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Dez 13

 

Capítulo 17

Lutando pelo meu futuro

Eu não havia percebido que o sol tinha nascido eu estava tão ansiosa para começar os planos para o meu futuro. Eu queria me casar logo com Edward e iniciar ao lado de Edward o futuro que eu sempre quis.

Eu havia me vestido depressa, e descido para encontrar meus pais. Eu me sentei-me à mesa, e meus pais estavam sentados, sem trocar palavras e nem olhares; eram apenas dois estranhos dividindo uma refeição.

Eu me sentei da forma mais silenciosa possível, coloquei o guardanapo sobre meu colo e me servi.

-Bom dia. -minha mãe disse e sorriu. Eu sorri de volta, não podendo controlar os meus sorriso de felicidade.

Meu pai não me dirigiu a palavra e eu já estava acostumada com isso. Ele não me amava e eu era apenas um fardo em sua vida. E sabia disso.

Comi rapidamente e sai em direção do parque onde eu me encontraria Edward. Peguei o cavalo e cavalguei, me sentindo como um anjo que poderia voar.

Edward já estava esperando por mim, sobre o nosso carvalho. Eu corri para seus braços, encurtando a distancia que me separava do meu amado. Eu o abracei e respirei fundo, aspirando o seu cheiro, um cheiro que me tranquilizava, um cheiro que tinha o dom de me fazer esquecer de tudo.

Eu fitei seus olhos verdes-que parecia ter um brilho fora do normal desde que eu tinha o beijado- e eu me perdi naquele meu pequeno paraíso. Eu pude ver sua alma e seu coração, como se ele fosse transparente para mim da mesma forma que eu era para ele.

Eu me aproximei lentamente, percorrendo cada centímetro que distanciava nossos lábios. Eu podia sentir sua respiração quente em meu rosto e então, a corrente elétrica percorreu meu corpo quando eu toquei nossos lábios. Eu passei as mãos em seu pescoço, e movi meus lábios com os deles.Eu não tinha medo, eu tinha desejo.Eu queria beija-lo até faltar ar em meus pulmões e além disso eu queria beija-lo para sempre.

Eu me distanciei dele, e senti meu rosto corar.

-Bom dia. -eu finalmente o cumprimentei.

-Bom dia.

- Eu irei falar com o Padre hoje ao final da tarde. - eu queria ter feito isso pela manha, mas era perigoso. Pela manha, as senhoras iam a igreja rezar e isso dificultava o que eu gostaria de pedir ao Padre.

-Você tem falar com seus pais também, Bella, você me prometeu. -ele exigiu.

-Eu falarei. -respondi a contra gosto e cruzei os braços no peito.

-Ei!Eu não quero você triste, e nem aborrecida. -ele pegou meus braços e descruzou de meu peito. Ele sorriu para mim, um sorriso contagiante, eu sorri para ele.Eu não fiquei aborrecida com ele, eu não queria falar com meus pais apenas.

-Você me ama?-ele me perguntou, me prendendo com os olhos.

-Eu te amo, muito. Mais do que tudo nesta vida. -eu respondi, sem nem se quer pensar.

Ele pegou uma pequena caixa no bolso da calça e abriu para mim. Eu perdi as palavras.

-Case-se comigo, Bella. - não foi uma pergunta, era algo extremamente concreto para que ele tivesse que me perguntar.

Eu fitei o anel de ouro, com uma pequena pedra de diamante no centro. Era simples e belo, parecia tão perfeito e delicado.

-Sim. -eu disse, jogando meus braços ao seu redor, a felicidade que eu sentia parecia irradiar de meu corpo. -Eu me casarei com você.- eu o beijei.

-Eu lhe prometo fazer feliz, prometo ser tudo o que você desejar e se for necessário lhe darei minha vida. -ele disse enquanto colocava o anel em meu dedo anular.

Eu peguei seu rosto em minhas mãos, o olhei profundamente e disse:

-Eu lhe prometo fazer feliz, prometo ser tudo o que você desejar e se for necessário lhe darei minha vida. - eu o beijei de leve. -Eu o amo tanto Edward, tanto.Eu farei tudo como combinamos, falarei com o Padre, falarei com os meus pais, quem sabe ele nos abençoe para que sejamos felizes? Mesmo que eles não nos abençoem, eu serei feliz, eles deixaram de serem meus pais quando eu deixei de ser a filha deles e passei a ser aquela que faria o melhor acordo financeiro. Iremos nós casar e fugir, e seremos felizes.

-Isso parece perfeito. -ele disse.

-Só será perfeito quando estiver concreto.

E passamos as próximas horas planejando cada passo. Edward havia providenciado as alianças e a certidão de casamento. Se pudéssemos nós casaríamos no outro dia no final da tarde, passaríamos a noite em uma pequena cabana que tinha no meio da floresta-que tanto eu quanto Edward conhecíamos- e depois partiríamos para a França.

O tempo passou e eu tinha que ir para casa, almoçar e depois tentar me distrair com algo enquanto os ponteiros do relógio se moveriam lentamente. Eu fiquei de pé, o puxando pelas mãos.

-Eu tenho que ir. -anuncie.

-Eu não quero te deixar ir. - ele me disse, passando a mão pela minha cintura e chocando nossos corpos.

-Eu gostaria de passar todo o meu tempo com você, cada hora, cada minuto e cada segundo. - eu deitei minha cabeça em seu ombro e circundei seu corpo com meus braços. -Eu te amo.- eu sussurrei.

-Eu te amo. - ele acariciou meu rosto, seus dedos criaram um pequeno rastro de fogo que eu estranhei.

Eu em soltei de seu corpo dei um passo para trás e toquei seus lábios. Ele pegou minha cintura e aprofundou o beijo, seus lábios se movendo de forma urgente sobre os meus. Meu coração batia acelerado e minha respiração estava ofegante, quando eu finalmente o soltei.

-Eu tenho que ir. -disse novamente, e lhe dei um beijo leve. Corri em direção ao cavalo e montei, correndo em direção a minha casa. Eu estava pensando na minha manha com Edward quando eu cheguei a minha casa, entreguei meu cavalo a Luccas e andei em passos lentos até a grande porta de madeira. Eu não havia percebido o quanto a casa era triste, o quanto ela era apenas alguns tijolos montados para serem uma casa.

Eu entrei e encontrei minha mãe comendo sozinha e em silencio, em pai não estava em casa-o que era muito comum. Eu em sentei ao seu lado e comi, sem trocar nenhuma palavra com ela. Eu amava em minha mãe-apesar de ela não me dar motivos para isso- era mais como um extinto, ela havia minha dado a vida por nove meses e cabia mim apenas ama-la.

Mas o fato de eu ama-la não mudava o fato de que eu sentia pena dela. Ela amava um homem que só sabia pensar no seu trabalho, cuidava para manter uma faixada de mulher feliz. Era como se ele vivesse em uma eterna peça de teatro. Eu gostaria de poder dar forçar para ela mudar tudo em sua vida e encontrar alguém que ela amasse.

Eu comi o mais rápido que pude, joguei o guardanapo sobre a mesa e subi para o meu quarto. Eu lia um livro qualquer, contando os minutos para chegar a hora próxima ao pôr-do-sol, quando eu poderia sair.

Eu tomei um banho rápido, e vesti um roupão felpudo. Abri meu guarda-roupa e passava os cabides de um lado para o outro, procurando uma roupa para usar. Eu escutei um baque surdo, um pacote havia caído no chão, eu abaixei e peguei. E senti meus olhos marejarem ao constatar o que ela. Eu soltei a fita e peguei o vestido azul que Jacob havia me dado. Uma lagrima despencou de meus olhos, e eu a sequei com as pontas dos dedos.

Eu me sentei na cama e abracei o vestido, sentindo como se Jacob me abraçasse. Eu estava mentindo para mim mesma. Eu amava Edward, e esse amor preenchia a maior parte do vazio de meu peito;mas havia uma parte que Edward não conseguia preencher.Eu sentia falta do seu calor, do seu carinho, do seu amor, um amor de irmão e de amigo.

Eu dobrei o vestido novamente, e tomei a decisão de me casar com ele. Seria uma prova de cumprir a promessa que havia feito a Jacob.

Eu vesti meu vestido negro e me sentei na penteadeira, eu desfiz a trança, deixando meu cabelo ondulado. Eu o escovei e me fitei no espelho; eu estava feliz. Existia em meus olhos castanhos um brilho de felicidade, minha pele parecia mais macia e meu sorriso mais espontâneo.

Eu coloquei um véu sobre os cabelos, vesti minhas luvas e peguei minha bolsa, calçando meus sapatos. Eu desci, e minha estava no fim da escada me esperando.

-Aonde você vai, Bella?- minha me perguntou, enquanto eu desci as escadas.

-Para a igreja. - eu respondi.

-Há esta hora?-ela perguntou espantada.

-Eu prefiro. -respondi e não esperei que ela disse-se mais nenhuma palavra e sai pela porta. Fui andando, pela distancia ser curta. Eu via as arvores que ladeavam a estrada de terra. A brisa batia em meu rosto e acariciava a minha pele.Eu sorri, vendo que tudo parecia mais belo quando se amava.

Eu entrei na pequena igreja que ficava isolada do centro da pequena cidade Italiana, e pude ver o silencio tranquilizador. As paredes eram escuras e eu pude fitar a imagem de cristo na cruz iluminada por vela. Fiz o sinal da cruz ao entrar na igreja e me ajoelhei, rezando como há muito tempo não rezava. Depois me levantei, andando em direção à sala onde o padre ficava a maior parte do tempo.

Eu entre lá, e fitei o senhor vestido de batina sentado em frente à mesa de carvalho escura. Ele tinha a pele morena, os cabelos grisalhos e olhos escuros. Era um homem bondoso e que diferente da maior parte do clero da igreja era o que um padre deveria ser. Um líder religioso, alguém que levaria a palavra de Deus aos seus fieis. Ele olhou para cima e sorriu, eu sorri de volta, um sorriso doce. Ele afastou a cadeira e se levantou, andando alguns passos para minha direção.

-Sua benção, padre. -eu disse com a voz tranquila e doce.Eu me sentia em paz, como a muito tempo não em sentia.Eu podia sentir a áurea de paz que o envolvia, algo tão bom, tão tranquilizante.

-Deus te abençoe, minha filha. -ele disse, com a voz grossa e estrondosa, mas ainda assim calma e baixa.

-Eu precisava tanto falar com o senhor, padre. -minha voz estava desesperada pelo medo.

- Em que posso ajuda-la?-ele pergunta tranquilo, com uma paz imaculada.

- Lembra-se de quando eu era casada com Jacob?-eu perguntei, esperando que essa fosse a melhor forma de começar essa conversa.

-Claro que me lembro, você e o senhor Black vinha à missa todos os domingos. -e sua lembrança se tornou a minha lembrança.

Todos os domingos era a mesma rotina, acordávamos antes do sol raiar, nós arrumávamos lentamente e descíamos as escadas de mármore para tomarmos o nosso dejejum, ele pegava a minha mão e eu sentia o calor que irradiava no seu corpo.

Ele pegava meu braço e andávamos lentamente em direção à igreja, conversando sobre situações da vida e momentos da nossa infância.

-Lembra quando você subiu naquele muro do vizinho?-ele perguntou, entre risos. E eu me lembrei.

Eu era pequena, e ainda me lembro do sol irradiando em meu vestido amarelo de algodão, enquanto eu ria por estar vencendo uma corrida contra Jacob. Eu pulei o muro do vizinho, mas ele nem sequer se importava-já estando acostumado com as minhas invasões em seu quintal e o roubo de algumas frutas de sua arvore- eu escalei o muro e corri para cima de uma macieira.

Jacob chegou minutos depois, esbaforido e eu estava sentada em cima de um longo e grosso tronco da arvore, eu mordi minha maça e balancei meus pés, como se estivesse cansada de espera-lo. Peguei mais algumas maças e usei a saia de meu vestido como cesta, eu desci da arvore sem me preocupar com o fato de que eu estava completamente suja.

Nós sentamos sobre o muro e comíamos nossa maça, sem me preocupar com o tempo e com absolutamente nada.

-Lembro. -eu disse e sorri com a lembrança.

Chegamos finalmente à igreja e nós sentamos nos primeiros bancos. Nós íamos à missa todos os domingos, ouvíamos a palavra de Deus e comungávamos. E eu rezava. Pedindo para que eu pudesse amar Jacob como ele me amava, ou se não mais. Pedia para que eu pudesse fazê-lo feliz como ele me fazia feliz. Eu pedia para que um dia em pudesse fazer com Jacob o pacto que marido e mulher faziam  no ápice do amor.Eu pedia para que meu ventre rendesse frutos do mais puro amor.

Depois da missa voltamos para casa e almoçávamos, e logo após o almoço íamos ao parque. Às vezes íamos de carruagem, mas na maioria das vezes e íamos galopam. Jacob e eu cavalgávamos juntos desde que eu tinha meus treze anos de idade.

Certa vez, viajamos para a Toscana e não fazíamos outra coisa lá a não ser cavalgar pelas colinas verdejantes.

Quando chegamos ao parque, nós prendíamos os nossos cavalos e nos sentávamos sobre o carvalho. Ele fitou meus olhos e eu me vi presa aos seus olhos castanhos. Eu toquei seu rosto com a ponta nos dedos, criando um caminho da sua têmpora ate o seu queixo.

-Quando você vai se enjoar de mim?-eu perguntei minha voz tranquila e sem nenhuma intenção. Eu amava Jacob, mas esse amor não era o suficiente para nos fazer feliz. E eu em odiava por isso.

-Quando a terra deixar de existir. -ele respondeu, tocando em meu rosto e fazendo o meu rosto se aquecer com aquilo. Jacob parecia sempre que o normal, ou talvez meu coração fosse frio demais. Ele continuou a me olhar mais dessa vez algo diferente brotou em seus olhos, algo que eu não pude destinguir. Ele abaixou o rosto e seus lábios roçaram em minha pele, seu toque era suave demais, de uma forma que eu não podia sentir seus lábios traçando um caminho até o meu queixo. Ele beijou minha bochecha, quase alcançando meus lábios.

Ele iria me beijar, e eu não queria que ele fizesse isso. Se ele me beijasse, eu retribuiria e isso seria como dizer a ele que eu realmente o amava-da única forma que meu coração idiota teimava em não amar- e eu não iria cometer esse erro.

Eu virei à cabeça, e ele beijou o canto dos meus lábios.

-Eu não posso fazer isso. -eu sussurrei para ele.

-Eu não faria anda que você não quisesse. -ele disse e eu sabia que era verdade. Jacob só queria o meu bem. -Eu te amo.-ele disse para mim, sua voz cheia de emoção.

-Você sabe que eu faria tudo para que isso fosse o suficiente?- eu o questionei.

-Eu sei. -ele beijou meu pescoço e me abraçou.

E eu, naquela época, não desejava mais da minha vida do que manter aquela rotina.

Uma lagrima solitária caiu de meus olhos-o que sempre acontecia quando eu me lembrava de Jacob- e eu a sequei com a ponta dos olhos.

-Lembro, e sobre isso e que precisamos conversar. -eu me sentei na mesa, e ele me acompanho.

-Eu estarei te ouvindo e esse será um segredo de confissão. -ele disse, entrelaçou seus dedos e os pôs sobre a mesa, voltando sua atenção toda para mim.

Eu contei para ele todos os fatos da minha vida, sem poupar nem um detalhe: contei sobre a forma que vivia com os meus pais, sobre o que Jacob significava realmente para mim, como era o nosso casamento, o quanto sofri após a sua morte, como conheci Edward, a forma que eu tinha me apaixonado por Edward e os nossos planos de nos casarmos e sermos felizes.

-Você tem certeza disso?- padre perguntou, após eu contar os últimos detalhas do nosso plano.

-Eu tenho a mais plena certeza, eu tenho o direito de ser feliz. Eu devo isso a mim mesma.- eu falei decidida.

-Deus não pode separar aqueles se amam de verdade, aqueles que querem se unir em seu nome. -ele disse.-Eu darei a benção de Deus a vocês e vocês poderão ser felizes, mas lembre-se de que o que Deus uniu homem nenhum separa.

-Eu sei padre. -eu respondi, rapidamente.-Obrigada por me entender.-eu disse me levantando e arrumando o véu sobre meus cabelos.

-Não foi nada, me encontre no pôr-do-sol amanha tudo bem?-ele perguntou.

-Estaremos aqui. -eu disse antes de me despedir do padre, e partir.Eu praticamente corri até a minha casa, sabendo que meus pais estariam lá e eu não gostaria de  dar explicações.

Eu entrei em casa e respirei fundo, sabendo que precisaria disso, tirei o véu negro de meus cabelos e as luvas. Subi rapidamente as escadas até o meu quarto e joguei tudo sobre a cama. Fui até a penteadeira, e prendi meus cabelos soltos em um coque alto, coloquei um xale sobre os ombros e desci para jantar.

Meus pais estavam sentados, meu pai na ponta da longa mesa de carvalho, sentado em sua cadeira em uma postura que poderia ser considerada um rei. Ele não era novo, mas não era o que poderia ser considerado velho. Tinha os cabelos negros e alguns fios brancos no meio de seus grossos fios negros e sedosos. Ele tinha a pele branca e enrugada, seu rosto tinha algumas rugas e fortes linhas de expressão. Seu rosto parecia sempre ser o mesmo, duro, frio e calculista. Eu ouso dizer que Charlie nunca deu um sorriso, eu as vezes tinha a impressão de que ele não gostava de mim.Eu busco imagens da minha infância, e não me lembro de nenhuma lembrança onde meu pai me sentava em suas pernas e contava para mim alguma historia, eu não me lembro de rir e pedir por mais. Porque não eu não poderia me lembrar de algo que não aconteceu.

Minha estava seu lado direito, ela era tranquila e completamente apaixonada pelo meu pai. Ela tinha os cabelos arruivados, os olhos castanhos chocolate como os meus, ela tinha a pele branca e parecia incrivelmente jovem para ser minha mae. Ela nunca foi minha mãe, ela vivia apenas para o meu pai-e eu não podia culpa-la. Eles se conheceram muito jovens e minha mãe se viu perdida por um homem tão rico, e belo, eles se casaram e minha mãe ficou gravida de mim. Minha mãe me contava que meu queria um menino e eu o decepcionei por ser uma menina, minha mãe ficou doente algum tempo e a ela acabou se tornando estéril. Ela fazia de tudo para ver Charlie feliz, como isso fosse capaz de reparar a dor que Charlie sentiu por ela não poder ter lhe dado um filho homem, um homem para levar o sobrenome Swan adiante.

Eu me sentei à esquerda de meu pai e ele fingiu não perceber minha presença. Eu peguei o guardanapo e o abri sobre meu colo.

-Boa noite. -eu disse, como se com aquilo eu pudesse quebrar aquele silencio perturbador.

Eles não me responderam.

O jantar foi servido e comemos em silencio. No meio da nossa refeição, minha me olhou rapidamente sem desviar muita a sua atenção do prato.

-Você me parece mais feliz. -minha mãe disse.

-Eu estou feliz. -eu respondi, sem olha-la.

-Eu tenho uma noticia para lhe dar. -ele não esperou que eu disse nada.-Charlie Volturi deseja se casar com você.-ela soltou essa noticia.

Eu engasguei, e bebi um pouco de agua para que eu conseguisse engolir a comida e a noticia. Como eu me casaria com Demetri Volturi? E por quê?

-Eu não irie me casar com ele. - eu tentei responder calmamente, mas a minha voz tinha me traído.

-E por que não?-meu pai explodiu, levantou num rompante, movimentando a louça na mesa. -O que a impede? Você é viúva, e Jacob está morto e enterrado a tempo demais. Demetri a fará feliz e você me dará algum orgulho por tê-la como filha.

Eu respirei fundo, me controlando para não levantar minha voz.

-Eu não o amo. -tentei usar essa palavras para argumentar algo.

-Você não precisa ama-la, esquece que o amor existe. - sua voz estava mais fria do que eu me lembrava.-Case-se com ele, tenha filhos e retome sua honra. Faça isso para o meu bem e o de sua mãe. - e o seu orgulho falou mais alto.

Eu senti meus olhos se encherem de agua, de raiva. Por que eu teria de fazer algo pelo meu pai que não me amava, porque eu deveria arriscar todo o meu futuro?Eu sabia que não deveria fazer isso, que eu não deveria dar as costas para minha família. Mas não valia apena eu arriscar meus planos e meu amor por Edward por uma honra idiota que não em pertencia.

Eu respirei fundo e olhei para meu pai, sem medo e hesitação.

-Eu amo outro homem. - eu disse firme.

-Quem?- perguntou minha mãe, ansiosa para que fosse algum candidato bom o suficiente, na opinião deles.

-Edward Cullen. - eu disse simplesmente, bebendo um gole de vinho.

-O que?- eles perguntaram juntos, completamente surpresos. Eu sabia o porque.

Edward Cullen era o filho mais novo dos Cullens. Esme e Carlisle Cullen não eram  ricos, pelo menos não de dinheiro. A mãe de Carlisle morreu no seu parto e seu pai tinha um impresa. A empresa acabou falindo quando seu pai envelheceu e Carlisle acabou abandonando tudo para ser aquilo que sempre sonhou:medico.Esme foi uma de suas pacientes, após ele salva-la de um pneumonia que a levaria a morte. Eles se casaram e tiveram três filhos: Emmett, Alice e Edward. Emmett e Alice se casaram na mesma época com os gêmeos Hale.Carlisle não era rico-apesar de muitas pessoas se consultarem com ele- o motivo de sua situação financeira era devida ao fato de que ele cuidava de pessoas pobres que não podiam paga-lo. Ele vivia bem e não passava por dificuldades, mas não possuía muitas ações e uma vasta conta bancaria. Eu não ligava para isto, por mim ele era o melhor dos homens apenas por ter o melhor coração que eu conheci.

-Eu não acredito que você ama um Cullen. -meu pai disse, mesmo não tendo digerido a noticia.

-Por quê?Eu só posso amar alguém rico como Jacob?-eu perguntei, e eles silenciaram. -Eu acho que preciso lhe dizer algo antes que seja tarde demais.Eu não amava Jacob.-eu pude ver em seus rostos o quanto aquela noticia os abalara.-Não da forma que eu deveria ama-lo, ele era apenas o meu porto seguro, ele era tudo aquilo que vocês não puderam ser para mim.Ele era meu pai, minha mãe, meu irmão e meu melhor amigo. Ele foi à única pessoa que eu amei por muito tempo. E quando ele se foi eu morri com ele, eu me vi presa a uma dor insurpotavel. Eu criei um casulo para tentar fazer a todos felizes e eu só em vi mais infeliz.Edwrad foi a pessoa que me resgatou.- eu chorei e minha voz saiu engasgada.-Eu não devo nada a vocês, vocês não são nada de mim.Eu vou escrever a minha felicidade e vocês não vão fazer parte dela.- eu disse cada palavra de forma pausada. E eu me senti mais triste por ver que minhas palavras significaram nada para eles, meu pai continuava com a mesma expressão fia e calculista. E minha mãe estava com uma expressão decepcionada.

-Belo discurso. -meu pai finalmente disse.-Mas não muda o fato de que você se casara com Demetri.

Eu levantei da mesa com cuidado, em terminar minha refeição, joguei o guardanapo na mesa e virei às costas, andando em direção ao meu quarto.

-Volte aqui. -Charlie exigiu aos berros.

Eu me virei e os fitei.

-Eu não sou mais sua filha, Charlie. -eu disse, o que de alguma forma era verdade, em minha mente a única coisa que nos ligava era o sangue.-Eu não sou mais uma Swan, em breve eu serei uma Cullen.

Eu andei em direção as escadas, os saltos de meus sapatos bateram no chão de madeira.

-Volte aqui. -Charlie gritou novamente, mas eu estava longe demais para ouvir.Eu tranquei a porta atrás de mim e me joguei na cama.

Eu sorri vitoriosa e leve por ter dito tudo que sonhei aos meus pais, eu me senti tão corajosa e tão feliz. Eu me deitei e tentei dormir, sabendo que amanha eu começaria a traçar a minha felicidade, a minha felicidade eterna.

publicado por Twihistorias às 18:00

23
Jul 13

Capítulo 15

O primeiro beijo

Eu cavalguei em direção ao parque, logo após eu ter acordado e me arrumado. Eu precisava dizer todas as respostas a Edward.

Quando lá cheguei, Edward estava sobre o carvalho, o mesmo de ontem, eu desci do cavalo e ele se levantou me ajudando a descer.

- Oi. - eu disse, o sorriso estampado em meu rosto.

-Oi. - ele respondeu, sorrindo.- Eu senti sua falta.- ele confessou.

- Eu tambem senti sua falta. - como é possível estar longe de alguém por apenas algumas horas e sentir saudade?

-Eu tenho respostas para as suas perguntas. - eu disse, indo direto ao assunto.

- Fale e eu estarei lhe ouvindo. - ele disse, com seriedade.

- Eu não vou enrolar, já perdi tempo demais da minha vida, o que eu lhe disser agora parece tão impulsivo, mas é a verdade. - eu dei uma pausa e respirei fundo.- Eu sinto que eu amo, eu sei o que eu amo.Eu sei que não o conheço a tanto tempo, mas é como me sinto.Mas eu não posso enganar a mim mesma.O que sente por mim?Você me ama?- eu lhe dei um ultimato.

- Se eu a amo?Eu te amo, Isabella Swan. Como poderia não amá-la?Sua pele é branca como a neve, e macia como as penas de uma ave exótica, seus cabelos são como seda, como se cada fio foi cuidadosamente desenhado, sua voz é como um canto de um pássaro, hipnótico, sua beleza causa inveja até mesmo em Afrodite. Seus olhos são escuros, e igualmente claros a minha visão, por que através deles eu posso ver um coração, que acima de tudo é puro. Como poderia não amá-la?Sou humano demais para não amar um anjo.

Suas palavras foram as mais belas que alguém já me disse, eu me joguei em seus braços e o abracei e ele me abraçou em resposta. Eu senti o amor que irradiava dele, me esquenta, esquentar meu coração.

- Eu tenho de ser honesta com você, Edward. Eu não sou um coração moldável, eu sou um coração ferido, um coração que não poderá apagar o passado para viver um futuro pleno.

- Eu não me importo. Desde que era pequeno, eu sonhava com o dia em que casaríamos, teríamos filhos, seriamos uma família, viveríamos juntos até a hora de nossa morte.- o seu sonho, durante alguns segundos, passou a ser o meu sonho.

- Eu não posso lhe proporcionar isso, eu sou viúva Edward, não vou poder me casar com você, não poderemos viver juntos para sempre. Eu só lhe disse que te amo para que soubesse, mas não existe futuro para nós.

- Porque não existe futuro?Somos jovens e nós amamos nada poderá ser contra nós.

- Eu não posso fazer isso, Edward. Eu não posso te prometer algo que não posso cumprir.Eu não lhe posso prometer um futuro feliz, quando o meu destino é ser infeliz.- eu coloquei a mão no seu rosto, tentando lhe reconfortar.Eu pensei que ele teria raiva de mim e tiraria a minha Mao de seu rosto.Era o certo que ele fizesse, eu estava destruindo o seu futuro.

Ele colocou a Mao no meu rosto, meu quente se aqueceu com esse pequeno ato, ele abaixou a cabeça no intuito de beijar.

- Não podemos fazer isso, Edward. - eu sussurrei.

- Shhhh. - ele me silenciou, seu lábios tocaram os meus e meu corpo ferveu.Seus lábios eram macios e mornos.Eu movi meus lábios, temerosa, ele me acompanhou.

Uma de suas mãos foram em direção aos meus cabelos soltos e a outra foi para minha cintura, aproximando nossos corpos. Eu coloquei minhas mãos em seu pescoço, mantendo nossos corpos ainda mais juntos, como se eu quisesse que nos fundíssemos.

Eu movia meus lábios de forma lenta, sem saber o certo o que fazer. Aquele era o primeiro beijo perfeito, com o mais perfeito dos homens.Eu esqueci de tudo ao meu redor me concentrando apenas em nós.

Eu entreabri meus lábios, sentindo seu gosto em minha língua, ele passou a língua pelos meus lábios entre abertos e eu me afastei, não permitindo que aquilo fosse longe demais.

Eu estava arfando quando disse:

- O que fizemos é errado.

- Por que é errado?Nós amamos e estamos demonstrando isto um ao outro. - ele se defendeu.

E eu sabia que ele estava certo. Nada do que fizemos é errado, se olharmos pela ótica do amor.

- Edward você é jovem, deveria estar procurando uma esposa para construir sua família, já eu estou destinada a viver uma vida triste e solitária. Eu estou destruindo o seu futuro.- eu disse, chorando, eu era idiota, eu estava dando adeus a minha felicidade.

Ele me abraçou, seu abraço era reconfortante. Ele sussurrou em meu ouvido:

- Você não está destruindo meu futuro, você o está construindo. - ele me puxou em seus braços e eu me sentei, sobre o carvalho, no meio de suas pernas.Seus braços em torno do meu corpo.

E pelas próximas horas eu esqueci que o que estava fazendo era errado. Eu esqueci do mundo ao meu redor.Tudo era apenas eu e Edward.Eu esqueci que tinha uma vida infeliz, esqueci que Jacob morreu e deixou meu coração sangrando.

Minha mente se concentrou apenas em mim e em Edward e naquele pequeno momento de felicidade, entre tantos momentos de tristeza.

Capítulo 16

Vivendo um amor, sentindo a felicidade

Eu estava vivendo um momento de felicidade. Um momento, onde o resquício de esperança existente em meu peito parecia existir, como nunca existiu.Eu sabia que toda essa mudança repentina, tinha um nome:Edward.

Ele foi capaz de me transformar em poucos dias, e capaz de deixar em mim a felicidade que eu sempre sonhei viver ao lado de Jacob.

E era esse o problema. Jacob ainda parecia ter uma grande parte de minha  mente, uma grande parte do meu coração.Eu queria por um momento esquecer todos os planos que construí com Jacob.O futuro estava ai, sobre meus olhos, e eu queria viver esse futuro ao lado de Edward.

Mas algo em impedia de seguir esse futuro. Algo em mantinha presa aos sonhos com Jacob, as pessoas que não se importavam comigo, algo me mantinha presa a Isabella fria que eu fui.Era os resquícios da barreira que eu havia construído a quase um ano atrás.

Eu queria me livrar da barreira. A barreira que eu havia construído para me livrar da dor, eu não precisava mais dela.Daqui pra frente, eu construiria um novo futuro, o futuro que eu mereço.

Eu deixava que esses pensamentos preocupantes invadissem minha mente, quando eu não estava perto de Edward. Eu não estragaria os pequenos momentos que víamos juntos com isso.Sempre nos encontrávamos no parque, as escondidas- e eu odiava isso. Trocávamos juras de amor, juras eternas a tudo. Juras inquebráveis. Edward me beijava, beijos castos, mas que tinham o poder de fazer meu corpo ferver.

Com o tempo, os dias se passando, eu percebi que não nutria apenas amor e carinho por Edward. Existia uma paixão, uma paixão avassaladora, que fazia meu corpo desejar o corpo dele de formas que me eram desconhecidas.

Era tarde, o céu estava azul e com poucas nuvens, o sol brilhava glorioso, e o vento soprava na primavera. Estávamos sobre os galhos do carvalho, eu estava no meio das pernas de Edward e seus braços me abraçavam. Não falamos nada, apenas fitávamos o horizonte, e desfrutávamos do calor de nossos corpos próximos.

- Eu te amo. - ele sussurrou em meu ouvido, a sua voz de anjo pareceu aquecer meu corpo.Eu me sentia protegida e amada.

- Eu te amo. - eu sussurrei, fitando seu rosto.Seus olhos verdes brilhantes me olhavam como se eu fosse a coisa mais preciosa em seu mundo.

-Sabe com o que eu sonho todos os dias?- ele perguntou.

- Não. O que você sonha?- eu perguntei, de volta, curiosa.

- Eu quero que um dia nos mudemos daqui, nos casemos, tenhamos muitos filhos e envelheceremos juntos. - ele disse, simplesmente. Sua voz calma e tranquila.

Eu pude sonhar o mesmo que ele e desejei que esse sonho se concretizasse. Que um dia nós pudéssemos nos casar viver juntos cercados de filhos. E eu envelheceria ao seu lado, nossos dedos enrugados entrelaçados sobre uma cama, e daríamos nosso ultimo suspiro, dando adeus à vida.

Mas como eu faria isso, se eu não podia me casar novamente?

E então de repente, num flash de memória, eu me lembrei. Eu tinha me casado com Jacob, de acordo com as leis dos homens e de acordo com as leis de Deus,mas nós não consumamos o nosso casamento; nos vivíamos juntos, deitávamos no mesmo leito, mas não trocamos nem se quer um beijo, quanto mais nos entregarmos aos desejos do nossos corpos.

Uma esperança surgiu em meu peito, se houvesse uma possibilidade de eu e Edward estarmos juntos, para sempre. Eu faria tudo que estivesse ao meu alcance para que isso acontecesse.

- E se eu lhe disser que existe uma possibilidade disso acontecer. - eu disse, a minha voz estava esperançosa.

- Como você vai fazer isso? Você já foi casada, e não poderá se casar novamente. - eu podia perceber um pouco da felicidade que estava surgindo nele, apenas na idéia de se casar comigo.

-Eu não lhe contei toda a historia da minha vida. Não é uma historia bela, eu sofri muito Edward, apesar de tão jovem. -eu fiz uma pausa e respirei fundo.-Eu nunca tive uma família, minha mãe mal cuidava de mim. Ela só tinha olhos para meu pai, toda a sua atenção e o seu tempo para ele. Meu pai vivia para os negócios, eu só tinha a Jacob e a Isabel. Jacob era meu vizinho, eu pulava o muro para vê-lo. Eu o amava tanto, Edward. - eu suspirei, lembrando dos momentos felizes que vivi. Quando eu fiquei com dezesseis anos, meus resolveram que eu tinha que me casar. Eu conheci alguns rapazes, mas nenhum deles me chamava atenção. Um dia, Jacob resolve se casar comigo, como uma forma de me salvar da pressão que meus pais faziam sobre mim. Nós nos casamos e eu sabia que Jacob era apaixonado por mim, mas mesmo assim, ele me respeitou, não trocávamos nenhum um beijo se quer. E acabou que ele se foi, e eu não tive tempo de ama-lo.

- Eu sinto muito. - ele disse com a voz sentida.

E eu não retruquei, sabendo que suas palavras eram verdadeiras. Eu sabia que Edward não sentia ciúme de mim com Jacob-apesar de ter sido a muito tempo. Ele sabia que Jacob era uma parte do meu passado e que sempre faria parte da minha vida.

-Eu tenho um plano. - eu disse, voltando sua atenção ao inicio da conversa.-Eu irei falar com o padre, e pedir que ele nós abençoe e iremos fugir para qualquer lugar. E viveremos finalmente a nossa vida juntos.

- Você tem certeza disso?- ele me perguntou, me dando a ultima chance de mudar de ideia.

-Tenho. Eu não posso viver mais um segundo que seja sem você, minha família não significa nada para mim. - eu disse, fitando seus olhos verdes.

- Eu não valho tudo isso. - ele disse, me olhando enquanto seus dedos passavam suavemente em meu rosto.

- Você valhe muito mais. Você é minha vida, Edward. - eu disse.

Ele me beijou, fitou meus olhos e disse:

-Isabella Swan, você aceita se casar comigo?- ele perguntou, serio.

-Aceito. - eu respondi, sem hesitar. Ele pegou minha mão, e beijo a ponta de cada um dos meus dedos. Então ele me beijou, seus lábios se moviam lentamente sobre os meus.

-Me prometa algo?- ele me pediu contra os meus lábios.

-Tudo o que você quiser.

-Tente conversar com seus pais, tenho certeza que eles irão te entender. - ele pediu gentilmente, sua voz serena e tranquila.

-Não, eles não se importam comigo, Edward. Eu já tomei minha decisão, irei falar com o Padre logo amanha, irei pedir a benção dele para nós e iremos fugir, para vivermos em paz.

-Espero que não se arrependa. - ele disse.

-Nunca. – eu respondi, selando com aquela palavra outro momento da minha vida.

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28
Jun 13

 

 

 

Capítulo 14

A verdade é que eu o amo(Parte I)

-Quem está ai?- eu perguntei novamente, para ter certeza de que aquilo não era uma ilusão.

- Sou eu, Edward. -mesmo que ele não tivesse dito o seu nome eu saberia que era ele.Sua voz de anjo chegou até os meus ouvidos através da brisa suave que soprava na noite estrelada.

- O que você está fazendo aqui?- eu perguntei um tanto confusa. Eu sabia, ou sentia, que para ele eu não era nada, mas em minha mente ele era o ser que dominava meus pensamentos.

- Eu precisava ver você, saber que estava bem. - ele respondeu sincero.

- Você é louco?Minha família o mata se o vir aqui. - eu quase grita, com a idéia de vê-lo ferido ou até mesmo...eu hesitei na palavra...morto.

-Você pode me matar, antes que eles o façam.

-Nunca diga isso. -minha voz saiu muito alta.-Eu não suportaria essa idéia.- eu confessei, num suspiro.

- Eu não sou nada para você, Bella. - ele me lembrou.O que era verdade, ele não era nada meu, irmão, amigo, nada.Éramos dois estranhos.

Eu ignorei suas palavras.

- O que eu sou para você?- eu perguntei uma pergunta um tanto quanto obvia, quando se tem alguém em seu jardim no meio da noite.

- Eu não acho que palavras seriam o bastante para definir, então quando você para de mentir para si mesma, e ver o que eu sou para você, você descobrirá o que és para mim.

- Você é muito enigmático. - eu disse.-Eu preciso de respostas.- eu disse.

- Não sou que pode da-las, a única coisa que eu te prometo, eu lhe juro, e que estarei ao seu lado, sempre.

- Não me jure, e nem me prometa nada. - eu disse.-Juras são tão quebráveis quanto peças de porcelana.- e aquele era o resquício de Jacob na minha vida, Jacob havia me prometido que sempre estaria ao meu lado, mas ele partiu e não voltaria.

- Você não acredita em mim. - ele deduziu.

-Eu não acredito em ninguém. - eu o corrigi.

- Por que isso?Por que não acredita em nenhuma de minhas palavras?

Eu respirei fundo, me preparando para o buraco que seria aberto, novamente.

- É uma longa historia. - eu o alertei, me sentando no chão da minha varanda, eu abracei minhas pernas.Eu pude ver ele se sentar no cão, dobrando as pernas.

- Eu quero ouvir. -ele disse, um tanto ansioso.

- Em toda a minha curta vida, eu só amei uma única pessoa, Jacob. Ele era tudo em minha vida, nós nos casamos e éramos felizes.Só que ele morreu cedo demais, deixando de cumprir todas as suas promessas que tinha feito por mim.

- Mas Bella, eu não sou Jacob, eu sou Edward. Nenhuma das pessoas que a cercam podem sofrer por isso.

- Você não entende Edward. Jacob era minha própria vida, ele se foi e hoje eu apenas sobrevivo a dor, a solidão.

- Eu não acredito que aquela doce garota que você era, tenha desaparecido. Talvez, você seja como uma borboleta, com Jacob você era uma lagarta, depois você se fechou em seu casulo, e agora só lhe resta, virar uma borboleta, um linda borboleta.

- Não há motivos para isso, para que tentar viver sem nenhum objetivo. Para que?- eu senti meus olhos se encherem de água. Por que eu não conseguia seguir o que as palavras de Edward me falavam, porque eu não podia começar minha vida novamente?

Eu estava cega para algo que estava surgindo em mim, o amor. O amor por Edward Cullen.

 

Capítulo 14

A verdade é que eu o amo(Parte II)

- Ache um motivo dentro de você, Bella. Eu sei que existe algo dentro de você agora, que faça você retornar a vida.- e era verdade, esse sentimento que eu sentia por Edward e que estava crescendo dentro de mim estava me dando esperanças para um retorno, mas só isso seria necessário?

- Por que você se preocupa comigo?Quando eu não passo de uma... estranha?

- Você não é estranha para mim. - ele fechou os olhos, riu e balançava a cabeça em negação.Ele abriu os olhos e me fitou no escuro da noite.-Desde quando eu a conheço?

- Desde hoje, no parque. - eu respondi simplesmente.

- Isso não é verdade, eu te conheço desde que você tem seis anos de idade. Eu há visitei um dia, para brincar com você. E daquele dia em dia em diante, não houve um único momento em que seu rosto não rondou minha mente.Eu prometi que te encontraria um dia.

Eu busquei nas lembranças de minha infância, e seu rosto não me era familiar.

- Eu não me lembro de você, me desculpe.

- Eu não esperava que você se se lembra, você brincava com Jacob o tempo todo, mal falou comigo. - ele mantia o belo sorriso no seu rosto.

- Você me faz bem, sabia?Eu estava crendo que minha vida não teria mais saída, mas você aparece e me fez sentir... - eu quebrei o pensamento.

- Me fez sentir?- ele me pressionou seus olhos brilhando no escuro.

- Do que adianta você saber o que sinto, se eu não tenho idéia do que você sente. Você é um mistério para mim.

- Eu já lhe disse, você saberá quando seu coração estiver pronto para isso. Quando você puder confiar no Que  eu sinto por  você e no que você sente por mim, de olhos fechados, e puder viver assim, completamente entregue.

E suas palavras pareciam fazer sentido, eu não estava preparada para receber essa paixão que estava me assolando, eu era apenas um coração fraco, na verdade. Destinado a viver as dores de um amor passado.

- Eu posso nunca estar pronta. - eu alertei.Eu não gostaria que ele tivesse esperanças, eu não gostaria de fazê-lo sofrer.

- Eu prometo que viverei para ver você se tornar a Bella que eu conheci há anos atrás e só então darei meu ultimo suspiro.

O céu já não era tão negro, ele estava indo para um tom de azul escuro, a aurora se aproximava e momento de dizer adeus também.

Eu andei até o vaso de rosas em minha varanda, colhi uma rosa com cuidado, e voltei novamente ao ponto onde eu havia passado toda a noite. Eu beijei, delicadamente, a rosa e joguei para Edward.Ele pegou e inalou, como se quisesse guardar para sempre o perfume.

- Um presente por ter arriscado sua vida esta noite. - eu disse, a minha voz tão serena quanto a manha que nascia.

- Eu não tenho nada para lhe dar em troca. - ele disse, visivelmente chateado.

- Não precisa me dar nada, você já arriscou sua vida essa noite. - eu disse novamente.

- Quando obtiver suas respostas, me encontre no parque no mesmo lugar que nos vimos pela primeira vez.

- Eu estarei lá. -prometi- Adeus.

- Até logo. - e ele partiu.

Eu entrei em meu quarto e cai de costas na cama. Eu me sentia tão confusa, como a vida de um ser humano pode mudar tanto?Ontem, eu acordei com a percepção de que seria um dia como outro qualquer, se não pior - por se tratar do aniversario de um ano da morte de Jacob, da morte de uma parte de mim. Deus havia me dado a oportunidade de conhecer um anjo, um anjo que havia me feito crer na esperança no futuro.Eu me apaixonei por ele.

O amor nesse momento parecia ser algo muito grande quando Edward era tão misterioso, quando o que ele era sentia por mim era uma incógnita aos meus olhos, a minha mente ou meu coração. Eu quero crer que Edward é meu futuro.

Mas como fazer isso se o fantasma de Jacob ainda existe em minha mente?Quando o muro que construí para me proteger do mundo ainda é tão forte?

Não havia esperança para mim e para Edward, eu era uma viúva e não poderia me casar com ele. Eu não poderia lhe dar filhos, filhos que eu deveria ter tido com Jacob.Nós não envelheceremos juntos, porque eu sei que por mais que eu ame Edward, por mais que eu saiba que daria minha vida por ele, eu não tinha um coração inteiro.Eu não poderia amar Edward como eu quisesse, eu tinha uma cicatriz de um passado que deveria ser meu eterno futuro.

Mas apesar de tudo, eu queria dar uma chance a mim mesma, uma chance de Edward me fazer feliz e eu correria todos os riscos.

Eu não percebi que estava chorando, eu estava tão cansada!Eu me permiti adormecer, na esperança de sonhar o futuro que eu teria com o meu anjo.

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03
Jun 13

Capítulo 12

Um anjo

- Com licença?- eu ouvi a voz de um anjo, e tive medo de abrir os olhos e ver que era apenas um sonho, um lindo sonho.

Eu abri meus olhos lentamente, e eu vi pela primeira vez o meu anjo, ele era lindo, e parecia ser tão angelical. Sua pele era branca  e parecia ser sedosa, seus cabelos acobreados dançavam com a brisa leve que soprava, seus olhos verdes parecia duas portas para um paraíso, dois tesouros.

- Toda. -e eu estranhei por minha voz ter soada tão doce, eu não era assim com pessoa alguma,o que está acontecendo comigo?

- Posso me sentar ao seu lado?- ele pediu como a voz tão tranqüila.

- Pode. - e eu tentei lutar contra esse sentimento que ele me fazia sentir, eu não podia ser doce, eu não podia ser meiga, eu tinha de ser forte e imparcial.Eu não deveria sentir nada por pessoa alguma, mas porque isso estava difícil?Por que perto dele eu me sentia aquela menina que eu era com Jake?Por quê?Por quê?

- O que uma senhorita faz sozinha?- ele perguntou, preocupado.

- Senhora. - o corrigi- Eu gosto de pensar, por que algum problema?E acima de tudo isso te interessa?- eu disse irritada, mas comigo mesma. Ele não merecia perder seu tempo comigo, alguém perdida.

-Boa Pergunta. - ele disse, mas parecia que falava consigo mesmo.- Estou te incomandando?- e tudo aquilo que consegui arrumar novamente, se esvaiu, como areia no vento. Eu senti meu coração se apertar, com a possibilidade de magoá-lo.

- Não. - deixei minha voz  o mais doce que pude , como forma de corrigir.- Eu estou irritada comigo mesma, não se preocupe.

- Poderia saber o motivo, se não for lhe incomodar.

Eu olhei em seus olhos, e vi que ele não queria ser intrometido, ele estava apenas preocupado.Aquele anjo estava preocupado comigo, um caso perdido, e depois de muito tempo eu me senti feliz, por alguém que nem sequer me conhece, que não sabe que eu sou se preocupa comigo.

- Eu estou irritada um pouco irritada, porque você, um anjo, - ele sorriu ao ver como eu o classificava- se preocuparia comigo alguém que não vale nada, que tem o coração ferido e magoado, que não serve para mais nada. E acima de tudo, eu não confio na pessoas, em ninguém.

- Se eu sou um anjo, como dissesses  que sou eu estou aqui para curar o seu coração, para fazê-la sorrir novamente e confiaras em mim, como já confia. - eu sabia que era verdade, por algum motivo eu confiava nesse anjo, nesse estranho.

- E como fará isso?- o desafiei, eu dei um singelo sorriso.

- Eu tenho minhas armas. - ele sorriu de forma linda.- Eu preciso ir, adeus.- ele se levantou e eu me levantei juntou.

- Eu não sei seu nome. - eu o segurei pelo pulso.

- Você saberá se for necessário. - ele disse e partiu.Eu me senti novamente fria, ele parecia me aquecer, eu subi na minha égua e parti.

Eu iria para casa e minha vida voltaria a ser o que era antes, mas minha mente conservaria viva as lembranças desses poucos minutos que eu tive com meu anjo.

Capítulo 13

Um jantar interresante

Eu voltei cavalgando para casa, e durante algum tempo eu fique absorta do mundo que me cercava. Minha mente estava cheia de perguntas e nenhuma resposta.Quem era aquele ser?Que parecia ser tão humano, mas ao mesmo tempo tão surreal.

Quem era aquela pessoa que parecia tão humano, mas tão angelical?Eu guardei todos os traços de sua beleza, seus cabelos acobreados e desgrenhados, sua pele que me parecia ser tão macia, e seus olhos verdes. Aquele ser não me parecia estranho, mas de onde eu conhecia ele?

Apesar de ele ser completamente lindo, tão belo, não era isso que mais me chamava atenção. Era o fato de que ao seu lado meu coração inflava de alegria, de esperança, meu coração batia acelerado a ponto de querer sair pela boca.Porque ao seu lado eu me sentia assim tão...tão...feliz?

Eu não conseguia responder nenhuma dessas perguntas.

Eu havia chegado a casa, e Luccas havia aparecido para pegar o meu cavalo.

- Obrigada. - eu agradeci e fui para casa.

Isabel, minha mãe de criação, apareceu na porta, para me receber.

- Parece feliz, minha criança?- ele disse, quando viu o sorrido em meu rosto.

- Um pouco. - fui imparcial, para os outros eu ainda tinha de ser fria, por mais que não gostasse disso.Eu não suportava a idéia de ter alguém me controlando.Eu odiava ser essa Isabella, eu queria poder ser aquela Isabella que fui um dia, doce, meiga, mas eu não podia, eu não suportaria a dor de ver meu coração despedaçado.

Alem disso qualquer um naquela casa poderia saber da minha vida, e eu não tenho que dar satisfações a ninguém.

- Vamos subir, eu tenho de arrumá-la para o jantar. - ela disse, pegando minha mão e me puxando escada acima.

- Isso é necessário?- eu perguntei meio irritada, meio aborrecida. Porque eu tinha que participar de algo que eu não queria?

- Vamos, Isabella, faça esse favor para mim, sim?- ela pediu, subindo as escadas comigo.

No quarto, eu tirei minhas roupas, e coloquei um roupão e fui até o meu guarda-roupa. Peguei um vestido preto, longo, mas, de alguma forma,elegante.Fui a minha penteadeira e Isabel apareceu atrás de mim, escovando meus cabelos.

- Posso saber o motivo de tanta felicidade?- ela perguntou, enquanto prendia meu cabelo em um coque alto.

- Eu conheci um anjo. - eu respondi, sorrindo.

- Isso é bom, espero que ele ilumine sua e a faça feliz. Você merece.- ela colocou um arranjo feito de prata com pequenas esmeraldas em meu cabelo.

- Isso é impossível. -respondi irritada.- Eu sou viúva, e  estou amaldiçoada a isso para sempre.

- Você é viúva, mas não está morta. Tenho certeza que o senhor de Jacob- que Deus o tenha- gostaria que a senhora fosse feliz.

- Mas eu não posso. - eu persisti.

- Porque não?Você é jovem, linda e tem saúde, o que a impede?

- O fato de eu não ter um coração que possa amar a ninguém, nem mesmo uma planta. - eu gritei.Me levantei e coloquei meu vestido, negro e longo,um conjunto de brincos e um colar de esmeralda.Borrifei perfume, e respirei fundo, como forma de me preparar para aquele jantar.

Não havia me dado conta de que tinha demorado tanto, o jantar não era grande, apenas duas famílias, os Volturis e os Cullens.

Eu não gostava muito da família Volturi. Basicamente a família era forma de três irmãos, Aro, Caius e Marcus.Todos eles moravam em um único terreno, seus pais eram mortos e eles comandavam suas industrias com mãos de ferro.

Aro era casado com Sulpicia, e juntos tinham dois filhos Alec e Jane, eram muito pequenos e tinha ambos um rosto angelical, mas eles não em enganavam eram umas víboras.

Caius era casado com Athenodora e tinha três filhos, Afron, Heidi e Renata. E por algum motivo Caius me dava medo, seus olhos pareciam estar sempre recheados de ódio.

Marcus era viúvo, e tinha dois filhos muito educados Felix e Demetri. Marcus era muito quieto.

A família Cullen era um exemplo de família. Era uma família muito educada e culta, era o Dr.Cullen e sua esposa, Esme.Eles tinha três filhos, Rosalie, Jasper e o mais novo, cujo o nome não me recordo.Ambos muito belos e muito tranqüilos.

Eu desci as escadas e fui à sala de recepções.

E não pude acreditar em quem vi o meu anjo, reunida a família Cullen.

Ele estava lindo, suas roupas eram negras que em contraste a sua pele, o deixava ainda mais belo, seus cabelos penteados e seus olhos verdes brilhando com intensidade.

Seria ele um Cullen?

Demetri apareceu ao meu lado, com um sorriso lindo.

- Está incrivelmente bela essa noite, Isabella. - ele disse, e beijou minha mão num gesto Cortez.

- Obrigada. - eu sorri para ele e tentei soar verdadeira.

- Vinho?- ele me perguntou, oferecendo uma taça.

- Aceito. - apesar de estar falando com ele, eu estava olhando para o meu anjo, quando ele me viu ele sorriu, um sorriso lindo e eu só pude sorrir em resposta.

- Com licença. - eu disse, andando em direção aos Cullens.

Eu cheguei à pequena reunião da família, todos conversavam de forma animada.

- Isabella. - disse Esme, ela era a matriarca da família, sua pele branca, seus cabelos castanhos e seus olhos castanhos era uma beleza frágil, como se ele fosse uma linda boneca.

- É um prazer revê-la. - eu a abracei.

- Conhece o nosso filho Edward. Edward estava na Espanha a alguns anos.- então esse era o nome do meu anjo.Edward.

-É um prazer conhecê-lo, Edward. - eu disse, com um pouco de raiva, porque ele não me disse seu nome antes?

-Digo o mesmo, Isabella. - ele disse, e sorriu, um sorriso cheio de significados, eu sabia que ele jogaria comigo, o que ele não sabia era que eu era uma excelente jogadora.

- O jantar está servido. - anunciou minha mãe.

Eu fui até a mesa e me sentei, de frente para ele. E durante todo o jantar me manda olhares com significados, olhos que eram quase sedutores, olhares enigmático.

E cada vez que Le me olhava, eu sentia meu corpo ferver, o ar faltar em meus pulmões, por que isso está acontecendo comigo?

Depois os casais foram dançar.

- Me daria à honra?- ele pediu, como um perfeito cavalheiro, como se ele não fosse perfeito em todos os sentidos.

- Com todo o prazer. - eu disse e sorri.Ele pegou minha mão e me guiou até o centro do salão.E quando sua mão tocou a minha, eu me senti em choque.O que deu em mim hoje?

- Então é esse o seu nome?Edward?

- Então é esse o seu nome?Isabella?- ele rebateu maldito seja.

- Porque não me contou?- eu perguntei, irritada.

- Por que não achei necessário. - ele disse, tranqüilo demais, ele queria me irritar e estava conseguindo.

- Eu não sabia que você era um Cullen?- pelo menos não lembrava.

- A muito sobre mim que você não sabe.

- Quando vai me contar?

- Quando confiar em mim. - ele me girou.

- Eu confio. - disse, a mais pura verdade.

- Veremos. -ele disse e riu.Me rodopiando pelo salão.Eu me senti como uma folha ao vento, tão livre.

- Por que você é sempre tão enigmático?-

- Porque eu quero que você me desvende, eu serei aquilo que precisar que eu seja.

- Se eu precisar de um amigo. - eu supus.

- Eu serei o melhor amigo do mundo. - ele sorri.-Mas eu preciso saber o que você realmente deseja?- ele depositou toda a força de seus olhos verdes sobre mim, e minha mente teve seus pensamentos embaralhados. E como sempre, eu acabei falando a verdade.

- Eu preciso de alguém que me ame.

- Por que você precisa disso?- ele perguntou incrédulo. - Você é cercada de pessoas que a admiram.

- Sim, todas elas me admiram, mas ninguém me ama. Quando eu mais precisei dessas pessoas, elas só diziam” meus pêsames” e choravam falsas lagrimas.Eu não preciso disso.

- Isso não é verdade, existem pessoas que te amam.

- Me prove. - eu pedi, irritada.- Me responde uma coisa?Porque você se preocupa comigo?

- Porque sim. - mais uma vez uma resposta incerta.- A quanto tempo eu te conheço?- ele perguntou ainda tranqüilo.

- Tempo suficiente para me irritar. - eu respondi, ma na verdade eu sabia que não estava irritada com ele.Ele apenas me fazia ver coisas que eu escondia de mim mesma.

Ele balançou a cabeça.

- Desde quando eu te conheço?- ele perguntou.

- Desde hoje, à tarde, no parque.

- Mentira, eu a conheço desde que tinha dez anos de idade, e eu não houve um único dia em que não pensei em você.

- O que você quer dizer com isso?- eu perguntei confusa, irritada.

- Eu não quis dizer nada. - e seu tom de voz, pela primeira vez se alterou, se tornou mais nervosa, como se ele tivesse dito o que não deveria.- Eu tenho de ir.- ele me soltou, mantendo nossos corpos distantes.

- Então é assim, você fala e me deixa cada hora mais confusa?- eu perguntei, colocando as mãos na cintura.

- Ache suas respostas, porque eu já tenho a minhas. Adeus, Bella, ou até logo.- ele sorriu, aquele sorriso que fazia meu coração acelerar.E eu não me importei com o fato de ele ter usado meu apelido.

Ele partiu e eu subi as escadas, sem me importar com o fim da festa.

Eu me joguei na cama, e comecei a pensar em tudo o que ele havia me dito. O que eu senti por Edward Cullen?O que ele queria comigo?Porque eu já sentia sua falta?Porque eu queria ter ele me abraçando agora e me dando todas as respostas da minha vida?

Por quê?Por quê?

Eu fechei os olhos, a fim de que eu pudesse dormir, mas nada. Minha mente parecia querer apenas saber dele.Eu não percebi o tempo passar.

Eu me levantei, e andei em direção a varanda. E olhei a noite escura, tudo extremamente silencioso.

Eu escuto os arbustos se mexendo.

- Quem está ai?- eu pergunto, ao vento.

- Sou eu. - eu conheço essa voz.

publicado por Twihistorias às 21:00

26
Abr 13

Capítulo 10

Um novo começo?

Eu me senti, como se tivesse que começar minha vida do zero, nada poderia me ajudar nesse momento, à única pessoa que sempre me ajudou não está mais aqui.

Minha vida era monótona, todo dia a mesma coisa. Eu havia me mudado para casa dos meus pais novamente, não porque eu tinha um amor dimensional por eles, mas porque mora naquela casa sozinha era impossível.A solidão era insuportável.

Eu acordava cedo todos os dias, o sol começava a raiar  e eu já estava de pé, eu colocava um vestido preto e ia para o meu jardim, passava a manha toda cuidando das rosas brancas que passei a plantar, eu cuidava delas  da forma que não pude cuidar dele, porque descobri tarde demais meus sentimentos.

Eu pensava nele com Constancia e espera que ele possa ser feliz onde estivesse que ele se tornasse um anjo e guiasse meu caminho, por que eu estava perdida.

Quando o sol estava a pino, eu ia para casa e comia algo, se estivesse com fome, e partia para o parque.

Eu dedicava a mim tarde, todos os dias aquele parque, aquele lugar me lembrava tanto ele que me fazia me sentir mais forte. Eu chorava todos os dias ao lembrar dele.Ele era a parte mais importante da minha vida, e não podia negar isso.

Eu sentia muito a sua falta, o seu calor, o seu sorriso, tudo nele era importante para mim. Mas eu teria superar um dia, viver novamente, quando meu coração pudesse bater e aquecer meu corpo, e não torná-lo mais frio.

(...)

Era uma tarde, o vento atravessa as folhas, o sol raiva forte, e eu estava novamente embaixo daquele carvalho pensando no que havia se tornado a minha vida.

Eu havia me transformado em uma personagem, alguém que eu fingia ser para que ninguém tivesse pena de mim.

Eu não era nem de longe aquela pessoa que Jacob achava que eu era uma pessoa de coração puro, pelo contrario, meu coração estava ferido, como se estivessem cortado ele aos pedaços.

Eu esperava que um milagre acontece-se em minha vida e eu pudesse começar novamente, que Deus atendesse minhas preces, e eu pudesse ser feliz um dia.

Eu resolvi partir, tentar enterrar o que fui o que sou. Eu viverei outra pessoa, alguém de quem todos terão orgulho.

 

Capítulo 11

Uma nova Isabella Swan

Eu tinha três certezas em minha vida:

Primeira, a vida não havia sido fácil comigo, e eu sabia disso. Eu tive tudo e não tive nada.Me faltou amor e carinho e era disso que precisava.

Segunda, eu amava o Jacob, o amo e amarei sempre. Ele havia sido meu ponto de equilíbrio, meu porto seguro e tudo que eu pedi a Deus, e sou imensamente agradecida por isso.Ele foi meu pai, meu irmão, meu melhor amigo e meu marido, alguém dedicou um amor incondicional a mim, e que por muito tempo não pude corresponder.

Terceira, ele não voltaria, por mais que eu desejasse do fundo do meu coração ele não voltaria, e teria de aceitar, algum dia.

Eu teria que seguir em frente, minha vida na poderia continuar parada no tempo, eu teria que dar adeus ao passado e construir um novo futuro, um futuro no zero.

Eu seria criança novamente e teria de aprender a caminhar com as minhas próprias pernas, aprender a se equilibrar sozinha e sem ajuda.

Eu voltei para casa com esse espírito, de mudança.

Eu comecei pelo rosto, eu parecia tão... cansada, tão destruída, tão deprimida, que qualquer um que me visse, sentiria pena de mim.Eu não queria a pena e a compaixão das pessoas, eu não era uma “ pobre coitada”, e não queria me sentir fraca.

Tentei estampar um sorriso em meu rosto, mesmo sem ter motivo para sorrir. Eu tentei por um brilho em meus olhos, mas eles estavam apagados.Eu tentei por uma cor em minha face, mas eu me sentia como uma estrela apagada.

Eu me sentia velha, como se a vida não tivesse mais valor para mim, como se o tempo tivesse passado e eu continuasse parada.

Eu troquei de roupa, como se se cria um muro em volta de mim, uma capa, eu estava escondendo meus sentimentos, eu não deixaria mais verem meu coração partido, meu coração machucado, eu não deixaria ninguém mais ver minhas lagrimas, porque eu não teria mais motivos para chorar.

Eu seria uma nova Bella, alguém forte, que não precisaria do apoio de ninguém, que seria independente das emoções das pessoas, alguém que poderia ser considerada... fria.Seria assim para sempre ou até que meu coração se cicatrizasse.

Porque eu cansei de ter a compaixão daqueles que não me amam, daqueles que fingem sentir algo por mim, como se fosse uma obrigação. Eu cansei de ser uma obrigação paras pessoas, um peso, eu seria responsável pelos meus atos e arcaria com todas as conseqüência.

Eu deixei meu vestido cair no chão, e junto com a Bella do Jacob.

(...)

Um ano a morte do Jacob...

O dia estava lindo, com o sol brilhando forte, clareando um novo dia. Hoje fazia um ano desde que Jacob morrerá, e eu iria visitá-lo.Fazia tempo que não ia ao cemitério ou ao parque, mas hoje eu iria, eu precisava disso para me fazer forte.

Descia as escadas devagar, eu estava com pouca fome, e queria sair logo e passar o dia todo fora. Meus pais estavam na mesa, tomando café num silencio absoluto, eles as vezes não parecia ser casados.A distancia, o silencio a frieza, não fazem parte de um casal que se conhece a anos.

- Bom dia. - eu disse de forma educada e fria.

- Bom dia. - minha mãe respondeu, num tom animado.Ela ficará muito feliz por ver que eu havia superado a morte do Jacob.- Filha, hoje teremos um jantar importante, lembra dos Cullen?- ela perguntou, bebericando sua xícara de chá.

A Família Cullen era uma família exemplar. De origem Inglesa, mas eles havia se mudado para cá por conta dos negócios.O patriarca, Dr.Cullen, era medico e ajudava nas guerras que tinham, um homem de conduta tranqüila e educada.Tinha uma esposa linda, Esme e três filhos, os gêmeos, Rosalie e Jasper e Edward.Rosalie e Jasper já haviam se casado, a poucos meses e eram felizes.

Já Edward, havia sido levado quando era criança para um colégio interno na Espanha.

- Me Lembro, por que do interesse?- eu fui direta, minha mãe não era do tipo de mulher que perguntava algo sem nenhum interesse.

- O Jovem Edward, volto do colégio interno na Espanha e faremos um jantar, para comemorarmos sua volta, e sua presença é indispensável. - eu não gostava de festas e jantares, mas era obrigada a comparecer em todos.

- Claro, estarei aqui, agora com sua licença. - eu joguei o guardanapo na mesa, me levantei e parti.

Eu não cuidava mais dos jardins, o jardim me lembrava muito o Jacob, e eu queria esquecê-lo, por um pouco, mas as flores continuavam intactas, era uma forma de me lembrar que eu não era aquilo que sou hoje, eu já fui alguém doce e meiga.

Luccas cuidava das flores, e as mantia bela.

- Luccas!- eu corri para abraçá-lo, ele era alguém de quem eu gostava muito. Um senhor com seus quarenta anos, forte e robusto, mas extremamente gentil e educado.

- Minha menina!- eu gostava da forma como ele me chamava, me fazia me sentir jovem.

- Arruma algumas rosas brancas, por favor?- pedi.

- Claro. - ele tinha total dedicação as flores, e gostava disso, ele amava seu trabalho e era feliz assim.

Ele me entregou algumas flores, eu peguei uma égua, linda, com os pelos brancos que pareciam neve, e macia como algodão e muito mansa.

Eu cavalguei até o cemitério e me desfrutei com a sensação de ser livre.

Prendia a égua na porta do cemitério, e o tumulo de Jacob continuava inalterado, eu coloquei as flores sobre seu tumulo, mas a sensação te ter ele por perto, não apareceu, e eu me sentia fria, e sabia que ali não era o lugar onde deveria estar.

Ajoelhe-me e sussurrei um “Eu te amo”, e parti.

(...)

Sentei-me sobre o carvalho, e sentia o muro que construí se destruir, aquele lugar tinha esse poder, me destruir. Era como se Jacob estivesse ali, ele era parte de mim e eu sentia sua falta.

Deixei uma lagrima solitária escapar de meus olhos, senti o vento farfalhar.

- Com licença?- eu ouvi a voz de um anjo, e tive medo de abrir os olhos e ver que era apenas um sonho.

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20
Abr 13

Capítulo 8

Escondendo-me do mundo, me afogando na dor.

Eu saí daquele quarto aos prantos, minha mente era um turbilhão de coisas, eu ainda não conseguia aceitar o fato de ele ter partido, eu descia as escadas correndo, atordoada.

- Deseja algo, senhora?-perguntaram Laura, se dirigindo as escadas.

- Eu quero ficar sozinha. - disse saindo pela porta, eu não me preocupei com aquela chuva, eu simplesmente corri, sem destino certo, era como se eu tivesse perdido meu equilíbrio.

 A chuva continuava a cair, e eu deixei que ela me limpasse, me livrando de toda dor e sofrimento que estava sentindo,quando dei por mim, eu estava no seu parque, no parque que ele havia me levado uma semana após o nosso casamento, um lugar mágico e acolhedor, eu me sentei abaixo daquele mesmo carvalho, daquele dia, eu não sabia como havia chegado aquele lugar, eu só sei que eu não precisava fingir nesse lugar, da mesma forma que na deveria fingir para ele. Eu deixei as lagrimas que estava guardando, escaparam novamente, aquilo amenizava minha dor, mas não fazia ela desaparecer.

Eu fechei meus olhos, e me deixei navegar pelas lembranças desse quase um ano de casamento, às vezes em que em andamos de cavalo juntos, e parecíamos duas crianças, quando sentíamos o ar atravessava nossos cabelos, e tínhamos a sensação de ser livres. Eu me lembrava dos jantares que tínhamos a dois, e ficávamos horas conversando e rindo sobre quando éramos crianças, era tão bom. Eu me lembrava do abraços protetores que ele me dava, eu me lembrava dos momentos felizes que vivemos juntos.Momentos que guardaria eternamente em minha memória.

Eu ouvi longe um trotar de um cavalo a chuva já havia cessado, eu não me preocupei em me levantar e partir, apesar de esta quase sendo vencida pelo cansaço, eu fiquei parada. Eu podia ouvir o trotar se aproximando de mim, mas parecia ainda tão longe para minha mente, que deixe aquilo passar.

- Isabella?- eu ouvi alguém perguntar, o som do trotar não existia mais, eu podia ouvir somente essa voz masculina perto de mim, e eu conhecia essa voz... Demetri Volturi. Demetri era um dos rapazes que vivia a me oferecer presentes, sua família e amiga da minha então resultado ele vivia em minha casa. Ele nunca aceitou o fato de ter me casado com Jacob, ele queria ser meu marido, a maioria das garotas italianas desejaria ter Demetri Volturi como marido, alto, cabelos loiros, olhos azuis céu, músculos desenhados, belo para todos os efeitos.

Mas o que ele fazia ali?

-Isabella?- eu o ouvi perguntar novamente.

- O que?- eu perguntei raivosa, abri meus olhos e o fuzilei com um olhar.

- Sai daí, você esta completamente encharcada, poderá ficar doente. - ele me pediu, num tom doce , mas ainda recriminante.

- Me deixa morrer. - eu gritei com raiva, será que não poderia ter um minuto de paz?Era exatamente isso que eu queria morrer, era a única forma que eu via de não sentir mais dor.

- Não vou fazer isso, nem que eu tenha que te carregar daqui, você vai sair daqui. - ele me disse, serio.

- Eu vou pra casa sozinha. - lembrar de que estaria naquela casa sozinha, fez com que as lagrimas aparecesse novamente.

- O que houve?Por que choras?- ele me perguntou, ele parecia preocupado comigo.

- Nada. - eu disse com uma voz baixa, mergulhada em choro.

- Como nada? Vamos, eu vou te levar para casa. - ele me ofereceu sua mão para que me levantasse, eu aceitei, ele tinha um toque quente ou minha mão estava fria.Eu não sei o por que aceitei sua mão, talvez eu necessitasse de um novo apoio, de um novo ponto de equilíbrio.

- Obrigada. - eu agradeci, tentei ser gentil mas não sei se surgiu efeito.

- Não tem de que. - ele respondeu, me ajudou a subir no cavalo e me guiou ate a casa, andando.

- O que fazes aqui?- essa pergunta pairava em minha mente como ele havia me encontrado.

- Costumo vir a esse lugar para pensar, eu conheço desde pequeno. - ele me disse, num tom cortez.

Eu me limitei a assentir.

- E você o que fazes aqui sozinha e na chuva?- ele me perguntou, curioso.

- Pelo mesmo motivo que você, pensar. - eu respondi da maneira mais gentil que pude, Demetri era um bom homem e não podia descontar toda a minha dor.

-Bom, chegamos a sua casa. - ele disse e me ajudou a descer, mas claro que minha falta de coordenação tinha que me ajudar, eu quase cai, se Demetri não tivesse me segurado, nossos lábios ficaram a centímetros de distancia, e ele me olhava como se deliberasse se me beijava ou não, aquele momento estava se tornando estranho, apesar de Demetri ser um homem atraente em todos os sentidos, eu tinha um coração ferido demais para pensar em algo.Eu me desvencilhe de seus braços

- Obrigada. - eu agradeci, e parti correndo para casa, sem deixar que ele me dissesse algo.Eu corri para o meu quarto, Jacob não estava mas na cama, provavelmente os empregados estavam arrumando o enterro.Eu queria cuidar disso pessoalmente.Desci as escadas apressadamente, graças aos céus Laura estava no hall.

- Laura. - a chamei.

- O que deseja senhora?- ele me perguntou.

- Eu quero rosas brancas no enterro, sim?- eu pedi. Rosas brancas, ele me oferecia sempre um ramalhete de rosas brancas, eu consigo lembrar as suas palavras para gostar tanto daquelas flores. ”Rosas são as mais lindas flores, todas as outras flores sentem inveja, e a branca é a principal ela se destaca no meio de todas.”Pensar até mesmo na sua voz, me fazia chorar novamente, eu ainda tinha duvidas se ainda existiam lagrimas.

- Como queira, será providenciado, o enterro será amanha as nove. De acordo?- ela me perguntou.

- Claro, eu vou me deitar. Obrigada por tudo, Laura.- eu agradeci e abracei, ela retribui meu abraço.- Boa noite.

- Boa Noite. - ela me respondeu, eu subi as escadas, mas lentamente o cansaço e o sono estavam me derrotando, me dirigi ao banheiro, e tomei um longo banho, vesti uma camisola branca  de seda, me deitei na cama, ela não tinha mais o seu perfume, provavelmente o lençóis foram trocados, eu me deixar levar pelo cansaço e pela inconsciência, e adormeci.

 

Capítulo 9

Enterro

Eu acordei, com os raios do sol atravessando a janela de meu quarto, o sol era forte e visoso, capaz de aqueçar a tudo.Mas não ao meu coração.Eu senti lagrimas preecherem meus olhos, ao ver que ele não estava mais ao meu lado.Que eu não podia respirar fundo, e sentir o seu delicioso cheiro, o único calmante para minha dor.Que não podia abraça-lo e sentir todo o calor que seu corpo emanava, como se fosse um sol particular em minha vida.

Agora teria que vê-lo pela ultima vez, imóvel, sem vida, como se o meu sol tivesse apagado para dar vida a uma chuva, que mais parecia acida capaz de corroer meu coração.Um coração que parece ter sido esfolado pela vida, meu sangue jorrava por todas as suas frestas, meu sangue mais parecia veneno, porque eu me sentia como se estivesse morrendo aos poucos.

Eu me levantei, e fiquei surpresa ao ver que ainda existia forças em meu corpo, eu fazia cada ato com os poucos pensamentos ainda coerentes, que não havia sido afetado pela minha dor.

Eu atravessei o corredor, indo até o banheiro.Eu lavei meu rosto, como se fosse uma forma de me acordar para a realidade que eu teria a partir de agora.

Eu observei meu reflexo no espelho, eu já não parecia mais aquela jovem moça ao qual todos os homens admiravam, eu parecia cansada, minha pele e meus cabelos já não eram tão sedoso como antes, meus olhos sempre tão vivos, pareciam mortos.Eu parecia morta, como se junto com ele a maior parte de mim havia morrido .

Meus olhos inchados pelo choro, lagrimas que foram em vão, porque a dor não diminuiu.Eu dei de costas ignorando aquele ser que eu havia me tornado, andei lentamente em direção ao quarto.

Eu não tinha vontade de sair daquele quarto, eu esperaria que um dia meu corpo secasse de tantas lagrimas, meu sangue coroesse meu corpo, fazendo com que ele desfinhasse aos poucos, de forma lenta e torturante.A morte me parecia o único caminho para acabar com a dor, quem sabe Deus seria bondoso o bastante e me levasse até o Jacob, até aquele anjo que Deus pois em minha vida.

Eu abri as portas do guarda roupa, e vi o vestido azul, o mesmo vestido que ele havia me dado a ultima noite em que ele tinha vida.Ver aquele vestido me lembrou do carinho que ele dirigia a mim como se fosse sua própria vida.Eu peguei o primeiro vestido preto que vi, teria que acostumar a usar preto, seria a cor que usaria até o fim dos meus dias.

Eu o vesti, lentamente como se ao colocar aquela roupa, eu me sentisse realmente viúva.Eu escovei meus cabelos , tentando ficar o mais bela possível, não queria que as pessoas sentissem pena de mim, pena era a ultima coisa que gostaria que sentissem de mim.Me maquiei, tentando esconder as olheiras que se formaram abaixo de meus olhos, graças as noites mal dormidas.

Eu me levantei, deixando para trás o reflexo daquela personagem que estava inventando, alguém que eu seria na frente dos outros.Coloquei meus sapatos, chapéu e jóias, e desci as escadas lentamente.

- Dormiu bem, senhora?- perguntou Laura, num tom gentil.

- Sim, obrigada.- eu disse de forma calma e gentil, mais uma peça da personagem.

- Eu sinto muito pela morte do Senhor Jacob.- ela disse, e eu senti aquelas palavras destruírem a minha personagem, porque elas eram sinceras.Ela realmente gostava do Jacob.

- Obrigada Laura, por tudo, nem todos os agradecimentos do mundo será capaz de agradecer todo o apoio que deu a mim.- eu a abracei,e me permitir chorar nos braços de alguém que me queria o bem.

- Não foi nada, Senhora.Eu sei que a senhora é boa.- ela disse, olhando em meus olhos.- O que acha de comer algo, se alimentou mal esses últimos dias.- ela sugeriu.

- Será uma boa idéia, obrigada.- eu me deixei ser guiada pelos seus passos.A mesa estava posta, eu me sentei no lugar de costume e me senti só.

- Laura?- a chamei, ela virou para mim.- Poderia me fazer companhia?Para que não me sinta sozinha.- eu praticamente supliquei.

- Claro, senhora.- ela se sentou ao meu lado.Eu devorei o café da manha, a fome me consumia e não havia reparado nisso.Sequei meus lábios com o guardanapo, e o joguei na mesa.Me levantei, o enterro seria logo.O velório seria no salão da igreja da cidade.

Eu coloquei meu chapéu e esperei até que Laura chegasse, fomos de carruagem, o silencio reinando o momento, como se não existissem palavras para serem ditas.

A igreja parecia pequena pela quantidade de pessoas que se encontravam ali.Pessoas que choram lagrimas, sem nem saber o verdadeiro motivo.Eu desci, sempre com Laura em meu flanco, como se fosse meu apoio naquele momento.

Eu andei me aproximando do caixão com seu corpo, ele parecia sem vida, sua luz havia se apagado para sempre, o fogo da sua vida se extinguido, ele havia se tornado mais um corpo.Sua expressão era serena, como se ele estivesse como todos os anjos do céu.

Mas uma vez eu chorei, estava sendo difícil para mim perde-lo.

Aos poucos as pessoas se aproximaram, eu me cansei de ouvir “ Sinto muito”.Essas palavras eram falsas, e me faziam sentir raiva e repulsa.

Minha mãe se aproximou de mim, para me dar apoio.

- Filha, eu sinto muito.- ela disse com a voz falhando por causa do choro.

- Eu sei.- respondi, sem vida.

- Vamos, está na hora de enterramos.Seja forte, sim?- ele tentou me dar forças, mas suas palavras não faziam sentido.

Eu fui na frente daquela procissão, direto para o cemiterio da cidade.Eu escutava pessoas e mais pessoas chorando, e apenas algumas verdadeiras, as das irmãs do Jacob, as de Laura e as minhas.Todas as outras era apenas água sendo derramada de olhos de pessoa que nunca o amou.

(...)

Eu vi seu caixão sendo abaixado dentro da cova,eu peguei uma das rosas brancas que adornavam seu tumulo e me ajoelhei no chão.

Eu dei um beijo nas pétalas da rosa, como se através daquele beijo, eu pudesse mostrar todo o amor que sinto por ele.Eu joguei a rosa sobre o tumulo.

- Eu te amo, para sempre.- eu sussurei, e esperei que ele pudesse ouvir onde ele estivesse.Eu deixei uma ultima lagrima cair, fechei os olhos e imaginei seu rosto.

Abri meus olhos novamente, cobri meu rosto com o véu e parti.Para o único lugar que saberia que ele estaria comigo.

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10
Abr 13

 

 

 

Capítulo 6

O inicio de um fim

Os meses foram passando, longos meses de transformação. Eu estava em um processo de transformação, por fora eu havia me transformado em uma verdadeira senhora, quem me visse agora jamais seria capaz de afirmar que eu fui àquela menina frágil e delicada, eu havia me transformado em uma mulher forte e destemida, sempre correta em todas as suas atitudes, firme no seu andar e na sua fala. Mais a maior de todas essas mudanças era a interna, meu coração estava sofrendo uma transformação lenta mais gradual, meu amor por Jacob estava mudando.Eu cuidava dele, não como uma mãe cuida de um filho, mais como uma esposa cuida do seu marido.Meu sogro havia falecido pouco tempo após nosso casamento e isso havia deixado o Jacob arrasado, eu o havia consolado da mesma forma que ele me consolava quando eu era criança.Ele havia assumido os negócios da família, mas nem isso foi razão ou motivo para ele ser menos atencioso a mim.Todo o seu tempo livre era dedicado a minha pessoa, a minha felicidade.Éramos felizes, eu me sentia bem perto dele era como se perto dele eu pudesse voltar a ser uma criança, sem medos ou preocupações.Eu podia voltar a ser frágil e delicada por que seu amor por mim não mudaria.Ele me amava eu podia ver isso através de seus olhos negros.Eu sentia uma necessidade de me entregar a ele por inteiro, sem pensar ou hesitar, mas algo me impedia.Eu estava confusa.

Um dia chuvoso, uma forte tempestade podia se assistir através das janelas, eu estava preocupada com Jacob, ele poderia ficar doente ao tomar essa chuva. Trovoes ecoavam, raios desciam dos céus como avisos, relâmpagos iluminavam a chuva forte que jorrava dos céus. Eu andava de um lado para outro, olhava pela janela a cada poucos minutos, quando avistei ele sobre o cavalo, cavalgando lentamente, eu o vi descendo do cavalo e o entregando a um criado. E ando para casa, eu nem o esperei abrir a porta ela já estava aberta, ele estava totalmente molhado, sua roupa e cabelos pingavam.

- Você é louco?Quer ficar doente tomando uma chuva dessas. - eu disse, o recriminando.

- Não, eu estava na cidade buscando um presente para você. - ele disse e começou a tossir.

- Meu Deus, você ficará doente, vamos você precisa de um banho quente e de roupas secas, depois veremos o meu presente.

Eu subi com ele, ele tomou um banho quente e relaxante enquanto eu pegava roupas secas para ele vestir. Onde ele estava com a cabeça, tomando chuva desse jeito. Eu estava distraída, que nem percebi quando a criada chegou.

- Deseja algo, senhora?- perguntou Laura, Laura era baixinha e fofinha, uma mulher doce e meiga.

- Prepare um leite morno, por favor?- pedi. Ela apenas assentiu e saiu.

Peguei as roupas para Jacob, e levei para o banheiro, ele se vestiu e fomos para o quarto. Sentamos na cama.

- Bom, eu quero te mostrar o que comprei para você. - ele disse com uma voz animada.

- Você realmente é louco, preocupado comigo enquanto poderia pegar uma doença.

- Eu sempre estou preocupado com você, eu prometi a mim mesmo fazê-la feliz.

- Eu estou feliz!- disse, e fique impressionada com a sinceridade de minhas palavras, eu era feliz, muito feliz.

- Espero que goste. - ele me estendeu um embrulho, e o abri e não acreditei no que vi. Era um vestido lindo, de seda, um azul claro como o céu, ele tinha partes trabalhadas, eu não me lembrará de ter tido um vestido tão lindo.

- O que achou?- ele me perguntou.

- É lindo, obrigada. - eu o abracei, e ele retribuiu o abraço. Eu gostava da sensação de quando nos abraçávamos, eu me sentia aquecida e protegida. Eu ouvi uma batida na porta, era Laura trazendo o leite.

Fui até lá e peguei o leite.

- Obrigada. - ela apenas assentiu novamente.

Fui andando em direção à cama e me sentei.

- Tome tudo. - ordenei.

- Não precisa se preocupar comigo. - ele pediu.

- E o mínimo que posso fazer você sempre cuida de mim, eu tenho que cuidar de você. - eu lhe entreguei o leite e ele tomou.

-Eu te amo. - ele me disse, eu gostei de ouvir essas palavras, eu não me lembro de ter ouvido varias vezes alguém me dizendo que me amava, Jacob sempre dizia isso desde que éramos crianças, Isabel também, mas eu nunca ouvi essas palavras da boca de meus pais.

- Eu também te amo. - e era verdade eu o amava. Ele começou a tossir novamente.

- Vamos descanse, amanha estará melhor. - pelo menos e isso que espero do fundo do meu coração.

- Boa noite- ele me disse.

- Boa noite e durma bem. - dei um beijo no seu rosto. Deitei-me na cama e adormeci.

 

Capítulo 7

Adeus. Eu te amo 

Parece que meu desejo não seria atendido, eu queria muito que ele se recuperasse e voltasse a ser aquele homem maravilhoso, sorridente e protetor que ele era. Mas as minhas preces não estavam sendo atendido, cada dia que se passava ele piorava. Ele não sairá da cama, sua febre era alta a ponto de ser delirante, seu corpo mal se movia, sua respiração era lenta, suas crises de tosse eram constante, ele tossia sangue, era tuberculose. Apesar de tomar remédio, sua febre não baixava e sua doença não dava nem um sinal de melhora, a dias eu não via um sorriso brotar em seus lábios.Isso me fazia triste, era como se a doença e o ver definhar sobre meus olhos, me ferisse, como se eu estivesse doente, eu preferia morrer do que ver ele morto.

Eu não sairá do seu lado, somente para tomar banho, e fazer refeições. Todo o meu tempo era dedicado a ele, a sua melhora, eu fazia compressa de água em sua testa, dava seu remédio regularmente e nada. Ele simplesmente não respondia a nada, eu pedia a Deus para que não tirasse ele de minha vida, eu não sei se sobreviveria.Seria injusto tirar ele de mim, logo no momento em que estou amando.

Meu amor por ele, não era algo devastador e intenso, era algo tranqüilo e profundo, algo que me fazia bem, algo que era necessário para mim. Amar, eu sentia a necessidade de amá-lo. Era bom, me sentir amada.

O dia era chuvoso, como o dia em que ele ficou doente, a chuva era forte, trovoes ecoavam pelo céu, eu continuava ao seu lado, segurando a sua mão, sentado ao seu lado na cama, tentando ver alguma melhora. Eu o senti apertando minha mão, forte, como se juntasse todas as forças de seu ser para aquele pequeno ato.

- Jacob?- perguntei, para ver se ele me respondia.

- Me prometa algo?- ele pediu com uma voz rouca, e quase inaudível.

- Prometo o que você quiser, mas descanse. - eu pedi, num tom que mais parecia uma suplica.

- Seja feliz. - ele pediu, ainda com uma voz baixa. Eu senti meus olhos marejarem.

- Eu sempre serei feliz, Jacob, porque sei que estará ao meu lado. Eu te amo. - eu vi um pequeno sorriso brotar em seus lábios. Era a primeira vez que dizia “Eu te amo”, de coração, e por vontade própria

- Adeus. Eu te amo. - ele suspirou uma vez, tombou a cabeça para o lado e eu senti seu aperto se desfazer. Ele havia partido.

Eu senti as lagrimas caírem de me olhos, como as águas de uma cachoeira, eu queria conte-las, mas eu não conseguia por que ela não queria parar. Eu não queria parar. Eu me sentia mal, a única pessoa que eu realmente amei de todo o meu coração, partiu para sempre. Peguei seu rosto em minhas mãos, e acaricie seus rosto, dei um suave beijo em seus lábios e sai.

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03
Abr 13

 

Capítulo 4

A Lua-de-mel fracassada

A viagem foi silenciosa, a tal ponto que era possível escutar o vento passando por entre as folhas das arvores. Nos não nos olhávamos nos olhos, nenhuma vez se quer. O silencio pairou. A casa era distante da dos meus pais, o que era bom.Conseguiria paz.Enfim chegamos, a casa era grande e elegante.Completamente branca e dourada, um jardim magnífico o cercava, e três andares ela contia.Descemos da carruagem, ele me auxiliou.A noite era escura, poucas estrelas continha e casa do lado de fora era o que iluminava.Andamos em direção da casa, sem trocar palavras, olhares,nada.Eu já havia me decidido, não iria me tornar sua mulher somente esposa.Mas como contar isso a ele?Era a grande questão. A casa por dentro era magnífica, sua maior parte era de mármore branco, uma longa escada de corrimões dourados nos guiava até os andares a cima. O criado deixou as nossas bagagem, no hall de entrada e partiu. Eu estava maravilhada com a casa, era mais linda do que sonhara.Subi lentamente as escadas, e me deparei com um enorme corredor de cada lado meu.Parti para leste e encontrei um enorme quarto, que possuía uma linda varanda que dava para a lua.Desci novamente as escadas, a procura de minha bagagem, precisa me despir deste longo vestido.Jacob tinha sumido, mas não ousei procurá-lo, talvez ele precisava ficar com seus pensamentos.Peguei a minha bagagem e subi em direção ao meu quarto.Coloquei tudo no chão do quarto, e coloquei a menor de todas as bagagens na cama.Tirei as coisas e coloquei cobre minha penteadeira, que ficava ao lado da janela.Peguei minha camisola, dentro das malas e fui em direção do banheiro.Tranquei a porta, precisava de um tempo para mim.Me despi lentamente de meu vestido de noiva, e o deixei cair sobre o chão do banheiro.Tirei de meu cabelo o véu, e ele caiu sobre o vestido.Lavei o meu rosto com água, não estava em condições de tomar um banho.Seria capaz de me afogar de propósito.Coloquei minha camisola de seda branca, e parti descalça para o quarto.Quando cheguei eu não estava sozinha, Jacob estava sentado na cama, fui até a penteadeira e desfiz o penteado de meus cabelos e os escovei, tentando em vão me acalmar.Teria que ser forte, e manter minha decisão.Me sentei na cama a sua frente, meu coração palpitava como as asas de um colibri.Respirei fundo.

- Tem certeza que quer fazer isso?- ele me perguntou, num tom doce e delicado.

- Eu não vou fazer não me sinto pronta. - respondi, sem graça.

- Por quê? Não precisas temer. - ele me disse ainda doce como mel.

- Eu não temo. Eu só não farei isso, por que seria como trair a minha mesma. -não queria dar mais explicações.

- Como queira. Lembre-se sempre estarei aqui, para o que precisar. - ele me deu um longo beijo na testa. Eu me levantei e fui até o outro lado da cama me deitar

- Boa noite. - disse num sussurro.

- Boa noite. - ele me disse.

Lagrimas silenciosa escaparam de meus olhos, eu me sentia triste, por magoá-lo. Deus é testemunha que eu jamais quis isso. Mas lagrimas escapavam de meus olhos e eu não podia conte-las. De tanto chorar acabei por adormecer.

Capítulo 5

O parque do Jacob

Fazia uma semana que eu estava casada, e estava relativamente feliz. Jacob era um maravilhoso marido, extremamente atencioso. Conversamos por horas, todos os dias e isso já havia se tornado rotineiro. Eu não toquei mais no assunto da nossa fracassada noite de núpcias, era delicado demais para mim.Não era que eu não quisesse, era como se eu não pudesse, como se algo me impedisse.

As manhas, Jacob saía para passear e eu ficava nos jardins da enorme casa, os criados eram muito gentis conosco, o que era agradável. Era uma manha comum, o sol brilhava através das janelas, o dia estava claro e belo, como sempre. Jacob estava dando uma de suas caminhadas matinais e eu já havia me recolhido a casa, após cuidar de meu jardim.

- Bella, minha querida!- esbravejava Jacob, desde que nós casamos, ele me chamava sempre de Bella. - Amanha eu quero te levar a um lugar.

- Que lugar?- perguntei, com curiosidade ardendo em minha voz.

- Um lugar tão belo, quanto você.

- Ora, de que lugar se trata?- eu estava impaciente

- Um parque, e não falarei mais no assunto até amanha pela manha.

- Como queira.

Eu estava curiosa para ir a esse lugar, eu precisava sair dessa casa, estava me sentindo sufocada e respirar um ar puro e aberto me fará todo bem.

Era de manha, estávamos prestes a sair para um parque desconhecido, pelo menos desconhecido para mim, Jacob estava animado e eu também sentia a necessidade de me sentir assim também. Ela falará disso, ontem, o dia inteiro. Havia me arrumado e preparado uma cesta com comidas, passaríamos o dia inteiro no parque.

- Vamos?- ele me perguntou.

- Vamos.

Nós saímos da casa e nos dirigimos a uma carruagem, o caminho foi tranqüilo, nos fomos conversando e de mãos dadas. A viajem foi curta, mas agradável.

Jacob, como um bom cavaleiro me ajudou a descer, o lugar era absolutamente lindo, era como um quadro parecia que cada mínimo detalhe havia sido desenhado. A grama era de um verde forte, mas tranqüilizante formava uma cobertura por toda terra molhada, as arvores eram grandes com todas as suas folhas verdes, suas sombras eram agradáveis e acolhedoras. A brisa soprava fraco mais refrescante, pequenos animais corriam pelo parque.Poucas pessoas se encontravam, mas mesmo assim o lugar era fantástico.

Nós sentamos sobre a sombra de um carvalho, nada falamos nossos olhos corriam por aquele lugar, apreciando cada parte, nos respirávamos fundo como se quisesse guardar para sempre aquele delicioso perfume, nós ouvíamos com atenção cada som como uma melodia, a melodia da natureza.

- Posso lhe perguntar algo?- ele quebrou o silencio.

Nossos olhares sem encontraram, eu me senti aquecida como sempre sentia perto dele.

- O que quiser.

- Por que não quer se tornar minha mulher?- sua voz era doce.

Eu não queria responder isso, mais seria necessário, então que seja agora.

- Eu conheço você desde criança- tentei manter minha voz sobre controle- sempre vi você como um amigo, um irmão, um confidente. - eu fechei meus olhos, eu não queria perder as forças. -Mas quando eu me vi obrigada a me casar com você, eu me vi em um dilema, mais eu decidi me tornar somente sua esposa, eu o amo mais não como homem que mereces ser amado, eu trairia meus sentimentos dormindo com você.

- Eu compreendo, - ele pegou meu rosto em suas mãos e eu abri os olhos, seus olhos me passavam confiança. - Daremos tempo ao tempo, um dia seu amor por mim mudará, e eu respeitarei isso, um dia seremos capazes de gerar filhos que nos darão netos, e teremos herdeiros e mais herdeiros. - sua mão foi parar no meu ventre, como se esperasse que algo existisse ali.

- Daremos tempo ao tempo. - prometi.

- Eu lhe juro, sempre estarei ao seu lado. - ele me prometeu.

- Sempre. - eu confiava cegamente nele.

Ele pegou minha mão, e voltamos a conversar normalmente, apesar dele dizer que esse lugar era belo como eu, era muito parecido com ele de alguma forma. Era aconchegante e acolhedor, como ele. Eu me senti leve como uma pluma, parecia que eu vivia num pequeno paraíso, onde o mundo era somente meu e dele.Onde eu teria sempre a certeza de que era protegida e amada, e eu esperava com todas as forças do meu ser um dia podermos nos amar mutuamente.

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21
Mar 13

Capítulo 2

O noivado

Desci as escadas, lentamente, todos daquela casa direcionavam seus olhares a mim. Meu pai me esperava no final da escada, os homens me olhavam com olhares de cobiça.A casa estava decorada com vasos de flores, e lustres iluminados com velas.Meu pai pegou minha mão e aplausos ecoaram pelo hall de entrada.Esbocei um sorriso, e vi sorrisos de respostas.Nos direcionamos até a sala de jantar.Meu pai puxou a cadeira para mim e eu sentei.Jacob me olhava a cada poucos minutos, um olhar diferente, um olhar de felicidade e não de desejo.Fiquei feliz, sempre considerei Jacob o meu melhor amigo, a única pessoa capaz de me compreender nessa terra.

O jantar era formado por quatro famílias, os Swan, os Black, os Volturis e os Cullens. Era um jantar bem intimo em relação aos que tinha aqui. Começamos a jantar e pequenas conversas começaram a fluir na mesa. Meu pai se levantou e ergueu sua taca de vinho seria anunciado meu noivado.

- Como todos os senhores sabem, minha filha, Isabella, está na idade de se casar e por esse motivo estamos reunidos, aqui nesta noite. E com imenso orgulho e prazer que anuncio o noivado de minha filha com Jacob Black.- anunciou meu pai, com um voz gloriosa.

Jacob se levantou e tirou de seu paletó, uma pequena caixinha de veludo a abriu e retirou um pequeno anel delicado. Estendi minha mãos direita a ele, ele a pegou e colocou o anel em meu dedo anelar e beijou a minha mao.

- Um brinde aos noivos. - disse meu pai.

- Aos noivos. - dissemos em uníssono e levantamos as tacas.

Voltamos ao jantar, e as conversas se iniciaram novamente. O jantar terminou e uma musica suava começou a tocar, os casais foram saindo para valsar.Jacob chegou a meu lado e estendeu sua mao.

-Me daria à honra?- ele me perguntou, com uma voz sedutora.

- Com todo o prazer. - disse, com um sorriso.

Ele me guiou até o meio do hall de entrada, no meio dos demais casais. Começamos a valsar lentamente pelo salão, Jacob dançava extremamente bem.

- Ficou extremamente feliz em te-la como minha noiva. - comentou ele.

- Igualmente. - respondi.

- Serei o homem mais sortudo de toda a Itália, consegui a melhor esposa. - comentou ele, como se acaba-se de ganhar um premio.

- Conseguiste também um dos tesouros italianos, não poderia descobrir quantos homens desejariam estar em seu lugar.

- Mas eu tive a honra de ganhar o premio final- disse mais uma vez num tom vitorioso

- Meus parabéns!- exclamei.

Continuamos a dançar e logo o noivado terminou. Meu casamento se aproxima.

Capítulo 3

O casamento

Os dias e semanas viam se arrastando como moribundos. Cada hora é uma pequena eternidade. Com o passar dos dias, meu casamento estava se aproximando. Eu saia quase todos os dias, vestido, flores, orquestra, tudo tinha que estar impecável para um dos casamentos mais esperado de todos os tempos. Eu estava feliz, me casaria com quem meus pais me escolheram e viveria ao seu lado por todos os dias que a vida me proporcionasse.

O tão sonhado dia chegou, minha casa estava uma euforia, o jantar de festa seria aqui e isso estava matando os criados. Passei o dia em meu quarto, Isabel cuidou de mim como uma princesa é cuidada, ela me banhou com uma água morna que fez todos os músculos de meu corpo relaxarem. Ela escovou por um longo tempo meus cabelos e o prendeu em um coque sofisticado. Enfeitou meu cabelos com flores.Meu vestido era de cetim e seda, branco como a neve no tempo do inverno, meu corpo era totalmente coberto, uma longa calda totalmente enfeitada de renda francesa, um véu longo  e simples que se arrastava ao chão.Luvas cobriam meus braços e meu rosto era coberto também,seria impossível ver meu rosto.Eu estava pronta e linda, como jamais estive.Peguei meu buque de flores do campo e desci com toda delicadeza as escadas de minha casa.Meus pais me aguardavam no hall de entrada.Eles me ajudaram a subir na carruagem e partimos para a Igreja matriz.Levaria algum tempo para chegarmos em Roma.Eu tentei imaginar meu futuro.

Eu conseguia me ver esposa, mas não sua mulher. Eu conseguia-me ver cuidando dele, mas não o amando como homem. Jacob sempre seria meu melhor amigo, meu confidente, metade da minha família. Ele sempre teve uma participação na minha vida, nossos pais eram amigos e viviam juntos.Ele era a única pessoa que eu confiava.Se eu tivesse triste, eu compartilhava com ele.Se eu estivesse feliz, eu compartilharia também.

Eu nunca tive uma família. Meu pai só sabia trabalhar, trabalhar, trabalhar, comia trabalho, respirava trabalho e tempo para mim?Nenhum. Minha mãe em conseqüência disso andava sempre ocupada, jantares, casa, roupas e eu?Nada. Isabel era minha mãe, foi ela que me ensinou tudo que sei bordar, andar, me arrumar, a falar, tudo. Ele sim merecia ser chamada de mãe. Minha família é formada de duas pessoas Isabel e Jacob.

Eles eram as pessoas que eu mais amava na terra e que eu teria uma divida eterna. Por esses motivos, eu não conseguiria amá-lo como o homem que ele merece ser amado. Eu o amo, mais como o amigo confidente ou o irmão que nunca tive. Seria como trair a minha mesma permitindo que ele me fizesse sua mulher.Mesmo assim, Jacob seria o melhor marido que eu poderia ter.

Eu estava cansada. Os anos viam passando e os olhares de desejo dos homens aparecendo, sempre recebia flores e presente. Nenhum deles seria capaz de me dar o que preciso: amor  e carinho.

Chegamos à igreja, enorme, clássica e bela. Meu pai me ajudou a descer, me preparei para entrar na igreja, puxei o véu sob meu rosto, e esbocei um sorriso leve nos lábios. A porta estava fechada mais eu conseguia ouvir baixo  a marcha nupcial de Mendelssohn. Respirei fundo e a porta se abriu em minha frente.A musica se tornou mais alta, e eu percebi que centenas de olhares me encaravam.Alguns de admiração, outros raiva, outros de ódio, outros de luxuria.Apesar de estar preste a me casar, olhares de desejo me cercavam.Ri internamente, seria assim para sempre.Continue a dar passos lentos em direção ao altar, o corredor era longo parecia não possuir fim.A igreja estava brilhantemente enfeitada com flores do campo.Depois de tanto caminhar, finalmente cheguei ao altar.Meu pai me entregou para Jacob, as pessoas se sentaram e a cerimônia se iniciou.

- Estamos aqui reunidos para celebrar a união dessas duas almas no sagrado matrimonio... - disse o padre num tom mais alto do que o necessário.

- Você, Jacob aceita Isabella como sua legitima esposa, para amá-la e respeitá-la, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte os separe?- perguntou a padre.

- Sim. - respondeu ele, firme e sem hesitar.

- Você, Isabella aceita Jacob como seu legitimo esposo, para amá-lo e respeitá-lo, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte os separe?- perguntou o padre novamente.

Olhei nos olhos de Jacob, por sobre o véu e ele tinha um sorriso confiante e lindo. Deu-me forcas para responder.

- Sim. - respondi olhando pelo canto dos olhos.

- Se tem alguém que é contra esse casamento, fale agora ou cale-se para sempre. - falou o padre.

O silencio pairou, não existia ninguém para falar nada. Trocamos as alianças.

- Se não tem ninguém que impeça esse matrimonio e pelo poder concedido a mim. Eu vos declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva.

Jacob tirou o véu de meu rosto, nos olhamos por algum tempo e ele me deu um longo beijo na testa. Ele pegou a minha mão e recebemos uma salva de palmas. Andamos até o fim da igreja e recebemos uma chuva de arroz. Subimos na carruagem e partimos em direção a minha casa.

A viagem foi silenciosa, um silencio desconfortável, mais que não foi quebrado.

Quando chegamos à casa de meus pais, ele me ajudou a descer, mais o silencio continuava. Teríamos um jantar para mais de dois mil talheres, com pessoas de toda Europa, a maioria eu não conhecia, pouco me importava também. O jantar foi tranqüilo cheio de brindes, dança e conversas. Foi melhor no que eu imaginava.Eu e Jacob nos falamos algumas vezes durante o jantar, dançamos, tínhamos esquecido o silencio da nossa viagem.Cortamos o bolo e partimos para nossa casa, ou para nossa lua de mel como pensava as pessoas.

publicado por Twihistorias às 18:48

04
Mar 13

 

Prefácio

Isabella Swan é uma menina de dezessete anos, de uma família nobre que se ver obrigada a se casar com Jacob Black, alguém que ela considera um grande amigo. Após a morte prematura de seu marido, ela se vê viúva e sozinha novamente. Será capaz dela se erguer novamente?Voltar a sorrir e a viver como antes?

Descubra em “A felicidade eterna”, esse drama romântico baseado em “Romeu e Julieta”.

 

Juras de amor

 “(...) Como poderia não ama-la? Sou humano demais para não amar um anjo.” (Edward).

Despedida

“Adeus. Eu te amo.” (Jacob).

Dor

“Não-gritei

Mas era tarde demais, ela havia partido” (Edward).

Tristeza

“Eu vinha todos os dias até esse lugar, eu me lembrava dele, de todas as juras que  ele me fez e não cumpriu. E jamais cumpriria.” (Bella).

 

Capítulo 1

Dia-a-dia

- Acorde senhorita. O sol já nasce.-anunciou Isabel, a criada. Isabel cuidava de mim desde que eu era pequena, ela era como uma segunda mãe para mim, minha confidente.

 Os raios de sol atravessavam a janela de meu quarto, batendo em meu rosto. O dia raiava, me espreguicei e abri lentamente meus olhos, tentando me acostumar com a claridade.Levantei de minha cama, para molhar meu rosto e despertar para um novo dia.Fui até a varanda de meu quarto, como fazia todas as manhas.O sol brilhava forte no céu claro de uma manha italiana.Os pássaros voavam, as flores estavam belas no tempo da primavera, o dia estava lindo.Sai de minha varanda e fui a minha penteadeira.Comecei a escovar meus longos cabelos cor de mogno.Eu era extremamente pálida, apesar do sol brilhar quase todos os dias, meus olhos eram castanhos herança de meu pai.Eu era bonita, sempre fui cobiçada pelos homens das famílias importantes da Itália, mas logo um deles teria a honra de ser meu marido.Esse era Jacob Black, de origem francesa, holandesa e alemã, sua família sempre teve um  grande convívio com a minha e por isso eu considerava Jacob meu grande amigo.Hoje a noite, será o jantar de meu noivado, e dentro de algumas semanas meu casamento,me tornaria mais uma senhora para a sociedade.

Terminei de escovar meus cabelos, e o prendi em um coque. Coloquei um vestido de linho azul claro e desci para tomar café-da-manha com meus pais. Desci as longas escadas até a sala de jantar, a mesa estava posta com peças de porcelana e cristais.Me sentei a esquerda de meu pai, como de costume e peguei uma fruta.Não sentia apetite.

 - Bom dia, minha filha. - disse minha mãe. Minha mãe era a pessoa mais doce que já conheci, ela era extremamente aplicada a casa e a nossa família.

 - Bom dia, mãe. - disse esbouçando um sorriso.

 - Como dormiste?- perguntou minha mãe.

 - Muito bem, obrigada.

 - Querida, já vou indo, esteja tudo pronto as sete, teremos muitos convidados. - disse meu pai.

 - Como queira. - disse minha mãe, está casa vivia cheia de convidados toda semana tinha um jantar ou uma festa. Eu já vivia acostumada a isso. Meu pai passou por mim e depositou um beijo no alto de minha cabeça e partiu.Meu pai possuía grandes negócios e por isso passava a maior parte do tempo viajando.

 Levantei-me da mesa e parti para o jardim. O jardim era o meu paraíso, eu passava todas as minhas manhãs cuidando dele. Plantava e colhia flores para enfeitar a casa.Eu não gostava de passar a maior parte trancada naquela casa, se é que aquilo pode ser chamada de casa.Nossa casa era uma das maiores de toda a Italia.Fui até minha pequena plantação de flores, colhi algumas e levei para casa.

 - Isabel?- perguntei ao chegar a casa, no hall de entrada.

 - Sim, senhorita?- disse-me ela.

 - Coloquem num vaso, estas flores, por favor. - pedi.

- Como queira. - ela saiu do hall.

Subi as escadas e fui até o meu quarto, bordar, fazia isso a todas as tardes. O tempo passava e o sol estava para se por, logo teria que se arrumar para o jantar de noivado.

- Isabel?- a chamei, de meu quarto.

- Senhorita?- ela apareceu em minha porta.

- Passe o meu vestido vermelho, por favor.

- Como queira.

- Obrigada.

Fui até o banheiro, me banhar, um banho era tudo de que necessitava. Me lavei e me sequei.Fui até meu quarto e meu vestido vermelho sangue estava devidamente passado sobre minha cama.Isabel me ajudou a por o vestido.Fui até a penteadeira e comecei a escovar meus sedosos cabelos.

- Gostaria de ajuda?- perguntou Isabel.

- Se não for muito incômodo.

- Incômodo algum. - ela pegou a escova de minha mao.- Será a mulher mais linda desse jantar.- ela disse, com um sorriso.Ela escovou meu cabelo e fez uma longa tranca, que prendia em volta de minha cabeça.Me perfumei e me preparei para descer.Sai de meu quarto e comecei a descer as escadas...

publicado por Twihistorias às 18:00

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