28
Dez 12

 

 

 

Não tinha certeza se tinha acontecido algum imprevisto com Kate, mas sabia que estava na hora do meu encontro com os Volturi. Coisa que tal como um namorada ciumenta, não permitia atrasos. Ao sair, senti uma pontada de alívio, pois mesmo em frente ao portão principal, estava Kate. Acocorada com a sua máquina profissional gigantesca, apontada para a fachada da minha casa. Não podia parecer mais turista. Aproximei-me:

- Bongiorno Ragazza!- cumprimentei com o meu mais aprimorado Italiano.

Ela voltou-se sobressaltada a com a minha voz:

- Fred que susto! Procuraste toda a manhã? – Informou-me.

- Não tenho culpa que tenhas sonos leve, e que não sofras de jet lag como eu. – Justifiquei-me.

-Menino.- Troçou. Antes de continuar a sua expedição fotográfica, perguntou:

- Explica-me só uma coisa, como é que consegues estar de gabardine, neste calor? – Devia calcular isto, uma característica dos fotógrafos é sem dúvida a sua capacidade de observação.

- Não me gozes, eu sou um moço friorento. – Acrescentei um tom embaraçado ao meu argumento.

- Mas és também americano. Estão 25º, em Forks íamos para praia. – Ela tinha razão.

- Certo, apanhaste-me! Sou um acompanhante de luxo e estou todo nu por baixo disto.

Brinquei, piscando o olho.

- Ora aí está uma explicação convincente. Para teres um casarão deste, só podes mesmo dar “o corpo ao manifesto”- Replicou ela - a miúda tinha piada. Depois levantou-se e disse-lhe:

- Fora de brincadeiras, eu vou estar fora umas horas. Podes continuar a tua expedição, escolhes um restaurante agradável e eu vou lá – convidei-a.

- Certíssimo chefe. Vai lá acabar o “serviço” que eu vou continuar a tirar fotos de “protecção de ecrã”.

Sorri.

-Tomei a liberdade de comprar este telemóvel. Assim se precisares de alguma coisa basta enviares um sms. Para o primeiro número da lista.

- Okay. Obrigada. – Sorri olhando para o telemóvel novo.

- Se precisares de ir a casa, a chave está debaixo do tapete.

- Katie?- Chamei ainda receoso da sua reacção á nova alcunha.

- Diz…

Aproximei-me rodei os meus braços nos dela e suspirei:

- Veste qualquer coisa tão bonita quanto tu.

Dirigi-me então á reunião. Nada de novo a mesma formalidade empertigada. Avisaram-me que tinha dois dias para decidir se queria pertencer á guarda Volturi caso contrário perderia a minha hipótese. Contra argumentei dizendo que não ia lutar com os Cullen e que ainda podia resolver o caso do suposto caçador de vampiros. Disseram-me que tinha até ao fim daquela semana para apresentar provas e que depois disso tomariam uma decisão.

Após este breve encontro dirigi-me ao restaurante escolhido pela Kate: Rialto. Este restaurante requeria um código de roupa rígido, pelo que antes passei pela Dior para comprar um novo fato, aproveitando para lhe comprar um colar – arrancar-lhe a informação que queria ía me sair caro.

Quando cheguei ao restaurante, nem a reconheci. Estava sentada numa mesa ao canto, onde a única iluminação que tinha chegava através das velas que estavam espalhadas por todo o lado. E ela estava linda. Com o cabelo preso por uma trança que nunca antes tinha visto, deixando os seus olhos sobressaírem com ajuda da leve maquilhagem que trazia. O vestido era preto, de renda, tapando apenas o que era necessário, mas transmitindo uma elegância que já não via à tempos.

Quando me viu, ela levantou-se para me cumprimentar.

-                   Se a menina me permite dizer, a sua beleza hoje ofusca a de todas as outras nesta sala

-                   Obrigada Fred, tu também não estás mal – disse ela a sorrir. Nunca me tinha apercebido do quão bonito o sorriso dela era

-                   Comprei-te uma coisa. E combina com o vestido, por isso não podes recusar. Disse eu enquanto me levantava e tirava o colar de pérolas da caixa, para lhe colocar.

-                   Wow é lindo. Demasiado lindo. O que é que vais pedir?

-                   Impressionante! As senhoras pensam logo o pior de mim! Estava a comprar o fato e vi o colar. Lembrei-me logo de ti e comprei, juro que não vou pedir nada!

-                   Sendo assim, só me resta agradecer! A sério Fred, é lindo

-                   O prazer é todo meu Katie

-                   Já decidiram o que vão escolher senhores? – perguntou o empregado num inglês perfeito

Depois de pedir-mos os pratos, Kate foi à casa de banho. O que me deu tempo para pensar na minha próxima técnica, para lhe arrancar a informação que precisava. Porem ela voltou antes de eu ter pensado em alguma coisa de jeito, pelo que fiquei dependente da minha capacidade de improvisação.

-                   Brindamos à nossa ultima noite em Itália? – perguntei

-                   E ao inicio desta amizade – acrescentou ela

-                   Brindemos a isso

-                   Fazes-me lembrar um rapaz que conheci em tempos

Ri-me e olhei para ela, pronto para fazer uma piada qualquer, mas percebi que ela estava a tentar esconder alguma coisa. E fiquei intrigado com isso.

-                   Foi esse rapaz que te fez isso?

-                   Isso? – brincou ela

-                   Tornou-te tão fria e distante. É difícil entender o que estás a pensar.

-                   Não foi necessariamente ele. Mas é isso que a dor faz às pessoas. Muda-as

-                   Eu deveria saber isso melhor que ninguém. Mas como é que foi? A vossa história, quero dizer.

-                   Foi no liceu, é um cliché. Duvido que estejas interessado

-                   Na realidade estou muito interessado – e estava. Era a primeira vez que ela se ia abrir minimamente e contar alguma coisa acerca da vida dela

-                   Bem, todas as minhas amigas disseram que foi amor à primeira vista. Mas eu não acredito muito nesse suposto amor. Até porque já estávamos na mesma escola desde o 10 ano e este romance começou só no 12. Começamos a namorar, o meu pai adorava-o, dizia que era um bom partido. Mas o décimo segundo ano não dura para sempre e chega um momento em que temos que tomar as nossas decisões e seguir os nossos caminhos. Ele foi para Oxford estudar, mas continuamos a namorar. Pelo menos até um Natal, em que eu estava na casa dele e ele recebe uma mensagem a dizer “Bom Natal meu amor. Fico aqui à tua espera, para repetirmos a última noite”. Foi o fim, deste amor dito épico, é claro.

Ela dizia tudo isto com um relativo á vontade, mas conseguia perceber que ela ainda não tinha ultrapassado esta relação.

-                   Ele partiu o teu coração – disse eu

-                   Um cliché como já tinha dito – disse ela a esforçar um sorriso

-                   Tens que esquecer o que te esqueceu Kate.

-                   Eu sei. Todos me dizem isso. Mas não é assim tão simples

-                   Um novo brinde – disse eu, servindo-lhe mais um copo – Que todas as dores, passadas ou futuras, virem sorrisos

-                   A minha mãe dizia isso – disse ela a sorrir – O meu pai sempre me disse que isso foi a melhor coisa que ela lhe ensinou

-                   Ela... Morreu?

-                   Um ataque de animal. É o que dizem ao menos, eu tenho as minhas duvidas

-                   Vampiros outra vez? – perguntei a brincar

-                   Segundo o meu pai. Mas ele é louco, por isso quem sabe – disse ela a brincar

O jantar prolongou-se até à uma da manhã, e surpreendentemente, contei-lhe também parte da minha vida tanto familiar como amorosa. Tinha baixado a guarda com ela e isso soube bem, porque já não o fazia à imenso tempo. Fiquei também a conhecer muito melhor a história dela, e o seu passado. O que justifica por completo quem ela é agora.

Estava a chover imenso por isso fomos a correr para o carro, quando entramos estava a rir como já não ria à tempos, porque ela tinha escorregado nos saltos de 10 cm e eu tive que correr para a apanhar.

-                   Estraguei o meu melhor vestido por causa de ti – disse ela

-                   Terei todo o gosto em comprar-te um novo – disse eu enquanto fingia recuperar o fôlego

-                   Vou ser exigente – disse ela enquanto pousava a cabeça no meu ombro

-                   Mudei de ideias – disse eu virando-me para ela – afinal vou pedir uma coisa pelo colar

E beijei-a. Não porque queria saber mais coisas da família, ou porque queria mais informações. Mas porque com ela, tinha-me feito sentir novamente como um humano. E à séculos que não sentia isso, literalmente.

Chegamos a casa muito rapidamente, e em menos de nada ela estava no meu quarto, já com o vestido desabotoado.

-                   É horrível estragar este vestido. É mesmo bonito – disse enquanto o tirava rapidamente

-                   Isto é tão errado – disse ela, enquanto recuperava o fôlego, afastando-se um pouco

-                   Nada é errado se te faz feliz Kate. E é tempo de o voltares a ser

 

Opções:

A – Kate afasta-se de Fred e diz que não pode continuar porque ainda não está pronta

B – Eles prosseguem e têm relações, seguindo no dia seguinte para Florida

publicado por Twihistorias às 21:44

22
Out 12

 

 

 

Estacionei o meu carro de frente á sua porta. Esperava que Kate se despachasse em 10 minutos, volvidos 20 desistira de uma passagem rápida.

Revi o meu "itenerário" mental, por falta de melhor palavra. Ir a Italia falar com a Mafia de "roupão vermelho". Florida perceber o que se passa com a família da miúda. Matar dois coelhos com uma só caçadeira e desaparecer por uns tempos.

Kate apareceu pouco depois, com uma enorme mala de viagem e um sorriso de entusíasmo. Guardei o objecto no porta bagagens e preparei-me para chegar ao aeroporto a tempo de apanhar um voo decente.

- Então tu não prestas mesmo para fugir de casa? - Desafiei.

- Hein? Não entendi.

- Oh!Tu sabes...aquela coisa toda de agarrar o primeiro trapinho que aparece e desaparecer no por de sol.

Ela fitou-me com irritação e respondeu na defensiva. Impossível usar o sentido de humor com esta rapariga.

- Desculpa se não sei preparar uma mala de viagem para quinze dias, numa manhã!

- Kate... Kate eu estava só a brincar.

Disse já exasperado.

Chegamos ao aeroporto com meia hora de atraso devido ao transito de Seattle.A minha irritação inicial escalara ao lembrar-me do voo de 12 horas até Montelpuciano. Não sabia como é que o resto da minha espécie aguentava, ficar parado horas com o sangue de humanos a palpitar num espaço fechado. Que delicía!

O check in foi bastante rápido, essencialmente porque tinha escolhido voar em 1º classe. Já no avião aproveitei o tempo para tentar sacar mais informações.

- Então Kate o que achaste da minha surpresa?

- De loucos! O que é que tens na cabeça!Nem sabes a desculpa que eu tive de dar na faculdade!

Beijei a sua mão e disse suavemente:

- E não valerá a pena?

- Acho que sim

- Porquê Italia?

- Por que não?

- "Okay" vou cair na tua armadilha...

- Fazes bem... Temos tempo,porque não me contas aquela história da tua família e os vampiros?

Disse sussurrando a ultima palavra.

- O quê? - Sorriu desconfiada - Não tens nada mais romantico para me dizer:

- Não nada,estou curioso! - Sorri entusiasmado.

- Okay...se te apetece uma história de terror eu posso ajudar... Simples, O meu pai e o meu tio foram treinados para descobrir e caçar vampiros. Sabem os truques todos. Como viciá-los em sangue humano, como desmebrá-los e queimá-los. Pelo menos era o que me diziam que devia fazer se visse algum.

- Isso parece fixe, não sabia que era assim que se matavam vampiros, pensava que era com uma estaca e um cruxifxo...

Mas como é que a miúda sabia isto...

- Era o que eles me diziam mas eu nunca acreditei nestas tretas!

Kate parecia incomodada,abriu o involvro da almofada pronta a descansar.

Decidi tentar uma ultima vez.

- Então mas como é que tu sabes se viste um vampiro?

- Ouve tu estás mesmo a obececar com isto Fred... Enfim... a descrição base é alguém extremamente branco, bastante atraente, mais que a maioria das pessoas, frio ao toque e,ouve esta,Brilha ao sol.

- Isso é muito estranho.Como é que alguém consegue brilhar ao sol?!

Ela já não conseguia esconder a irritação:

- Sei lá eu Fred! Para com isso! Já me estás a enervar!Vá eu vou dormir um pouco! Acorda-me quando chegarmos a Italia, sim?

- Claro desculpa não volta a acontecer...

Excruxiantes horas depois chegámos a Italia decidi acordar a princesa adormecida.

- Kate mi amore... Já chegamos a Italia.

Ainda com os olhos fechados ela sorriu-me e disse ensonada:

- Assim já gosto mais...

Deixei-a demorar o tempo que precisava, para recuperar as energias e o açucar, enquanto também eu fingia ter o corpo dormente e rígido do cansaço.

Mal voltou da casa de banho o humor de Kate parecia tão luminoso como a manhã em Milão.

Já no aeroporto perguntou:

- E agora... vamos por as coisas ao hotel? Ou dar uma volta e ver as vistas?

- Wow isso é que é energia, mas tenho uma ideia melhor. Pensei em alugarmos um carro e seguir para a minha casa em Montelpuciano.

- Tu?Tu tens uma casa em Italia?!

- Oh! Kate... Fofinha já deviamos ter estabelecido que eu tenho mesmo muito dinheiro.

- Cretino! - Disse ela a sorrir e depois acrescentou - Então ainda bem que sou interesseira...

- Touché!

Dois dias passaram desde que chegámos a Italia o meu encontro com os Volturi estava marcado para dalí a duas horas. E neste momento estava a estupidamente a observar a pequena,dormir pacíficamente no quarto de hóspedes.Se a reunião corresse como esperava passaria a próxima noite no meu. Não era má companhia e o seu corpo há muito que me tentava. Se o Edward Cullen conseguira em também sucederia em dormircom uma humana.

Decidi trazer-lhe o pequeno almoço na cama. Apressei-me a vestir a minha gabardine e dirigi-me á melhor pastelaria local. Escolhi duas excelentes iguarias "Biscotti" e "Cannoli" e como não podia deixar de ser café expresso a ferver. O aroma era inebriante e combinado com a reacção hilariante dos Italianos á minha gabardine no pino do verão, deixáva-me  bem disposto.

Demorei menos de  1hora, contando com ver as vistas e consultar o email. Esperava ouvir o som do chuveiro mas em vez disso a casa continuava silenciosa. "Dorminhoca" pensei com alguma compaixão.

Preparei um tabuleiro com o café quente,os doces, uma flor e claro,um guia da cidade, para que Kate se entretesse durante a reunião.

Subi as escadas com o meu melhor "Bongiurno!" preparado. Mas o quarto estava vazio.

Estranho...

Teria ela decidido dar uma volta sozinha, para absorver o ambiente e essas tangas... Faria ela alguma espécie de exercicio oriental para organizar as energias? Teria ido á minha procura?

Todas estas opções eram razoáveis, mas inquietava-me saber que me encontrava na "Volturilandia".

E agora o que fazia? Ia á sua procura?

 

OPÇÕES:

A) Fred vai á sua procura

B) Aceita que foi dar uma volta e segue para a reunião dos Volturi

publicado por Twihistorias às 18:30

07
Out 12

Estávamos todos na sala, à espera da notícia que ia determinar o futuro daquele clã. Mesmo para os vampiros, cada segundo cada minuto pode tornar-se lento e doloroso quando estamos ansiosos por alguma coisa.

A porta abriu-se e posemo-nos todos de pé, à espera do vampiro que acabara de entrar em casa nos transmitisse as noticias.

Assim que a Alice apareceu na sala, Jasper foi pôr-se ao lado dela, segurando-a.

- O que é que se passou? Perguntou a Rose

- Eles declinaram a proposta. Ontem a noite tiveram reunião de conselho para discutir isto com todos os anciãos mas a opinião geral foi contra nós

- É impossível! O Jacob está ligado à Nessie, eles não nos podem atacar.

- Eles disseram que a Nessie é livre para ficar. Disseram que avão proteger e com eles ela vai ficar em segurança, longe de qualquer perigo dos Volturi ou de outros vampiros

- Aqueles cães são impressionantes! – Gritou a Rose – Eles estão à espera que deixemos aqui a Nessie e que fujamos?

- Essa e uma decisão dos pais dela, não é nossa Rose – disse Carlisle, enquanto entrava na sala

- Não podem estar sequer a pensar e abandonar a vossa filha! – Gritou Rose aos pais da criança que seguiam atras de Carlisle

- Podes levar a Nessie lá para cima Ivy? – Pediu a Bella sorrindo para afilha que estava a olhar para tudo muito confusa

Assim que deixaram de as ver, Rose recomeçou o seu discurso:

- Bella, por favor pensa, tu não podes abandonar a tua filha aqui, com cães. Tu não podes sequer abandonar a tua filha

- Achas que eu quero?! Isto está a matar-me Rose! Mas eu prefiro deixa-la aqui em segurança do que leva-la comigo para um sitio onde ela nunca vai poder ter uma vida normal

- A vida dela não é normal! Ela e uma semi vampira, ela e diferente e por isso e que é tão especial e importante para nos. Se ela estiver longe da família nunca vai ter uma vida normal

- Se a afastarmos do Jake ela nunca vai ser verdadeiramente feliz

- Era obrigação dele fazer com que ela fosse feliz! Ela seria feliz se nós pudéssemos ficar em Forks. Em retrospectiva, a culpa passa por ele – Bradou Rose

- A culpa não é do Jacob – diz o Carlisle – ele tentou tudo para mudar a opinião do conselho, mas a realidade e que só vivemos aqui em paz por causa de um tratado, e nós eliminamo-lo. Sem tratado nada lhes assegura que estão a salvos, que a população de Forks e da reserva está segura. E para eles é mais importante garantir a sua segurança do que manter a Nessie e o Jake juntos. E mesmo assim eles ofereceram uma alternativa, eles prometeram que iam proteger a Nessie se nos assim quiséssemos.

- A Nessie vem connosco – disse Edward – desculpa Bella, sei que estas na duvida, mas tu eras incapaz de a deixar para trás, e sei que se ela pudesse escolher, ela também quereria vir. O Jacob é o ponto menos importante nesta questão. Ele teve uma oportunidade para ficar com ela, isto é algo que nós não podemos controlar, não esta nas nossas mãos e podia estar nas dele. Não sei como é que as coisas foram na reunião, mas a nossa filha vem connosco

- Vou explicar-lhe tudo então – disse Bella enquanto subia as escadas e ia ter com as meninas que estavam no andar de cima

- E o resto? Como é que ficaram as coisas? – Perguntou o Jasper

- Nós fomos até à fronteira, e passado pouco tempo Sam e os outros chegaram ao pé de nós. O Jacob foi o único que ficou na sua forma humana e serviu de meio de comunicação. Explicamos tudo, a carta dos Volturi, dissemos que era algo superior a nos, que não podíamos simplesmente ignorar as ordens e seguir com a nossa vida. Propusemos que tudo continuasse igual, dissemos que eles tinham a nossa palavra que íamos continuar a respeitar as cláusulas do tratado, mesmo estando este quebrado. O Jabob pareceu concordar, ele estava desesperado perante a vaga possibilidade de ficar sem a Nessie. Tivemos que esperar imenso tempo, sem saber o que e que eles estavam a pensar enquanto o Jacob falava com os outros como lobo. Dessa vez foi o Sam que veio ter connosco. Ele disse que compreendia a nossa situação e que a ía expor ao conselho, mas avisou-nos que as nossas chances eram mínimas. – Carlisle parou e foi-se sentar, deixando o resto da família absorver toda a informação, e depois prosseguiu – Eles só voltaram a ir ter connosco hoje de manha, e desta vez apenas o Sam e o Jacob vieram. Percebemos logo que a situação não inclinava a nosso favor, o Jacob estava triste. Foi ele que falou, ele disse que tiveram ate a duas horas atras a discutir a situação, só que apesar de tudo, o voto e as opiniões dos anciãos eram mais importantes emoldavam a opinião dos demais, e eles achavam que era demasiado arriscado dar-nos o que pedíamos. Disseram que não havia nenhuma segurança em dar-nos a paz sabendo que nada nos faria seguir isso. Não havia garantias e eles nutrem tudo menos confiança cega em vampiros.

- O que é que ficou combinado então? – Perguntou a Esme

- Temos que partir de Forks amanhã, até lá não há nada a temer. O tratado foi queimado ontem a noite.

- Quanto tempo é que vamos estar longe?

- Não sei, mas eu vou a Itália, tratar desta questão pessoalmente. Adoraria que fosses comigo Fred, a Ivy já aceitou acompanhar-me – disse o Carlisle

- Terei que pensar sobre isso Carlisle. Como viste eu não fui hoje para não vos trair, e gostava de manter as coisas assim, mas esta questão é diferente. Digo amanha de manha se fico ou se vou com vocês.

- Assim será. Arrumem tudo e ponham nos carros, têm o resto do dia e a noite para o fazerem, não sei quando voltamos e a partir desse momento, voltar a entrar em Forks é demasiado arriscado. Saímos por volta das sete da manhã.

 

O que deve Fred fazer:

A – ir com os Cullen até Itália

B – Ficar em Forks e acabar a missão

C – Ir a Itália falar a favor dos Cullen, mas separado dos mesmos e com a Kate, para conseguir conciliar a missão que lhe foi dada com o resto

publicado por Twihistorias às 21:18

05
Set 12

 

Mantive-me em silêncio á espera que a reunião começasse. Todos estavam em posições mas ninguém dizia nada, perguntava-me pela décima vez o que ali estava a fazer até que o grandalhão exclamou:

-Devíamos ir ter com os Volturi! - Disse Emmett

- Isso é uma opção a descartar, obviamente. Os Volturi receiam-nos. independentemente de serem considerados ‘reis’ eles também têm os seus medos, e um clã com a dimensão do nosso e com tantos talentos é sempre alvo de receio. Se formos ter com eles com um intuito menos nobre, eles teriam um motivo para tentar nos eliminar.

- Não é isso que eles estão a fazer Carlisle? Não nos declararam guerra, mas tentam eliminar a única fonte de segurança que temos quando estamos a partilhar um território com lobisomens. Isto é o que? Uma oferta de paz? O tratado é a única coisa que nos mantêm vivos e seguros em Forks – disse Edward.

Jasper, que até à altura não se tinha manifestado, pôs-se ao lado de Carlisle e disse:

- As especulações agora não nos levam a lado nenhum. O Carlisle tem razão, os Volturi nunca nos vão facilitar a vida e vão sempre arranjar pretextos para nos tentar separar. Mas o Edward também tem razão, isto é guerra. É uma questão de sobrevivência, nós não podemos desobedecer aos Volturi, mas também não podemos eliminar o contrato com os lobisomens. Mas mais que isso, isto é algo que não nos afecta só a nós.

- Afecta também os cães – disse a Rosalie – tens razão, para decidirmos alguma coisa temos que primeiro conhecer bem as nossas opções. E nós não sabemos o que é que eles fazem se o tratado for eliminado .

-Devíamos falar com o meu Jake – disse a Nessie, levantando os olhos do livro que tinha a sua frente – pode ser que ele nos proteja contra os Volturi, como quando fez para me proteger.

- É uma possibilidade – disse Carlisle sorrindo para a sua neta, surpreendido com a inteligência da mesma numa idade tão precoce.

-Eu acho que é a melhor possibilidade – disse Bella – nós pertencemos a Forks, temos aqui uma vida, não podemos simplesmente abandonar o nosso lar porque o Volturi assim querem. Pode ser que arranjemos uma solução em conjunto com eles.

- Já é tarde. Amanha de manhã vamos falar com eles. Bella, Edward, Alice, gostava que fossem comigo falar com eles. - Declarou Carlisle.

-Eu também vou – disse eu - se me autorizar é claro. Mas acho que seria uma mais valia, ninguém conhece os Volturi como eu.

- Isso é porque tu és um Volturi – disse Rosalie – caso não tenhas percebido não são os nossos melhores amigos neste momento. Porque é que haveríamos de dar a conhecer ao nosso inimigo a única solução que podemos encontrar para ficarmos em Forks?

-Porque é que me chamaram para a reunião se não precisam de nada de mim? - Perguntei diretamente a Carlisle.

- Nós precisamos de ti. Do nosso lado, não contra nós. Sei que ultimamente quase que desligaste o teu talento, mas também já ouvi historias da tua impecabilidade a utiliza-lo. Não te peço que te juntes a nós, porque sei que a tua maior lealdade está para com os Volturi, mas tens dito que não nos vieste nem espiar nem destruir, por isso se o que te levou aqui é alheio à nossa família, gostava de poder contar contigo amanha. Nós vamos falar com eles por volta das 8 horas, se conseguires manter-te fiel aos Cullen, sem trair a família que consideras verdadeira, então és bem vindo a acompanhar-nos.

Era fácil ver a quem é que esta ideia agradava e quais os vampiros presentes que detestavam a ideia de ter um inimigo entre si enquanto lutavam pela sua sobrevivência. Ivy, Esme e Emmett eram os únicos que se mostravam felizes com a proposta do Carlisle. Todos os outros nem tentaram esconder o desapontamento e insatisfação.

Mas a Rose tem razão no que disse. É uma questão de sobrevivência, lutar para ficar no local a que chamam casa, onde a Nessie cresceu e criou laços. E quando muita coisa está em jogo, geralmente jogamos sempre pelo seguro, confiamos apenas em quem sabemos que jamais nos abandonaria. E para os Cullen eu não passava de um Volturi que esta a fazer trabalho de campo. Um vampiro que precisava de um lugar onde ficar e que se ficar debaixo do mesmo tecto que aquela família, pelo menos sempre era controlado o máximo possível. Tratava-se de uma coexistência pacifica e forçada, porque todas as outras opções eram demasiado arriscadas.

A reunião acabou e a família dispersou-se da sala. Fui para o quarto e pensei nas minhas opções. Não sabia desta decisão dos Volturi, nem percebia qual a necessidade de obrigar os Cullen a sair de Forks, porém sabia que havia uma. Os Volturi não fariam nada que não tivesse um objectivo, usualmente que se reflectia em beneficio próprio...

-Posso entrar? - Disse a Alice do lado de fora da porta

- Hum... sim, claro.. – disse meio desconfortável com a vinda de Alice.

 Alice entrou rapidamente, fechando a porta atrás de si. Sentou-se no pequeno sofá que tinha ao lado da estante de livros, ficando do lado oposto ao meu, mesmo ao lado da janela que dava para o exterior e que se encontrava aberta.

-Desculpa ter vindo agora, tenho a certeza que tens muito em que pensar – disse ela rapidamente

-Não faz mal. Posso ajudar em alguma coisa?

-Provavelmente não precisavas que alguém te dissesse isto, mas sinto-me na obrigação de o fazer porque sei que mais ninguém vai faze-lo

- Nunca te tomei como uma mulher que rodeava o assunto adiando a verdadeira questão.

- E não sou – disse ela ligeiramente ofendida – tem cuidado Fred. Nós sabemos que ainda não fazes parte dos Volturi, mas é para com eles que tens a tua lealdade e ninguém tem duvidas acerca disso. Nós não te estamos a pedir para traíres a tua família. Como e que o podíamos fazer quando esse conceito esta mais presente em nós no que nos restantes vampiros? Estamos só a pedir para não nos traíres. Sê sincero Fred. Não só connosco mas também contigo próprio. Acho que nem tu sabes em que lado é que estás. Estas meio dividido entre o amor, talvez paternal, mas amor que sentes pela Ivy e o desejo de pertenceres aos Volturi.

- Sei que és vidente, não sabia que tinhas tirado psicologia Alice. Eu não amo a Ivy, por isso qualquer duvida ou divisão que sinta não passa de uma questão de sobrevivência. Onde estaria melhor e mais seguro, e sem duvida que penso que é nos Volturi, eles podem proteger-me como mais ninguém pode. E neste momento estou a meio de uma missão para eles, completamente alheia à tua família Alice. Não sei o motivo da carta e também não sei porque é que os Volturi querem que vocês saiam de Forks

- Os Volturi querem que saiamos de Forks?

- Tive a pensar nisto acho que não há nenhuma outra razão para o que fizeram... O tratado e o que vos permite estar em Forks em segurança. Que outro motivo haveria para quererem o tratado quebrado?

- Eliminar o nosso clã? Uma possível guerra com os lobisomens que resultaria numa guerra entre eles?

- Os Volturi não deixam o trabalho sujo para os outros, muito menos para criaturas que desprezam.

- Porque é que eles haveriam de querer que saíssemos de Forks? Não faz sentido – disse Alice levantando-se

- Essa é a parte que não sei – disse eu sinceramente

- Sabes se vais amanha?

- Tu és a vidente diz-me tu…

- És um Volturi Fred, nada é certo convosco... Alem do mais eu só vejo que tu decides, por isso a escolha é inteiramente tua.

- Ah, obrigada oh anã – disse eu a rir para a pequena bailarina que estava a minha frente

 Ela ia saltar da janela quando se vira e diz:

- Eu tirei, efectivamente, o curso de psicologia para que conste. E o que eu vejo não é mais que um vampiro que nunca conheceu o que é amor e que gostava de sentir que pertence a algum lugar finalmente. Mas tens que saber que as tuas escolhas e necessidades não podem atingir os outros nem magoa-los. Por isso não deixes que a tua necessidade de pertencer aos Volturi abale a confiança que depositamos em ti quando te convidamos para uma reunião de família.

 O que deve Fred fazer?

A – ir com os Cullen ter com os lobisomens, discutir o futuro da coexistência das duas espécies juntas, assim que o tratado tiver fim

B – ir ter com o Carlisle e dizer que prefere não ir com eles, a ter que os trair posteriormente, caso os Volturi peçam informações

C – ir ter com os Volturi contar as intenções dos Cullen e perceber o porque do des ejo de anulação do tratado entre os Cullen e os Quileute

publicado por Twihistorias às 20:29

23
Ago 12

-       Emmett – bradou Ivy com um notável tom de raiva na voz, enquanto saia do copo do carro e se vestia

-       Confesso que estou a divertir-me mais do que gostaria com esta situação maninha

-       Aposto que sim. O Carlisle marcou uma reunião de emergência? Disse eu a Emmett enquanto tentava acalmar-me, não apelando aos meus instintos que pediam para matar aquele vampiro neste momento

-       Sim – disse ele mostrando um pouco de preocupação – ele tem estado perturbado desde que recebeu uma carta de manhã. Temos tentado perceber o que era mas ele limitou-se a dizer que quer a família toda reunida para explicar as coisas.

-       Eu vou-me embora por uns tempos Em – disse eu com calma – tenho uma missão em mãos e vou para o Arizona, não sei quando vou voltar, tenho muito que fazer lá. Queria usar os poucos dias que me restam para descontrair um bocado e tentar a vossa caça. Pode ser que não seja tão nojenta como é

-       Tu não fazes parte da família, pelo que eu posso limitar-me a dizer que estás a servir a tua família. Mas o Carlisle pediu para te levar a reunião também.

-       Já alguém negou alguma coisa ao vosso chefe de família?

-       Tu negarias alguma coisa à pessoa que sempre fez tudo por ti? Perguntou a Ivy – eu vou contigo Em

Ele acenou e entrou para o carro, dando-nos um pouco de tempo para nos despedirmos.

-       Porque e que não vens?

-       Porque como o Emmett disse, eu não faço parte da família. Estou a servir outros senhores, estou a servir os Volturi e não sou, nem nunca vou ser um Cullen. E isto é uma reunião com a tua família Ivy. Por isso é que tu vais entrar naquele carro e voltar atrás – disse eu apontando para Em

-       Tu podias fazer parte desta família sabes? Da minha família. Abandonavas os Volturi, ainda não és um Volturi Fred. Podes também voltar atrás, não estás preso nas tuas decisões. Ainda não.

-       Quando és um Volturi, não podes deixar de o ser porque achas que podes, eventualmente ficar melhor num outro sitio. Um dia um Volturi, para sempre um Volturi. Tu própria querias ser lembraste? E eles queriam-te.

-       Mas mudei de ideias. É o que te estou a tentar dizer Fred. Ainda há uma solução, ainda não estás amarrado a esta decisão.

-       Não vou ser um Cullen Ivy. Eu quero ser um Volturi, foi para isso que nasci, era o que a minha mãe queria de mim.

-       És tão estúpido Fred – disse ela já a aumentar o tom de voz – Não estás a perceber o erro que estas a cometer. E não te vais aperceber, nem que eu passe aqui o resto do dia a explicar-te

-       Felizmente não o podes fazer – repliquei eu

-       No mínimo devias ir á reunião. O Carlisle pediu-te para compareceres. És assim tão egoísta e obtuso que não consegues atender ao pedido de uma pessoa que nunca foi nada Senão bondosa para ti?

-       Não ponhas as coisas nesse termo, a fazer com que eu seja o mau da fita aqui. Eu não queria ficar lá, quase que me obrigaram

-       És melhor que isso Fred – disse ela enquanto entrava no carro do Em, que arrancou de seguida a toda a  velocidade

Entrei no meu carro e pensei no que faria de seguida. Tinha dois das antes de ir para o Arizona, e tinha as malas no carro, prontas para essa semana. Podia ir ter com a Kate e perguntar se ela não queria ir antes ter com o pai. “Ela está a trabalhar” pensei.

Comecei a conduzir em direcção a Seattle. Precisava de caçar, e já que não podia fazê-lo nem nos arredores de Forks ia procurar uma rapariga bonita fora das redondezas da cidade dos Cullen.

“És assim tão egoísta e obtuso que não consegues atender ao pedido de uma pessoa que nunca foi nada senão bondosa para ti” as palavras de Ivy ficavam a pulsar na minha memoria, como veneno. Os vampiros são criaturas egoístas por natureza, mas por alguma razão não conseguia deixar de dar razão a Ivy pelas suas palavras. O Carlisle deu-me um tecto, mesmo depois de eu o ter recusado e aceitou as minhas diferenças de uma forma nobre diferentemente do que muitos outros fariam e já que me ia embora, era meu dever comparecer e atender ao pedido daquele vampiro.

-       Que estupidez – murmurei para mim próprio enquanto retomava a direcção de Forks

Fui directo a casa dos Cullen, e quando cheguei vi toda a família sentada na sala à espera de alguma coisa.

-       Desculpe o atraso Carlisle – disse eu dirigindo-me exclusivamente ao chefe de família – tive uns pequenos... contratempos

-       Não faz mal, a Alice já nos tinha avisado que estavas a vir por isso ainda não começamos a reunião

Sentei-me na poltrona grande, no sitio oposto onde a Ivy estava e ignorei o seu olhar o tempo todo em que o Carlisle falava.

-       Hoje de manhã recebi uma carta com o selo dos Volturi – disse Carlisle, e quando ele o fez, senti os olhares a caírem sobre mim, e eu esforcei-me por ignorar todos eles – a carta dizia que o tratado que temos com os Quilleute deve ser anulado o mais rapidamente possível

-       O quê? Porquê? – pergunta a Bella

-       Porque eles dizem que nunca autorizaram tal tratado, e que ter um tratado de paz com os nossos maiores predadores é o mesmo que nos renegarmos a nossa essência e aceitar todas as mortes que os lobisomens já cometeram.

-       Como é que eles esperam que consigamos conviver com os lobisomens no mesmo estado sem termos um tratado que nos proíba de nos matar-nos uns aos outros? – disse Alice levantando-se e indo pôr-se ao lado de Carlisle – Como é que vamos fazer isso?

-       Não penso que tenhamos muitas opções. Sem o tratado, não temos nenhuma certeza que eles não nos ataquem. Podemos mudar-nos de Forks, podemos tentar coexistir com eles, mas não prometo que não haverá uma guerra.

-       Podemos ignorar aqueles vampiros que se armam em reis e manter o tratado – gritou Em

-       Se o fizermos, o mais provável é eles quebrarem-no eles próprios e matarem a patrulha do Jake – disse Bella

-       Nos devíamos ir para outro sitio, mantermo-nos seguros ate pensarmos em alguma coisa melhor

-       Vês alguma coisa Alice? O que e que eles vão fazer se nos não quebrarmos o tratado

-       Tenho tentado fazer isso desde que o Carlisle acabou de falar... mas nada. Eu não consigo ver nada

-       Eu sei porque – disse eu levantando a cabeça pela primeira vez – os Volturi já sabem como bloquear o teu poder. Há um vampiro, Abraham. Ele é novo, não deve ter mais que vinte anos de existência, mas os Volturi só o apanharam a pouco tempo. Ele consegue bloquear poderes. Ele pode bloquea-los para determinados vampiros, pode bloquea-los para espaços concretos. A única coisa que ele precisa é de conhecer o poder que esta a bloquear, saber as suas fraquezas, e assim desliga o poder para aquelas determinadas pessoas, ou aqueles determinados espaços e aí o poder é impenetrável.

-       Então, nenhum dos nossos poderes pode afectar os Volturi?

-       Nenhum dos poderes que os Volturi conhecerem e souberem exactamente como funcionam pode afecta-los enquanto eles tiverem o Abraham no lado deles

-       O que é que fazemos então em relação ao tratado? – perguntou Edward com um leve rugido

 

O que devem eles fazer?

Opção A – Falar com Jake e a sua patrulha, e pô-los ao decorrente das ordens que a família recebeu dos Volturi

Opção B – Abandonar Forks temporariamente e ir para uma outra cidade onde vão poder recomeçar a sua vida

Opção C – ignorar as ordens vindas dos Volturi

publicado por Twihistorias às 20:40

06
Ago 12

Capítulo 14

N/A -  Este capítullo contem linguagem de teor sexual. 

 

- Deixa-me em paz! Não passas de uma recém-nascida insolente e eu estou farto de comer animaizinhos!

- Fred não percebo porquê que queres afastar-me,sabes que estou do teu lado!

Inspirei, ela estava a dizer a verdade. Ivy sabia de tudo até do meu rebuscado plano para acabar com o único covil que a recebeu. E mesmo assim o brilho nos seus olhos transparecia o desejo que sentia por mim. No entanto não podia querer tranformar-me num deles, era contra a minha natureza.

- Ivy… - disse pesarosamente – Eu sei que tu tens uma … “Filosodia de vida” divergente da minha, e acho esplendido que resulte tão bem contigo… Mas e falando o mais abertamente que consigo , eu não sou assim! E não quero, não preciso, nem desejo mudar.

- Não te peço para mkudares só peço para respeitares os limites que os Cullen te assinalaram…

Olhei em redor, não prestara grande atenção á minha localização geografica mas sabia que já não estava em Forks.

- Não estou em Forks.

- Mas estás a meio caminho de La Push território ainda presente no tratado. – Informou-me quase solenemente.

- Tu só podes estar a gozar! Não me digas que os Cullen são donos do maldito estado?!

- Fred…- tentou explicar-se ela.

- Fred uma ova!Ivy tenho 302 anos,não estou para ser controlado por um covil mais novo que eu!

Ao saber da minha idade, olhou-me com tal choque que fez com que imediatamente me arrependesse de ter falado.

- Tu odeias assim tanto os Cullen…

- Ódio não é a palavra correcta. Eu não os odeio pessoalmente, mesmo com o que aconteceu á minha mãe, no entanto não suporto a atitude que tem em relação a todos nós.

Fitou-me confusa e eu continuei. 

-Eles agem como se fossem superiores, como se todos nós fossemos monstros e suas excelências santos… Deturpam as regras como querem sem estarem sujeitos ao crivo dos Volturi. E os crimes que cometem! Há decadas que os estudo e nunca conheci covil tão pouco mesiricordioso… Atormentam a mesma família humana há gerações, uns pobres coitados de Seattle que fornecem os documentos para as suas saídas airosas de território.

- Não sabia disso – Comentou numa mistura entre desconfiança e desilusão. Mantive o mesmo tom.

- Pois claro que não sabias! A hipocrisia dos Cullen é o seu maior talento, criaram um mundo de bonzinhos e vilões sem a existencia de zonas cinzentas…Ivy todos eles mataram como tu e eu, não te deixes enganar, não tens de te sentir culpada. – Apelei – Até o santo Dr Cullen já foi um terrivel Volturi como hoje eu o sou.

Esperei assentar a poeira e tentei acalmar-me, Ivy ripostou pouco depois.

- A grande diferença é que eles estão arrependidos, vivem uma vida sem culpa. São uma família normal, feliz e…

- Humana? – Provoquei.

- Eu não ia dizer isso…

- Raios Ivy!! Eles são tão vampiros como tu! Aquilo é tudo uma fantochada, não vês?!  Não são diferentes de nós!

Estava enervado,só me apetecia apertar os braços daquela rapariga até que acordasse. Segurei-lhe nos ombros e virei o seu rosto taciturno na minha direcção depois modelei a minha  voz para que entendesse que não era contra ela a minha animosidade.

- Ouve…Eu só não quero qaue te sintas culpada. O mundo não é preto e branco como os Cullen te querem fazer entender. Tu és muito mais do que eles julgam. Não és só má ou boa, és fantástica. Quando estás perto da Renesmee és a mulher mais adorável e encantadora que já conheci… És engraçada, sexy e uma excelente predadora. Não és a Ivy que necessita de ser salva pelos maravilhosos Cullen. És uma chata do caraças, és a minha chata do caraças! – Sorri-lhe.

Por um instante fitou o chão escuro e pensei que a tinha ofendido. Depois sem que o conseguisse prever, beijou-me. Um beijo bem construido como uma melodia. Composto por uma introdução receosa e ternurenta, um crescendo fogoso e por fim refrão intenso. O meu corpo tremia de desejo. Queria-a tanto desejava arrebata-la ali no chão molhado de nenhures. Percebi que também era essa a sua vontade beijei a sua jugular e brinquei dizendo que a morderia, ela fingiu um gritinho assustado. Depois olhou-me teatralmente exclamando:

- Que desgraça, estou a dormir com o inimigo!

Sorri-lhe e depois atiçando-a perguntei:

- Queres dormir com o inimigo…

Encontrei o caminho para a sua langerie e enconstei os meus quadris ás suas pernas já abertas. Ivy recostou-se beijou-me o pescoço e o ombro enquanto que as suas mãos hábeis encontravam o fecho das minhas calças e com ele o meu pénis erecto pronto para a receber, fiquei cego. Quando estavamos quase a livrarmo-nos do resto das roupas senti nas minhas costas a luz de uns faróis do tamanho de holofotes. Fiquei profundamente enfurecido, para a dizer o minimo.

- A sério?! – Bradei ainda de costas para o automóvel intrometido.

- Desculpem pombinhos, eu sei isto é lixado e tal…Mas o Carlisle convocou uma reunião de emergencia. Por isso …

A voz de Emmett apesar da mensagem de urgencia não escondia a diversão que lhe provocara o nosso flagrante delito.

 

E agora o que deve Fred fazer?

A)     Perde o controlo e tenta atacar Emmett por interromper o seu momento intimo com Ivy.

 

B)     Aproveitando a cumplicidade que tem com Em, convence-o a reportar a Carlisle que não os encontrou e propõe a Ivy uma continuação um pouco mais longe.

C)     Aceita ir á tal reunião mas promete mentalmente partir na outra manhã cedo por uns dias. Performa a que não perca o controlo e deite a sua missão por terra. Mas apelando a Ivy que repitam a experiência mais tarde  

publicado por Twihistorias às 18:30

24
Jul 12

Capítulo 13

Segurei nos diários e coloquei-os na mala, prestes a sair porta fora o palhaço em carne em osso fez a sua entrada.

-Não percebo a tua agressividade em relação á minha pessoa, Fred… - Os seus olhos demonstravam isso mesmo, confusão.

- Deixa-me passar! Só estou aqui porque  a Esme disse-me que do teu quarto podia ver a cordilheira onde quero caçar.

- Não sei se é do teu conhecimento mas sou telepata e por essa razão, quando a minha filha Renesmee esteve neste quarto eu ouvi tudo o que pensaste lá fora.  Digamos que tenho um radar bastante apurado …. – Falou de uma forma bastante curriqueira contudo deixou transparecer um subtom de ameaça na última frase.

- Eu sabia que eras telepata, não conhecia era os teus dotes de cuscuvilheiro – Disse tentando aligeirar a conversa.

- Fred eu não quero intimidar ninguém nem isto é um responso. Mas estou confuso. Porque pensas dessa forma de mim? Ao apelidares-me de palhaço e falares da tua mãe deixas transparecer que talvez possa ter agido contra ti… Há quanto tempo és um de nós? Sabes se magoei a tua mãe eu tenho imensa pena, na decada de 30/40 eu era um monstro. – Disse com pesar , parecia realmente arrependido.

- Não é da tua conta quando ou como fui transformado. Deixa-me ir. – Afirmei.

- Claro que sim Fred, mas sabe que se planeias uma vingança que seja pessoal. A minha familia não deve ser envolvida.  Peço é que leias esses diarios com atenção, talvez consigas perceber o que me fez tomar as decisões que me levaram a esse caminho… Fred não quero ser teu inemigo muito pelo contrário eu também perdi a minha família e não há um dia que passe sem que pense nas pessoas que me trouxeram a este mundo. Especialmente agora que sou pai. Mas se há uma coisa que o tempo me ensinou é que a felicidade não surge se o odio não for apagado.

O discurso articulado e sentimental não me impressionava. Não o comprei.

- Poupa-me! E sai imediatemente  Edward Cullen! – Disse silibilando o seu nome.

Ele afastou-se. Sem proferir uma única palavra.

Afastei-me daquele sitio horrendo e olhei para o relogio faltava uma hora até há hora combinada com Ivy. Isso deixou-me lixado. Estava cego de raiva, enervado e acima de tudo cheio, repleto de sede.

Dirigi-me ao local onde combináramos , sentei-me numa copa de uma árvore e pus-me á escuta.

 

Um automóvel pequeno sinuava pela estrada escura das janelas abertas emanava o Hit “ All the small things”- Blink 182. Risinhos nervosos denunciavam a vergonha de estarem a esganiçar a melodia. Conversas sobre trabalhos, entregas  e piadas privadas sobre rapazes confirmaram a minha teoria. Universitárias.

Pensei no meu livro mental de truques baratos, sem fazer barulho desci até ao nivel do solo. E segurei numa pedra afiada, atirei-a ao pneu e este furou-se de imediato. Resfoleguei, se estivesse minimamente preocupado ou se não corresse tudo como planeava sempre podia dizer :“ Então meninas andar nas estradas á noite com pneus carecas pode trazer desgraças!”.

Mas foi fácil. Assim que cheguei ao alcatrão duas raparigas correram desesperadas dali para fora. Gente Inteligente esta, provavelmente pertenceriam a uma “Ivy League”, as melhores universidades do país.

A única que “resistiu” tinha estado distráida a encontrar o pneu sobresselente e concerteza preocupava-se agora onde tinham ido as suas colegas na noite cerrada e sem carro. Ao olhar para mim arrepiou-se, uma das minhas reacções favoritas. Era atraente. Loura olhos castanhos cor de mel  e um corpo curvilineo mas atletíco. Mas neste momento tudo o que tinha era sede.

Vi que estava atraída pelo meu físico, apesar de receosa esboçou um sorriso nervoso e disse:

- Boa Noite. Sabes mudar um pneu?

- Oh olá sei sei…. – Disse pouco interessado. Descontrolado pela visão constante do seu sanngue a bombear  nas veias e o ardor escruxiante na minha garganta.

- Obrigada então… - Disse ela tentando ignorar a súbita desilusão da minha falta de interesse.

Sorri calorosamente. Preparei-me para atacar. E disse:

­- Vem cá

Enconstei a vitima ao capô do carro esfreguei os meus lábios rapidamente pela veia que queria e abri-os, quando estava prestes a alimentar-me, senti-me projectado contra uma árvore.

Abri os olhos e via-a. Mãos nas ancas pronta a arrancar-me o pescoço. Ivy.

- Que raio pensas que estas a fazer?! Idiota!

Tinha de admitir que parecia incrivelmente sexy a desafiar-me desta maneira mas a minha sede era  incontrolável

 

O que responde Fred a Ivy:

A - “Tenho sede, mete-te na tua vida.”

B - “Eu sei que fui irresponsável mas não fazes ideia da sede que tenho, Ivy.”

C - “Deixa-me em paz! Não passas de uma recém-nascida insolente e eu estou farto de comer animaizinhos!”

publicado por Twihistorias às 18:30

16
Jul 12

 

Capítulo 12

Tinha um dia para pôr tudo em ordem antes de ir caçar com a Ivy. Não sei porque é que aceitei ir com ela, quando tinha uma missão tão importante pela frente, mas ultimamente tenho sentido uma necessidade constante de recompensa-la por tudo o que não fiz e não fui. Tinha acabado de tomar banho quando o iPhone tocou.

- Kate, como estás?

- Bem. Desculpa telefonar-te tão tarde, não queria acordar-te.

- Ainda não fui dormir – disse eu a rir.

- Ainda bem. Vou para a semana para o Arizona buscar o meu pai. Sempre vens?

- Para a semana? Não sabia que ias tão cedo.

- Mas há algum problema?

- Não, ainda tenho alguns preparativos para fazer antes de ir

- Mas isso significa que vens? - Perguntou ela com um tom desafiador

- Vou-me ausentar por algum tempo... visitar uns familiares mais para Norte

- Vais quando?

- Amanhã à noite.

- Oh não estava à espera que fosses tão cedo

- Mais cedo vou, mais cedo volto.

Ouvi o riso dela pelo telemóvel, e por um momento, lembrei-me do riso da Bree, era leve, quase infantil e fazia qualquer um rir também. Isso fez-me rir também, a breve memoria de uma tarde nossa já me fazia sorrir.

- Porque é que te estás a rir?

- Lembrei-me de uma coisa. Conto-te um dia destes.

- Fica combinado. Um café?

- Quando eu voltar é a primeira coisa que fazemos.

- Até lá então.

- Adeus Kate, dorme bem.

Quando desliguei o telemóvel, fui rapidamente ao computador pesquisar mais sobre Arizona, para perceber para onde ía com a Kate.

- Muitos encontros!

Virei-me para ver quem tinha ouvido a conversa.

- Emmett!! Não são encontros. - admiti.

- Uns dias com a Ivy a caçar, chegas e vais ao café com a Kate. Diz-me, qual o teu grande plano? Quer dizer, sou o primeiro a dizer que sair com tantas mulheres bonitas num curto espaço de tempo é uma pequena vitoria pessoal, mas para ti, isso deve exigir algum plano.

- O que tu chamas vitoria pessoal eu chamo rotina. - Disse enquanto arrumava uns livros

- Rotina? Foi por isso que transformas-te a Ivy? Para não quebrar a rotina? - Levantei-me bruscamente e fui directo a ele. Ele era muito maior que eu, mas eu sabia como incapacita-lo e faze-lo afastar-se de mim sem pensar duas vezes no caso. Ao ver-me tão irritado ele disse:

- Hei, calma Fred. Não vou partir-te o quarto novo numa luta. A Alice matar-me-ia.

- Tu não sabes do que falas. Pelo que eu estava a passar, ou pelo que ela estava a passar a dezenas de anos atrás. Não sabes do que falas, percebido?

- Não sei o que estavam a passar Fred, é verdade. Mas sei que é preciso ser muito cobarde para abandonar uma recém-nascida num armazém, ir embora e não voltar.

- Continuas sem saber do que falas. E desta vez, aconselho-te a calares-te e ir embora.

- Cheio de medo. Mas não quero ferir susceptibilidades. Diverte-te Fred! - disse enquanto se dirigia para a saida do quarto.

- Vou divertir-me, não te preocupes

- Não percebeste. – Emmett estava parado na ombreira da porta de perfil, com o olhar fixo em mim, e confesso que assim, ele metia medo a qualquer um – Diverte-te com a Kate e com todas as que quiseres. Mas se te meteres com a Ivy e se voltares a magoa-la, estas a meter-te com todos os Cullen. E isso é algo que não queres fazer.

Ele saiu e fechou a porta, mas sem resistir disse na mesma:

- Estás a ameaçar um Volturi?

Sei que ele ouviu, quando ouvi um riso alto, do outro lado da porta.

A noite passou calmamente, e eu passei-a a estudar o estado Arizona, e a tentar descobrir a localização do pai de Kate. Não tive
sucesso com essa tarefa, porem garanto que sei cada pormenor relativo ao estado para que ia daqui a uma semana.

O meu estudo foi interrompido pela Ivy, que entrou de rompante e atirou-me para a cama, pondo o braço do meu pescoço e
imobilizando-me.

- Que raio! Ivy, o que é que estas a fazer?!

- Sabes quantos músculos é que estou a imobilizar neste momento? Cerca de 78.

- O que e que isso me interessa?

- Eu gosto disto – disse ela a olhar-me nos olhos – estar no controlo. – ela aproximou a cara da minha lentamente e quando consegui sentir a sua respiração, quando os seus lábios quase roçavam os meus – e só são precisos 29 músculos para me beijar.

Esbocei um sorriso, e quando a ia beijar, ela larga.me e afasta-se. 

- A serio? - Perguntei eu

- O quê? - Disse ela com um olhar vingativo

- Gostava de por em pratica o que me disseste. 29 músculos não é?

- Exactamente.

Corri em direcção a ela e encostei a contra a porta, imobilizando-a.

- E agora?

- Agora vais-me largar com muito cuidado para não te magoares – disse ela a sorrir

- Só isso?

- Vais passar três dias comigo. Tens pressa para alguma coisa?

- Para que a noite chegue.

- Uma da manha, à saída de Forks - dito isto, ela foi-se embora.

 

Tinha tempo horas até á hora combinada. Fazer malas era aborrecido, mas só me ocupava 15 minutos. Pior que isso a casa transandava a Cullen e depois da mais recente ameaça do porteiro de discoteca a essencia trazia-me nausias.

Definitivamente precisava de ar. Corri para a porta mas depois tive uma ideia melhor, abri uma das estupidamente largas janelas de vidro da casa e num único movimento aterrei no relvado principal.

Caçar, não caçar eis a questão…

Se caçasse o que queria acabava com o meu disfarce e a proximidade com os Cullen. Mas não podia mais com o suminho bamby dos meus
comparças.

Sentei-me no sopé de uma árvore próxima, precisava de rever e planear estrátegias. Tinha que pensar toda esta situação antes que desse um passo em falso.

Antes mesmo que usasse o racicinio fui interrompido por uma cena ternurenta.

Estava de fronte ao quarto de Edward e este ainda estava a remecher nuns objectos até que a sua filha entrou de rompante na divisão.

- Paiii o que estás a fazer?

Ainda de costas um babado Edward sorria de orelha a orelha. Voltou-se para ela e segurou-a nos braços.

- Nada de especial querida, a maçarica não devia já estar na caminha? -Perguntou ele fazendo-lhe coçegas.

- Não consigo dormir sem o teu leitinho… - Respondeu a dengosa criança.

- Está bem então o pai faz te um leitinho e depois é xixi e cama que já devias estar no quinquagésimo sono menina Renesmee!

Com isto sairam da divisão. Que raiva. Este palhaço dava-se ao luxo de viver, constantemente, alegre depois de ter feito o que
fez á minha mãe. Ia destrui-los a todos.

Entrei de novo em casa, desta feita para fazer a malfadada mala e desaparecer por um bocado, talvez Seattle tivesse boas presas,
esta noite.

O som de coisas a cair no quarto ao lado despertou a minha atenção, suavemente aproximei-me da divisão e deparei-me com os diarios
de Edward tão expostos como a sua própria vidinha feliz.

Seria uma excelente leitura de viagem.

 

Opções: 

a) Fred leva os diarios

b) Fred lê no quarto os diarios, esperando não ser apanhado

c) Fred deixa o quarto sem retirar nada.

publicado por Twihistorias às 21:25

18
Jun 12

- Ivy... não te posso prometer nada ainda. Por enquanto vou-me concentrar no último pedido dos Volturis.

- Compreendo, eu não quero comprometer a tua missão... tem cuidado,sim?

Estranhei, Ivy nunca se preocupava desta forma comigo, seria a tensão desta noite que lhe causara a preocupação súbita?

Para que não desse conta das minhas suspeitas resfolguei e comentei descontraídamente:

- Não te preocupes comigo Ivy, eu sou crescidinho.

Ela ergueu-se segurou na minha cabeça aproximando-a do seu corpo e deixou o seu pousar nos meus ombros, forçando-me a inalar o seu odor e disse numa voz segura:

- Estava a falar a sério Fred. Tem cuidado. Tu não sabes do que eles são capazes. 

Estava pronto a retaliar dizendo-lhe que eu sabia perfeitamente e que era tão ou melhor que os Volturis. Que ela não se preocupasse que era muito mais forte e poderoso do que esta recem-nascida pensava. Mas ela interrompera o meu racicionio com um dos seus beijos.

Incrivel,para uma vampira o seu beijo era demasiado inocente e receoso, como se fosse o primeiro da sua vida. Uma caracteristica fascinante. Quase podia crer sentir o meu sangue a bombear nas veias.

Definitivamente algo mudara, talvez quando tudo acabasse e se ela não me odiasse para eternidade... pudessemos dar a isto uma hipótese.

Ainda atordoado, sorri-lhe e disse que me precisava de ausentar brincando que tinha de seduzir a Bond Girl para lhe tirar informações. A sua resposta surpreendeu-me:

- Os volturi não são assim tão bondosos. Despacha-te. Estarei á tua espera.

Antes mesmo de a travar a resposta demasiado entusiasmada saiu da minha boca:

- Até logo.

Custava-me sair daquele lugar, agora que sabia que o desejo de Ivy aumentara. Caso o fizesse poderia apostar que passaria a noite na sua cama, teria sido uma boa decisão pois á medida que o tempo passa as probabilidades disso suceder são diminutas.  Contudo tinha informações para obter. Não podia desperdiçar uma noite chuvosa, as meninas certinhas não tem planos e eu gostava de me armar em rebelde. 

Entrei no meu quarto, pus o meu Ipod nas colunas e selecionei uma das minhas melodias favoritas para noites como a esta. O vampiro loiro do quarto ao lado elogiou o meu gosto musical.

Embalado pela bateria certeira e baixo ritmado, bamboliei até ao guarda-fatos. Lá estava ela, a camisa branca da sorte, a combinação da mesma com o blusão de cabedal dava um certo "sex-appeal" á coisa.

Já vestido procurei o seu número nos contactos e liguei-lhe.

- Estou? - Respondeu ela numa voz alerta,ainda sem reconhecer o número.

-  Olá, sou o Fred como estás? - Perguntei cortês.

- Oh, Fred... tudo bem e contigo? - Respondeu, ansiosa?

- A morrer de tédio. Kate gostas de dançar? - Desafiei.

- Bem... - disse bem humorada - acho que sim - Continuou- tens alguma ideia? 

- Claro. Onde moras? 

Ela deu-me a morada e em quinze minutos, para não parecer ansioso demais, o meu Porshe Carrera e eu estavamos á sua porta.

Conseguia ouvir os risinhos nervosos de dentro. Ela entrou meio minuto depois, cheirosa, bem arranjada e entusiasmada. Os três factores ideais para um encontro. Que riqueza...

- Bela Bomba! O que fazes da vida?

- Boa noite também para ti Kate. Se te contasse teria que te matar... - Provoquei ligando o motor e acelerando para a estrada principal. Ela riu-se e comentou agarrada ao manípulo da porta.

- Nem me dás tempo para por o cinto. Onde é que vamos?

- Abriu um clube de danças latinas em Seattle e eu gostava de exprimentar, bora? - Sorri.

- Tu não jogas com o baralho todo! Raptas-me com um Porshe e queres que vá contigo dançar salsa?! Apareceste em que filme mesmo? É que isto é cena á Hollywood.

- Deixa de fazer perguntas, e sê espontânea. Agora escolhe aí uma musiquinha no Ipod que já estamos quase a chegar.

- Ok chefe!

A miuda escolheu Korn e eu gostei, pela selecção percebi que se gosta de divertir,dei por mim a "Wave my hands e the hair"* e a rir-me com ela, boa companhia, fácil de impressionar, fácil de usar, concluí.

Chegamos ao "Ritmos" e ela entendiou-se parecia que não iamos conseguir sequer estacionar, e caso o dono não me devesse o dinheiro que me devia, a diversão acabaria mesmo ali. Mandei um toque ao Carlos e este abriu-me o portão da sua garagem dos fundos. Entrei e estacionei o meu automóvel junto do dos bandidos de segunda que lá paravam e abri-lhe a porta. Demonstrando as minhas intensões dei-lhe a mão e subi as escadas dando mini passos de dança. 

Ela riu-se e enrubesceu enquanto os meus quadris roçavam nas suas ancas. Chegamos ao recinto propriamente dito e perguntei-lhe se aceitava beber alguma coisa, respondeu-me uma vodca preta depois de lhe depositar um beijo na testa e elogiar o vestido, derigi-me á fila. Claro que esvaziou assim que eu passei. Comprei as duas vodcas pretas encomendei ao Dj a música seguinte e voltei para seu lado.

- Vamos sentar-nos? - Sussurrei.

- Sim.. pode ser- Respondeu a perder o racicionio

Sentámo-nos e fiz conversa sobre o quanto toda a gente falava deste bar e como era divertidissimo dançar musicas latinas e até elaborei sobre umas viagens feitas á america latina. Ela alinhou,comentou com alguma astúcia e mantendo a conversa interessante.

Os primeiros riffs da música que pedira soaram e olhei na sua direção: 

- Kate, danças comigo esta? - Aproveitei para semicerrar os olhos antes que o meu veneno destruí-se as lentes azuis.

Levantamo-nos, dei-lhe a mão fazendo a rodar até á pista de dança. Ela estava encantada. 

Dançamos a música inteira, mostrei-lhe o que aprendera com os vampiros do sul do méxico. Ela colaborou com a frieza de quem é estreante e pouco movimento dos quadris, no entanto até dançava bem. Mais importante sentia o seu sangue a correr nas suas veias e a sua transpiração, ela desejava-me e estava a adorar aquela atenção. Tempo para uma conversa a dois. 

Deixei que a música acabasse e que ela ouvisse os elogios do resto dos pares presentes, e depois disse-lhe:

- Estou estafado. Queres ir lá para fora apanhar ar? 

Anuíu e levei-a até á varanda panorâmica do segundo andar. Deixei-a passar e coloquei o meu casaco de cabedal nos seus ombros. 

- Obrigada.Isto é lindo aqui em cima.

Olhei em redor apreciando Seattle nocturna e concordei. Escolhi as minhas palavras no silencio. 

- Kate, podes contar-me um bocado sobre ti? 

- Eu pensei que já tinha dito tudo no nosso café.

- Pois... mas eu fiquei sem saber o que te levou a escolher psicologia?

Ela olhou-me fixamente enquanto reflectia. 

- Acho que só queria reparar as coisas.... sabes Fred a minha mãe morreu quando era muito pequena e só restava o meu pai. E o meu pai.. é...complicado.

- Complicado? - Disse com voz doce.

- Sim...- resfolegou- Ele sofreu muito com a morte da minha mãe e depois com o que aconteceu á minha prima Bree ele ficou pior. Ela desapareceu de um dia para o outro e foi demais para ele. Ao querer proteger-me meteu-se nos assuntos errados...

- Como assim? 

- A minha famíla é antiga e criou lendas sobre cenas que não existem para se proteger, eu estudei isso em psicologia. Uma especíe de mitos para que o pessoal não saisse da linha. Antes a única pessoa que curtia disso era o meu Tio mas depois o meu pai também se meteu nisso. E se antes eu ajudava em casa agora desde que ele foi para a Arizona eu é que cuido de tudo sozinha. Aliás eu trabalho naquele café para pagar as minhas contas. 

Já estava a chorar,encorajei-a na esperança de que retomasse o seu racicionio.

- Bem... e é por isso que escolhi o meu curso. Para ver se consigo colar a minha família de uma vez por todas com a realidade. - Remeteu-se ao silencio-Posso pedir te um favor Fred?

Estranhei mas disse que sim com a cabeça, ela elaborou.

- Tu tens um carro veloz. Eu preciso de ir á Florida buscar o meu pai e trazê-lo para um instituição de pessoas com os seus problemas... e bem estou a gostar demasiado da tua companhia para ir sozinha... - Pediu, sorrindo.

Ok, isto já era demais mas talvez podesse ser útil para a missão. Antes de me decidir fiz-lhe uma pergunta.

- O que é que se passa no Arizona, ele está lá porque?

- A minha familia tem origem lá e ele anda á procura  de uma arma.

- Uma arma?

- Sim, a lenda diz que mata vampiros e o meu pai e o meu tio estão convencidos que um vampiro matou a minha prima, acreditas? - Desafiou-me ela com um resfolegar.

De repente o Arizona parecia-me muito mais interessante. Fiz conversa até lhe entregar sã e salva a casa. Despedi-me com um beijo na testa, agradendo a sua companhia e referindo a sua coragem. Voltei para o meu carro.

A proposta de Kate parecia interessante, mas talvez devesse contar primeiro aos Volturi, caso os mitos fossem reais, e aqueles humanos bons caçadores de vampiros, precisaria de reforços. Mas também não me parecia que Kate estivesse com pressa para internar o pai.

Estacionei o carro e entrei na grande casa branca. O vampiro gigante saudou-me:

- Ora quase bom dia convidado! Como foi a noite? Não caçaste perto daqui pois não?

Sorri-lhe e amistoso respondi

- Não Emmett a minha caça hoje foi outra. 

Rimo-nos e dirigi-me ao meu quarto, Ivy esperava-me.

Mudara de roupa estava com uma camisola de lã justa azul petróleo uns calções e uns botas vertiginosas, estava gira. 

Ainda do seu lugar da janela perguntou-me

- Como foi a noite, Fred?

- Interessante, fartei-me de dançar. - Respondi divertido.

- Conseguiste as informações que eles querem?

Disse virando-se na minha direção, desde quando era ela tão graciosa?

- Sim, sim consegui.

- Anda ver aqui uma coisa comigo. 

Segui-a, abri-mos a janela e sentamo-nos no deck da varanda com as pernas a bambolear no vazio e ver o sol nascer.

- Sem dizeres nada parvo ou cliché o que achas disto?

- Os Cullen sabem gastar dinheiro. - Disse olhando os seus olhos mel na aurora matinal

Ela sorriu-me

- Ah isso é que sabem. Diz me queres jantar comigo? 

- Bem... isso é estranho nós não comemos. 

Cotevelou-me e respondeu

- Não é isso, os Cullen falaram-me de uma cordilheira onde eles caçam, há caça grossa e talvez mude a tua ideia dos vegetarianos...

- Talvez... isso é quando?

- Partiamos amanhã á noite.

- Não sei... Ivy talvez vá aos Volturi ou seguir uma pista...

- Prometo que não te arrependerás.

 

OPÇÕES: 

a) Fred janta com Ivy

b) Fred vai a Italia e conta aos Volturi o que sabe

c) Fred vai com Kate para o Arizona

 

* Uma referencia á letra da música Word Up dos Korn

publicado por Twihistorias às 19:23
sinto-me: All I need - W. Temptation
música: Seven Nation Army - White Stripes/Cosmic Love F.M

06
Jun 12

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 Capítulo 11

 

- Não te preocupes Jane, eu adoro desafios. Diz ao Aro que aceito a nova missão.

Confirmei á maldosa vampira loira. Jane fitou as minhas roupas  ensopado com um suspeita e replicou-o ao voltar-se na minha direção.

- Espero que saibas o que estás a fazer Fred. - Atalhou com um ar superior.

- Não te preocupes loirinha da minha vida ainda trato eu. Agora se não te importas.... eu tenho uns assuntos importantes a resolver. - Provoquei atirando o meu casaco molhado na sua perfeita face de porcelana.

- Hilariante Fred. Fica sabendo que este tipo de comportamento é intoleravel a um futuro membro do clã Volturi. E com isto retirou-se.

Carlisle repentinamente surgiu a meu lado, agradecendo numa só palavra o desaparecimento do clã volturi. Voltei-me e justifiquei erroneamente que não os voltariam a aborrecer e que a sua visita teria sido exclusivamente por minha causa. E apressei-me á sua procura não sei por que razão mas Ivy hoje parecia espicaçar-me de desejo. 

Tudo nela era provocante, o corpo escultural, a tenecidade das suas palavras, a maneira como me encostava á parede com as suas acusações e me enchia de raiva. Até há instantes o seu desplante ao dizer "Acho que estavas demasiado ocupado a mandar em mim para teres tempo para perceber que já me podias ter levado para a cama à muito tempo". Desafiara-me e agora queria provar que estava em controle.

- Ivy? - Chamei ao entrar na grande casa branca.

Os seus olhares de desprezo cumprimentaram-me e percebi que o jogo de simpatia forçada tinha acabado. Mas hoje á noite ia deixar os planos maléficos de lado, só a queria a ela.

Revistei todas as divisões ignorando quem lá estava apenas chamei o seu nome e afastei cada porta ao confirmar que nao a encontrava.

- Ivyyyyy- Cantarolei ao chegar ao jardim para a minha ultima tentativa.

Encontrei-a estava sentada no parapeito que segurava o jardim de ervas de Esme, completamente banhada pela chuva e ainda usando a mesma camisa para proteger o seu corpo ensopado. O mesmo tecido transparente que se colava ao seu corpo e que revelava o seu torço perfeitamente imaculado á luz da lua.

Ela manteve-se quieta ignorando a minha piadinha. Sentei-me a seu lado e não pude deixar que pela forma rigida que apresentara assemelhava.-se a um querubim de mármore iluminado pelo luar.

Uau, ela fazia de mim poeta.

Sem dizer uma unica palavra Ivy colocou a sua mão nas minha perna sentido a minha presença. Contudo os seus olhos continuaram fixos no horizonte como se de o gesto reflexo se tratasse.

Contrariamente ao que estava habituado ela permanecemos em silencio. Apenas a perscrutar formas na floresta nocturna. Su

bitamente a sua face encontrou a minha e numa voz muito mais madura do que eu alguma vez ouvira, articulou:

- Obrigada. Obrigada por teres protegido a minha família.

Ela estava diferente, a sua fisonomia de menina divertida desaparecera para dar lugar a uma mulher adulta e tão sabia. Fiquei sem reação Ivy parecia trazer consigo todo o conhecimento universal. Interrompendo o meu raciocionio levantou-se.

E tão inesperadamente quanto podia abraçou-me como uma criança pequena, deixando que os seus braços aprisionassem o meu corpo e respirando sofregamente na minha camisa. Depois fitou os meus olhos e o meu mundo desabou. Os seus traziam muito mais amor e compreensão do que os meus alguma vez poderiam transmitir. E o seu tom topaz era tão convidativo que parecia fazer-me perder o controlo sobre o meu próprio ser.

Ainda aninhada no meu peito Ivy sussurrou-me que não magoasse nunca mais a sua família e que tinha saudades minhas. Não  lhe pude responder. Os seus olhos semicerram-se e ela agarrou o meu cabelo com força. Depois suave como uma brisa de verão deixou os seus lábios roçarem nos meus.

Nunca antes sentira algo tão doce e tão perfeito, muito depois dos nossos lábios se separem a sua essencia perdurava no ar.

Na mesma voz doce e sedutora insistiu:

- Por favor Fred não ataques os Cullen, fica comigo...aqui ... Promete.

 

 

 OPÇÕES

a) Fred promete-lhe que não magoa os Cullen

b) Fred promete-lhe que apenas irá concentrar-se primeiro na nova missão.

c) Fred beija-a sem responder á sua promessa

 

publicado por Twihistorias às 00:01
música: All I need - W. Temptation

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