22
Mai 12

 

 

Depois de desligar o telemóvel senti uma raiva repentina a apoderar-se de mim. Por mais que pensasse, não conseguia perceber o porquê da vinda dos Volturi, Eu não tinha pedido ajuda, não tinha mostrado precisar dela e não recebi nenhum aviso da sua vinda.

Enfiei-me no carro e conduzi o mais rápido que me era permitido na direcção da mansão dos Cullen. Quando cheguei, Carlisle foi ter comigo à porta e ficou a olhar-me enquanto subia as escadas, com um olhar duro, quase traído.

-       Já chegaram? Perguntei

-       Não. Chegam em aproximadamente uma hora, pelo que conseguimos prever.

-       Não fui eu Carlisle. Dou-lhe a minha palavra que não chamei os Volturi.

-       Eles vieram por algum motivo Fred. Não à mais nenhuma razão que justificasse a sua vinda. Não há nenhum clã nas redondezas, nós não fizemos nada alem de viver a nossa eternidade e o problema da Nessie já foi mais que tratado. Não há nada de novo em Forks tirando a tua pessoa Fred. Logo, eles vieram por alguma coisa que te diga respeito. Isso significa que se alguma coisa acontecer à minha família, algum coisa Fred e deixas de ser bem vindo em Forks. Independentemente do facto de seres ou não Volturi.

-       Entendi – disse eu

-       Então entra por favor – disse Carlisle desviando-se para me deixar entrar

Quando entrei, vi a família toda na sala, a falarem sobre este ultimo acontecimento. Procurei Ivy pela sala e vi-a a um canto a brincar com a Nessie. Estava bonita. Já não a via à algum tempo.

-       Posso falar contigo Ivy?

Ela olhou para mim, com um olhar de censura e depois de se desculpar a Nessie levantou-se e veio ter comigo. Dirigimo-nos à rua, e ela parou junto do sitio onde tínhamos estado a falar logo quando chegamos.

-       Ivy, precisas de acreditar em mim. Eu não os chamei, não sei porque é que eles estão a vir.

-       Nós também não sabemos nada Fred. Aliás, só descobrimos que eles estavam a vir quando estavam mesmo quase a chegar e a partir desse momento a Alice já não conseguiu ver mais nada.

-       Eles devem trazer algum ser com eles. Alguma criatura que bloqueie as visões de Alice. Um lobisomem talvez?

-       Não. Porque é que os Volturi haveriam de trazer um lobisomem consigo? Não consigo acreditar que seja isso.

-       Que mais haveria ser? Não à mais ninguém como a Nessie – disse eu

-       À mais um pelo menos – disse uma voz vinda da floresta: Jacob – vim ajudar os Cullen

-       E por ajudar queres dizer tentar matar-me? Ou desta vez tens as hormonas mais controladas cão?

-       Já te pedi desculpa pelo que aconteceu na outra vez. Vi um vampiro desconhecido a brincar com a Nessie e não consegui controlar-me. Mas esta foi a ultima vez que me justifico, por isso deixa de me dar motivos para arrancar essa tua cabeça real.

-       O que te fizer dormir melhor à noite cão. Disseste que há mais um como a Nessie?

-       Sim. Pelo menos do nosso conhecimento. Mas ele nunca se juntaria aos Volturi, e eles nunca o quereriam.

-       Porquê? - Perguntou Ivy

-       Porque foi o Nahuel que ajudou ao salvamento da Nessie quando os Volturi vieram para a matar.

-       Parece que podemos descontar esse da lista então – disse eu enquanto me sentava no muro

-       O que nos leva ao ponto zero. Óptimo – disse Ivy cruzando os braços e amuando

-       Agora temos que esperar para ver o que os vossos reis querem – disse Jacob com um ar chateado

-       Sim. O problema, é que a espera pode matar alguém lá dentro. Pode matar a Nessie. Não te podes defender sem saber com o que é que vão atacar. Vai lá para dentro Jacob. Eu e a Ivy ficamos aqui à espera

Jabob obedeceu rapidamente, o que nos surpreendeu. Ficamos sozinhos à chuva à espera dos Volturi. Quando lhe passei o meu casaco, Ivy estava ensopada e a sua camisa branca, já transparente, estava a deixar-me louco.

-       Fecha o casaco Ivy

-       Porquê? Perguntou ela a provocar

-       Estás encharcada

-       Oh, nem tinha reparado – disse ela a sorrir – mas não te preocupes Fred. Não tenho frio nem vou ficar doente. Mas posso fechar claro, se te estiver a incomodar muito.

-       Não há motivos nenhuns para me estares a incomodar

-       Sempre estranhei nunca termos tido um caso Fred. Acho que estavas demasiado ocupado a mandar em mim para teres tempo para perceber que já me podias ter levado para a cama à muito tempo.

Fiquei chocado a olhar para ela enquanto se aproximava. Ela tinha tirado o casaco, que se encontrava agora no chão e encontrava-se tão perto de mim que conseguia cheirar o seu perfume, apesar da chuva.

-       Lamento interromper um momento tão interessante e intenso – disse uma voz da floresta

Olhei rapidamente pondo-me em posição de ataque e à frente de Ivy quando vi Jane.

-       Jane. Desculpa... nós estávamos só a... quer dizer, estávamos a falar. Sim, é isso. A falar – disse eu rapidamente e a tentar recuperar o raciocínio lógico e a minha fala, que se encontrava presa na garganta

-       Foi o que me pareceu – disse ela a trespassar Ivy com o seu olhar.

-       Porque é que estão aqui? – perguntei enquanto avançava na sua direcção – e onde estão os outros?

-       Eles não vieram. Não era preciso. Nós não vinhamos aqui, mas decidimos passar porque tenho ordens para te transmitir e informações para dar. – dizia Jane com a sua voz infantil, mas altiva.

-       Certo. E para onde vão?

-       Vamos ter com uma alcateia mais a norte. Precisamos de verificar um tratado que eles estão a tentar fazer com um clã que sempre apoiou a nossa família. – explicava-me ela enquanto alternava o seu olhar entre mim, a Ivy e o meu casaco que repousava no chão.

-       Depois explicas-me isso melhor. Quando eu voltar a Itália talvez. O que é que tinhas a dizer-me?

-       O que te tenho a dizer a ti, apenas a ti te diz respeito respeito – disse ela a olhar para Ivy com um olhar angelical – por isso agradecia que ficasse contigo a sós.

-       Claro. Temos muito tempo para falar Fred, não te preocupes que depois acabamos a nossa conversa. Jane, sempre um prazer – disse ela enquanto fazia uma pequena reverencia e entrava em casa

-       O que é que me tens a dizer?

-       Vamos para outro sítio. Onde não nos podem ouvir – e depois começou a correr floresta a dentro.

Fomos ter a um clareira grande, repleta de flores e com um aroma intenso. Quando ela parou, virou-se para mim e disse:

-       Não sabia que vocês eram assim tão próximos.

-       Quem? Eu e Ivy? Não da forma que deves estar a pensar agora. Ela é como uma irmã para mim, fui eu que a criei Jane.

-       Oh, sim claro. Estava apenas a comentar, é-me indiferente com quem estás ou não.

-       Foi o que me pareceu – disse eu enquanto recordava a cara de raiva com que ela estava quando nos viu.

-       Aro tem ordens para ti, Fred

-       Que são?

-       Ele disse para te despachares com a missão. O baile está preparado, assim como os Volturi estão prontos para te receber na nossa família.  Por isso não te apegues a esta família, queremos destrui-la. Não te podes esquecer disso. E pediu-me para te entregar isto – disse ela tirando um envelope grande da sua capa e entregando-mo.

-       Obrigada. Diz-lhe que não me esqueci da minha missão, e que não me apego com facilidade. Para ele não se preocupar.

-       A mensagem será entregue. – Jane virou costas para se afastar, mas algo a fez parar e virar-se novamente para mim. -E quanto ao outro assunto... Tive conhecimento que te estás a dar com uma humana

-       Não me estou a dar com ela. Apenas fomos beber café. – defendi-me eu.

-       Essa humana Fred... Ela é descendente daquela tua amiga que eu matei. A Bree, acho eu. Essa vampira teve uma filha enquanto era ainda humana, fruto de um incidente com um homem muito mais velho que ela. Teve a filha, que ficou ao cuidado da mãe da Bree. A descendência mantém-se e Kate é a ultima e tirando a sua avo, a única viva dessa família.

-       Ela sabe dos vampiros?

-       Ela não pode saber. O pai da filha que Bree teve à muito tempo, sabia do nosso segredo. Sabia dos vampiros e dedicava o seu tempo livre a matar todos os que conseguia. Morreu às mãos dos Volturi, mas a família tem sido controlada com medo que a família dele partilhasse dos mesmos gostos para ocupar os tempos livres. – as informações da Jane saiam a toda a velocidade da sua pequena boca. - Neste momento, de ambas as  famílias apenas estão cinco pessoas vivas. A Kate e a sua avó, e um outro humano com os seus pais. Chama-se Charles. Vive em Nova Iorque, pelo que penso que nunca se vão encontrar. E é essencial que assim permaneça tudo. Fazes o que quiseres com a humana de Forks, mas esses dois adolescentes nunca se podem encontrar. A família deles partilha um segredo que os Volturi nunca conseguiram descobrir. E é um segredo que pode acabar connosco.

-       Sempre me interessei pelas problemáticas – disse num tom sarcástico.

-       Isto não é um problema Fred. É a única família de caçador de vampiros que existe. E é humana. É vergonhoso para nós.

-       Obrigada pela informação Jane. A Kate nunca vai descobrir sobre mim. Prometo!

-       O Aro pediu também que descobrisses o segredo da família deles. Tem-nos assombrado por séculos. Não podemos continuar assim. – disse com um encolher de ombros enquanto se retirava.

 

Opções:

A – Fred diz que sim e dedica o seu tempo a tentar descobrir o segredo da família de Kate, esquecendo temporariamente, a sua missão principal

B – Fred recusasse a meter-se nos assuntos da família de Kate

C – Fred vai falar com Kate, inquirindo-a sobre a sua família e não dá nenhuma resposta a Jane sobre o que vai fazer em relação ao pedido de Aro

publicado por Twihistorias às 21:45

06
Mai 12

 

 

Capitulo 10

 

- Acho que tens razão,todos temos um limite e o meu simples corpinho humano precisa te café.- Menti aceitando o seu convite.
- ookay, vamos ali há magggie então. - apontou para a espelunca á esquerda.
Seguía surpreendido como aquela meia leca caminhava descontraidamente a meu lado na noite cerrada.
Entramos numa boa e velha tasca americana de cheiro a café podre e gente cusca, ou de forma inversa hesitei.
Seja como for nada de interessante ou relevante para a memória, de repente senti saudades da mercearia minúscula da tarde, sempre era mais prazerosa.
A rapariga sentou-se com a descontração de local e pediu um cappuccino choco, a nova modalidade "importada" de Seatle confidensiou-me entusiasmada.
- Então não pedes nada? O teu "corpinho humano" nao precisava de um café?- denunciou-me ela.
- Usas sempre esse tom acusatório quando falas com as pessoas? Não é por nada mas corta um bocado o clima. Gozei fazendo a corar.
- Não.Mas tu és incongruente á brava!
Ri-me.
- Incongruente á brava? Onde é que ouviste essa? Vinha na caixa dos cereais?
- Não anormal! - chutou ela enervada. -  Se abrisses os olhinhos vias que nesta terra também á escolas. E se te dignasses a perguntar a minha ocupação sabias que sou uma estudante universitária.
- Oohh Desculpe dona alteza! - ironizei. Ela voltou-se para a janela  chuvosa desejando claramente fugir.
- Desculpa Kate. Fui idiota, quer dizer eu sou sempre um idiota, mas agora fui particularmente estúpido. -Disse para a fazer sorrir, resultou.
- O teu ponto é?
- O que estudas?
- Psicologia.
Gargalhei e ela perguntou o que raio se passava comigo.
- Seria o teu melhor caso de estudo. - Atalhei.
- Estás assim tão mal? - Perguntou ela com escárnio.
- Eu estava a correr. No meio do nada. Á noite.
Kate segurou num guardanapo e numa caneta do bolso. Olhou para mim com seriedade e perguntou:
- E como é que isso o faz sentir?
A miúda tinha mesmo piada. Ri-me e fazendo uma voz de velho disse:
- A modo que estou deprimido, por que as solas escorregam-me tenho frio é tudo muito triste.
- compreendo.
- olha lá mas tu pagas- me um café esta noite ou quê?
- Tu não bates mesmo bem. Donde é que vem isso?
- Paga-me um cafééé! - Insisti. Com voz infantil.
- Que chato! - riu-se ela.
Eu sorri.
- olha lá mas tu tens os olhos azuis?
- Nao moça são violetas.
Junção de azul com vermelho pensei.
- Ah certo são giros. - comentou.
- Kate paga-me um café?
Ela riu- se e pagou- me o tal café.Estivemos mais de 30 minutos  a falar. Contou-me do pai da mãe do irmão mais velho. Que a sua banda favorita eram os linkin Park e que os filmes de acção eram na sua opinião os melhores.
E eu fiquei genuinamente interessado e perplexo com a minha estupidez. 
Kate voltou- se para mim e perguntou:
- Ficas bem? Precisas de boleia?
- Então mas nao conheces as minhas fantásticas característica de corredor?
- Falas sempre nesse tom acusatório? Repitiu ela sedutora.
-  Boa boa, até amanhã? - tentei eu.
- Até amanhã. -  disse ela

Voltei-me e o meu telemóvel tocou:
- Fred... - Falou Ivy
- Ivy!!! tu nem sabes! Falei com uma Humana duas horas! E nao a mordi nem nada! - contei-lhe todo entusiasmado.
- Que bom para ti Fred. Os Volturi acabaram de chegar.
- Raios!
Desliguei. Logo agora que eu me estava a divertir.

Opções:
A) Volta imediatamente para casa e ajuda a Ivy e os Cullen.
B) Foge do encontro mas vigia a casa para falar com os Volturi em separado.
C) Foge de forks.

publicado por Twihistorias às 23:23

29
Abr 12

Capítulo 9

Acompanhei o seu passo. Ivy lançou-me um olhar intimidador e empurrou-me contra uma parede depois sussurrou baixinho:

- Fred. Eu admito que queiras ser capacho dos  Volturi e que tens todo um plano maléfico. Mas se magoas a miúda. Acaba-se a minha tolerancia.

Os seus olhos transmitiam tanta protecção que temi que me quisesse aniquilar logo naquele instante. Mas como de costume o meu semblante sarcático refreou-a.

- Ok, Ok. A miúda safa-se. Jesus! Não precisas de ficar na defensiva por causa disto.

- Tu não fazes ideia como aquela criança é especial para mim Fred. E é normal que não saibas por que ela é um poço de bondade e tu... bem... de bom não tens nada.

- Agora é a parte que tu esperas que isso me ofenda. Percebes que não e desvias o olhar em 5..4...3....2...1 já está.

- És desprezivel.

- Fantástico conclusão Ivy. Agora anda que estamos atrasados para a festa de chá da Nessie.

- Correção. Eu estou atrasada,tu não foste se quer convidado criatura.

- Como queiras.

Quando chegamos ao quarto da pequena. Reparei que ela era demasiado matura para uma criança de menos 6 anos, muito muito mais matura do que uma criança pequena. Renesmee estava sentada numa pequena cadeira enquanto declamava  o Orgulho e Preconceito.

- Estás a brincar? - Sussurei em choque para a Ivy

- Eu disse que ela era especial Fred. 

Aproximei-me vidrado pela presença daquela criança angelical na luz vaga do seu candieiro da barbie.

Sentei-me numa das suas cadeiras de verga e falei numa voz calma e segura:

- Posso ficar aqui a brincar contigo?

Ela rapidamente virou o olhar para Ivy ela anuíu e comecei a conversa que queria ter:

- Então a que é que vamos brincar?

- Eu fiz chá de verdade não é bem uma brincadeira.

- Tens razão, desculpa. Concordei, não era burra nenhuma.

A pequena ruiva serviu-me, ao vê-la não pude deixar de reparar como era perfeita. Com os seus caracois a saltitar e olhos castanhos chocolate. E imaginei como seria se pudesse um dia ter uma filha, ao ver que era impossivel. Bebi um trago afastando os meus pensamentos.

- Sabes, não gosto dos teus olhos.

- Ai sim? - Compreensivel são assustadores, concluí.

- Sim, trazem sempre sarilhos. - Disse ela simplesmente.

- Boa. Mas queres elaborar o conceito?

- Claro. Cada vez que vejo a tua cor de olhos lembro-me dos volturis. E de que eles querem matar a minha familia 

- Pois. Respondi assolado pela certeza que ela tinha.

- Mas tu não vais fazer nada de mal pois não.  

E com isso fez o sorriso mais adorável de sempre, cheio de esperança. Não aguentei. Tinha que sair dali se queria permanecer imparcial.

Desculpei-me á criança e nem derigi o meu olhar para Ivy.

Limitei-me a correr, sai daquele quarto a correr e nem dignifiquei nenhum dos residentes com uma justificação. Só queria fugir, para bem longe. Não sabia porquê mas aqueles cinco minutos de conversa deixaram-me doido. Eu não podia faze-lo. Eu não devia. Ela também tinha o direito ser feliz, de ter pais. Mesmo que esses pais fossem os hipócritas,Cullen.

Já não sabia onde estava mas quando a minha panorâmica se resumia a vesgetação fiquei confuso, até que uma voz femenina me gritou.

- Vais continuar a correr até ao Canadá ou queres tomar juizo apanhares um barco?

Voltei-me em direção á curiosa voz e deparei-me com a rapariga da mercearia.Kate 

Permaneci em silencio, os seus olhos percustaram os meus em confusão.Porquê estaria ela ali, justamente a interromper um desavario meu? E como conseguia ela estar a falar comigo assim tão facilmente. Não devia estar a fugir ou enjooada? 

Que lata tinha esta humana de mãos nos bolsos,para me abordar na noite cerrada no meio do nada? Não estivesse eu saciado seria o meu jantar. Voltou a falar

- Então foresteiro? Vais ficar a olhar para mim ou aceitas uma bebida quente?

 

O que deve o Fred fazer:

a) aceitar o convite de Kate.

b) desculpar-se dizendo que tem de voltar para casa e caçar nas montanhas olimpicas

c) Voltar para a casa dos Cullen, ignorando-a.

publicado por Twihistorias às 19:45

22
Abr 12

 

 

Capítulo 8

- Claro que aceito Alice estou cheia de saudades de vocês todos! - Desafiou-me ela. Depois de me passar momentaneamente, concordei. Talvez pudesse adquirir mais conhecimentos a fundo sobre este covil. A vampira bolinha saltitante ofereceu-se para nos levar a casa, ao que eu recusei prontamente mas Ivy movida pela saudade e parvoíce aceitou.

Diplomaticamente ausentei-me e decidi vaguear pela pequena insignificante e deprimente Forks. Era já de noite e apenas estava aberto um estabelecimento comercial minúsculo e todo ele caricato. Uma espécie de bar/café/restaurante onde o pessoal da pequena vila se encontrava, haviam mesas de quatro ocupadas por idosos que partilhavam todo o tipo de teorias da conspiração e o típico balcão de restaurante dos anos 50.

Sentei-me e pedi um bourbon com gelo. Da minha visão periférica assisti a uma cena deliciosa. Três raparigas de aproximadamente 17 anos a cantar entre risinhos uma música de Jukebox. Resfoleguei. Só num sítio destes é que ainda se encontra disto. Quando prestei mais atenção apercebi-me do que realmente vi. Uma delas era alta com o cabelo escuro ondulado e um sorriso terrivelmente familiar. Não podia? Pois Não? Pois se a não tivesse visto ser brutalmente aniquilada podia jurar que aquela rapariga era a minha Bree. A única e minha mais sincera amiga.

Peguei na minha bebida e sentei-me na mesa mais perto daquela onde o grupo das raparigas estava sentado.

“Olha-me só para a Kate. Aquela rapariga está cada vez melhor” sussurrou um rapaz na mesa ao lado, para um amigo que estava ao seu lado

“Mais respeito” disse o amigo

Fixei o rosto da rapariga a quem o rapaz chamou Kate e tentei perceber se ela era vampira, ou se não passava de uma coincidência. Ela não era vampira. O sangue dela pulsava acelerado e em abundância por baixo daquela pele tão frágil.

-       Desculpem, acabei de chegar a Forks. Vocês são de cá?

-       Sim – respondeu o rapaz que comentou a tal Kate

-       Óptimo. Então será que me podem dizer onde fica a secundaria?

-       Fica a saída da cidade. Será muito mais fácil perguntar amanha a alguém na rua, toda a gente sabe onde fica a secundaria de Forks.

-       A serio? Curioso... obrigada – disse eu afastando-me e saindo do bar.

Gostei da forma como eles tinham dito que a secundaria ficava a saída da “cidade”. É um termo curioso para referir-nos a Forks. Aqueles rapazes eram de Forks, o que me leva a supor que a rapariga que é igual à Bree também seja.

“Sim Fred o que queres?” disse Ivy ao telemóvel

“Quero que venhas ter comigo em frente a uma mercearia. Não sei ir ter ao nosso novo covil” disse eu com um pequeno sorriso, só por saber que todos os que estavam com ela iriam ouvir aquilo

“Chama-se casa Fred. A nossa nova casa. Estas em frente a que mercearia?”

“A uma mesmo em frente à secundária de Forks” disse eu desligando

Esperei apenas 10 minutos quando a vi no Porsche a parar a minha frente.

-       Obrigada. Como foi a sua tarde? – perguntei

-       Bastante boa. O que é que estás aqui a fazer Fred? Já estamos inscritos, não é preciso sabotar nada na escola

-       Eu sei que não é preciso. O que fui fazer nada tinha a ver com isso, não te preocupes

-       Contigo? Nunca cometo os mesmos erros duas vezes Fred – disse ela arrancando com toda a velocidade e deixando a pequena secundaria de Forks para trás.

Ficamos a viagem em silencio. Foram apenas uns cinco minutos, mas mesmo assim o silencio foi bastante desconfortável depois da saída de génio da Ivy.

Paramos em frente de uma casa grande que se envolvia com a floresta como se fossem uma só. Ia sair quando reparei que a Ivy não se tinha mexido.

-       O que foi agora? - perguntei eu

-       Fred, tenta por favor agir como um vampiro normal. Com o mínimo de simpatia e boa educação. Por mim

-       Não te preocupes com isso. Ninguém vai reparar na minha existência

Ela deu-se por feliz e saiu do carro. Passou à minha frente a abriu a porta deixando-a aberta para eu entrar. Segui-a e fui ter a uma grande sala onde estavam todos os vampiros reunidos à minha espera.

-       Olá Fred. Bem vindo ao nosso “covil” como lhe chamas – disse um vampiro alto e loiro

-       Carlisle, suponho. – disse eu – obrigada por me receberem. É apenas por um curto espaço de tempo, dou-lhe a minha palavra

-       Estás livre para ficar o tempo que quiseres Fred – disse uma vampira baixa – Sou a Esme. E este é o meu marido e a minha família.

-       Alice e Jasper, Emment e Rosalie, Edward, Bella e a sua filha Reneesme – apresentou Carlisle

-       Olá, agradeço-vos a todos a hospitalidade – disse eu olhando para todos

-       Segue-me – disse Alice – vou-te mostrar o teu quarto. Não tivemos muito tempo para o arranjar mas penso que está bastante bom, modéstia a parte

Dei por mim a rir-me daquela pequena criatura. Segui-a até um corredor, no segundo andar, com uma porta no fundo.

-       É li, as tuas malas estão no quarto. Avisa se precisares de alguma coisa

-       Muito obrigada. – disse entrando no quarto e fechando a porta.

O quarto era grande e uma das paredes era feita de vidro, com uma janela gigante que dava para a floresta. Havia uma cama de casal e o quarto tinha tudo aquilo que um mortal poderia precisar: casa de banho, secretaria, uma estante cheia de livros, aparelhagem, televisão. A única coisa fora do comum era um pequeno frigorifico, no canto do quarto cheio de sacos de sangue e com uma pequena nota que dizia: “só podes caçar fora dos limites de Forks. Boa estadia, Esme”

Passei a noite calmamente, a contemplar as cidades que rodeavam Forks para perceber em quais podia caçar, e a meio da noite já estava aborrecido de estar restringido ao quarto por isso desci e fui à procura da Ivy. Ela estava na sala a brincar com a Reneesme. Não vi mais ninguém, por isso juntei-me a elas.

-       Olá Nessie, sou o Fred – disse eu com todo o carisma que reuni e estendi-lhe a mão

-       Olá – disse ela timidamente – posso fazer-te uma pergunta?

-       Claro que sim – disse sentando-me ao lado dela a vestir a Barbie que ela tinha no chão

-       Vais magoar a minha família?

-       Gostas deles Nessie?

-       Gosto – disse ela pegando na boneca que eu lhe estendia

-       Muito?

-       Claro que sim

Sorri para ela, ignorando a pergunta tão directa e inocente que ela fez e disse a Ivy para ela me acompanhar à floresta.

-       O que queres Fred? Não a posso deixar sozinha muito tempo

-       Amanhã vamos para a secundaria. Somos primos afastados dos Cullen e fomos expulsos do colégio privado e os nossos pais mandaram-nos para aqui.

-       Tanta imaginação Fred. É só isso?

-       Não. Viste aqueles diários do Edward Cullen lá na casa? Temos que arranjar forma de saber tudo que eles contêm. Por isso, temos que trabalhar em conjunto para os ler sem que o resto da família perceba. De todos os Cullen ele é o que mais me intriga, muito reservado, não consigo desvendar nada dele.

-       Se eu fizer isso não me pedes mais nada?

-       Ivy, foi o Aro que pediu isto. Se não colaborares, és morta.

-       Ok, vou tentar, mas necessito de algum tempo, uma semana pelo menos. Agora tenho que ir, a Nessie está à minha espera!

 

Opções:

  1. A.     Fred acompanha Ivy e tenta aproximar-se mais da Nessie, na tentativa de a cativar.
  2. B.     Fred não quer ter nada a ver com aquela família e vai caçar nas redondezas de Forks.
  3. C.      Fred vai falar com os Cullen para tentar descobrir mais informações sobre os mesmos.
publicado por Twihistorias às 23:00

05
Abr 12

 

 

Capítulo 7

Passou um mes, e durante esse tempo estive no Castelo dos Volturi. Ajudei com pequenas coisas, nunca tendo saído de Itália e estava a habituar-me aquilo, mesmo não sendo parte da família. Sinceramente, é isso que me fez andar por cá tanto tempo: a família. Eles podem ser letais, temidos, arrogantes e odiáveis. Mas sabem o que é a família melhor que muitos nós, eles protegem-se e não deixam nada atingir um dos seus membros. E disso eu gostava. Levava-me de volta a antigas ideias e conceitos. Foi assistir a esta cumplicidade que me fez recordar todos os momentos que passei com a minha mãe, e consequentemente, odiar cada vez mais os Cullen.

Elaborei um plano durante este mês, um plano que me levaria a concretizar os meus desejos, à algum tempo esquecidos. E foi esse plano que me levou à grande sala que estou agora.

-       Chamou-me?

-       Chamei sim Fred. Por favor, sente-se – disse Aro, apontando para uma cadeia à frente da sua secretaria.

-       Sei que me atrasei na entrega do relatório da ultima missão, mas cheguei a pouco tempo e ainda não tive tempo. Lamento

-       Oh não foi por isso que te chamei aqui – disse ele com um riso alto e estridente – foi por algo melhor, muito melhor. Se tudo correr como eu quero, já não vais precisar de me mandar relatórios Fred.

-       O que posso fazer para o servir senhor?

-       Podes te juntar a nós.

-       Juntar-me aos Volturi? Fred Volturi... Soa bem

-       Foi o que pensei. A tua adorável amiga Ivy, não aceitou o nosso pedido e por consideração ao seu criador não a matamos, mas para a missão que se segue ela vai-te acompanhar.

-       Aceito o seu convite Aro. É um prazer fazer parte desta família.

-       Não, não – disse ele voltando a sentar-se – tu ainda não fazes parte desta família. Fazes quando voltares desta missão, com todos os meus desejos concretizados.

-       Que missão é essa meu senhor?

-       Matar os Cullen. Destruir a família. Não tenho um desejo de retirar a eternidade a todos eles, mas eles não podem permanecer juntos. Juntos são mais fortes que nós, e isso não pode ser permitido. Destrói aquela família Fred e podes juntar-te à nossa família.

-       À muito tempo que tenho essa intenção. Não vou falhar Aro. Prometo – disse a fazer uma vénia. Ia sair quando Aro diz:

-       Vou pedir para chamarem a Ivy ao teu quarto. É crucial que a uses de modo a que ela te ajude, por mais envolvida que esteja com aquele clã é ela que os pode destruir. E não interessa quais os obstáculos que vais enfrentar, no fim só isto te interessa Fred: voltar para a tua nova família

-       Não me vou esquecer disso senhor

Fui até ao meu quarto e comecei a fazer as malas e quando me viro ela já lá estava, deitada no meu sofá a olhar para mim.

-       Que tentador – digo a aproximar-me

-       Para trás – disse ela num sorriso – precisavas de falar comigo?

-       Sim. Para começar queria pedir-te desculpas pela forma desapropriada que falei contigo. Tu não és culpada pelo que aconteceu com a minha mãe.

-       Já pedis-te desculpas Fred. É a primeira coisa que fazes quando me vês, o que tenho que admitir é bastante estranho

-       O que? Não reparei nisso – disse eu a forçar um sorriso culpado

-       E para acabar querias o que?

-       Queria avisar-te que vens comigo para a minha nova missão. E que quando eu voltar vai haver um baile em minha honra

-       Porque é que alguém haveria de realizar um baile em tua honra?

-       Porque me vou juntar aos Volturi, Ivy – vi a expressão dela a mudar. A passar de divertida a trágica e preparei-me para o que se seguia. Ela sempre foi inteligente

-       Porque e que vais para os Volturi?

-       Porque vou fazer algo pelo Aro. Algo que ele quer há muito tempo e porque sou útil para eles. Sou mais útil do que muitos que estão aqui

-       E o que é que vais fazer para ele?

-       A minha próxima missão. Mais não te posso dizer, devo manter os pormenores o mais secretos possível

-       Eu vou contigo. Tenho que saber esses pormenores Fred!

-       Isso não vai acontecer. Tu sabes o que eu quero que tu saibas.

-       As coisas são sempre assim contigo não é? Tudo como queres. Toda a gente tem que se sujeitar as tuas vontades e arranjar uma forma de as concretizar!

-       Isso são é assim. São ordens do Aro, ordens que eu vou cumprir e que tu vais obedecer sem hesitar. Estamos entendidos? – disse eu agarrando-lhe o braço já irritado

-       Tudo o que quiser mestre – disse ela enquanto soltava o braço com uma fúria transparente nos seus olhos. Ela estava a sair quando parou a frente da porta e disse – tu não te vais juntar aos Volturi por seres mais importante e útil. Vais te juntar porque tens uma necessidade constante de pertencer a algum lado, de pertencer a alguém, mas nunca pertences-te pois não? Tudo o que tinhas era a tua mãe, e ela foi morta. Percebo que te queiras vingar mas não te vais vingar na minha família!

-       Sabia que ias lá chegar sozinha. Os Cullen não são a tua família Ivy. Eles estão a usar-te, vê se percebes isso!

-       Eles são a única família que tenho. E a única pessoa que me esta a usar és tu

-       Como queiras Ivy. Não é como se percebesses alguma coisa do que isso significa – disse enquanto me virava para continuar a arrumar a mala. Sabia que estas palavras eram mentira, assim como sabia que isto ia afectar a minha missão. Mas ela não controla o que diz, e ela tocou no único ponto capaz de me destruir. E ninguém me destrói.

Oiço de repente a porta a fechar-se com um estrondo. Provavelmente ficou partida, e quando dou por mim, fui atirado contra a parede.

-       Andas a treinar a força – disse com toda a ironia que consegui reunir

-       Maldito sejas Fred! – disse ela enquanto me dava um soco no estômago. Estava com uma cara de dor, e sei que se pudesse, estava a chorar – eu tinha uma família antes de tu me transformares, antes de tu ma tirares. E quando fiquei sem ela, estava perdida, mas tu estavas lá. Acostumei-me a ti, e já te considerava minha família quando tu partiste apenas porque estavas farto. Queres falar sobre perda? Sobre família? Eu sei disso muito melhor que tu! Pelo menos a minha mãe não me abandonou. E os Cullen nunca me vão abandonar. É essa a diferença entre ti e eles.

-       A minha mãe não me abandonou! – a raiva tomou conta do meu corpo, encostei-a contra a parede e pus a minha mão na sua garganta – E eu nunca fui tua família. Não tenho uma necessidade de pertencer a alguém e a partir de agora as coisas vão mudar. Vais fazer exactamente o que eu quero sem perguntas, ou morres. E nunca mais vais falar disto comigo.

-       Ela preferiu morrer por alguém que já nem estava vivo do que a ficar contigo. Chamas a isto amor? Família? Parece que és tu que não sabes do que falas.

-       Partimos amanhã de manha. As tuas malas estão feitas, não te esqueças de vestidos de gala.

Ela saiu a correr do quarto e ao sair deitou a porta a baixo. Fiquei parado, vendo o brecha que ficou na minha parede quando atirei Ivy contra ela. Odiava-a. Neste momento, cada parte do meu corpo lutava para não a matar.

Nunca ninguém me falou da minha mãe, eu nunca falei da minha mãe com ninguém. E a única pessoa com quem falei, respondeu-me desta forma.

Foi nessa noite que me amaldiçoei. Amaldiçoei-me por tê-la transformado. Congratulei-me por tê-la magoado.

*flashback*

Olhei para ela. Gostava da forma como os olhos cinzentos dela se fechavam quando ela estava nervosa, e a forma desordenada que o cabelo dela tomava com o vento. Estávamos em cima do telhado, naquela noite em que resolvi estragar-lhe a vida.

-       Então... Ivy, porque é que sais com estranhos para um telhado, quando podias estar com os teus amigos a divertir-te? – perguntei enquanto lhe passava o meu casaco

-       Obrigada – disse ela a aceitá-lo – bem, não é algo que costume fazer. Mas tive uns problemas em casa e a bebida não me esta a ajudar a esquece-los. Precisava de me distrair.

-       Problemas familiares? A minha especialidade – disse eu com um sorriso capaz de derreter qualquer coração feminino – A minha mãe abandonou-me quando era ainda novo

-       O meu irmão desapareceu à algum tempo. Limitou-se a fugir de casa sabes? Disse “até um dia pequenina” saiu da porta da frente e nunca mais ouvimos falar dele. – ela estava a chorar. Odiava esta parte, a parte sentimental – e tu? Porque é que trouxeste uma estranha para o telhado?

-       Porque és bonita. Sempre tive uma necessidade de pertencer a alguém.. desde que a minha mãe resolveu morrer. Mas nunca recomecei realmente. Nunca, até hoje.

-       Não estou a perceber... porque é que me estas a contar isto?

-       Porque nunca te vais lembrar desta conversa e por vezes as coisas acumulam-se dentro de nós e temos que as pôr cá fora.

-       Porque é que eu não me haveria de lembrar desta conversa? – disse ela enquanto se levantava, já preocupada

-       Chama-lhe de sexto sentido – disse eu de costas para ela com um sorriso enviesado

*fim do flashback*

A noite tinha pensado sem eu dar por ela. Continuei os meus planos, revi pequenos pormenores e tinha a certeza que nada os iria atrapalhar, nenhum imprevisto conseguiria abala-los.

Depois de uma rápida refeição – e que bonita ela era – dirigi-me para a porta principal e fiquei a espera de quem faltava.

-       Pronto?

-       Sim – disse eu sem olhar para trás – tenta não estragar tudo

-       Vou tentar

Foram estas as ultimas palavras que dirigimos um ao outro. A viagem fez-se sem olhares ou comentários, num silencio absoluto e desconfortável.

Quando chegamos o sorriso dela abriu-se como nunca tinha visto, e os olhos dela ganharam um novo brilho, um brilho que penso que nunca vi.

-       Ali está ela – disse a Ivy, e depois correu na direcção de uma criatura pequena que se encontrava ao pé de um Porshe amarelo. Segui-a e apanhei parte da conversa entre as duas.

-       Sabia que vinhas cá ter comigo Alice

-       Claro que viria! Já não te via à imenso tempo! Está toda a gente com imensas saudades tuas

-       Como é que estão todos?

-       Podem ter esta conversa depois, eu e a Ivy temos muito que fazer – disse eu com um desdém notável

-       Olá – disse a baixa com um sorriso gigante – sou a Alice

Olhei para a mão que ela me estendia e voltei a olhar para ela para me certificar que não era uma brincadeira. Cumprimentei-a para ão passar por mal educado e depois viro-me para a Ivy e digo:

-       Pronta? Vou chamar um táxi

-       O quê? Não! Nem sonhem com isso, vocês vão comigo, temos mil quartos na casa que estão disponíveis para vocês – disse Alice

-       Pois eu não vou para o vosso covil vegetariano

-       Já sabia que ias dizer isso. E tu Ivy? Vens para a tua casa?

 

Opções:

A – Fred diz que não e leva a Ivy para o Hotel onde vai ficar

B – Ivy aceita o convite de Alice

C – Ivy recusa o convite de Alice

publicado por Twihistorias às 23:08

24
Mar 12

 Capítulo 6

-Fred és tu? – Questionou-me o vulto. Assim que se voltou na minha direção percebi que era a Ivy, a recem nascida de há um ano atrás. Estava elegante no seu vestido acetinado e cabelo apanhado, teria ela enriquecido ou encontrado alguém que o fizera?

- Ivy!Estás uma bomba! Vieste á procura do vampiro encantado ou só estás de visita?

 Achei que com a tirada espirituosa ela fosse descontrair  mas a sua reação foi diferente, ela enrolou os olhos e aproximou-se de mim.  Toda a aquela camada de tecido delicado a roçar no chão intensificava o movimento dramático.

- Fred! Como é que te atreves a falar comigo assim, como se nada fosse? Depois de me deixares um ano plantada?!

Ela estava furiosa  percebi que tinha estado a remoer  no asssunto a arquitectar cada palavra para quando me visse.

- Que dramática que tu me saiste, eu não te deixei  plantada! Eu voltei disse que tinha uns assuntos a resolver e tu disseste que ficavas bem. E caramba! Tu estás mesmo bem!  Conta lá humano ricalhaço, ou vampiro banana a querer ser o teu paizinho?!

Ela enguliu em seco pronta a ripostar.Os seus olhos mantinham-se pregados ao chão e ela não os deixou abertos por muito tempo.  Todo o seu discurso foi feito sem olhar para mim uma única vez.

- És mesmo um idiota! Tu voltaste sim, para me dizeres que não aguentavas tanta responsabiidade. Eu fiquei  sozinha…Fred a morrer á fome! Fiz coisas horriveis! Como acabar com uma equipa inteira de basquetebol do bairro.

Os seus lábios tremeram como um sintoma de choro mas inexistencia de lágrimas, tornava a situação mais dolorosa ainda para quem a assisitia. Os miudos, compreendi , ela tinha morto crianças, a pior sensação do mundo não a devia mesmo  te-la  deixado sozinha.

-Oh! Ivy eu peço desculpa… se eu soubesse… como é que te safaste? Perguntei com compreensão sincera, pedindo para que se sentasse comigo numa das faustosas cadeiras da sala de baile. Ela esboçou um sorriso inspirou fundo e continuou.

- Um dia para tentar adormecer a culpa fui a famosa quinta avenida, só ver montras, nada de mais. Ao espreitar uma vitrine vi uma pequena  criatura adorável  cabelo preto minuscula mas com tanto dinheiro  que parecia poder levar a loja inteira se lhe apetecesse. Pela  primeira vez em três meses ri-me a bandas desbragadas quando o fiz os meus óculos cairam e os olhos vermelhos ficaram expostos.

- “Uh oh! “  É por isto que estás aqui violaste a regra?

- Não e respondendo a tua pergunta anterior,eu estou mesmo de visita. Na altura a pequena vampira, sim este é o promenor importante, emprestou-me os óculos dela. E por assim dizer salvou-me o couro.

- Ah! Tu agora vives com ela! – Sorri – Fico feliz por te teres safado!

- Espera Fred há mais… Ela tem a sorte de ter uma familia, já viste uma familia de pessoas como nós, com marido e irmãos e até uma sobrinha!- Ela sorriu entusiasmada, de súbito reparei que os seus olhos carmesim á luz do candelabro pareciam mais laranja…

- Oh! Já sei aquelas coisas que alguns covís têm de chamar os membros mais novos de filhos e os  companheiros de maridos. É giro mas para mim parece uma versão deturbada dos “sims” para além a cena dos irmãos é tremendamente limitativa. Se é que me entendes? – Terminei piscando o olho.

- Sim ela não tem mesmo “irmãos” mas ela tem mesmo um marido, o Jazz e a Alice casaram.E quanto á sobrinha é uma meia-verdade no covil deles há um vampiro casado com uma ex humana que deu á luz uma criança adorável chamada Renesmee.

Raios! Raios!Raios! Entre todos os covis do mundo ela tinha que ir parar aos Cullen. Os vampiros hipócritas que mataram a minha mãe! A sério Ivy?! A sério?! Controlei-me e procurei uma confirmação

-  Ivy como é que essa “familia” se chama mesmo? Perguntei, a minha ironia a ser palpável a metros de distancia.

- São os Cullen, vivem em Washington.  – Respondeu a medo.

- Raios! Ivy! Raios! De tudo o que há por aí tinhas que ficar com os piorzinhos de todos?!

- Como assim os piorzinhos de todos! Eles não se alimentam de humanos, matam apenas animais, acreditam no amor e na família! A mim parecem- me os melhorzinhos que andam aí.

- Ouve! Isso não é assim tão simples! Esses tipos são mais hipocritas do que qual quer um dos Volturi! Eles não são familia, matam outros vampiros que os chamam á razão, estão constante conflito com a sua identidade. E a relação do Edward e da Bella é simplesmente abusiva.

- Mas…Mas… Como é que tu sabes isso! O que é que tens contra os Cullen? Cada um vive como quer!

- Tu és tão Humana Ivy! Humana e parva! Diz me o que é que esses palhaços te contaram sobre mim se fazes o favor!

- Eu não te admito Fred!- Ameaçou vaziamente – Eles disseram-me que tu eras de Forks que foste transformado para servir de exercito a uma vampira maléfica chamada Victoria.

Levantei-me, fantastica pesquisa Edward Cullen. Ainda se considera um intlectual! Conclui interiormente. 

Voltei-me para ela sem esconder a minha raiva gritei-lhe:

- Ivy! Tu nunca me perguntaste como é que eu me transformei! Nunca! Pois se o tivesse feito percebias que essa teoria dos Cullen é uma farsa! Uma farsa conjeturada por mim e pela minha mãe. – Não a deixei assimilar coisa nenhuma simplesmente continuei. – Sim, Ivy a minha mãe é a Victória a vampira horrivel que eles extreminaram não é? Pensa outra vez… a minha mãe era uma vampira que cujo o companheiro foi morto… por causa daquela Humana idiota que o Edward Cullen andava a cortejar.

Parei de falar apenas pelo prazer de vê-la tentar refutar estas informações. Como previra ela nem sequer tentou faze-lo. Apenas me fez uma pergunta.

- Então tu querias acabar com os Cullen?

- Óbviamente, eu fazia tudo pela felicidade da minha mãe, e ela era feliz com o James.

- Eu não consigo acreditar… que tu és mais velho que os Cullen… O Carlisle disse-me que a Victória nasceu na idade média. Tu deves ser mais novo tu estás a mentir. – Negou ela.

-  Não. Eles é que te mentiram Ivy. – Expliquei agora mais calmo.- Não estranhaste o meu auto controlo. Ivy eu estava a ouvir cassestes quando  te estavas a transformar. Ivy isto por si só já diz tudo.

-  Certo. Agora o que pretendes fazer?

- Ivy eles mataram a minha mãe!A minha mãe biológica!Eu não vou deixar isso passar.

- Eu não vou deixar que os magooes! Eles protegeram-me e acolheram-me como mais ninguém fez.

- Eu compreendo isso, a sério que sim. Mas Ivy eu também não te estou a pedir ajuda. Só peço que não atrapalhes.

-  Então é assim? Não vamos poder ser amigos Fred?

- Pois parece que sim, pela tua cor de olhos já percebi que escolheste o lado errado da festa. Despedi-me com um sorriso.

 

O que Fred vai fazer a seguir?

A - Contar aos Volturi tudo o que sabe sobre os Cullen

B - Levar a Ivy com ele para atrair os Cullen

C - Sair de Italia e angariar vampiros nómadas para ajudarem no ataque aos Cullen.

 

 

publicado por Twihistorias às 19:47

19
Fev 12

 

 

 

Capítulo 5

Ela afastou-se rapidamente. A correr. Como se estivesse a tentar fugir do que se tornou, tentando abandonar o que nunca pediu.

Estranhei o que senti ao vê-la sair pela porta do armazém. Senti pena, senti que estava a perder a única coisa que conquistei nos últimos tempos.

Por isso parti também, peguei na mota e deixei o armazém para trás. Deixei a Ivy para trás.

Desde esse momento concentrei-me em ser quem era antes de a transformar. Voltei a ser aquele monstro que todos temiam, que matava as pessoas sem o mínimo de compaixão. E passei assim o meu ano, a sugar os míseros 3,5/ 4 litros de sangue que o corpo humano tem, a aterrorizar países e a atormentar famílias inteiras.

Passeio o ano na Europa, fui à Alemanha, a Espanha, Portugal e França. E foi na minha estadia em Paris que as coisas mudaram.

 

-       Aqui estão as chaves do seu quarto – disse-me a recepcionista do hotel em que ía ficar

-       Tem vista para a torre Eiffel? – perguntei

-       Não senhor, todos os quartos com vista estão já ocupados.

-       Qual é o melhor quarto que tem? – perguntei eu com desdém

-       O 318 senhor, mas como disse anteriormente está ocupado.

-       Bem, penso que a menina Audret – disse ao olhar para a pequena placa que ela tinha na camisola – vai conseguir arranjar forma de desimpedir o quarto, não é?

-       Lamento mas não. Não conseguiria mesmo que quisesse, sou apenas a recepcionista.

-       A recepcionista que dorme com o dono do hotel. Parece que vou ter que ser eu a desimpedir o quarto. – disse enquanto me afastava

-       Desculpe, como é que o senhor pode afirmar uma coisa dessas? É desrespeitoso!

-       Digamos apenas que tenho uma óptima audição e estava aqui á sua espera, enquanto a menina estava dentro daquele gabinete

E depois fui-me embora. Subi ao último piso e entrei no quarto 318.O quarto estava vazio, por isso aproveitei e fui tomar banho e vestir umas roupas que encontrei no armário. Estava a ver televisão quando a porta se abriu.

-       O que é que está a fazer no nosso quarto? Saia já ou chamamos a segurança! – disse o jovem que estava à porta do quarto.

-       Não achas que és demasiado novo para estares com uma mulher muito mais velha que tu num quarto de hotel? Aconselho-te a sair agora.

-       Tenho 30 anos! E esta mulher é a minha mãe – disse o jovem ofendido.

-       Bem, não me interessa. Houve uma fuga de gás e os senhores têm que sair do hotel. É para vossa segurança – disse eu já aborrecido.

-       Acabamos de passar pela recepção e ninguém nos informou de nada.

-       Então terei que arranjar uma desculpa melhor. – disse enquanto corria até à porta e trancava-a. – Os senhores têm duas opções. Ou se vão embora, ou morrem. A escolha é vossa.

-       Mas você sabe quem eu sou? Ninguém me ameaça! Ninguém! – disse a mulher – deixe o meu marido saber disto e vai ver a pena que vai ter em cima. Um simples empregado a ameaçar-me? Onde é que este Mundo vai parar!

Corri até ao homem de 30 anos e encostei-o contra a parede enquanto agarrava no seu pescoço.

-       Isto funciona assim senhora. O seu marido não me pode fazer nada, e eu não sou um empregado, por isso agora apenas têm uma opção. Parti a cabeça ao homem, que morreu nesse mesmo segundo e depois matei a mulher atirando-a contra a parede com toda a minha força.

“E agora o que faço eu com os corpos?” pensei. “Trato disso depois”

Fui acabar de ver o programa que estava a ver e quando acabei fui lançar os corpos ao rio. Fiquei a noite toda fora, entre discotecas e bares, alternando entre as vitimas.

Quando voltei ao quarto de hotel estava lá alguém. Uma mulher, sentada na mesa a ler uma revista. Não a reconheci por causa do escuro mas quando liguei a luz senti-me obrigado a vergar-me numa pequena vénia.

-       Olá Fred. Podes levantar-te – disse ela enquanto se dirigia a mim

-       Jane Volturi. No que lhe posso ser útil?

-       Bem, vais acompanhar-me até França. O Aro quer ver-te.

-       Não posso desobedecer ao meu senhor, não é?

-       Não te aconselhava a fazê-lo.

-       Então irei contigo. Quando partimos?

-       Amanhã. Às 11 em ponto no aeroporto. Sabes o que acontece se não apareceres Fred – disse ela enquanto se dirigia à porta

-       Estás linda, se me permites dizer.

-       Gostas? Encontrei o vestido no armário da humana que matas-te hoje. Tem bom gosto – disse ela enquanto ajeitava o longo vestido vermelho que envergava, para depois se ir embora sem olhar uma única vez para trás.

Passei a noite a temer o dia que se avezinha. Nunca tinha visto nenhum dos Volturi, e sempre evitei Itália porque eles moral lá, pelo que ser chamado ao castelo deles, pelo próprio mestre, é algo que me deixa no mínimo, curioso. O que será que eles queriam de mim? “Matar o monstro que ataca apenas à noite e deixa os corpos entregues a si mesmos, sem sangue. O monstro que já devastou aldeias, e que aterroriza cidades, países.” Sorri com os meus pensamentos “pelo menos valeu a pena”.

A morte não me assustava. Nunca me assustou a ideia de desaparecer da face da Terra. Houve um tempo em que temi o meu funeral, o facto de saber que ele iria estar vazio. Essa certeza mantém-se. O meu funeral iria estar vazio, se algum dia tivesse um. Mas não vou ter por isso a morte é algo que não temo. Depois de nos ser oferecida a eternidade, a paixão constante pela vida perde um bocado da sua força. Por isso que viesse o que tivesse que vir. Agora só tenho uma certeza, nem os Volturi me vão impedir de matar a recepcionista deste hotel, ela cheirava... deliciosamente bem.

 

Às 11 horas, estava no aeroporto, pronto para ir com a Jane para Itália, no entanto esta ainda não tinha aparecido.

Faltam 5 minutos para o embarque e ainda sem sinal dela. “se ela não parecer, Aro vai ter que desculpar a minha ausência” pensei eu, com uma leve esperança a surgir dentro de mim.

-       Pronto para ir Fred? – perguntou ela atrás de mim.

-       Acabas-te de estragar o meu sonho Jane.

-       Nem sabes a pena que tenho. Bem, somos um casal americano. Típicos turistas. Não te esqueças disso por favor.

-       Claro querida – disse e com o sorriso mais forçado que conseguia exprimir

A viagem passou rápido, assim como o tempo que faltava para encontrar Aro.

Quando chegamos ao aeroporto, estava lá uma limusina para nos levar ao castelo.

-       Menina Volturi, seja bem vinda de novo a Itália – disse o motorista de uma forma apressada e atrapalhada.

-       Obrigada – disse ela com a cabeça erguida, num ar de superioridade que nunca lhe tinha visto.

Já estávamos à uma hora dentro do carro, quando resolvi perguntar o que me estava a inquietar à muito:

-       Um humano? Porque é que vocês têm um humano como motorista? Ele nem conduz depressa!

-       Respeito Fred. Não trates a realeza por ‘vocês’.

-       Eu não me estava a dirigir à realeza, eu estava a dirigir-me a ti

-       Eu sou parte da realeza agora. Deves-me o mesmo respeito que deves ao Aro. Estamos em Itália agora, eu mando aqui, e a minha simpatia para contigo acabou – disse ela com o ar de superioridade que pareceu adoptar desde que aterramos.

-       Não me lembro de ti assim. O poder subiu-te à cabeça Jane?

-       Está visto que a estupidez não abandonou a tua.

-       Essa é a Jane que eu me lembro – disse eu com um pequeno sorriso – e não é só disso que eu me lembro. Lembras-te Jane? À 118 anos?

-       Tenho me esforçado para esquecer isso. E tu devias fazê-lo Fred. Ninguém pode saber disso. Chegamos - disse ela passado pouco tempo - e a partir de agora vais te portar como um perfeito subordinado. Sempre tiveste jeito para o fazer.

-       Afinal sempre te lembras de uma parte da nossa história...

Entramos no castelo, e a partir desse momento apenas a tratei por ‘você’, apenas a olhei como se ela fosse um ser superior, a quem eu devesse prestar um culto ou amar mais pela condição social que ocupava. Ela conduziu-me até a um grande salão onde estava lá Aro, sentado com os olhos fechados e a cabeça levemente pousada nas mãos que estavas fechadas, como se ele estivesse a rezar.

-       Mestre, trouxe quem me pediu – disse ela enquanto fazia uma vénia

Fiz uma a seguir, e depois vi Aro a levantar-se muito lentamente e a dirigir-se a mim. Sabem aquilo que dizem, que quando estamos pêro da morte a vida passa-nos a frente? É verdade. De repente, lembrei-me de toda a minha vida humana. Lembrei-me da Bree (o quanto tentei esquecê-la, os esforços que fiz, de nada resultaram quando encarei a morte) e lembrei-me da Ivy (a bela Ivy que abandonei naquele armazém, arrependo-me disso).

-       Deixa-me tocar meu fiel amigo – disse Aro, enquanto me pegava na mão

-       Não. – disse eu a recuar rapidamente. “Ele não me matou” pensei eu “ainda estou aqui”

-       Fred. O mestre disse que queria pegar na tua mão – disse Jane com um olhar severo e repreendedor - estende-lhe a mão!

E assim fiz. Deixei Aro tocar-me e descobrir todos os meus segredos, tudo aquilo que eu próprio nunca quis aceitar ou enfrentar.

-       Tu devias estar morto – disse ele calmamente – Foste criado por aquela mulher? A Vitória? Sim, já me lembro... A minha querida Jane foi procurar-te quando soubemos que tinhas fugido, no entanto voltou sem noticias tuas. Claro que sempre soube que isso era mentira. Foi à 118 anos, não foi meu amigo? Deixei-te partir em paz depois de ler a alma da minha Jane, depois de saber o que se passou com vocês os dois. Mas infelizmente, fui obrigado a chamar-te agora, aqui ao meu castelo Fred. Sabes porquê?

-       Não sei, meu senhor

-       Nós encontrámos algo que te pertence. E queremos ficar com ela.

-       Pode ser mais explicito? – perguntei eu já irritado com tanta conversa

-       Sim, claro. Manda-a entrar Alec.

E ela entrou. Com um vestido preto comprido justo, como se fosse para um baile. Os cabelos loiros e encaracolados estavam soltos e caíam levemente sob os ombros dela. Já me tinha esquecido dos pormenores do rosto dela. Tinha-me esquecido na forma como a testa dela enrugava quando ela estava nervosa, ou como a sua sobrancelha levantava-se ligeiramente quando pretendia transmitir uma ideia de superioridade. Mas ela mudou, ela estava diferente. Cresceu. O seu rosto estava mais duro, e eu não conseguia ultrapassar a barreira que ela pôs na sua alma. Já não lhe conseguia ler os olhos. De certa forma, parecia que já não a conhecia.

-       Então meus adoráveis amigos, não acham que devem falar? – perguntou Aro com um sorriso assustador

Eu estava errado. Naquele dia, no armazém, ela não estava a tentar fugir do que se tornou. Ela estava a tentar fugir da obscuridade que vinha com a transformação. E apenas agora compreendo que ser vampiro, não significa ser um monstro. Muitos de nós é que se transformaram nesses monstros com o passar dos anos. Foi o que eu fiz, e infelizmente, foi o que Ivy fez também.

 

Opções:

A – Fred diz que sim e leva Ivy para fora do salão

B – Fred recusa-se a falar com Ivy

C – Fred não responde a Aro e Ivy sai do salão

publicado por Twihistorias às 18:00

05
Fev 12

Capítulo 4

Esta rapariga vai acabar por ser a minha morte. Mas o que é que eu tinha na cabeça? Ela ainda vai me dar problemas. Se a madame decide dar uma voltinha ao sol, eu tenho problemas com os Volturi. Se calhar devia mentir-lhe, como o Riley me fez, ela deve acreditar na lenda original, pode resultar. Pensei enquanto descia o elevador com um saco de reserva O+

O seu odor levou-me a saída do armazém estava encostada num degrau e eu conhecia aquela expressão perfeitamente. Estava a tentar bloquear todos os odores de sangue que sentia, enquanto tentava chorar ao aperceber-se do que se tinha passado. Vira tantos outros “recém-nascidos” ter a mesma reacção, eu próprio tinha ficado aterrorizado da primeira vez que não conseguira verter lágrimas e o ardor que sentia ao tentar. Do outro lado da estrada os miúdos estavam a jogar a bola e de quando em quando desviavam a atenção para a rapariga que aparentemente chorava no degrau do armazém. Ivy parecia não querer mover-se e por momentos invejei a sua capacidade de autocontrolo. Permaneci do lado de dentro da porta, apenas por descargo de consciência e uma curiosidade mórbida a cerca do que faria a seguir.

Dei prioridade ao jogo de futebol do outro lado da via, os miúdos com camisola verde contra os de camisola azul um velho despique de bairro. Os de verde estavam a vencer dois zero mas o árbitro, gigante com fisionomia latina era altamente parcial. Pela linguagem corporal devia-se à superioridade marcial da equipa verde que nada tinha a ver com o bom desportivismo. Por outras palavras se não deixasse entrar o golo levaria uma coça de uma equipa de oito rapazes aparentemente viciados em substâncias ilícitas de crescimento hormonal.

Desviei os olhos para Ivy que continuava na corrida para prémio Nobel da resistência. Até que um dos jovens da equipa azul chutou uma bola para o meio da estrada. Para o seu bem o objecto teria de permanecer no meio do alcatrão pensei eu. Mas não devia ser os seus dias pois a mesma rodou até aos pés de Ivy. O jovem aproximou-se olhou-a curioso e atirou com ar de importante:

- Desculpa podes me devolver a bola?

Ivy permaneceu quieta com a cara entre os joelhos.

- Olha? Estás me a ouvir? Dá-me a bola!

Num movimento brusco ela segurou na bola, e com certeza inconsciente da força esvaziou-a. Percebi que a paciência tinha chegado ao fim.

- Uau como é que fizeste isso?! Isso foi tão fixe! – Entusiasmou-se ele com um sorriso. Agora estava com pena do que ia acontecer a seguir.

Ivy levantou-se virou-se de costas e os seus olhos quase transmitiam tristeza, coitadinha ainda tinha sentimentos de culpa.

Deixei cair devagar o saco no chão de linóleo. Ela levantou-se e antes que se pusesse com ideias segurei o seu braço e empurrei-a para a parte de dentro do armazém. O miúdo ainda estava confuso, felizmente para ele tinha sentido apenas uma rajada forte de vento. Ivy correu para a sua refeição. Quando reparei que o miúdo ainda estava no meio do alcatrão decidi mostra-lhe e a Ivy a minha “magia”. Como se fosse normal sai pela porta e encostei-me do lado de fora. O jovem assim que me sentiu contorceu-se de dor e olhou-me com desprezo. Nada de mais apenas o meu talento para afastar tudo o que era gente.

Voltei para dentro, Ivy tinha acabado o almoço. E estava agora a limpar a boca.

- Regra número Ivy é feio matar os vizinhos. De dia. E antes que tenham dezoito anos. – Expliquei com um olhar reprovador.

Ela riu-se numa mistura de nervos e alívio.

- Obrigada por me salvares. Era mesmo isso que eu ia fazer mata-lo?

- Sim por outras palavras ias matar a sede é normal é a tua natureza. E eu não te salvei apenas tinha o almoço preparado e tu ias dar muito nas vistas. – Respondi banalmente enquanto brincava com o saco agora vazio.

- Mas eu não quero matar ninguém! Entendes?! Isto é doente…. Mas porque é que não me consigo chorar, isto dói-me tanto.

- Depois falámos nisso está bem. Quanto ao chorar é uma das coisas que mais custa é essa incapacidade penso que deriva do veneno. – Tentei conforta-la, foi injusto trata-la de forma tão brusca se era preciso calma eu conseguia ter calma.

- Está bem só mais uma coisa Fred que raio foi aquilo. O puto começou a contorcer-se quando te viu.

- És tão bom que dói? É mais ou menos isso dentro dos vampiros existem uns com certos dons que segundo consegui indagar tem a ver com o que eras em humano. Quando era humano eu não era propriamente a pessoal mais social do mundo. E eu adorava estar sozinho e quando estava numa pesquisa sozinha fui transformada estava completamente sozinho numa praia abandonado.

- Oookay . Se isso é assim por que é que eu consegui estar contigo… - Parou a pensar no que tinha acontecido e avaliando a sua condição actual - ontem?

Os seus olhos desceram ao chão e as roupas ensanguentadas e por um segundo quis abraça-la.

- Bem tu estavas bastante tocada…. – Ela riu-se.

- É muita gente feia numa noite. Uma rapariga tem de se aguentar.

Rimo-nos bastante.

- Falando a sério… Não faço a mínima.

- Pois ao menos tenho um dealer de O+

- Como é que sabes isso?

- Li no pacote – Sorri-lhe

- E agora Fred o que é que eu faço?

- Podes me fazer companhia. – Tentei eu.

- Não tenho alternativa. Pois não?

A sua expressão tornou-se mais dura e afastou-se para uma das janelas industriais.

 

 

_________________________________      ________________________________________

 

a)      Fred aproxima-se e explica-lhe calmamente tudo o que sabe sobre a vida nova de Ivy

b)      Fred exaspera-se com Ivy por não estar suficientemente agradecida de lhe ter salvo a vida e os dois discutem.

c)      Fred resolve dar uma volta de mota para espairecer deixando a sozinha no armazém

d)      Fred diz lhe que quando estiver pronta ele estará a sua espera no apartamento e deixa-a organizar as suas ideias em silencio.

publicado por Twihistorias às 23:00

29
Jan 12

Capítulo 3

 

-  Ivy, volta para aqui!

-Tu não mandas em mim Fred! E não tinhas nenhum direito de tentar controlar-me ou de mudar a minha essência apenas porque estavas aborrecido.

-       E quem é que tu julgas que és para me dizeres o que eu posso ou não fazer?!

-       Dói

Não percebi de imediato o que ela tinha dito, ou porque o tinha dito. Mas quando vi o vermelho vivo dos olhos dela qualquer duvida foi dissipada.

-Tu queres isto, não queres? – disse eu a levantar a bolsa de sangue que tinha na mão com um sorriso sínico. – Quanto é que queres isto? Muito? Eras capaz de matar para poder beber nem que seja um pouco do que está aqui?

Ela não respondeu. Penso que o auto-controlo dela se esgotou, pois quando dei por mim estava no chão com um corte na mão que antes segurava a bolsa de sangue, que agora tinha desaparecido. Deixei-a beber. Deixei-a saborear o seu primeiro litro de sangue, porque no que dependia de mim, ela não ía beber mais enquanto deixasse de agir como uma louca.

-       Saciada? – perguntei enquanto a obrigava a sentar-se. Fui buscar outro copo cheio de sangue e dei-lhe. Depois sentei-me ao lado dela, para lhe contar tudo o que sabia sobre os seres que somos.

-       O que é que me está a acontecer? Esta sede constante que tenho... é normal? Apetece-me... apetece-me ir lá a baixo para matar cada pessoa que está neste momento a passar na rua, apenas para lhes beber o sangue. A minha garganta está a arder e sinto que não posso fazer nada para que esta dor passe. Sinto-me como... como... um monstro. – disse ela aterrorizada.

-       Isso é porque és um. És o monstro mais mortífero que há neste Mundo. Consegues seduzir as pessoas com a mesma facilidade com que lhes arrancas a cabeça e bebes cada litro de sangue que eles têm. A tua velocidade, a tua força e destreza fazem de ti a maior caçadora que há. Mas és também uma lenda. E é assim que tens que continuar.

-       O que é que eu sou? – perguntou ela com a voz a falhar e o medo a transbordar em cada gesto.

-       És uma vampira – disse eu enquanto lhe passava outro copo para as mãos.

-       Não, não sou!! É IMPOSSIVEL! ESSAS COISAS NÃO EXISTEM! PÁRA DE ME MENTIR! – Disse ela exausta – apenas pára, por favor.

-Pára tu! – disse enquanto me levantava para voltar a senta-la – queres mais sangue? Então acalma-te e senta-te Ivy! Não tenho paciência para paranóias!

-       Paranóias?! Tu dizes-me que me tornei num monstro que bebe sangue e arranca cabeças às pessoas! E eu sou a paranóica? Devias rever alguns dos teus conceitos Fred!

-       Bem... podes não arrancar as cabeças às pessoas. Mas é muito mais divertido, um dia experimentas – disse eu a rir

-       Não, não vou! Não percebes?! Eu não quero ser como tu! Eu não quero ser isto. Seja lá o que isto for!

-Bem, é um pouco tarde para isso, não é? E vais dizer o quê? Que não te está a apetecer mais sangue? Tu admitis-te que te apetecia matar aquelas pessoas lá em baixo! Por isso pára de pensares no quão miserável és e no quanto me odeias e tenta saber mais acerca do que és neste momento.

-       No que tu me transformas-te.

-       Como tu quiseres. – disse eu secamente. Hoje não estava com paciência para amuos de meninas crescidas. Vá, transformá-la pode não ter sido o mais correcto mas pelo menos ela está viva, não deveria agradecer e mostrar fidelidade eterna por tal facto?

-       Hei! Não te vais embora pois não?! Fred volta já aqui! – disse ela e quando me apercebi ela estava em frente da porta com a chave na mão – Isto da velocidade até é giro – disse ela a rir-se.

Sentei-me outra vez no sofá e indiquei-lhe que se sentasse também, o que ela fez sem grandes protestos, o.

-       Desculpa – balbuciei eu

-       O quê? Podes repetir? É que me pareceu ouvir-te pedir desculpa.

-       Isso foi porque eu o disse.

-       Isso é um progresso.

-       Não te habitues muito Ivy, não vai acontecer muito frequentemente.

-       Oh, não te preocupes com isso. Nunca esperei nada das pessoas não ía começar agora com o rapaz que me destruiu a vida.

-       É bom saber isso – disse eu a sorrir.

-       Então... esta coisa de ser vampira... não há nenhuma forma de voltar a ser humana? Nenhum feitiço que desfaça esta maldição?

-       Tenho a certeza que se houvesse os Volturi já o tinham descoberto.

-       Os quê? Há mais como nós?

-       Claro que sim. Não pensaste que eu era o único vampiro do Mundo, pois não?

-       Quão ingénua eu fui, certo? O que são esses Volturi?

-São como os reis vampiros. São eles que mantêm a ordem do nosso Mundo e fazem com que o nosso segredo não seja descoberto.

-      Se existem assim tantos vampiros como tu dizes, como é que eles garantem que ninguém descubra o vosso segredo?

-      Nosso. O nosso segredo Ivy. Bem.. geralmente eles só intervêm quando o caso se torna grave e as pessoas já acham que há um assassino em serie. Geralmente são vampiros, mas ninguém nos descobre como é obvio.

-       As manchetes dos jornais, têm falado de um assassino em série. Conheces? É um vampiro?

-       Oh sim. Esse sou eu – disse com um sorriso enviesado

-       És tu? O assassino macabro que toda a gente anda a falar?

-       Bem, macabro não é a melhor palavra. Eu sou mais bonito e charmoso do que as pessoas acham que sou.

-Esse homem matou o meu melhor amigo. Tu matas-te o meu melhor amigo. Ele era a única pessoa que eu tinha a certeza que nunca me ía abandonar e tu tiraste-o de mim. Tu mataste o John! A única coisa de bonito que tens é a tua cara, porque a tua alma é mais negra do que eu julgava.

-       Lamento Ivy, não sabia – disse eu enquanto ía buscar mais sangue.

-Não, não lamentas! Assim como não lamentas ter-me transformado! Tal como não lamentas nada do que fazes na tua vida, porque te achas tão superior a todos!

-Mas será que és assim tão burra?! Eu sou superior a todos, tal como tu o és agora. Somos vampiros Ivy, matamos pessoas. É assim que o Mundo funciona. Lida com isso!

-Eu lido com o Mundo, mas nunca irei lidar contigo.

E depois sem mesmo eu me aperceber, ela tinha saído de casa.

 

Opções:

A – Fred fica em casa e espera que ela volte;

B – Fred vai atrás dela;

C – Fred segue-a para ter a certeza que ela não faz nada de mal, mas não se mostra.

publicado por Twihistorias às 19:30

22
Jan 12

 

Capítulo 2

 

Os seus grandes olhos cinzentos imploravam para que a deixasse escapar. Mas a minha sede era incontrolável. Puxei-a contra mim e senti o tecido delicado da sua blusa. O meu suave toque gélido excitou-a os lábios entreabriram-se procurando os meus. A sua corrente sanguínea fluía velozmente e quando chegou mais uma golfada à jugular percebi que chegara a altura de acabar com o jogo.

Raspei suavemente os meus lábios nos seus e afastei uma madeixa loura – avermelhada do seu pescoço branco e esguio, beijei-o onde sentia a sua pulsação cardíaca mais proeminente. Em resposta ela gemeu baixinho crivando os seus dedos no meu casaco. E justamente entre o final dessa expressão de prazer e uma nova respiração, cravei os meus dentes naquela perfeita e palpitante jugular. O sangue quente percorreu a minha garganta e um frenesim começou. Apenas queria bebê-la até à secura.

Tinha de admitir ela era a melhor caça que tinha tido nos últimos meses. Estava tão alterado que nem me apercebera que os seus gritos tinham cessado. O seu corpo praticamente descolorado, subitamente arrepiou-me. A face contraída de dor e os olhos cinzentos revirados para o céu desesperaram-me. Estava a mata-la.  

Deparei comigo em pânico tentando procurar a sua pulsação. Encontrei-a fraca e praticamente inexistente. Tinha segundos para me decidir. Porquê? Porquê salva-la? O que é que esta tinha de especial?  Pensei com desdém.

Na verdade não sabia responder só sabia que odiava o que estava a ver. Aquele corpo inerte, ferido, chicoteado pela chuva e os seus olhos pedindo clemência e quase desprovidos de vida.

Não ela merecia melhor que isto. Pensei deixando o veneno espalhar-se no seu corpo, os seus olhos fecharam-se e um grito de agonia fugiu da sua boca. As sirenes de carros de patrulha aproximavam-se. Aquilo não se podia dar ali. Carreguei o seu peso até a minha mota, segurei a nos meus braços e acelerei até ao mais parecido com casa que tinha no momento.

Estacionei a veloz mota e transportei-a até ao meu apartamento. Os seus gritos a inundarem o grande elevador comercial. Fiquei subitamente feliz por não ter vizinhos. Não precisava de mais suspeitas a meu respeito.

O meu apartamento ficava numa velha fábrica de carnes recuperada por dentro mas com uma fachada de aparência aparentemente abandonada.

Escusado será dizer que a ironia era uma boa componente na minha escolha habitacional.

Ivy estava agora a contorcer-se no meu sofá, a transformação não me preocupava era uma jovem saudável tudo dar-se-ia durante a noite. Os ferimentos não eram assim tão sérios.

Mas até para alguém como eu era incomodativo uma noite inteira a escutar agonizantes gritos femininos. Decidi ouvir umas cassetes de cursos intensivos de línguas orgulhoso da minha extensa colecção,  escolhi português e grego como entretém para a noite de hoje.

Sentei-me à luz do luar com vista de privilegiada para os miúdos de bairros duvidosos que elogiam a minha imponente Bugatti preta. Sorri sabendo que não a iam conseguir furtar. Retomei o meu estudo quando surgiu a conclusão que já devia ter sido tirada.

Era completamente idiota por ter transformado uma tipa qual quer sem sequer saber do que ela era capaz. E se ela abrisse a boca. Ou fizesse algo de errado. Depois de dois curtos dias Ivy está mais calma a tranformação quase a acabar.

 Reparei agora que apenas emitia um pequeno silvo de quando em quando. Curiosamente em sincronia com o sol que nascia agora em Nova York. 

Depois vi a o cabelo decidira-se por um tom ruivo de nuances douradas e sem dúvida mais brilhante. E ao que parece o seu corpo estava mais torneado. Tinha de admitir que até era gira.

Duas horas depois a sua quietude foi transformada movimentos semelhantes ao acordar. Pousei o meu leitor de cassete numa mesa de apoio ao meu lado. Ela abriu os olhos devagar com certeza assustada com a definição e a quantidade de coisas novas para ver. Depois viu onde estava e provavelmente mais depressa do que esperava sentou-se.

- Bom dia princesa. – Disse Ironicamente sem desviar os olhos da janela.

- O que raio se passa? Onde é que estou? Quem és tu?

Virei-me em sua direcção e reparei nos seus olhos carmesim a substituição horrível dos seus lindos olhos cinzentos.

- Não te parecem muitas perguntas existenciais para logo de manhã? – Respondi inexpressivamente.

- Tu – sorriu-me – Nós… curtimos ontem à noite… foi? – Aproximou-se sedutora empurrei-a empurrei a para o sofá.

- Não exactamente. - Movimentei os meus olhos para a sua blusa ensanguentada e ela gritou assustada.

- Mas que… O que é que aconteceu ontem à noite?! – Interrogou-me em pânico.

- Ontem … eu tentei te matar quer dizer, quase consegui e agora transformei-te e és uma vampira. – Confessei em velocidade vampírica.

- Eu sou o que? Fred isso nem sequer é possível. Não sei o que andaste a fumar mas eu também quero! – Riu-se ela.

- Ouviste isto? A audição já está em funcionamento – Comentei enquanto me dirigia à cozinha.

- Como assim? Tu falaste alto, é claro que ouvi. – Desafiei-me ela.

Voltei da cozinha sentei-me na mesa em frente ao sofá inspirei desnecessariamente e falei com alguma paciência:

- Não eu falei mais rápido do que qualquer humano consegue ouvir. De facto acho que nem os cães conseguem pressentir este som. Esta é uma, tens mais força mais agilidade, facilita a caça sem ser claro a imortalidade e algumas modificações físicas.

- Estás bem da cabeça? Ouve provavelmente és escritor ou assim. Eu curto a sério mas poupa-me isto é, é uma bela de uma ressaca.

- OK. Diz-me só uma coisa o que te apetece comer?

- Oh que querido! O maluquinho quer comprar-me o pequeno-almoço. – Enquanto falava brincava com o meu colarinho da minha camisola e puxava para junto de si. Prendi a sua mão olhei seriamente para ela e voltei a perguntar.

- O que é que te apetece comer? Não será isto. – Disse segurando na caneca que tinha atrás das minhas costas.

Ela sorriu-me e tirou-me a caneca da mão. Ao se deparar com a falta de café no recipiente, entrou em pânico. As suas mãos tremiam e os olhos ardiam com a impossibilidade de lágrimas.

Atirou a ao chão ainda em choque. Recolheu as suas coisas e olhou horrorizada enquanto gritava:

- Eu já conheci tipos doentes na minha vida! Mas tu ganhas o prémio!

Fiquei perplexo enquanto a via em direcção à porta.

 

Opções:

a) Fred não a deixa sair e dá-lhe um sermão

b) Pede desculpa a Ivy com calma conta-lhe tudo o que sabe.

c) Ivy  sai  e  Fred não a procura

d) Ivy  sai e Fred corre à sua procura

publicado por Twihistorias às 21:00

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