! Isto não pode estar a acontecer! O que é que eu fui fazer? Como é que eu não percebi? Mas porque é que ela não me disse...

-Rob, tu não fizeste nada. Vá lá acalma-te. Ela só não te disse, porque também só descobriu hoje.

Encostei a cabeça à parede, de olhos fechados e expirei ruidosamente.

Kristen levantou-se e falou com o resto da equipa que tinha assistido a toda a conversa, pedindo-lhes que fossem embora e garantindo que, assim que houvesse notícias, lhes telefonava. Eu continuava de olhos fechados, tentando aclarar as ideias.

- Rob, olha para mim. – Abri os olhos. – Acho que devíamos tentar saber alguma coisa. Ela já entrou há algum tempo.

Voltei a fechar os olhos. Não tinha a certeza de querer saber notícias ainda. Afinal tinha sido por minha causa que isto estava a acontecer e nem queria sequer imaginar se ela perdesse aquele bebé...Se ela perdesse o nosso filho... Oh meu Deus! E o Miguel?

- O Miguel? Com quem ficou o Miguel?

- Calma, calma. Ele está bem. Ainda está com a ama. Liguei-lhe antes de vir, a avisar que alguém ia buscá-lo mais tarde.

- Graças a Deus. Ainda bem que a Annie aceitou vir connosco.

- Olha, está ali uma enfermeira. Vou tentar saber notícias. Ficas bem?

Abanei a cabeça e ela saiu da sala de espera, voltando pouco depois.

- O médico vem falar connosco daqui a pouco.

Vinte minutos depois, um médico de bata branca entrou na sala de espera e dirigiu-se a nós.

- Peço desculpa pela demora, não consegui vir antes. Sou o Dr. Welch.

- Diga-nos Dr., como é que ela está? – Perguntou Kristen.

- Bem. Nem ela nem o bebé estão ainda livres de perigo, mas à partida parecem estar os dois a evoluir muito bem, tendo em conta o quadro inicial.

- Quando vamos poder vê-la, Dr.?

- Pensei que o Sr. Pattinson quisesse vê-la agora. Ela está a dormir, tivemos de dar-lhe um calmante, mas posso levá-lo lá se quiser.

- Não. Ela talvez prefira que a Kristen vá no meu lugar.

- Rob! É óbvio que ela prefere que estejas com ela!

- Mas eu...

- Dr.? É possível que tenha sido uma queda ou um empurrão a originar isto?

- Bem, Sra. Stewart. Tudo é possível, mas o mais provável é que isto acabasse por acontecer mais cedo ou mais tarde.

- Porquê? O que se passa, Dr.? O que se passa com eles? Por favor, não me está a contar tudo.

- Sr. Pattinson, a sua noiva teve um descolamento da placenta. Qualquer coisa pode originar isso. Imagino que ela já andasse a queixar-se de andar muito cansada há algum tempo.

Abanei a cabeça e ele continuou.

- Já tinha a ver com esta situação. Mas felizmente não é irreversível. Se conseguirmos que a situação deles estabilize, basta que ela repouse convenientemente e que não faça esforços e pode ter uma gravidez normal. Agora, se quiser vê-la, posso acompanhá-lo ao quarto.

- Vai Rob. Se quiseres ficar no hospital, posso ficar com o Miguel esta noite.

- Farias isso por mim?

- Claro que sim. Faço-o por vocês. Vai lá, a Anna precisa de ti.

Abracei-a agradecendo e segui o médico até ao quarto.

publicado por Twihistorias às 21:55

26
Set 12

Bella

O Ryan estava fechado no quarto, mais uma vez. Desde aquele dia em que ele foi jantar a casa da Milie, ele anda muito estranho e ninguém sabe o que se passa porque ele não conta a ninguém. Nem o Edward sabe o que se passa porque ele esconde os pensamentos e quando lhe perguntamos o que se está a passar ou o quê que ele sabe que não nos quer contar ele apenas responde que não se passa nada. Ele anda muito estranho e um pouco mais agressivo. O Chuck continua com as mesma provocações de sempre, e sempre que ele toca no nome da Milie o Ryan fica possuído. Alguma coisa aconteceu naquela noite, ele sabe de algo que não nos quer contar. O Carlisle hoje ia passar a noite no hospital. A Esme, a Alice, a Rosalie, o Emmett, o Jasper, a Anne e o Carlos tinham ido caçar. A Renesmee e o Jacob foram passar algum tempo fora da cidade para fugir a este drama todo que está presente nesta família, o Chuck, bem esse ninguém sabe o quê que anda a fazer, e na verdade acho que todos preferimos não saber. E o Edward está ocupado a conversar com a Carla. As coisas entre nós não estão lá muito boas. Ultimamente temos discutido muito, porque ele está muito próximo da Carla e eu não gosto dessa aproximação, na verdade não gosto nem um pouco dessa Carla, na minha opinião ela não é de confiança, então sempre que falo com ele sobre isso acabamos a discutir porque ele tem que defender sempre a sua amiguinha. Eu começo a achar que vou perder o meu marido para uma vampira qualquer. Eu vou perder o Edward.

- Edward querido, queres ir para a nossa casa? – perguntei numa tentativa de o afastar um pouco desta coisa com quem ele conversa.

- Não Bella. Não me sinto bem em deixar o Ryan sozinho. Ainda por cima ele anda muito estranho.

- Tudo bem. Como queiras. – disse eu.

Que desculpa esfarrapada. Ele quer é a ficar a conversar com aquela coisa, e ela como é obvio fica toda contente cheia de sorrisinhos parvos. Estou quase a saltar-lhe em cima e arrancar-lhe a cabeça. “ Acalma-te Bella! Não faças nenhum disparate.” Disse mentalmente.

- Vou lá acima ver se o Ryan precisa de alguma coisa. – disse eu levantando-me. – Estás tão entretido a conversar que não te quero incomodar.

Ele não ligou nenhuma ao que eu disse. Continuou a falar como se nada fosse. Então fui até ao quarto do Ryan, mas quando lá cheguei o quarto estava vazio. Voltei para a sala.

- Edward… - disse eu.

Nesse preciso momento a Carla beijou-o.

- Não acredito no que fizeste! – disse ele chocado.

- Quem não acredita sou eu. – disse eu em choque.

Sentia o meu peito rasgar. Aquela imagem dos lábios da Carla nos lábios do meu Edward foi como uma facada. Sentia uma dor como se estivessem a rasgar a minha pele, sentia as minhas pernas a tremer como se eu fosse cair.

- Bella deixa-me explicar. – disse o Edward.

- Explicar o quê?! Que me traíste.

- Bella foi ela que me beijou.

- Não quero saber Edward. Eu saio para ir ver se o Ryan está bem e quando volto tu estás aos beijos com essa… essa… coisa!

- O Ryan saiu. – disse ele.

- Vês?! Se me desses um pouco de atenção se calhar eu já saberia e não havia necessidade de ir lá acima. Mas tu ficas aí a conversar com essa coisa e a ignorar –me o tempo todo, e depois ainda a beijas. – eu estava completamente alterada. Neste momento estava com muita vontade de bater no Edward e matar a Carla.

- Bella…

- Edward eu não mereço isto. Depois destes anos todos de casamento tu fazes-me isto. Nós temos uma filha e dois netos, sempre pensei que o nosso casamento ia ser eterno, até essa coisa aparecer e mudar tudo. Já viste como a nossa relação mudou desde que ela chegou? O beijo foi a gota de água.

- Que queres dizer com isso? – perguntou ele com um ar de sofrimento.

- Acabou Edward.

- Não Bella. Não faças isso. Carla conta-lhe a verdade! Bella eu amo-te, tu és a minha vida.

- Ultimamente não parece. Tu já não és o mesmo, antigamente costumavas ser carinhoso. Sabes à quanto tempo tu não dizes que me amas? À quanto tempo não estamos sozinhos, só nós os dois?

- Bella, tu sabes que estes dias têm sido difíceis. E eu sei que não te tenho dado muita atenção, mas prometo que isso vai mudar.

- Não percebes que já é tarde?!

- Bella…

- Tu sabes que detesto traições.

- Pois, mas à 20 anos atrás também beijaste o Jacob. – disse ele.

Nem queria acreditar que ele disse aquilo.

 

 

publicado por Twihistorias às 22:35

24
Set 12


Capítulo 17

Parte 3

-Oh meu Deus! – exclamei com um sorriso no momento em que saltei da cadeira, deixando a Annie sozinha.

Três homens muito roqueiros tinham acabado de entrar no bar. A minha banda estava ali.

-Rapazes! – exclamei chamando assim a atenção deles.

Corri para os abraçar, era bom tê-los por ali.

-O que vocês estão aqui a fazer? – perguntei ainda bastante entusiasmada.

-Então já que não vais ter com a banda para actuarmos, viemos nós ter contigo. Não podemos ficar tanto tempo sem actuar. – esclareceu o Carter, o guitarrista. – Além que os teus amigos concordaram em pagar a viagem.

Era nestas pequenas coisas que o Dio sobressaía, ele sabia como me agradar sem ter que se esforçar. Sabia daquilo que eu necessitava neste momento, mesmo estando longe.

Indiquei-lhes o caminho para se sentarem comigo e com a Annie.

-Annie, apresento-te a minha banda. O Carter, o Cole e o Justin. Rapazes, esta é a Annie.

-Bounjour Annie – disse Cole com um sotaque francês, até mesmo o nome da minha amiga. A cara de pânico da parte da Annie fez com que todos nos começássemos a rir.

Apesar de eles morarem em Paris, assim como eu, eles eram filhos de americanos, sendo que o Carter nasceu e viveu até aos 15 anos na América. Como tal, todos eles sabiam falar a língua inglesa.

-Não te preocupes, todos eles falam inglês. – expliquei-lhe.

-Olha, vais ter o privilégio de ser a primeira a receber um dos nossos CD’s com as nossas músicas. – Cole retirou do seu saco a tiracolo um de muitos CD’s.

Fiquei pasmada a olhar para a quantidade de CD’s que ele ali tinha, e olhando agora para o volume dos sacos dos restantes membros da banda adivinhei que estariam, também, a abarrotar de CD’s.

-Uau, obrigada. – disse ela de forma entusiasmada. – Estou ansiosa por ouvir. A Renesmee raramente canta para nós.

Os três rapazes cravaram os olhares inquisidores sobre mim. Em França eu estava constantemente a cantar, ou a trautear. No entanto aqui era diferente. Muitas das músicas eram acerca das pessoas que aqui viviam, não as queria magoar ou assim.

-Pois, mas estamos aqui agora para contrariar isso. – concluiu o Carter. – É só distribuir alguns CD’s para nos conhecerem e depois tentar arranjar locais porreiros para actuar.

Uau, eles já tinham tudo programado. Nem sequer um “pode ser Renesmee?”.

Depois de mais uma rodada de cervejas, os meus amigos levantaram-se e foram entregar CD’s a toda a gente que encontravam. Eu e a Annie permanecemos na mesa ainda a falar, nem eu tinha noção do quanto tínhamos que falar. Era bom voltar a ter uma amiga humana que sabia de todos os pormenores da minha vida vampírica.

-Sabem, as pessoas, e quando digo pessoas refiro-me ao patamar masculino, eram capazes de ouvir mais rapidamente o CD se este fosse entregue pela bela da nossa vocalista e a amiga. – disse o Justin colocando dezenas de CD’s nas nossas mãos.

E assim foi, andamos a distribuir os CD’s por toda a gente, rapidamente não havia nenhum nas nossas posses. A maioria dos clientes daquele baile era alunos da escola de Forks, isso era bom, porque assim, com sorte, as cópias espalhar-se-iam pelo resto da escola.

Antes mesmo de sairmos do bar, já o CD estava a tocar. E pela reacção, o pessoal estava a gostar.

-Bem, meninos, vou ter que levar a Annie a casa, mas temos que combinar para ensaiar, tenho um material novo. – disse em tom de despedida.

-Só tens que arranjar os instrumentos. Não deu para trazer nada no avião. – justificava-se o Carter. – Para além do local, no hotel onde estamos não dá.

Concordei, disse que arranjaria uma solução.

Provavelmente teria que alugar algum espaço, não os podia de forma alguma levar para minha casa. Ainda os confundiam com um petisco. Quanto aos instrumentos, isso não faltava em minha casa. Com certeza que não se importavam de eu os levar emprestados por uns dias.

A banda ia-me fazer bem, aliviar o stress.

-Porquê que o teu amigo trouxe a banda, mas não trouxe o namorado? – perguntou a Annie assim que entrou no carro.

Ora aí está uma verdade, de certeza que saía bem mais barato ao Dio. Em contrapartida, trazer o Florent iria fazer com que ocupasse o meu tempo com o meu namorado em vez de ser com o próprio Dio. Isso significava que ele, por mais que não admitisse, gostava de ter um pouco de exclusividade.

Essa possibilidade de uma pontinha de ciúmes de parte do Dio, arrancou-me um sorriso.

Annie olhava para mim de forma inquisidora.

-O que é? – disse por fim não conseguindo controlar o meu sorriso babado.

-Oh meu Deus, vocês não são só amigos, pois não? – perguntou chocada.

Pois, talvez não tivesse mencionado essa parte do Dio à Annie.

-Bem, a nossa amizade não é só no preto e no branco, tem assim as cores todas do arco-íris e mais algumas. – admiti por fim, mas sem qualquer tipo de arrependimento. O que acho que ainda a chocou mais.

 -Mas e o teu namorado?

-O meu namorado está em França neste momento. – disse, mas vendo ainda o seu choque acrescentei. – Eu sei que é incorrecto, mas eu gosto dos dois, eles completam-me. O Florent compreende o meu lado humano como ninguém, e o Dio o meu lado vampírico. Para além que é o meu melhor amigo.

-E o que é que o Jacob pesa disto? – apressou-se a perguntar.

-Não sei nem me interessa. O Jacob não é meu namorado, não tenho que lhe dar explicações da minha vida.

-Sim, eu sei que não. Mas vocês têm uma ligação Renesmee, uma impressão natural. E não me venhas com isso de que não queres saber e que não sentes nada, porque é mentira. Eu também tenho impressão natural com um lobo e sei bem aquilo que sentimos.

Ela tinha razão, eu sabia disso, sempre soube. Não era à toa que a pata do lobo estava incluída na minha tatuagem. Em contrapartida, eu sentia-me enganada e não sabia até que ponto é que isto da impressão natural seria o mesmo que amor.

Porque isto de amor à primeira vista não é algo em que eu acredite. Para mim, amor é algo que se vai ganhando ao longo do tempo.

E quero ser eu a decidir o meu destino, não uma impressão natural.

-Sim, temos. Mas não é por isso que eu devo explicações ao Jacob. – disse num tom acima.

-Ok, desculpa. Não volto a falar nisso.

-Tudo bem. Desculpa também, mas não estou habituada a que me censurem ou coisa do género. E incrivelmente, ultimamente isso está sempre a acontecer. – e era verdade, era o Jake, a minha família, os meus pais e agora os meus amigos? Era demais.

-Mas diz lá, quando conheço esse Dio, o vampiro? – disse ironicamente a Annie.

Fiquei agradecida a mudança de assunto. Iria evitar que nos chateássemos.

-Não sei se o Seth iria gostar que eu te apresentasse um vampiro de olhos vermelhos.

Com a descrição dos olhos do Dio, Annie ficou tensa. Acho que ela não pensava que eu me fosse relacionar com alguém que se alimentasse de sangue humano.

-Annie, não o podes crucificar, ele é um vampiro, é assim que os vampiros se alimentam. Mas depois de o conheceres vês que ele é cinco estrelas. – dei por mim a tentar defender o Dio e todos os vampiros. Incluindo eu, que já me tinha alimentado de sangue humano.

-Também a tua família é vampira e nenhum se alimenta de sangue humano. – disse ela.

-Mas isso foi uma opção nossa. Por exemplo, tu não és vegetariana, mas para os vegetarianos tu também és uma assassina. Percebes o que quero dizer? Não podes criticar os vampiros por se alimentarem daquilo que é suposto, é a cadeia alimentar.

-Sim, mas pensei…sei lá…nem sei o que pensei…acho que simplesmente não pensei nisso. – Annie parecia confusa, mas começou a aceitar.

Ela não voltou a tocar no assunto e eu também não. Em vez disso começamos a falar de coisas mais fúteis, sobre como era a vida em Paris e assim.

Alguns minutos depois estava a deixar a Annie em sua casa, não consegui evitar o rodar de cabeças quando viram um Ferrari vermelho aproximar-se. Seth e Jacob estavam ali próximos, provavelmente Seth estava à espera de Annie e Jacob a fazer companhia.

-Finalmente alguém que lhe dá uso. – comentou o Jacob acerca do carro, assim que eu saí para os cumprimentar.

-Achei que combinava comigo. Discreto! – brinquei.

Todos sorrimos.

Ficamos um pouco ali a conversar, mas tanto eu como o Jake começamos a aperceber-nos que já estávamos ali a mais.

-Dás-me boleia no teu carro discreto? – perguntou o Jake em tom de brincadeira.

-Claro. Entra.

O caminho até casa do Jacob correu sem nenhuma conversa constrangedora. Isso agradou-me particularmente, estava com receio que ele insistisse em algum assunto estranho. Apenas me perguntou se eu me sentia melhor.

Vendo que eu não queria falar mais sobre a forma como recuperei e assim, não tocamos mais no assunto.

Com as indicações do caminho do Jacob, rapidamente chegamos ao nosso destino. A casa do Jacob.

Nunca lá tinha entrado, mas era a típica casa de um rapaz solteiro. Nada parecia estar arrumado, mas admito que parecia ter sido recentemente arrumada.

-O pessoal  ajudou-me a arrumar a casa à pouco tempo, mas já está um pouco desarrumada. – explicou o Jake enquanto tirava algumas peças de roupa de cima dos sofás permitindo assim que eu me sentasse.

Sorri ao comentário dele.

Jacob desapareceu, ouvi o frigorifico a abrir e ele a continuar a falar da falta que sentia da sua casa em La Push. Principalmente da parte em que lhe limpava a casa.

Enquanto ele tagarelava vislumbrei um objecto à muito tempo esquecido. Desloquei-me pela pequena sala e alcancei a pequena bola preta, idêntica a uma bola de bilhar, em contrapartida, mais leve.

Um sorriso rasgou no meu rosto.

-Não acredito que ainda tens isto aqui! – disse exibindo a bola adivinhadora na mão. – É ela que ainda te ajuda a tomar decisões importantes?

Jacob tinha acabado de entrar na sala com duas coca-colas, que acabou por colocar no cimo da mesa e dirigiu-se para mim.

-Sabes que eu nunca fui muito bom a tomar decisões importantes, ela ajuda-me sempre. Nunca me deixou ficar mal. – brincou ele. – Queres ver?

Ele nem me deu hipóteses de responder, rapidamente a bola foi arrancada da minha mão.

-Mostro a minha garagem à Renesmee? – perguntou ele à bola e agitou-a para de seguida a virar e ler a resposta que a mesma lhe dava.

“You know it feels good” foi a resposta da bola.

Aquelas respostas traziam boas recordações. Apesar das respostas sempre enigmáticas, Jacob encontrava sempre o significado, nem que o inventasse.

-Suponho que isso seja um sim. – disse eu esperançosa. A verdade é que estava curiosa para ver a tal garagem.

-Eu acho que o que a bola realmente quer dizer é que eu sei que sabe bem ter um local só meu. Já para não falar que sabe realmente bem ver-te implorar para ver a tal garagem. – Jacob exibiu um sorriso trocista.

Isto era o que costumava acontecer quando eu era pequena, era uma das muitas formas como ele brincava comigo.

-Jacob, eu sei que estás mortinho por me mostrar a garagem, vá lá! – ambos estávamos mortinhos para ir para lá.

Grande parte do meu tempo com o Jake, desde pequena, era passado na garagem a ajudá-lo com os seus projectos, ou mesmo a melhorar a sua moto ou carro.

-Só se admitires que eu sou o melhor mecânico e o melhor professor do mundo. Que se eu não existisse o mundo estaria perdido. – dizia ele num timbre um pouco presunçoso .

O Jacob a ser o Jacob de sempre. Sorri antes de repetir tais palavras de forma teatral e exagerada.

Como seria de esperar, Jacob concordou levar-me à tal garagem.

-A minha tia esteve aqui, certo? – perguntei assim que admirava a garagem/oficina.

Tudo ali estava pensado ao pormenor, quase que me atrevia a dizer que aquela garagem estava decorada ao pormenor. Tudo estava no local certo, e com demasiado gosto.

-Sim, foi a prenda de anos da tua tia. Sabes como é a Alice. Não faz a coisa por menos. – admitiu Jake com um sorriso.

Os anos do Jacob, eu nem um telefonema lhe dei.

A culpa começou a apoderar-se de mim.

-Queres ajudar-me com esta moto aqui? – perguntou ele assim que se apercebeu do meu desconforto. – Ou agora és demasiado vedeta para suja as mãos?

Ainda de costas sorri perante a provocação dele.

Como se os projectos do Jake fossem problema para mim, sempre tinha adorado aqueles projectos. Lembro-me que os meus pais tinham que fazer chantagem emocional para eu abandonar a garagem do Jake quando era pequena.

Peguei numa das chaves de fendas que estava no topo de uma bancada, e arremessei na direcção do Jake. Apesar da velocidade e da força, sabia que ele a iria apanhar sem a menor dificuldade.

Ao som dos Beatles desmontamos a mota completamente, o motor, etc.

O Jacob encomendou pizas como fazia antigamente, a diferença é que desta vez tínhamos cerveja para acompanhar as pizas em vez dos sumos de laranja.

Estava a adorar aquele tempo com ele, era como voltar atrás no tempo. Soube bem imaginar que aquele mundo ainda era real.

Apesar de saber que mais tarde ou mais cedo teria que voltar à realidade, decidi usufruir daquele momento com aquele que outrora fora o meu melhor amigo.

 

Nota da autora:

Não se esqueçam de visitar o blog da Renesmee. http://that_girl.blogs.sapo.pt/

publicado por Twihistorias às 22:55
Fanfics:

23
Set 12

 

 

Nota da Autora - Peço imensa desculpa por este tão longo interregno, não foi minha intenção. Vou dar o melhor para isto não voltar a acontecer.

 

Capítulo 5

 

Ponto de vista do Edward.

- Vocês não acham que fui mesmo eu pois não?

Não queria que respondessem vocalmente esperava antes ouvir o que a sua voz não me revelaria. E lá estava o que eu esperava, a condenação silenciosa de que provavelmente perdera o juizo. Talvez,pensavam eles tivesse sido sem querer, perdera o controlo e tivesse tirado uma vida humana.  O luto faz destas coisas, pensou Esme. Ninguém parecia completamente convencido da minha inocência ou culpa. E também eu já não ia alegar mais nada em minha justiça. Mesmo que estivesse inocente,sabia que a compaixão deles não me ia ajudar. Desde há muito que pensava dar-lhes razões para desistirem de mim. E estava decidido a deixar de me preocupar. Tomara a decisão de apenas focar-me a em encontrar a Bella. De qual quer maneira já não aguentava mais fingir que estava tudo bem. E a má fama de homem destroçado podia servir para concentrar os meus esforços sem me preocupar com distracções. Nada mais importa que ela, fui estupido ao achar que não.

Quando dei por mim estava a destruir o meu quarto de solteiro sem se quer me ter apercebido que mudara de divisão. Naquele momento havia penas pelo chão, molas fixantes e dezenas de objectos espalhados pelas peças de vidro já partidas do que outrora foram paredes do meu quarto.

Não posso dizer que estava arrependido ou que reprovava o meu comportamento, há muito que esperava uma explosão assim. Eu amava a minha família, obviamente que sim. Mas ansiava por jusitça, por adrenalina, por ceder aos meus instintos. Evlyn não fora minha vítimamas não desistira de encontrar o verdadeiro culpado e elimnina-lo! Passava a ser o caso perdido que toda gente esperava que me tornasse. Sem estar preso a ninguém. Seria pelo melhor.

Os meus pensamentos foram interrompidos pelo som de passadas apressadas na minha direcção. A minha família toda reunida no meu quarto com a expressão de puro horror nos seus rostos:

- Edward...

Suspirou Esme aterrada. Bradei em resposta.

- Saiam Todos! Saiam! Não há nada aqui para ser visto!

Obedeceram-me. Até que os mesmos passos atabalhoados se repetiram por uma voz inocente até agora não silenciosa.

- Até eu papá?!

Atravessei o quarto e coloquei a pequena criança nos meus braços. Aterrorizado por me aperceber finalmente da inconsciencia do acto. Aconcheguei Anthony no meu peito e ecooei baixinho:

- Oh! Filho desculpa!O pai não sabe o que faz! Meu amor desculpa! Eu prometo que vamos ficar bem! Vamos mesmo vais ver...

O meu "coração" acalmou-se no cessar do seu choro desesperado. E enquanto o protegia do frio da divisão agora cingida ás fundações. Refectia o quanto do que acabara de dizer podia ser realidade. Mas mais que isso o que "raio" ia eu fazer á minha vida.

 

POV do Jacob

Combinara com Charlotte uma última ida á praia antes da sua partida para Londres. Não sabia como ia ser quando voltasse quando lhe contasse. Na verdade não sabia se ela iria sequer ficar...

"Tã tã tã! Nâo peóximo capítulo de "Ela é demaís para mim mas é na boa por que é a minha impressão natural!"

Interrompeu-me o anormal Seth na sua forma de lobo.

- Ouch! Anormal!Pensei que éramos amigos...

O que é que queres. 

" Nada de especial uma boa velha partida de salto de mergulho".

Se prometeres não cuscar mais alinho.

"Combinado"

Vai lá ter transformar que eu vou pé do precípicio. Vemo-nos em cinco.

Seth aproximou-se já em forma humano, entusiásmado como um puto no natal.

- Bora lá!

- Bora meu!

- Aos 3 - Incentivou ele.

- 1

- 2

- 3...

E começou a sensação mais electrizante do mundo. A pressão inebriante do ar contra o nosso corpo em queda livre e cada celula de organismo preparar-se para o embate na água escura gélida do mar. E depois o vitorioso mergulho até á areia. Mas alguém não partilhava a minha satisfação. Charlotte. Como é que ela tinha chegado até ali?Mais importante porquê não tinha dito nada ainda? Seria o choque tão drástico assim.

- Como? Como? A sério! Como é que estás vivo? Eu ví-te saltar. Tu devias estar pelo menos inconsciente...

Num instinto abraceí-a e confessei:

- Desculpa eu não te queria preocupar... Eu conto-te tudo prometo.

publicado por Twihistorias às 18:30

20
Set 12

Capitulo 24

Resgate

Assim que chagamos ao castelo, cada um ocupou o seu lugar. Custa-me muito deixar Renesmee desprotegida. Mas sei que ela está mais segura no salão, do que propriamente comigo. Por isso seixo a ir.

- Ela vai ficar bem? – Perguntou Seth, ao vê-la partir.

- Sim. Se ela se aguentou 2 anos com estes lunáticos, consegue passar mais uns tempos.

- Se tu o dizes.

 Começamos a correr em direcção á entrada que dá para as masmorras.

 Eu nunca tinha dado por estas entrada antes. Talvez por ela estar tapada com toda a espécie de plantas e coisas do género. O que a torna quase impossível de detectar.

- Como é que tu descobriste esta entrada? – Perguntei a Seth.

- Com o meu incrível poder de faro. – Respondeu ele. Olho para ele com desconfiança. O meu faro é tão bom como o dele, e a mim não me cheira a nada, por enquanto. – Pronto. Cai no buraco. Ainda sinto a costas a estalar. – Disse ele na brincadeira.

 Solto uma pequena risada.

- Só tu Seth.

- É o que eu faço. Disse ele com um encolher de ombros.

Seth entrou á minha frente, visto que ele já conhecia a entrada. Eu segui atrás muito calada, a pensar no que faria quando os visse outra vez.

 O que é que eu iria dizer? Como é que ira reagir? Como é que eles iriam reagir? E Edward? As saudades já apertam. Não o estava com ele á dois anos. O que será que mudou?

- Seth? – Chamei um pouco a medo.

- Sim?

- O Edward… - Não consegui acabar a frase. Nem eu sabia o que é que queria perguntar.

 Seth vira-se para trás.

- Ele esta cheio de saudades tuas. Não parava de perguntar como é que tu e a Renesmee estavam. Ele quase que me fuzilava com o olhar, quando lhe disse que não sabia a vossa condição. – Comentou ele com uma gargalhada.

 Eu esboço algo parecido com um sorriso.

- Pelo menos ele está vivo.

- Estão todos. E nós vamos liberta-los. Eu prometo.

 Acenei com a cabeça, e começamos a andar.

Via-se, perfeitamente, que o corredor não era usado á séculos. Haviam teias de arena por todos os lados. Pó, e outras substâncias. E como se isso não bastasse, ainda era enorme. Tivemos de andar durante 15 minutos para chegarmos a um cruzamento.

- Esquerda ou direita Seth? – Perguntei.

- Direita.

- Chegaste lá á primeira?

- Sim. Acho que apenas tive de seguir o meu instinto.

 Depois de andar-mos mais alguns metros. Encontramos algo da qual não estamos á espera.

 Dois guardas.

- Olhem só quem nós temos aqui. – Um deles comenta. Nunca os tinha visto antes. O que me aflige ainda mais. Por isso, pelo sim pelo não, estendo o eu escudo, protegendo-me a mim e a Seth.

- Podemos passar senhores? – Perguntei com uma voz inocente. O que faz com que ambos caíam na gargalhada.

- Com um lobo? Nem pensar.

- Aliás, nós fomos colocados aqui pelo próprio Aro, para proteger a entrada. Ele ficou um pouco agitado, quando ai o lobinho penetrou no castelo. – Disse o outro apontando para Seth.

- Então vai á maneira antiga.

 Não sei o que me deu, mas atirei-me para a frente matando um deles, tão rápido que o outro nem teve tempo para reagir. E Seth, que sem me aperceber já se tinha transformado, deu cabo do outro.

 Cá para nós, foi mais fácil que tirar um chupa – chupa a uma criança.

 - Bom trabalho. – Elogiei, afagando-lhe o pêlo. – Parece que agora só tu e que me vais perceber.

 Ele emite algo parecido com um sorriso, e prossegue com o seu caminho. E eu, claro, sigo-o. 

 A cada paço dado, sentia-me mais nervosa. Mas continuo em frente como se nada fosse.

 Até que começo a sentir o cheiro deles. E todo o meu auto controlo, vai por água abaixo. 

 Começo a correr que nem uma desalmada, pelo corredor fora. Apenas seguindo-lhes o cheiro.

 Não encontrei mais guardas pelo caminho. O que deve querer dizer que, Aro, achou que aqueles dois eram capazes de dar conta do recado. O que é estranho, porque sempre achei Aro uma pessoa inteligente. Bem parece que me enganei. Melhor para mim.

 Atrás de mim, Seth corre tentando apanhar-me. E eu, muito contrariada, deixo. Tenho duas portas á minha frente, e não sei qual delas e a certa.

- Como +e que te transformas sem eu dar por nada? – Perguntei-lhe, ao ver eu ele dirige-se para porta da direita em duas pernas em vez de quatro.

- Eu sou muito silencioso. Devas ver o Paul. Ele fazia sempre um brilharete ao transformar-se. – Ele sorri perante a memória. 

 Seth abre a porta, e o cheiro agora mais intenso.

Andamos mais uns metros, e chegamos a derradeira porta.

 Quando esta se abre, constato que estão todos na mesma cela. E que e estou no sei interior. 

 A primeira pessoa que vejo é Alice.

- Alice! - Gritei sem me importar se alguém que não devesse ouvisse ou não.

- Bella?. Perguntou uma Alice algo cansada.

- Sim. – Corri para abraçar. Ela retribui o abraço algo confusa.

- É s mesmo tu Bella? – Perguntou ela sem querer acreditar.

- Sim. Sou eu. – Respondi. – Eu prometo que vos vou tirar daqui.

- O que é que se passa? – Perguntou Carlise aproximando-se.

- Carlise! – Exclamei.

- Bella! – Ele abraça-me. Por um momento sinto –me mesmo como uma filha. – Vieste!

- Claro que vim. E vou-vos tirar daqui.

  Aos poucos, todos os Cullen me cumprimentam.

 Emmett, continua o mesmo. Mesmo estando dois anos preso numa sela nas masmorras dos Volturi, continua a troçar e mim.  Rosalie dá-me um abraço gigante. Ela não é a mesma Rosalie que eu conhecia. Acho que estes anos aqui a mudaram radicalmente. Depois aparece Jasper. Ele não parece bem. Está mais perturbado que o habitual. E Esme. Se ela pudesse estaria a chorar. Eu para ela sou como uma filha. E é claro, ela pergunta-me se me tenho alimentado bem, se fui bem tratada… No fundo ela é a minha segunda mãe.

 E por fim. Edward.

publicado por Twihistorias às 22:48
Fanfics:

19
Set 12

 

 

 

Capítulo 15

 

Acordei e tudo parecia diferente. Esta manhã está diferente, houve uma mudança, consigo percebe-la e senti-la. Pela primeira vez em muito tempo sinto-me bem, não estou a lamentar o dia antes dele começar. Agradeço pelo dia porque sei que vou voltar a vê-lo. Pela primeira vez desde que cá cheguei sinto-me feliz, livre e sem me preocupar com os problemas.

(…)

Estava no carro da Robecca a contar-lhe o que tinha acontecido ontem enquanto ela estacionava o carro. Ela não parecia muito feliz por mim.

- Não estou a dizer para não andares com ele, só estou a dizer para ires com calma. – disse ela saindo do carro.

- Mas tu incentivaste-me! – disse-lhe eu saindo também do carro.

- Mas agora estou a dizer para parares.

- Porquê que estás com essa cara de preocupação? – eu quis saber.

- Não é cara de preocupação. É a primeira vez que estás a viver como uma adolescente normal, tu própria já o disseste, então porque não aproveitar isso?

- Becca é o que eu estou a fazer. Agora a sério, o quê que estás a esconder?

- É um disparate.

- Becca.

- O que é?

- Conta-me!

- Ontem estive a falar com o Tom e ele disse-me para ter cuidado com o Ryan porque ele não é boa pessoa.

- Só isso?

- Eu acredito no Tom. Estou preocupada. Só estou a demonstrar preocupação com a minha amiga e o seu namorado.

- E eu agradeço-te por isso. Mas eu sinto-me bem, a minha vida tem sido difícil e eu estou a sentir que finalmente ela está a endireitar-se e o Ryan é o responsável por uma boa parte disso.

- Bom dia Emilie. – disse o Ryan aproximando-se de nós. – Bom dia Robecca.

- Olha eu preciso encontrar a Mia, ela não atende o telefone. Por isso vemo-nos por ai. – disse ela a olhar para mim e depois foi-se embora.

- Acho que ela não gosta de mim. – disse o Ryan.

- Ela não te conhece. – disse eu. – Ela é minha amiga e só está a tentar cuidar de mim, mas quando ela te conhecer vai gostar de ti.

Nós começamos a andar para dentro da escola.

- Tive uma ideia! – disse eu parando de repente. – Estás livre esta noite?

- Sim. – respondeu ele.

- Boa! Jantar em minha casa às 20h, eu tu e a Becca passaremos um bom tempo juntos e assim ela vai perceber que tu és fixe! Missão cumprida.

Continuamos andar até chegarmos aos cacifos.

- Agora mudando de assunto. Vais entrar para a equipa de futebol? – perguntei-lhe.

- Eu acho que não. – respondeu.

- Tu não gostas de futebol. – conclui.

- Não é isso. Eu adoro futebol, acho que é um desporto bastante divertido. Mas neste caso acho que o futebol não gosta muito de mim. Nós os dois sabemos como o Justin e o Evaristo gostam de mim.

- Eles não te conhecem. Para eles tu és apenas um rapaz misterioso e solitário. Já te disse para tentares fazer alguns amigos.

Ele apenas riu-se. Quando tocou fomos para a aula. A aula estava a ser uma seca por isso virei-me para trás para conversar com o Ryan.

- Devias mesmo entrar para a equipa de futebol. A Mia disse-me que eles são péssimos. – disse-lhe eu.

- Lamento, mas sou o rapaz solitário. – respondeu ele e eu comecei a rir-me.

- Sr. Cullen e Sr. Montez estou atrapalhar a conversa? – perguntou o professor.

- Não. Desculpe. – disse o Ryan.

O professor continuou a aula. Quando tocou a Becca veio ter comigo.

- É agora que vais tirar o gesso, certo? – perguntou ela.

- Sim.

- Queres que eu te leve?

- Não é preciso. O meu pai vem buscar-me, mas obrigada por perguntares. – disse eu.

- Olha, pensa em vir fazer os testes para a claque esta tarde. – disse a sorrir.

- Ok. Vou pensar.

Depois de dizer isto fui para o parque de estacionamento, onde o meu pai já estava a minha espera.

(…)

Depois de finalmente tirar o gesso pedi ao meu pai para me levar de volta para a escola, eu vou arriscar e fazer os testes para a claque.

- Milie, vieste! – gritou a Becca abraçando-me.

- Eu disse-te que ia pensar. – disse eu. – Está na hora de aproveitar o liceu. E hoje tu vais jantar a minha casa.

- Vou?

- Sim. Eu, tu e o Ryan. – Ela fez uma careta quando eu disse Ryan. – Tens de lhe dar uma oportunidade.

- Sim pois, mas hoje não dá. Já viste a Mia hoje? Eu já lhe mandei uns 100 sms e ela não responde.

- Não mudes de assunto. – disse eu. – Tu vais e pronto.

- Está bem.

- Perfeito! – exclamei.

- Agora a sério, onde está a Mia? – perguntou ela.

- Não faço a mínima ideia.

- Ela não costuma desaparecer assim. Vou ligar-lhe outra vez.

E no preciso momento em que a Becca pega no telemóvel a Mia aparece com o primo do Ryan, dá-lhe um beijo e sai do carro.

- Aquele deve ser o tipo misterioso que ela conheceu. – disse a Becca.

- Ele não é misterioso. É Chuck Cullen. – disse eu.

- Cullen? – perguntou a Becca confusa.

- Fiquei com outro Cullen. Espero que não te importes. – disse a Mia passando por nós.

Olhei para o Chuck e ele piscou-me o olho e depois foi-se embora.

- Meninas peço desculpa pelo atraso, tive coisas para resolver! Vamos começar. – disse a Mia. – Milie, é melhor fazeres as provas para a semana, afinal acabaste de tirar o gesso, não queremos acidentes.

Então eu fui sentar-me nas bancadas.

 

Ryan

Estava em casa no meu quarto a tentar arranjar-me quando o Chuck entra.

- Hum… estás bonito. Vias onde? – perguntou com o seu sorriso torto.

- Não tens nada haver com isso.

- Uh… estás muito nervosinho.

- Não tens nada para fazer? – perguntei-lhe.

- Na verdade até tenho. Tenho um encontro, tenho de me despachar porque já estou atrasado. Deseja-me sorte.

Despois disto virou as costas e foi-se embora e entrou o Edward.

- Ryan, não acho este jantar boa ideia. – disse ele.

- Edward vai correr tudo bem. Eu consigo ver. – Tranquilizei-o. – Emprestas-me o teu carro?

Ele deu-me as chaves do seu carro.

- Olha já tenho o dinheiro da peça. – disse ele.

- Obrigada. Depois falamos, agora tenho de ir.

Conduzi até à casa da Emilie e quando lá cheguei parei em frente à porta, o cheiro do sangue da Emilie estava muito intenso mas tudo parecia estar bem, conseguia ouvir a conversa dela com a Becca, as duas davam grandes gargalhadas. Resolvi tocar à campainha.

- Tenta ser simpática. – ouvi a Milie dizer antes de me abrir a porta.

(…)

Estávamos os três à mesa e estava um silêncio bastante constrangedor, até que resolvi quebrar o silêncio para aliviar um pouco a tensão.

- Então Becca, como está o bebé? – perguntei sem pensar.

- Tu contaste-lhe! – disse ela com um olhar acusador para a Emilie.

- Não. Eu juro que não disse nada. – disse a Milie.

- Foi o Carlisle que me contou.

Ela olhou para mim em pânico.

- Não te preocupes, eu não vou contar a ninguém. – tranquilizei-a.

- Porquê? – ela quis saber.

- Porque não é um assunto meu, não tenho nada que contar. E para quem é que achas que eu ia contar? Sou o rapaz solitário da escola.

- Obrigada Ryan. É muito simpático da tua parte.

- Becca não achas perigoso para o bebé continuares na claque? – perguntou a Milie.

Ela encolheu os ombros.

- Tu vais ter que contar a verdade Becca, a tua barriga vai crescer e todos vão notar. – disse ela.

- Eu depois penso nisso. – disse a Becca.

Tocaram a campainha.

- Quem será? – perguntou a Emilie levantando-se.

- Surpresa! – gritou a Mia quando a Milie abriu a porta. – A Becca disse que estavas a fazer um jantar por isso eu trouxe a sobremesa.

- ah… - foi o que a Milie disse.

- Espero que não te importes. – ouvi a voz do Chuck.

Mas que raio faz ele aqui? levantei-me e fui até à porta.

- O que estás aqui a fazer? – perguntei-lhe furioso.

- Vim trazer a sobremesa. Posso entrar Milie? – disse ele com um sorriso torto.

- Claro…

- Não, não podes… - interrompi-a. – Vai – te embora Chuck.

- Ryan não tem problema. Eles podem ficar se quiserem. – disse a Milie.

- Mas nós já estávamos a terminar, certo? – perguntei.

- De certeza que vão querer provar a sobremesa. – disse a Mia.

Então eles entraram. Juro que se não estivesse rodeado de humanos teria arrancado o pescoço do Chuck ali mesmo. Começo a ficar farto deste jogo dele, já lhe pedi desculpa pelo que lhe fiz, quando é que ele vai parar de me castigar?

- Tens uma casa linda Milie. – disse o Chuck sentando-se no sofá.

- Obrigada. – Agradeceu ela.

- O quê que eu perdi? – perguntou a Becca saindo da cozinha.

- Nada. – disse a Mia. – Senta-te.

Todos nos sentamos na sala a conversar.

- Milie fico contente por teres tentado entrar na claque. – disse a Mia. – É uma boa maneira de te integrares nas actividades da escola.

- É o que eu digo a toda a hora: Temos que correr atrás daquilo que queremos. Não podemos ficar sentados à espera que a vida passe. – disse o Chuck com o seu olhar falso.

- Pois. – disse a Mia. – Mas Milie mesmo que entres agora na claque como pensas aprender todos os passos em tão pouco tempo?

- Eu posso ajuda-la. – disse a Becca.

- Tenho reparado que estás um pouco mais gorda. Tem cuidado com isso ou qualquer dia não entras no uniforme. – disse a Mia para a Becca.

Todos ficamos a olhar. Acho que às vezes esta Mia fala de mais.

- E afinal os teus pais ainda andam a discutir? – perguntou a Mia mudando de assunto.

Conseguia ver as lembranças de uma noite em que elas dormiram na casa da Becca e a Milie contou-lhes que os pais andavam a discutir e ela não sabia porquê.

- Mia… acho que esta não é altura para falar disso. – disse a Becca.

- Eu tive a pensar e se calhar o teu pai tem uma amante ou a tua mãe tem um amante. Traições são sempre os principais motivos das discussões. – disse a Mia.

Todos ficamos a olhar para ela.

- Ups… - disse ela. – Estou a dizer isto com insensibilidade.

- Não te preocupes Milie, eu sei como é ser traído por alguém que se ama. – disse o Chuck olhando para mim.

- Não temos que entrar nesse assunto agora. – disse eu, já a prever onde iria o rumo desta conversa.

- Tens razão Ryan. – disse o Chuck. – Peço desculpa, a ultima coisa que quero é falar da Georgina.

A Emilie olhou para mim quando ele disse Georgina.

- Pessoal, nem o meu pai tem uma amante, nem a minha mãe tem um amante, ok? – disse a Emilie levantando-se, pegando nos pratos e dirigindo-se para a cozinha.

- Ela está em negação. – disse a Mia. – Pobrezinha

Passado algum tempo o Chuck levantou-se e foi para a cozinha ajudar a Milie, eu apenas fiquei a ouvir a conversa deles.

- Eu gostei de ti, sabes? – disse ele. – Tu sabes rir. E sabes fazer o Ryan rir, ele é muito intenso.

- O quê que aconteceu com a Georgina? – perguntou ela.

Já sabia que ela ia perguntar isso.

- Acho que é melhor perguntares ao Ryan. Ele de certeza que tem uma versão da história diferente da minha. – disse ele.

Por um momento senti um alivio. Pensei que quando a Milie perguntasse alguma coisa sobre a Georgina ao Chuck ele fosse logo contar o que aconteceu só para me deixar mal.

- Ela morreu? – a Milie quis saber.

- Não. Ela anda por aí algures no mundo.

- Como é que ela era?

- Linda. – disse o Chuck. – Também era bastante egoísta, desagradável, manipuladora, sensual e bastante sedutora.

Enquanto ouvia a conversa na cozinha reparei num lenço que a Mia tinha ao pescoço. Que estranho nunca a tinha visto de lenços.

- Que lenço bonito Mia. Nunca te tinha visto a usar lenços. – disse eu.

- Talvez porque eu não gosto de lenços. – disse ela.

- Então porquê que estás a usa-lo? – perguntei.

- Porque foi o Chuck que me ofereceu.

- Podes tira-lo para eu ver melhor?

- Não. – disse ela.

- Porquê?

- Sinceramente não sei. Só sei que não posso tira-lo.

Bingo! Foi exactamente o que eu pensei. O Chuck usou o seu dom nela. Ele está a esconder alguma coisa.

- Andas muito estranha Mia. – disse a Becca levantando-se e indo para a cozinha.

Entretanto o Chuck deve ter ouvido a nossa conversa porque veio logo juntar-se a nós.

- As duas crianças conversavam sobre o quê? – perguntou ele sentando-se ao lado da Mia.

- Estava apenas a comentar sobre o lenço da Mia. – Disse eu lançando um olhar acusador ao Chuck.

- Mia, vai ajudar a Milie e a Becca na cozinha. – disse o Chuck para a Mia.

Ela deu uma gargalhada.

- Tenho cara de quem lava pratos? – perguntou ela a rir-se.

- Por mim? – pediu o Chuck e ela voltou a rir-se.

Então ele agarrou no queixo dela, fixou os seus olhos nos olhos dela e hipnotizou-a.

- Já te disse para ires ajudar a Becca e a Emilie. – disse ele hipnotizando-a.

Ela levantou-se e foi para a cozinha.

- Tu andas a alimentar-te dela. – acusei-o.

- Qual é o problema? – perguntou ele com um ar bastante descontraído.

- São pessoas Chuck, não são brinquedos! Ela não existe só para satisfazer os teus desejos.

- Claro que sim. Eles são o que eu quiser que eles sejam, todos eles. E para mim eles não passam de comida, e não faz muito tempo tu pensavas como eu.

- Eu já não sou assim. – disse eu.

- Claro que és. Eu sei que aquele monstro ainda está ai, não negues aquilo que és. Às vezes sinto saudades da Georgina, ele conseguiria trazer o Ryan de volta.

- Achas engraçado? Usares a Mia para te aproximares de mim e da Milie e vingares-te. Boa, conseguiste, agora já podes ir-te embora.

- Eu não vou a lado nenhum Ryan. E eu brinco e alimento-me de quem eu quiser até mesmo da tua querida Milie, porque isso é que é o normal para mim.

Ouvi um carro estacionar do lado de fora da casa e as vozes dos pais da Emilie. Eles já tinham chegado a casa. Quando eles entraram em casa as primeiras pessoas que viram foram eu e o Chuck.

- O quê que vocês estão aqui a fazer? – perguntou o pai dela.

E depois apareceram da cozinha Milie, a Becca e a Mia.

- Pai? Mãe? – disse a Milie surpresa por vê-los.

publicado por Twihistorias às 23:03
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17
Set 12

Cap. 14 - Gravações

- Não. Estou numa pausa a meio das gravações. Nem imaginas, estes últimos 3meses têm sido muito produtivos e enriquecedores. Estamos a trabalhar com um realizador jovem e pouco conhecido, mas com ideias muito criativas que resultam na perfeição. E, melhor que tudo, a Anna está a adorar! E eu também! Ela é excepcional! Nem te passa pela cabeça o que ela...

- Ok mano, já percebi a ideia! Já sei que a Anna é óptima em tudo o que faz! Já me disseste cinco vezes! E o meu sobrinho? Tem feito muitos disparates?

- Sim, claro! Ele nisso sai à tia!

- Deixa lá que tu também não eras nenhum santo! Não era eu que partia a maquilhagem da mãe!

- Ok, pronto! Não vou discutir isso agora! Mas está tudo bem, a mãe foi buscá-lo. Olha, eles já aí vêm! Queres falar com ela?

- Claro!

- Amor, telefone! A minha irmã. – Anunciei, pondo o telefone em alta voz, já que ela tinha as mãos ocupadas.

- Oi Lizzie, tudo bem?

- Sim. Estava aqui a ouvir o Rob a dizer que és a melhor, pela milésima vez.

- Ah, não ligues! Sabes que ele exagera sempre! Tem que se dar um desconto... – Disse, fazendo-me uma careta.

- Pois. E o resto da malta? Estão todos bem?

Anna voltou-se para mim e colocou um dedo sobre os lábios em aviso, enquanto sorria.

- Er... Mais ou menos. Com a Kiki está tudo bem, mas o Tom...

- O que se passa com o Tom? – Perguntou a minha irmã, atropelando as palavras.

- Nada, acho eu. Só que tem andado muito distraído. Mais do que o normal.

- Hum...Ok. Que bom saber que estão todos bem.

- Lizzie, não vale a pena disfarçares. Porque não vens fazer uma visita? O Tom havia de gostar de te ver.

- É complicado.

- Não, não é! Pode parecer estranho, depois de se conhecerem há tanto tempo, mas não é complicado.

- Não sei.

- Tenta. Pelo menos tenta. Bem, não vou insistir mais. Tenho que desligar. Beijos a todos. Adeus Lizzie.

- Adeus.

Anna desligou. Desde a noite da festa, que a minha irmã e o Tom andavam estranhos. Ora se davam bem, ora se davam mal. Tanto pareciam um casal apaixonado, como tentavam convencer-nos que não se importavam muito um com um outro. Anna tinha quase a certeza que eles se tinham envolvido, naquela noite, quando estavam podres de bêbedos. Tentei descobrir alguma coisa através do Tom, mas ele também não queria admitir que se tinha apaixonado.

- Tom e a minha irmã! Quem diria!

- Eu só espero que o teu amiguinho não faça asneira. E tu tens de parar de gozar com eles.

- Tudo bem. Vamos comer?

- Não tenho fome. Vou ficar aqui mais um pouco a estudar. Como mais tarde.

- Tens a certeza? Afinal qual é o teu problema com a comida? Ontem também não almoçaste, hoje ainda nem te vi comer. Está tudo bem?

- Sim. Só não tenho fome ainda. Leva o Miguel contigo, vou ter com vocês mais tarde e como qualquer coisa, ok?

Beijei-a e saí com o nosso filho pela mão. Pelo caminho encontrámos a Kristen, que já tinha almoçado e andava à procura da Anna.

- Ela ficou na roulotte. Diz que não tem fome.

- Ok. Obrigada. Preciso mesmo de falar com ela sobre algumas das cenas.

 - Kris?

- Sim.

- A Anna tem andado estranha. Acho que se passa algo. Podes tentar falar com ela?

- Sem problema.

Kristen seguiu caminho até à roulotte e nós fomos até ao refeitório. Esperámos, mas a Anna não chegou a aparecer para almoçar.

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Sentei-me na cama à espera que Kristen voltasse. Estava nervosa. Já há uma semana que me andava a sentir cansada, maldisposta e desconcentrada. Para além disso, suspeitava que estava com um atraso. Sim, suspeitava, pois sempre fui muito despistada em relação a controlar esse tipo de coisas e não tinha bem a certeza de quando o período menstrual me viera pela última vez. Bateram à porta.

- Está aberta! Ah és tu, Kristen!

- Aqui estão. Trouxeram-me três. Acho que é o suficiente! Vá, levanta-te e faz logo o teste!

Enfiei os testes de gravidez no bolso e fui até à casa de banho. Demorei-me algum tempo a tentar perceber as instruções. Fiz o teste e esperei alguns minutos. Não sabia o que esperar. Como é que é possível que eu nunca tenha pensado se queria mais filhos? Porque é que eu sou tão distraída? As minhas mãos tremiam, quando verifiquei o resultado dos testes.

Kristen bateu à porta e eu abri, passando-lhe os testes.

- Hum... Resultado indefinido e... Dois positivos! Oh meu Deus! Estás grávida! Parabéns mamã! – Disse ela com excitação na voz, enquanto me abraçava apertado.

- Sim. Suponho que sim. Ainda pensei que fosse imaginação minha, mas... tu sabes, por causa da minha personagem.

O filme que estávamos a rodar, era basicamente um triângulo amoroso entre Sarah, Susan e Rick.

Eu interpretava Sarah Miles, mulher de Rick (Robert). Os dois viviam uma relação complicada e à beira da ruptura. Kristen era Susan, uma mulher fria, arrogante e calculista que estava determinada a conquistar Rick, fosse qual fosse o preço. Apesar dos seus desentendimentos, do crescente desequilíbrio emocional de Sarah e da sua paixão cega por Susan, Rick adia a decisão de abandonar a mulher, ao descobrir que a mesma está grávida. Mas Susan não desiste, fazendo um pacto com Dean, empregado em casa dos Miles, de forma a libertar Rick da sua desequilibrada esposa. Entretanto, diversas situações tendem a conduzir os personagens para um desfecho trágico.

Kristen, saiu pouco depois, não sem antes se assegurar que eu ficaria bem.

- Não te preocupes Kris. Preciso de me concentrar. Sabes que a cena de hoje à tarde não vai ser nada fácil.

- Sim, eu sei. Se precisares de algo é só dizeres, ok? E se quiseres posso passar aqui a buscar-te, antes de ir para o Set.

- Obrigada amiga. Não, não é preciso. Eu vou lá ter, não te preocupes.

- Vemo-nos mais tarde, então. Adeus.

Assim que ela saiu, tentei concentrar-me no guião que estava pousado no meu colo, sem muito sucesso. Acabei por me perder em pensamentos em relação à forma correcta de revelar a Rob o que se passava. Quando me apercebi, já estava atrasada e apressei-me em direcção ao Set.

Cheguei e pedi desculpa a toda a equipa, que já estava reunida e que apenas aguardava a minha chegada para iniciar as gravações. Rob fitou-me de sobrancelha arqueada, estranhando o meu atraso, mas não houve tempo para conversas e começámos logo a trabalhar a cena.

- Vamos recapitular a cena. – Dizia o realizador. – Rick e Sarah discutem no quarto. Sarah insulta-o, afirmando que ele preferia vê-la morta e ao filho, do que perder Susan e ameaça ir-se embora, jurando que nunca o deixará conhecer a criança. Rick perde a cabeça e empurra-a com força contra a parede, fazendo com que ela quase perca o bebé. Ele, com raiva, pensa em deixá-la sem auxílio, mas no último momento, os seus princípios levam a melhor e ele acaba por não conseguir deixá-la estendida no chão, implorando por ajuda. Alguma dúvida? – Ambos acenámos. – Ok, então vamos a isto!

Passámos uma boa parte da tarde a fazer takes e mais takes da mesma cena, sem que eu conseguisse concentrar -me de todo. Já estava à beira de desistir, quando o realizador decidiu fazer uma pausa.

Rob aproximou-se e tentou perceber o que se passava comigo. Evitei a conversa, desculpando-me com o cansaço.

- Sabes, a mim também me custa imenso fazer estas cenas contigo. Mas sabes no que penso? Que nunca poderia acontecer-nos na vida real. E muito menos se estivesses grávida. Não me imagino a tocar-te num fio de cabelo que fosse.

Sorriu-me e eu ia abrir a boca, quando ele me abraçou apertado. O realizador voltou a chamar-nos para retomar o trabalho.

- Vamos amor? – Ele sorria, tentando transmitir-me coragem.

Acenei e segui-o. Voltámos a reconstruir novamente a cena. Sentia-me mais segura, o que se estava a reflectir na minha prestação. Ao fim de 3 takes, Paul, o Realizador, estava praticamente satisfeito, no entanto pediu para voltarmos a repetir até ficar perfeito.

- Ok pessoal. Último take! Vamos acabar por hoje! – Gritou Paul.

Ajeitei mais uma vez a barriga postiça, antes de começarmos. Rob passou as mãos pelo cabelo e suspirou.

- Prontos? Em 3, 2, 1. Acção!

- Vais novamente ter com ela, não é? Tu já nem consegues negar que vais ter com a tua amante! Aposto que preferias ver-nos mortos, a perder a tua querida Susan. Aquela oferecida! Eu nem acredito que tu...

- Não acreditas que eu o quê? Que eu continue a aguentar o nosso casamento, é? Tu não és nada! Sou eu quem trabalha para manter esta casa! Se não estás satisfeita, sente-te livre para sair!

- A sério? Ok, estou farta, sabes? Estou farta de passar a minha vida à espera. À espera que deixes de ser um bruto, casmurro e prepotente! À espera que ela te dê com os pés, pois é isso que vai acontecer e é o que tu mereces! Vou-me embora! Vou-me embora e podes ter a certeza que nunca irás conhecer o teu filho! Nunca! Ouviste?

- O quê? Tu não serias capaz! Tu nunca serias capaz!

- Espera e vais ver do que sou ou não capaz!

Virei costas e comecei a tirar roupas das gavetas ao acaso.

- Não! Tu não vais fazer isso! Não podes fazer isso!

- Acabou Rick! Vou-me embora desta casa e deixo-te livre para viveres a tua vidinha com aquela...

- Não, não vais Sarah!

Voltei-me, deixando cair algumas peças de roupa, ao perceber que ele se aproximara. Levantei os braços, tentando proteger a cara. Rick agarrou-me com força pelo pulso.

- Rick larga-me! Não quero ter mais nada a ver contigo! Metes-me nojo! Nojo!

Ele prendeu-me com mais força e fui empurrada até bater com as costas na parece com tanta força que me faltou o ar. Duas lágrimas escorreram dos meus olhos e uma dor horrível trespassou o meu corpo. Dei por mim estendida no chão, enquanto Rick pegava no casaco e se preparava para sair.

Vou perder o meu filho! – Pensei.

- Não! Por favor Rick ajuda-me! Vou perder o bebé! Por favor! – Sentia que ia entrar em pânico a qualquer momento.

Rick olhou para trás e a dúvida surgiu no seu rosto.

Não me recordo se disse algo, pois naquele momento senti uma dor insuportável na barriga e gritei de dor. Ao contrário do resto da cena, a dor tinha sido o mais real possível. Para além da dor, sentia a minha perna a ficar molhada e num impulso levei a mão à parte interna da coxa.

No instante seguinte, fitava a minha mão tingida de vermelho e senti a minha cabeça andar à roda.

Quando Rob se aproximou, eu já tinha perdido completamente a noção do que nos rodeava.

- O que foi que eu fiz? Estás a sangrar... – Exclamou Rob, confuso.

Contorci-me de dor, ao sentir uma pontada mais forte e tive a certeza do que se estava a passar. Senti-me tonta e comecei a ter dificuldade em manter os olhos abertos.

- O que se passa? Fala comigo! – Rob implorava, agora visivelmente assustado.

- Vou perder o bebé. – Disse num fio de voz e desmaiei.

publicado por Twihistorias às 22:31

16
Set 12

Capítulo 17

Parte 2

Não queria abrir os olhos, tinha medo que se o fizesse tudo não passasse de um sonho e eu voltasse a estar ali sozinha com os Cullen.

-Bom dia. – ouvi a voz do Dio ao meu lado.

Os meus olhos rapidamente se abriram e encontraram aquele sorriso torto e os olhos negros a olhar para mim.

Eu não conseguia resistir aquele sorriso, o sorriso sedutor do Dio era algo que quebrava qualquer tipo de barreiras, por isso a única coisa que fiz foi retribuir-lhe o sorriso e lancei-me para cima dele de forma a beija-lo novamente.

Meu Deus, com tinha saudades daquele toque, daquele beijo, daquele desejo.

Foi necessário apenas alguns segundos para os nossos corpos começarem a ganhar faísca novamente. Rapidamente Dio rodou sobre mim com toda a ferocidade de um vampiro e ficou sobre mim.

-Au. – queixei-me assim que senti algo entre as minhas costas e o chão. Agilmente o Dio retirou aquilo que seria um pequeno ramo de uma das arvores. – Para a próxima lembra-me de fazer isto numa cama fofinha. – disse enquanto o puxava para mais um beijo.

Não posso dizer que amava o Dio, mas também não podia dizer o contrário. A nossa relação era tão complexa, mas ao mesmo tempo tão simples. Ele era sem duvida alguma o meu melhor amigo, sabia todos os meus problemas com a minha família, com o Jake, sabia do Florent. Ele estava sempre ao meu lado para me apoiar e para me desafiar a ser sempre melhor.

Com ele eu vivia a vida sempre no limite, ele puxava por mim de formas que ninguém o fazia. Bastava eu dizer alguma fantasia ou desejo que ele tentava realizar, a menos que fosse suicida.

O sexo com ele era apenas um bónus. Um bónus demasiado bom para abdicar dele.

No dia anterior, quando abandonamos a casa branca para irmos para a casa de campo dos meus pais, acabamos por desviar o nosso caminho e a luxuria levou a melhor de nós.

Aparentemente, o mesmo se repetia nesta manhã.

Entre carinhos e abraços, o meu estomago humano fez-se ouvir denunciando assim a mina fome.

Já mencionei que era nestas alturas que odiava ser meia humana??

O Dio afastou-se uns centímetros de mim, apenas para me mostrar o seu sorriso torto.

-Tens a certeza que queres comer agora? – perguntava-me ele.

Aqueles olhos, aquele sorriso e principalmente aquele corpo em contacto com o meu, como é que eu conseguia dizer não aquilo??

-Sabes que eu posso resolver esse problema das necessidades humanas num instante. – sussurrou-me ao ouvido numa voz sedutora.

Seguidamente senti-a a sua respiração a descer pelo meu pescoço provocando-me arrepios.

Sabia do que ele estava a falar, ele tinha a teoria de que se me mordesse eu ficaria inteiramente vampira. Isto podia ser real, como não. A verdade é que não estava de todo disposta a arriscar.

-Eu estou bem assim, gosto de ser diferente, já sabes disso. Além disso, não sou apenas eu que tenho que comer. – disse-lhe referindo-me aos seus olhos negros.

-És capaz de ter razão. – Dio já estava em pé a recolher as nossas roupas espalhadas. – Vou ter com o Marcello para irmos jantar fora.

Imitei-o, e comecei a vestir as minhas roupas também.

-É verdade – continuou ele, chegando-se perto de mim para me dar apenas mais um beijo. – Trouxemos uma prenda para ti.

Depois da revelação apenas começou a correr, obrigando-me a correr atrás dele com toda a minha velocidade para o alcançar e saber qual era essa prenda.

O Dio facilmente chegou à casa branca ainda comigo a correr atrás dele. Entre sorrisos e brincadeiras dos dois entramos na casa. Toda a família olhava para nós.

-Bem, vou fazer uns ovos mexidos, com bacon e tudo a que tenho direito, alguém é servido? – perguntei de forma a desviar o constrangimento e dirigi-me à cozinha.

Ouvi o Marcello e o Dio a combinar ir caçar e as instruções do avó Carlisle para o fazerem fora de Forks. O tio Emmett e a tia Rosalie acompanharam-nos.

Ainda tentei chegar à sala para perguntar pela minha prenda, mas eles já tinham partido. Fiquei um pouco desiludida, não estava habituada a este tipo de surpresas. Aliás, odiava isto. A ansiedade matava-me.

-Como estás? – perguntou a minha mãe assim que entrou na cozinha.

Como de costume, a Bella afastou-me do fogão e tomou as rédeas do meu pequeno almoço.

-Bem. – respondi apenas.

-Renesmee, por favor, não te voltes a fechar. Perdoa-me.

Ela referia-se ao meu castigo, foi o que originou novamente o meu afastamento da minha família. Sabia que não tinha sido por mal, que eles pensaram que eu ia atacar o meu pai. Mas como é que eles poderiam ter pensado isso? Como puderam pensar que eu era capaz de tal coisa?

As desculpas estavam ali, eu podia passar uma borracha em cima, mas a verdade é que tinha medo de confiar novamente e me magoar.

Antes que a minha mae dissesse alguma coisa mais, fui salva pelo telemóvel.

O nome do Florent aparecia no ecrã.

Com a emoção de ter o Dio aqui, tinha-me esquecido completamente da chamada de praxe antes de adormecer. Nem mensagem tinha mandado.

Afastei-me da cozinha, para um pouco de privacidade e desculpei-me com o meu namorado. Por vezes sentia um pouco de culpa por tudo aquilo que se estava a passar. Mas o que iria fazer agora? Acabar com ele a milhares de quilómetros de distância com um simples telefonema? Não.

Prometi que iria ligar com mais frequência.

Regressei à cozinha para terminar com o meu apetite, não respondi à minha mãe e ela também não voltou a tocar no assunto. No entanto sabia que aquela conversa mais cedo ou mais tarde teria que ser travada. Aliás não entendia o porquê de a querer atrasar.

-Temos uma visita. – ouvi a Tanya Denalli falar da sala.

Quem seria agora? Provavelmente mais algum vampiro para se juntar a nós na luta que se aproximava.

Deixei-me estar a comer, enquanto a minha mãe se dirigiu para a entrada.

-Renesmee, é a Annie. – ouvi a voz da Bella.

Corri para a entrada, fui ter imediatamente com a minha amiga, não era bom ter uma humana naquela casa, quando a qualquer momento poderia aparecer um vampiro não vegetariano.

-Annie, o que estás aqui a fazer? – perguntei surpresa e cumprimentando-a com um abraço.

Era tão diferente a forma como se cumprimentavam as pessoas na américa e na europa. Aqui era sempre com um abraço, um beijo era algo demasiado íntimo. Já na europa era exactamente o contrário. Quando se via alguém dava-se dois ou mais beijos, um abraço era algo demasiado sentimental.

-Estava com saudades, há dias que não falamos. Acho que anda não estivemos realmente juntas desde que voltas-te. Quer dizer, juntas no sentido de sozinhas. Temos que colocar a conversa em dia, e com os rapazes por perto acho que fica complicado de o fazer. – depois sorriu-me de forma tímida. – E o Jake disse-me que tinhas estado doente. Mas se não quiseres ir eu compreendo completamente.

-Tás parva, claro que vamos. Podíamos ir a um cafezito ou assim. Ver algum do pessoal, ou assim. E aproveitávamos e falávamos, até porque tens que me contar isso sobre ti e o Seth.

Annie sorriu, e eu consegui sem a magoar tirar do território dos Cullen, que começava a abarrotar de vampiros.

-O Seth sabe que estás aqui? – perguntei enquanto nos dirigíamos à garagem da família.

Olhei em volta e acabei por escolher o carro mais vistoso que lá estava. O ferrari da minha mãe.

-Não. – disse timidamente.

-Eu logo vi. – ela olhou para mim inigmética.

-Ele é meu namorado, não é meu pai. Eu ainda posso ir aonde quiser sem pedir autorização. – Annie parecia um pouco chateada. Acho que entendeu mal as minhas palavras.

-Não, não. Não foi isso que eu quis dizer. – apressei-me a corrigir enquanto arrancava a toda a velocidade dali. – É só que este não é o local mais seguro para uma humana. Muitos vampiros de olhos vermelhos estão a entrar no radar dos Cullen nos próximos tempos.

O pânico instalou-se nos olhos dela.

-Não te preocupes, eles estão proibidos de caças nas redondezas, mas quer dizer, o isco ir ter com eles, nunca se sabe. – disse com um sorriso.

Fomos a um bar local, que admito que ainda não conhecia, devia ser recente. Mas o ambiente era bastante porreiro, tinha aquele aspecto hard-rock que me agrado. Aparentemente era ali que parava grande parte do pessoal que andou connosco na escola.

Vi alguns dos rapazes que tinham sido da minha turma, incluindo o Liam, que vim a saber depois que ele e a Silver já não estavam mais juntos.

Sentamo-nos numa das mesas, a Annie pediu um sumo e eu uma cerveja e lá estávamos nós a contar as nossas aventuras e desaventuras.

A Annie relatou-me como conheceu o Seth, numa fatídica tarde em que ele foi à escola procurar informações sobre mim. Ao chegar perto dela pumba, parecia que não sabia falar, esqueceu-se do motivo que o levava ali, tudo. Relatado por ela teve imensa piada. Contou-me também o susto que apanhou quando ele lhe contou a verdade sobre os lobos e vampiros e ela pensou que ele era louco ou que estava simplesmente a gozar com ela, até que ele se transformou à frente dela.

Por minha vez, falei da minha banda, dos meus trabalhos, de como era viver em França, do Florent, do Dio e tudo mais. Até falei dos meus problemas com os meus pais.

-Meu Deus Nessie, quer dizer Renesmee. Eu não sei se conseguia fazer um terço do que tu fizeste.

-Se apanhasses com um balde de água fria como eu apanhei, conseguias. – expliquei dando mais um trago na minha cerveja.

-Talvez, mas tu mudas-te muito. Ficas-te mais fria. – sorri perante as palavras sinceras dela.

-Eu simplesmente cobri o meu coração e deitei fora alguns dos meus sentimentos antes que eles me trouxessem mais alguma dor ou duvida. – disse em voz alta em tom de desabafo, não tanto para a Annie, mas mais para mim.

-Então estás a dizer que perdeste a tua capacidade de amar? – perguntou incrédula, mas a voz não transmitia confiança. – Porque Renesmee, eu bem vi como olhas-te para o Jacob e como estás comigo agora, tu continuas aí, a tua capacidade de amar está ai. É notória a qualquer pessoa que te conheça minimamente. Podes tentar esconder, negar, mas ela está ai.

Sorri com as palavras dela. Claro que eu não tinha deixado de amar, isso era simplesmente impossível. Ser uma pessoa tão fria, insensível a esse ponto só se eu fosse alguma psicopata ou coisa do género. Mesmo que quisesse, não havia nenhum tipo de interruptor que tornasse isso possível, desligar assim certo tipo de emoções, sentimentos.

Se houvesse eu gostava que me informassem. Por vezes dava jeito.

-Não, claro que não. – comecei a esclarecer. – Simplesmente a definição de amor, para mim, hoje sofreu algumas transformações. No entanto, eu não me tornei um ser independente de calor, de carinhos, daquilo que possa parecer romântico, eu simplesmente deixei de o fazer com tanta devoção.

Annie olhava para mim num misto de pena e admiração.

Fiz um pequeno sorriso, com o objectivo de mostrar que eu estava bem, eu iria ficar bem. Agora aquela era eu, e estava bem assim.

Ouvi a porta a abrir e instintivamente olhei para lá e percebi qual q surpresa que o Dio se tinha referido.

A minha prenda estava ali e um sorriso enorme abriu-se nos meus lábios.

 

Nota da autora:
Não se esqueçam de visitar o blog da Renesmee.
http://that_girl.blogs.sapo.pt/

publicado por Twihistorias às 18:00
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15
Set 12

 

 

 

Capítulo 14

Emilie

Na manhã seguinte quando cheguei à escola estavam todos a preparar a festa do inicio do ano.

- Milie ainda bem que chegaste! – disse a Mia. – Preciso que vás ter com a Becca e a ajudes a distribuir estes panfletos.

Ela entregou-me os panfletos e eu fui ter com a Becca.

- Bom dia. – disse ela.

- Olá. – disse eu desanimada.

- Então?

- Ele não ligou. – disse-lhe eu. – Nem mandou um sms. Tenho de parar de falar disto, eles nunca gostam de sms.

- São importantes para um relacionamento. – disse a Becca.

- Não é? – perguntei. – A Mia estava errada mesmo assim.

- E quando foi que ela acertou?

- Não estou pronta para um relacionamento Becca.

- E quem é que está?

- Pelo menos eu expus-me.

- É assim que tu chamas?

- O que queres dizer? – perguntei-lhe.

- Estás sempre a arranjar um motivo para não fazer as coisas. Tu demonstraste-lhe o que sentias não tens que te sentir exposta.

- Então porquê que sinto?

- Isso é um problema que tens de ser tu a resolver, e eu até tenho uma ideia. Hoje vai começar uma feira em Portland e nós vamos nos divertir bastante lá.

- Becca…

- Já está decidido.

Quando chegou à noite fomos todos para Portland. A feira estava fantástica, nunca tinha vindo a uma feira com os amigos.

- Milie! – ouvi uma voz chamar-me e quando me virei vi o Tom.

- Tom? O que estás aqui a fazer? – perguntei-lhe.

- Vim ver a feira com os meus amigos.

- Eu também.

- E estás a gostar?

- Sim.

- Olá. – disse a Mia para o Tom.

- Olá Mia. – disse ele.

- Anda juntar-te a nós Tom.

- Eu vou buscar uma bebida já vou lá ter.

Então eu dirigi-me à barraca das bebidas.

- Olá. – disse-me o Ryan.

- Olá. – disse eu e continuei a andar.

- Milie…

- O que é?

- Lamento pelo que aconteceu ontem, aquele não era eu.

- Passas muito tempo a pedir desculpas, mas as desculpas evitam-se.

- Eu sei. A ultima coisa que eu queria era ferir os teus sentimentos. O que aconteceu ontem não teve nada haver contigo.

- O quê que se passa contigo e com o teu primo? – perguntei.

- Não somos muito próximos. – respondeu ele. – É complicado.

- Tudo é complicado. Ele falou-me sobre a tua ex.

- O quê que ele te disse?

- Que tu a magoaste. Como é que ela se chamava?

- Georgina, e ela não é minha ex. Nunca fomos nada um ao outro e o que aconteceu já foi a algum tempo e todos nós já esquecemos.

- Parece que o teu primo não.

- Ele é complicado.

- Quando alguém nos magoa uma vez, aprendemos a ter cuidado para não voltar a acontecer.

- Eu sei. – disse ele.

- Está tudo bem Ryan. Eu entendo. Tu nem imaginas como eu entendo. Família complicada? Eu também tenho. Está tudo bem. Nós conhecemo-nos, tu ajudaste-me, conversamos e foi fantástico mas agora caímos na realidade e… - ele estava a olhar para mim muito fixamente. – Então…

Não consegui continuar um enorme nó formou-se na minha garganta, tive que sair de perto dele. Quando cheguei perto dos meus amigos estavam todos muito animados a conversar.

- Milie ainda bem que chegaste. – disse o Justin. – Íamos agora jogar bowling.

Então fomos todos jogar bowling.

- Ainda não me explicaste o que se passa contigo e com o Ryan. – disse o Tom com cara séria.

- Não se passa nada. – disse eu.

- Tu gostas dele? – perguntou-me, ele parecia preocupado.

- É complicado.

- Dizes isso porque estás com medo. Estás um pouco assustada, só isso.

O Tom tem razão. Eu estou com medo. É a primeira vez que estou a viver de verdade, estou a fazer amigos, a ir a festas e a até a apaixonar-me e tudo isto é uma novidade para mim e não sei como lidar com estes acontecimentos e sentimentos e praticamente estou a passar-me. É a primeira vez que a felicidade está a surgir, é a primeira vez que tenho a oportunidade de ter tudo, e estou a esconder-me por estar com medo. Mas eu não posso deixar que o medo me controle a vida.

- Tom eu tenho de ir fazer uma coisa. Vemo-nos depois.

Levantei-me e fui à procura do Ryan. Encontrei-o sentado num banco de jardim.

- Podemos conversar? – perguntei.

- Sim, claro. – disse ele levantando-se e colocando-se de frente para mim.

- Desculpa pelo que aconteceu à bocado.

- Estou feliz que estejas aqui agora. – disse ele. – O modo como deixamos as coisas, não gostei nada.

- Engraçado que ainda agora eu estava a conversar com o Tom e de repente percebi que o que estava prestes a dizer-lhe deveria dizer-te a ti.

- E o que é?

- Eu queria dizer-te que desde que cheguei a Forks a minha vida mudou bastante, fiz bastantes amizades e de repente passei a fazer coisas que nunca tive oportunidade de fazer, e realmente pensei que ia ter uma vida tranquila e feliz aqui, uma vida perfeita, mas a vida não é perfeita e eu tenho os meus problemas. Eu posso desistir, ficar no meu canto, sem dramas porque agora não é a hora e mesmo que as minhas razões não sejam razões e sim desculpas, o que eu estou a fazer é a esconder-me da verdade. E a verdade é que… estou com medo Ryan. Tenho medo que se me permitir ser feliz por um momento o mundo vai desabar e… não sei se vou sobreviver.

- Tu queres saber do que não me arrependo? – perguntou-me ele.

Eu acenei com a cabeça.

- Eu conheci uma rapariga. Nós conversamos e foi fantástico. Então o sol desapareceu e a realidade disse que… tudo isto é realidade. Aqui mesmo.

Depois lentamente ele foi-se aproximando de mim até que os nossos lábios se tocaram, e aquele momento foi mágico.

publicado por Twihistorias às 21:47
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