18
Jul 10

Alice Cullen:

-AH! – Grunhi com raiva. Estava ansiosa para ver qualquer coisinha, de Alec e Silver, mas com o cão e Nessie ali não conseguia ver nada.

-Calma Tia Alice, tu vai conseguir ver alguma coisa, se eu e Jacob sairmos? – Perguntou-me Nessie docemente.

-Desculpa, Ness… – balbuciei.

- Não tem problema. – Disse-me sorrindo. Em seguida esticou a mão para Jacob que a agarrou sem hesitar, e desceram os dois as escadas.

-Pronto tenta de novo! – Disse Rosalie freneticamente. Emmett segurava-a, com os seus braços fortes. Ela estava quase tão impaciente quanto Edward.

Tanto Emmett como Bella, sussurravam aos ouvidos deles, como tudo ia parecer bom, e ela estaria intacta e feliz.

De repente consegui ver, tudo. Estavam na aula de Biologia. Na mesa onde Emmett e Rosalie se costumavam sentar, ao fundo da sala. Não consegui ver o que estavam a dar, mas ouvi o professor, de origem asiática, falar de anafáse e metáfase, por isso calculei que fosse divisão celular, o que fez Bella e Edward sorrir.

-Ela esta bem. – Anunciei por fim. – Está feliz.

Todos suspiraram profundamente, e disseram: “Ainda bem, que está bem.”

 

Nessie Carlie Cullen:

Tia Alice já tinha deixado mil e um recados para dar à Silver. Jacob estava super entusiasmado com esta noite. Ou bem, com esta semana.

O pai e a mãe, aconselhavam Jacob, de como fazer as coisas, como nos tratar, fazer comida, deitar-nos, mas sinceramente nem sei para quê tanto trabalho.

A mãe pediu para quando a Silver chegasse lhe ligasse. O pai abraçou-me, e deu alguns conselhos. Depois, seguiu-se a vez de Alice, Rosalie, Jasper, Esme, Carlisle, e por fim o meu preferido, Emmett, que me levantava e rodopiava vezes sem conta no ar.

No final Carlisle, mandou reunir toda a gente nos carros, e partiram.

Quando já não se avistava nenhum carro, Jacob saltou de alegria.

-Finalmente! – Gritou, de entusiasmo. Tomou-me nos seus braços, e beijou-me calorosa e ardentemente. Aquele tipo de beijos que ele só costuma dar quando estamos os dois sozinhos, o que acontece pouco, por isso tinha que aproveitar.

-O que queres fazer, até Silver chegar? Depois podemos ir até minha casa e à noite vamos à reunião da alcateia.

-Hum podemos ver um filme, eu faço umas pipocas,  parece-me bem que achas?

-Hum hum filme, pipocas, tu. Tentador. Mas não tenho literalmente que ver o filme pois não Ness? – Provocador. Aquele olhar insinuante que me punha louca. Era impossível, aquele lobo.

-Não, podes sempre optar por me ver. – Sorri-lhe. Depressa me segurou, e me abraçou. Dizendo:

-Claro ver-te é muito melhor. Mas sem dúvida muito melhor. – Ri-me. Era tão bom tê-lo daquela forma, aquela impressão, era para sempre. Aquela forma de o ter para sempre.

 

Alec Volturi:

Silver, Silver, Silver o seu nome ecoava na minha cabeça. Estar aqui com ela era tão bom. Poder vê-la a cada segundo, do início da minha eternidade, era maravilhoso.

Ela esforçava-se por me manter a par de tudo, de como funcionavam os cacifos, os almoços, os intervalos.

Acho que a parte da cantina, foi a que me custou mais. Todo o meu autocontrole, da manhã esvaiu-se em nada. Aquela sala, cheia de humanos, cheia de sangue a fervilhar nas veias de cada pequeno e insignificante ser.

Era tentador, era horrível, não poder matar um, podia ser o meu almoço.

-Vamos lá para fora, se calhar é difícil para ti estar aqui. E lá fora podemos passear, temos 3 horas hoje. Podemos ir à floresta que dizes? – Ela sempre se preocupara muito. Durante toda a manhã perguntou se eu estava bem e se precisava de fazer um intervalo, de sair. Agora eu precisava.

-Sim parece-me fantástico. Vamos. – Respondi-lhe sorrindo.

Ninguém se pôs no nosso caminho. E na fila interminável para a porta de saída, enquanto passávamos um corredor de humanos ia-se abrindo, para nós. Era como quando eu vivia em Itália, e os humanos pobres que viviam sobre o poder de Aro, faziam o mesmo para ele.

Finalmente, e sem atacar ninguém, sai do refeitório.

 

Silver Cullen:

Nunca pensei que Alec se adapta-se tão bem a um ambiente cheio de humanos. Esperava que ele me disse-se quando estivesse pronto para ir embora, por não aguentar mais. É claro que nunca diria mas eu ficava na esperança.

Como o refeitório estava cheio de gente, humanos, ou talvez melhor, corpos cheios de sangue a correr por entre as veias, decidimos sair para dar um passeio.

Fomos até á floresta. Hoje não estava sol, por isso não tive a oportunidade de o ver brilhar.

Ambos caminhava-mos em silêncio, mas não se tratava de um silêncio desconfortável, sim de um silêncio cómodo, aconchegante. Um silencio que talvez, nenhum “casal”, que o tivesse, o chamaria de reconfortante.

Mas acho que é isso mesmo, o amor. Acho que nunca realmente chegamos a amar alguém, se o silêncio entre nós não for confortável. Não sei se o amava dessa forma, mas penso que não se tratava de um silêncio constrangedor.

-Um dólar pelos teus pensamentos. – Disse ele, sorrindo à minha frente.

-Não são nada de especial, estava só aqui a vaguear. A pensar. – Sorri amavelmente.

-Este silencio… – disse – o que pensas dele?

-Estava a pensar nele. A pensar que era bom o silêncio entre duas pessoas que se amam. É um silêncio… – fui interrompida por uma visão. Cai no chão, e senti os braços de Alec a ampararem a minha queda repentina.

Na minha visão, estava Alec, com Marcus, Jane, e Demitri, a partirem.

Estavam a partir na procura de uma companheira para Marcus. Alec estava muito triste, e eu chorava, estava perdida nos braços de Rosalie, e soluçava muito. Ele não aguentava ver-me assim, por isso Marcus partiu depressa.

Quando cai na realidade, estava com Alec preocupado a olhar para mim.

Não sabia se lhe devia contar, ou confronta-lo com esta situação…

-Silver? Silver? Meu amor sentes-te bem? – Repetia ele vezes sem conta, à espera de uma resposta.

-Eu vi… – Obriguei-me a calar naquele momento. Talvez não fosse certo dizer-lhe preocupa-lo. Mas provavelmente ele já saberia por isso, o que tinha a perder? – Vi-te partir. Com o Marcus, com a Jane e com o Demitri.

O seu rosto não corou de vergonha porque era um vampiro, mas se fosse humano, estaria vermelho.

-Pois, isso… – disse ele meio acanhado. – Eu sei. Nós partimos daqui a uma semana…

-Uma semana? – Soltei eu. Não sei como explicar o que senti naquele momento. O meu coração tinha-se partido em pedaços, um vazio instalou-se no meu peito, e os meus olhos começaram a ver toda aquela paisagem verdejante, desfocada. Mas não ia chorar, não ia fazer o papel de parva que vi naquela visão. – Quando tencionavas dizer-me?

-Hoje. Eu pensava dizer-te hoje à noite. Pensava dizer-to antes de adormeceres, enquanto te acariciava o cabelo, enquanto olhavas para mim.

Sentei-me na clareira de pernas ao chinês. Olhei-o, e baixei a cabeça para chorar.

Ele sentou-se ao meu lado, e pegou-me para me deitar no seu colo. Chorei contra o peito dele enquanto ele me abraçava com força. Não consegui ver se ele chorava também, mas enquanto eu soluçava umas pingas caíam na minha cabeça, uma pingas frias, que traziam consigo tristeza.

-Eu não te vou deixar. Vou estar sempre aqui contigo. Vou estar sempre dentro dessa tua coisinha que bombeia sangue. Eu juro Silver. Eu nunca te vou deixar.

-Eu sei. Mas a distancia, o tempo… Oh Alec – Os meus olhos pareciam uma torneira que se tinha aberto e nunca mais fecharia.

-Não vai ser por muito tempo. São só umas semanas. Daqui a um mês eu já estarei aqui contigo para te proteger de todos os palhaços, que se acham príncipes, e todas as miúdas irritantes “Olsen”. Eu prometo.

-Tu prometes? Tu voltas para mim? Juras?

-Eu prometo, juro que volto. Que tipo de príncipe seria eu se não voltasse? – Sorriu para mim, como se estivesse tudo bem.

-És o meu príncipe, Alec.

publicado por Twihistorias às 18:00

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