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Jul 12

Capítulo 13

Segurei nos diários e coloquei-os na mala, prestes a sair porta fora o palhaço em carne em osso fez a sua entrada.

-Não percebo a tua agressividade em relação á minha pessoa, Fred… - Os seus olhos demonstravam isso mesmo, confusão.

- Deixa-me passar! Só estou aqui porque  a Esme disse-me que do teu quarto podia ver a cordilheira onde quero caçar.

- Não sei se é do teu conhecimento mas sou telepata e por essa razão, quando a minha filha Renesmee esteve neste quarto eu ouvi tudo o que pensaste lá fora.  Digamos que tenho um radar bastante apurado …. – Falou de uma forma bastante curriqueira contudo deixou transparecer um subtom de ameaça na última frase.

- Eu sabia que eras telepata, não conhecia era os teus dotes de cuscuvilheiro – Disse tentando aligeirar a conversa.

- Fred eu não quero intimidar ninguém nem isto é um responso. Mas estou confuso. Porque pensas dessa forma de mim? Ao apelidares-me de palhaço e falares da tua mãe deixas transparecer que talvez possa ter agido contra ti… Há quanto tempo és um de nós? Sabes se magoei a tua mãe eu tenho imensa pena, na decada de 30/40 eu era um monstro. – Disse com pesar , parecia realmente arrependido.

- Não é da tua conta quando ou como fui transformado. Deixa-me ir. – Afirmei.

- Claro que sim Fred, mas sabe que se planeias uma vingança que seja pessoal. A minha familia não deve ser envolvida.  Peço é que leias esses diarios com atenção, talvez consigas perceber o que me fez tomar as decisões que me levaram a esse caminho… Fred não quero ser teu inemigo muito pelo contrário eu também perdi a minha família e não há um dia que passe sem que pense nas pessoas que me trouxeram a este mundo. Especialmente agora que sou pai. Mas se há uma coisa que o tempo me ensinou é que a felicidade não surge se o odio não for apagado.

O discurso articulado e sentimental não me impressionava. Não o comprei.

- Poupa-me! E sai imediatemente  Edward Cullen! – Disse silibilando o seu nome.

Ele afastou-se. Sem proferir uma única palavra.

Afastei-me daquele sitio horrendo e olhei para o relogio faltava uma hora até há hora combinada com Ivy. Isso deixou-me lixado. Estava cego de raiva, enervado e acima de tudo cheio, repleto de sede.

Dirigi-me ao local onde combináramos , sentei-me numa copa de uma árvore e pus-me á escuta.

 

Um automóvel pequeno sinuava pela estrada escura das janelas abertas emanava o Hit “ All the small things”- Blink 182. Risinhos nervosos denunciavam a vergonha de estarem a esganiçar a melodia. Conversas sobre trabalhos, entregas  e piadas privadas sobre rapazes confirmaram a minha teoria. Universitárias.

Pensei no meu livro mental de truques baratos, sem fazer barulho desci até ao nivel do solo. E segurei numa pedra afiada, atirei-a ao pneu e este furou-se de imediato. Resfoleguei, se estivesse minimamente preocupado ou se não corresse tudo como planeava sempre podia dizer :“ Então meninas andar nas estradas á noite com pneus carecas pode trazer desgraças!”.

Mas foi fácil. Assim que cheguei ao alcatrão duas raparigas correram desesperadas dali para fora. Gente Inteligente esta, provavelmente pertenceriam a uma “Ivy League”, as melhores universidades do país.

A única que “resistiu” tinha estado distráida a encontrar o pneu sobresselente e concerteza preocupava-se agora onde tinham ido as suas colegas na noite cerrada e sem carro. Ao olhar para mim arrepiou-se, uma das minhas reacções favoritas. Era atraente. Loura olhos castanhos cor de mel  e um corpo curvilineo mas atletíco. Mas neste momento tudo o que tinha era sede.

Vi que estava atraída pelo meu físico, apesar de receosa esboçou um sorriso nervoso e disse:

- Boa Noite. Sabes mudar um pneu?

- Oh olá sei sei…. – Disse pouco interessado. Descontrolado pela visão constante do seu sanngue a bombear  nas veias e o ardor escruxiante na minha garganta.

- Obrigada então… - Disse ela tentando ignorar a súbita desilusão da minha falta de interesse.

Sorri calorosamente. Preparei-me para atacar. E disse:

­- Vem cá

Enconstei a vitima ao capô do carro esfreguei os meus lábios rapidamente pela veia que queria e abri-os, quando estava prestes a alimentar-me, senti-me projectado contra uma árvore.

Abri os olhos e via-a. Mãos nas ancas pronta a arrancar-me o pescoço. Ivy.

- Que raio pensas que estas a fazer?! Idiota!

Tinha de admitir que parecia incrivelmente sexy a desafiar-me desta maneira mas a minha sede era  incontrolável

 

O que responde Fred a Ivy:

A - “Tenho sede, mete-te na tua vida.”

B - “Eu sei que fui irresponsável mas não fazes ideia da sede que tenho, Ivy.”

C - “Deixa-me em paz! Não passas de uma recém-nascida insolente e eu estou farto de comer animaizinhos!”

publicado por Twihistorias às 18:30

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