01
Jan 11

 

 

 

  

Capítulo 31

Os Denali

  

   Tinha-se passado apenas uma semana desde o “tratado”, e nós já estávamos de partida para Denali.

   Aquela partida não me agradava nada, pois eu tinha ciúmes da tal amiga de Carlisle. Eu sei que não tinha motivos para ter ciúmes, mas aquele sentimento era mais forte que eu…a dor que sentia só de pensar que o podia perder, tomava conta de mim, deixando-me totalmente sem controlo!

   - Princesa não fiques assim, sabes bem que não tens motivos para isso! – sussurrou-me Carlisle ao ouvido enquanto eu acabava de fazer as nossas malas.

   - Eu sei que não tenho motivos amor, mas a dor que sinto sempre que penso que te posso perder é tão forte e tão insuportável que não consigo pensar, não consigo ter um raciocínio direito! – confesso olhando-o nos olhos.

   - Oh meu bem mais precioso não precisas de pensar nessas coisas…tu jamais me irás perder, porque eu irei ficar contigo para toda a eternidade! Eu amo-te para sempre Esme Cullen! – sussurrou-me contra os lábios e depois beijou-me ao de leve.

   - Ei…parem lá com o marmelanço e vamos lá a despachar que eu tenho mais que fazer! – disse Edward à porta do quarto…aquele rapaz era cá um desmancha prazeres!

   - É para já menino Edward Cullen! – disse Carlisle entre risos, mas ao mesmo tempo abraçou-me beijando-me o cimo da cabeça com bastante carinho.

   - Eu amo-te tanto Carlisle! – sussurrei-lhe ao ouvido assim que Edward saiu do quarto.

   - Eu sei princesa…eu amo-te de igual maneira! – disse sorrindo-me, gesto ao qual correspondi com um beijo apaixonado.

   Ele pegou-me ao colo enquanto correspondia ao beijo muito loucamente, fazendo-me esquecer de tudo o que nos rodeava.

                                                        *************

   Depois de horas infinitas de amor escaldante ouvi a porta do quarto a bater.

   - Amor, achas que os miúdos viram alguma coisa?! – perguntei assustada com a ideia de os meus filhos terem visto uma cena daquelas.

   - Não sei…mas se viram também não viram nada demais. É uma coisa normalíssima e que eles certamente o fazem. – disse Carlisle entre risos e enquanto me puxava mais para si.

   - Oh…mas mesmo assim é mau, nós somos os pais… - tentei dizer, mas Carlisle meteu-me um dedo nos lábios.

   - E? Somos pais, mas somos jovens, amor…e eu não me interessa o que os outros pensam, a única coisa que me interessa nesta vida és tu e o teu bem-estar! Eu amo-te e sou capaz de tudo só para te ver feliz! Sou capaz de cometer a maior loucura por ti! – sussurrou-me ao ouvido mordiscando-me a orelha de seguida.

   - Oh meu amor…eu amo-te tanto mas tanto! Também sou capaz de tudo por ti! E não me faças isso… - disse entre arrepios e gemidos.

   - Ok princesa…eu não faço, mas olha que sabe bem. – disse ele entre risos e mordiscando-me a orelha outra vez.

   - Carlisle Cullen! – olhei para ele com um olhar sério.

   - Pronto, pronto…eu já não faço mais! – disse ele rindo-se.

   - Acho bem! E agora vamos nos despachar, porque temos voo daqui a – olhei para o relógio – uma hora!

   - Ok…vamos lá! A Srª Cullen é que manda! – disse ele sempre a rir-se e enquanto se levantava da cama.

   - És tão parvo Carlisle! – disse dando-lhe uma pequena chapada na cara.

   - Posso ser parvo, mas tu amas-me assim! – sorriu-me e puxou-me para si.

   - É, parece que sim. – retribui o sorriso.

   - Agora é melhor irmos nos despachar, certo? – disse ele fazendo beixinho.

   - Certo…não fiques assim amor, eu depois compenso-te! – disse piscando-lhe o olho.

   - Ok princesa…olha que eu não me esqueço disso. – riu-se.

   Ri-me também e afastei-me dele indo me vestir. Vesti um vestido preto pelos joelhos e calcei umas sandálias pretas também.

   Carlisle também se vestiu…uma camisa azul bebé e umas jeans.

   - Estás perfeita amor! – sussurrou-me ao ouvido enquanto me abraçava por trás.

   - Não digas parvoíces…eu estou normal, agora tu…estás mais jovem! – retorqui.

   - Ahahah…que piadinha Esme! – disse ele mordiscando-me a orelha de seguida como forma de castigo.

   - Carlisle não me faças isso! – pedi enquanto gemia.

   Ele riu-se e depois virou-me para si beijando-me apaixonadamente.

   - Amo-te tanto meu amor mais que perfeito! – sussurrou-me entre beijos.

   - Eu também te amo minha vida! – retorqui e depois afastei-me, dando-lhe a mão e puxando-me para a sala.

   - Espera amor…faltam as malas! – disse ele entre risos e depois foi buscar as malas.

   Descemos para sala e lá estavam os nosso três filhos sentados, com uma cara de quem estava a preparar algo.

   - Que se passa meninos? – perguntei assim que olhei para eles.

   - Não se passa nada mamã! – disseram os três em coro e depois desataram a rir.

   - Mau…que se passa? Estão a rir-se do que? – insisti não gostando daquela atitude.

   - Já dissemos que não se passa nada. De nada em especial, é só de uma coisa que aconteceu. – respondeu Rose.

   - E que coisa foi essa? – perguntou Carlisle enquanto me envolvia nos seus braços, assim que ele fez isso Rose, Em e Edward desataram a rir.

   - Eu já não estou a gostar nada desta risota! Acho bem que digam o que se passa aqui! – disse num tom autoritário e enquanto me afastava de Carlisle.

   - Não é nada, já dissemos! – respondeu Edward.

   - É só que vocês…são muito queridos e engraçados quando estão…bem…vocês percebem o que quero dizer. – disse Em entre risos.

   - Emmett! – disseram Rose e Edward repreendendo-o.

   - Vocês andaram a espreitar-nos??!! – perguntou Carlisle com um tom de voz um bocado nervosa.

   - Não pai, claro que não! – responderam os três com um ar muito inocente.

   - Mas ouvimos barulho e fomos ver o que se passava…e a mãe estava a gritar, pensamos que se passava algo de grave! – disse Emmett, desatando a rir de seguida, assim como Edward e Rose. Se ainda fosse humana, acho que tinha corado.

   - Ou vocês param com isso imediatamente ou ficam de castigo para sempre! – gritou Carlisle enquanto me puxava para si percebendo a minha “vergonha” – Não fiques assim princesa. – sussurrou-me ao ouvido.

   - Oh…eles são maus. – sussurrei também fazendo beicinho.

   - Pronto nós paramos! – disseram os três segurando o riso.

                                                        ****************

   Chegamos ao aeroporto de Denali, e lá estavam três raparigas, uma loira de cabelos encaracolados, uma loira escura e uma morena, à nossa espera. Segundo a descrição de Carlisle, elas deviam ser Tanya, Irina e Kate, respectivamente.

   - Vamos, a Tanya e as suas irmãs já estão ali à nossa espera. – disse Carlisle apontado para elas. Vi ambos trocarem um sorriso e fiquei ainda com mais ciúmes, por isso afastei-me de Carlisle. Rose e Emmett iam juntos de mãos dadas, e Edward ia como sempre desconfortável com os pensamentos das outras pessoas.

   - Carlisle! Há quanto tempo! – disse a rapariga loira, que ao que parecia era Tanya.

   - Mesmo Tanya! Então como vais? – respondeu Carlisle abraçando-a.

   “Ai!! Mas quem é que ela pensa que é para me roubar o marido??!!” – pensei.

   - Mãe tem calma, eles são apenas amigos…o pai ama-te! – sussurrou-me Edward muito baixinho ao ouvido.

   “Mas…eu não suporto vê-lo assim com outras!” – pensei.

   - Eu vou bem, e tu? Já vi que construis-te uma família. – retorquiu Tanya abraçando-o também.

   - Eu também vou bem. É verdade! Queres conhece-los? – disse Carlisle largando-a e puxando-me para si para me envolver com os seus braços.

   - Claro! Essa deve ser a Esme, a rapariga que sempre amas-te, certo? – disse Tanya sorrindo-me, ao ouvir aquilo não consegui esconder a felicidade que sentia ao saber tal coisa por isso abracei o meu amor e retribui o sorriso a Tanya.

   - Certo, mas agora já é minha esposa! – respondeu Carlisle com um brilhozinho nos olhos e apertando-me mais para si – E os outros são o Edward, a Rosalie e o Emmett. – disse apontado.

   - Prazer em conhecer-vos! – disse Tanya olhando especialmente para Edward, e não era preciso ler mentes para saber que ali havia qualquer coisa – E nós somos a Irina, a Kate e eu Tanya.

   - Igualmente! – responderam os três em coro.

   - Eles são como se fossem teus filhos, certo Carlisle? – perguntou Tanya não tirando os olhos de Edward. Segundo o que conheço do meu filho, ele já estava a ficar bastante desconfortável com aquela situação.

   - Sim certo! Uns filhos adoráveis, como não há iguais! – respondeu Carlisle outra vez com um brilhozinho especial nos olhos.

   - Acredito! Bem vamos para casa? – perguntou Irina.

   - Sim claro, vamos! – respondeu Carlisle enquanto me beijava o cima da cabeça.

   E assim fomos em direcção a casa dos Denali. Emmett e Rose continuam a ir de mãos dadas, Kate e Irina iam a frente a falar de algo, Tanya ia ao lado de Edward a tentar mostrar o seu interesse nele, e eu e Carlisle íamos atrás deles abraçados como dois adolescentes apaixonados.

 

publicado por Twihistorias às 18:00

28
Dez 10

 

Capítulo 30

O Tratado e a crise de ciúmes

 

   O rapaz que Rose tinha salvo já estava connosco há algum tempo…chama-se Emmett MacCarty Cullen. Carlisle disse que era melhor ele ficar com o nosso apelido para as pessoas não desconfiarem…

   Assim que transformamos Em mudamo-nos para Hoquim perto de Forks, estado de Washigton. Era uma cidade chuvosa, mal havia sol…era a cidade ideal para nós vivermos.

   Certo dia Carlisle, Edward, Rose e Em foram caçar para uma floresta perto da nossa casa. Eu fiquei em casa, não tinha muita vontade de caçar nesse dia e além do mais tinha uma festa de aniversário para organizar.

   Estava no meio da festa de aniversário quando recebo um telefonema de Carlisle, como é óbvio atendi, apesar de estar no meu trabalho, mas para mim a minha família sempre esteve em primeiro lugar, principalmente Carlisle:

   “ Estou amor?” – disse assim que atendi o telemóvel.

   “Princesa preciso de ti, se poderes vem para casa.” – disse-me assim que ouviu a minha voz, a sua voz parecia preocupada, o que me deixou bastante mal.

   “Ok meu amor...eu vou já para casa!” – respondi-lhe.

   “Ok…até já, amo-te.”

   “Também te amo…até já.” – e desliguei o telemóvel.

   Assim que desliguei o telemóvel sai porta fora não avisando ninguém, pois naquele momento só pensava em Carlisle. Estava realmente preocupada com ele, sempre que ele dizia que precisava de mim era porque se tinha passado algo.

   Conduzi o mais depressa que consegui não me importando com o que os outros podiam pensar…só queria chegar a casa o mais depressa possível.

   Estacionei o carro ao lado do Mercedes preto de Carlisle e corri para dentro de casa, assim que ouviu a porta Carlisle veio a correr ter comigo.

   - Que se passa amor? Estás a deixar-me preocupada. – disse enquanto o abraçava.

   - Não se passa nada princesa…foram só uns problemas. – disse-me enquanto rodeava o meu corpo com os seus braços.

   - Só uns problemas Carlisle?! O que aconteceu foi muito grave! – disse Rose descendo as escadas.

   - Também não foi nada de mais! – retorquiu Carlisle.

   - Claro que não…aquilo não foi nada! – disse Rose ironicamente.

   - Ei! Podem parar de discutir e contar-me o que se passou?! – disse farta de não perceber nada do que eles estavam a falar.

   - Claro que podemos amor…desculpa. – disse Carlisle beijando-me o cimo da cabeça.

   - Desembucha! – retorqui inquieta.

   - Enquanto estávamos a caçar alguém nos viu…e descobriu tudo sobre nós. – dizia Carlisle calmamente enquanto me olhava com um olhar de quem pede compreensão – Eu tentei falar com eles, e pedi para não contarem nada a ninguém…eles aceitaram com o propósito de não caçarmos nas suas terras…ah e também não matarmos nenhum humano.

   - É compreensível. – afirmei ainda meia “aérea” com o que ouvi.

   - Pois...mas acho que era melhor sairmos de cá por uns tempos, não vá o diabo tece-las. – disse Carlisle enquanto me abraçava com mais força.

   - E vamos para onde Carlisle?! – perguntou Rose indignada.

   - Tem calma amor. – ouvi Emmett a sussurrar ao ouvido de Rose.

   Eu já desconfiava que aqueles dois namoravam, mas nunca me tinha apercebido dos carinhos “publicamente”.

   - Para casa duma amiga minha que fica aqui próximo, em Denali. – disse Carlisle enquanto me beijava o cabelo com bastante carinho.

   Quando ele disse “uma amiga minha” senti uma pontada de ciúmes a apoderar-se de mim.

   - Que amiga Carlisle Cullen?! – perguntei muito nervosamente sem me conseguir controlar.

   - Não conheces princesa…e não tens razões para ter ciúmes, eu só tenho olhos para ti minha tontinha. – disse-me enquanto me virava de frente para si para me olhar nos olhos.

   - Eu não estou com ciúmes. – disse desviando o olhar dele. Eu odiava admitir que tinha ciúmes, principalmente quando sabia que ele me amava, mas a ideia de o perder era e é tão insuportável que dá comigo em doida e não me consigo controlar.

   - Pois não Esme…eu até nem te conheço nem nada. – disse Carlisle ironicamente.

   - Bem é melhor deixa-los sozinhos. – disse Emmett puxando Rose consigo para fora de casa.

   - É…também acho. – concordou ela enquanto saiam de casa.

   Assim que eles saíram de casa afastei-me dele, mas ele não me deixou.

   - Não fiques assim amor, não tens razões para isso…eu só te amo a ti e só tenho olhos para ti, e tu és e sempre serás a mais linda de todas. – sussurrou-me docemente ao ouvido enquanto me fazia festas na face.

   - Ai não tenho… - não consegui acabar de falar pois ele interrompeu-me com um beijo doce e caloroso cheio de desejo. Sem lhe resistir mais entreguei-me totalmente ao beijo.

   - Nunca te esqueças do quanto te amo. – sussurrou contra os meus lábios e depois beijou-me fogosamente enquanto me levava para o quarto.

publicado por Twihistorias às 18:00

13
Dez 10

 

 

 

Capítulo 29 – O salvamento de Rose…


Estávamos em Tennessee há 3 anos…a minha vida estava completamente perfeita, não queria mais nada, pois agora eu tinha tudo aquilo que sempre quis na minha vida…estava ao lado de quem amava e que me tratava como uma verdadeira princesa…tinha dois filhos lindos e perfeitos!

Carlisle trabalhava no hospital central de Tennessee, e andava quase sempre ocupado, tinha muitos turnos…Edward e Rosalie andavam no 11º ano…por isso eu passava praticamente todos os dias em casa sozinha…mas não me importava pois sabia que eles me amavam…e sabia que era eu a mulher da vida de Carlisle.

Nesse dia só Rose tinha ido caçar…eu e Edward estávamos em casa a tratar mais uma vez da decoração…e Carlisle estava no escritório a tratar de algo relacionado com o hospital.

Ouvimos a porta a bater com alguma força…

- Carlisle! Chega aqui depressa! – gritou Rose…parecia-me ouvir um coração muito fraco a bater.

- Que se passa Rosalie?! – dissemos os três em coro indo ao encontro dela na sala.

- Eu…não…consigo…faze-lo Carlisle…tens que ser tu! Por favor…salva-o! – disse Rose entre soluços…segurando o corpo de um rapaz musculado de cabelos pretos aos caracóis…notei que este tinha pequenas covinhas na cara.

- Primeiro diz-me o que lhe aconteceu! – disse Carlisle pegando no tal rapaz.

- Foi atacado por um urso! – respondeu Rose.

- Hum… - foi a única coisa que Carlisle disse…enquanto levava o rapaz para o quarto de hóspedes.

Rose foi logo atrás deles…Edward seguiu-os também…e eu fiquei na dúvida se os seguia também…até que algo me fez ver que aquele rapazinho irei a ser meu filho também…e sem hesitar mais fui atrás deles…

Quando cheguei ao quarto o rapaz já estava deitado na cama, Edward estava encostado ao parapeito da janela…Rose estava ao lado do rapaz agarrando-lhe a mão…e por fim Carlisle estava debruçado sobre ele, segurando-lhe a mão enquanto se aproximava cada vez mais do seu pescoço…senti o cheiro a sangue, que me causou um certo ardor na garganta…mesmo assim nunca tirei os olhos de Carlisle, que depois de o ter mordido afastou-se muito rapidamente.

Devia ser muito difícil para um de nós provar sangue humano e conseguir parar…esta acção dele fez com que eu me apaixonasse ainda mais por ele…ele era sem dúvida alguma a melhor pessoa que eu conhecia em toda a minha vida.

- Ele vai ficar bem Carlisle? – perguntou Rose interrompendo os meus pensamentos…eu perdi-me completamente na figura de Carlisle a querer ser uma pessoa melhor.

- Claro que vai…daqui a três dias já está como novo. – respondeu Carlisle sorrindo…depois olhou para mim com um olhar de preocupação…não percebi a razão para que ele me olhasse assim por isso fui ter com ele lentamente…conforme eu me aproximava ele afastava-se…

- Amor que se passa contigo? – perguntei não percebendo a razão para qual ele se afastava.

- Tu…não…tens nojo…de mim? – acabou por perguntar.

- Claro que não…eu amo-te lembras-te? – disse-lhe tentado aproximar-me outra vez.

- Sim lembro…mas o que eu fiz agora não te assustou? – perguntou olhando-me nos olhos…mas desta vez não se afastou.

- Claro que não…tu jamais irias me assustar, porque tu és a pessoa mais maravilhosa que eu conheço. – respondi dando-lhe a mão e puxando-o para mim.

- Não sejas exagerada Esme. – retorquiu enquanto me abraçava e me beijava o cimo da cabeça. – Obrigada por me compreenderes.

- Eu não sou exagerada…e não tens que agradecer. – respondi e de seguida encostei os meus lábios aos dele…ele sem hesitar, beijou-me apaixonadamente e puxou-me mais para si.

Ouvimos alguém tossir…devia ser Edward…por isso paramos o beijo e olhamos para ele.

- Não podem fazer isso noutro lado?! – perguntou Edward…reparei num certo riso enquanto falava.

- Não, não podemos…quem está mal que se mude. – respondi…odiava quando ele era assim tão desagradável.

- Tem calma mãezinha… - disse Edward entre risos.

- Não lhe ligues princesa. – sussurrou Carlisle ao meu ouvido…soprando o seu fresco hálito, o que me fez acalmar. Realmente ele sabia como me acalmar.

- É melhor deixa-los sozinhos. – disse Edward…talvez porque estaria a ouvir os pensamentos de ambos.

- Sim também acho. – retorquiu Carlisle, puxando-me consigo enquanto saia do quarto de hóspedes.

- Bem eu vou…dar uma volta. – disse Edward saindo de casa.

- Finalmente que estamos sozinhos. – disse Carlisle enquanto aproximava os seus lábios dos meus.

- Hum…parece-me que havia alguém com muitas saudades. – retorqui entre risos…ele sorriu-me e depois beijou-me muito loucamente.

 

publicado por Twihistorias às 19:27

09
Dez 10

 

Capítulo 28 – A felicidade de ser mãe…

 

   Virei-me para ela…e sorri.

   - Sim. – respondi.

   - Vai-me ajudar a ultrapassar isto não vai? – perguntou-me Rosalie enquanto vinha ter comigo.

   - Claro que vou minha querida...e se vais ficar connosco acho melhor tratares-me por tu. – disse sorrindo-lhe e abraçando-a.

   - Obrigada…eu trato. – respondeu ela – Ah…Esme…fazes-me lembrar a minha mãe.

   Aquelas últimas palavras tocaram-me muito…tocaram no meu coração que já há muito deixou de bater.

   - Nem sabes o quanto isso é importante para mim… - sussurrei-lhe ao ouvido enquanto chorava sem as habituais lágrimas.

   - Nunca tiveste filhos?

   - Tive…mas ele morreu de uma peste, e foi aí que me atirei de um penhasco.

   - Atiraste-te de um penhasco? – perguntou-me surpreendida.

   - Sim...foi quando o Carlisle me salvou. – disse enquanto me lembrava, e lembrei-me do quanto o amava e no quanto ele me amava.

   - Pois…o Carlisle. – disse ela com uma voz entristecida.

   - O Carlisle…é a pessoa mais maravilhosa que já conheci…é tudo aquilo que sempre sonhei. – respondi. A cada dia que passava eu estava mais apaixonada por ele.

   - Já vi que sim…só espero um dia encontrar alguém que seja tão especial para mim como o Carlisle é para ti.

   - E vais encontrar minha querida. – disse enquanto lhe fazia uma festa na face – E afinal és a rapariga mais linda que eu conheço.

   - Não sou nada…tu és muito mais bonita. – disse ela envergonhada.

   - Não, não sou. Queres ver??

   - Quero.

   Puxei-a até um pequeno riacho que havia na floresta e mostrei-lhe o quanto era linda. Ela ficou a olhar para a sua imagem reflectida no riacho…e ficou feliz com o que viu. Mas de repente olhou para os seus olhos e assustou-se. Os seus olhos estava vermelhos, devido ao facto de ser uma recém-vampira.

   - Porque é que os meus olhos estão vermelhos? – perguntou ela não tirando os olhos do riacho, onde a sua imagem estava reflectida.

   - Porque ainda és um recém-vampira…mas com o tempo isso passa. – respondi-lhe.

   - Mas os teus e os do Carlisle e do Edward são dourados. – disse ela espantada.

   - Sim é verdade…isso acontece porque nós bebemos sangue animal, e não sangue humano. Com o tempo os teus olhos irão ficar dourados. E agora acho que podemos ir caçar. Estás preparada?

   - Hum…não sei. Ajudas-me?

   - Claro que ajudo. Anda.

   E assim fomos caçar. Ensinei-lhe como se caçava e ela lá conseguiu. No final voltamos as duas juntas para casa.

   - Estou a ver que a conversa correu bem. – disse Carlisle assim que nos viu entrar em casa.

   - Sim correu…a Rosalie vai ficar connosco. – respondi indo para os braços dele...como sempre ele rodeou os seus braços a volta do meu corpo.

   - Que boa notícia. – disse Carlisle.

   - Podem me tratar por Rose. E obrigada mais uma vez Esme…foi como uma mãe para mim. – disse Rose. As suas palavras emocionaram-me.

   - Oh…de nada minha querida. Nem sabes a importância que isso tem para mim…e se quiseres a partir de hoje posso ser tua mãe. – respondi com um sorriso nos lábios. Vi os olhos de Carlisle a brilhar.

   - Gostaria muito que fosses minha mãe. – retorquiu.

   - Bem parece que ficamos com uma filha…sê bem-vinda Rose. – disse Carlisle apertando-me mais contra si.

   - Obrigada Carl…papá.

   Carlisle e eu sorrimos para Rose…e ela retribui-nos o sorriso. Afinal a menina fútil e arrogante que pensamos que ela era não existia.

   - Bem que alegria vai para aqui. – disse Edward – Ui…a Rosalie vai ficar connosco.

   - Sim vai…e espero bem que não haja problemas. – disse Carlisle.

   - Não vai haver pai. – disse Edward – Mas só…desde que ela não me pique.

   - Edward! – repreendi-o.

   - Pronto, pronto…já não digo mais nada mamã. – disse Edward entre gargalhadas.

   Eu deixei-me rir com ele, assim como Carlisle e Rose.

   A minha família tinha aumentado…e agora estava mais feliz do que já era.

publicado por Twihistorias às 18:00

01
Dez 10

 

Capítulo 27

O poder de amar incondicionalmente…

 

   Carlisle estava a beira dela, segurando-lhe a mão…Edward estava ao pé da janela a fintar Carlisle. Tentei sentir raiva dela…mas não consegui. Rosalie conquistou-me, só por a ver ali a sofrer.

   Assim que entrei no quarto eles olharam para mim…e só Carlisle conseguiu responder.

   - Tu sabes como sou amor…não consegui vê-la ali a sofrer…e tive que fazer algo. Desculpa-me…eu sei que ela não é propriamente como nós. – disse Carlisle deixando a mão de Rosalie e vindo me abraçar.

   - Não faz mal amor…eu compreendo. E aliás…tu é que és o patriarca da família, logo quem decide és tu. – disse abraçando-o também.

   - Não sejas parvinha…tu também mandas, és a minha mulher…a minha maravilhosa esposa. – disse Carlisle beijando-me a testa – Ah…e obrigada por compreenderes.

   - De nada meu príncipe. – disse sorrindo-lhe.

   - Está a arder muito! Ai! – disse Rosalie a contorcer-se de dores…o veneno devia estar a espalhar-se.

   - Tem calma querida…já passa, daqui a nada já não sentes nada. – disse Carlisle enquanto me largava e ia ter com ela dando-lhe a mão.

   Aquele gesto devia de me trazer ciúmes mas não…só me deu compreensão. Ao olhar para eles…vi um pai a tratar de uma filha. Não consegui evitar e fui ter com ela e dei-lhe a mão também.

   - Ainda te dói muito? – pergunto Carlisle olhando para mim com carinho. Eu simplesmente olhei para Rosalie com preocupação.

   - Sim… - respondeu com a voz fraca.

   - Já passa meu amor. Tem calma. – disse fazendo-lhe festas na mão como forma de a tranquilizar.

   Edward olhou para mim…ele devia de estar a ler os meus pensamentos…mas não me importei…naquele momento só me preocupava com Rosalie. Só gostava de lhe tirar aquela dor.

   Rosalie começou a contorcer-se menos de dor.

   - Já está a passar? – perguntou Carlisle.

   - Sim…já…Ai! – e o seu coração deixou de bater. O processo tinha-se concluído.

   Olhei para Carlisle com bastante carinho…ele tinha me dado mais uma filha.

   - Esme tem calma…não sabemos se ela fica connosco. – disse Edward – Acho que o Carlisle lhe vai dar a oportunidade de escolher.

   Baixei o olhar para Rosalie…evitei chorar.

   - Sim…claro que lhe vou dar a oportunidade de escolher. – respondeu Carlisle…ao mesmo tempo que falava deixou a mão de Rosalie e veio ter comigo abraçando-me.

   Larguei a mão de Rosalie…e rodeei o corpo do homem que amava com os meus braços. Escondi a cara no seu peito.

   - Amo-te. – sussurrou-me ao ouvido enquanto me fazia festas no cabelo.

   Nesse momento Rosalie levantou-se da cama…e começou a olhar para tudo a sua volta muito assustada. Afastei-me de Carlisle e olhei para ela com bastante preocupação.

   - Que se passa? – perguntou Rosalie…ela assustou-se com a sua nova voz.

   - Tem calma minha querida…tu só estás um pouco diferente. – começou Carlisle.

   - Diferente como? – perguntou ela.

   - Tornaste-te uma de nós… - disse eu.

   - Uma de vós…como assim? – perguntou ela.

   - Tem calma Rosalie…tu agora és vampira. Eu vi-te ali a morrer…e não evitei em salvar-te. Eu não consigo ver os outros a morrer e não fazer nada. – disse Carlisle olhando para mim como quem pede compreensão. Olhei para ele e abanei a cabeça.

   - Vampira??!! – perguntou Rosalie um pouco mais alto.

   - Sim…mas claro que podes seguir a tua vida, não tens obrigação de ficar connosco. – respondeu Carlisle mantendo a calma. Controlei-me ao máximo para não chorar…eu já a via como uma filha, ela não podia ir embora.

   Nesse momento Rosalie saiu de casa a correr…ela ia-se embora para sempre e eu não podia deixar…não podia!

   - Eu tenho que ir atrás dela. – acabei por dizer – Não sei o que se passa comigo…mas eu já a vejo como uma filha, e amo-a!

   - Como é que isso é possível? – perguntou Edward.

   - Não sei…mas talvez seja o poder dela. – disse Carlisle.

   - Talvez seja…mas isso agora não me interessa. Eu vou atrás dela. – disse dando um leve beijo em Carlisle e saindo de casa a correr.

   Comecei a correr pela floresta e lá encontrei Rosalie em cima de uma árvore. Sentei-me no chão encostada a árvore.

   - Eu sei que isto tudo é muito difícil para ti…pois já passei por isso. Mas com o tempo tudo passa. E só quero que saibas que eu estou aqui para tudo. – acabei por dizer – Bem era só isto…agora vou te deixar sozinha para pensares melhor.

   Comecei a ir em direcção afastando-me de Rosalie. Ouvi alguém a chamar o meu nome e parei.

   - Esme?!

publicado por Twihistorias às 18:00

28
Out 10

 

Capítulo 26 – Os Hale…


Tinham passado 8 anos desde o meu casamento com Carlisle…e eu estava muito feliz ao lado dele…eu amava-o mais que tudo, e por destino ele também me amava. Que mais poderia querer??!! Tinha a minha vida de princesa como sempre quis!

Estávamos em Nova Iorque há dois anos. Carlisle trabalhava no hospital central de Nova Iorque, Edward andava na escola…no 11º ano…e eu dediquei-me a decoração da casa.

Nesse dia estava sozinha em casa e decidi ir dar uma volta pelo jardim da cidade…cruzei-me com uma rapariga linda…muito mais linda que eu, mesmo eu sendo vampira…ela era a Rosalie Lilian Hale, filha de um bancário muito conhecido. Comentava-se que ela iria casar com o filho do dono do banco onde o seu pai trabalhava, Royce King II.

Ela era muito fútil…ficava mesmo bem com o Royce…ele também era assim…fútil e arrogante.

Edward chegou a casa muito “fulo”.

- Que se passa Edward? – perguntei-lhe.

- Nada…aquela Rosalie é que enerva! – disse ele com a voz tremida devido aos nervos.

- Também te cruzaste com ela?

- Sim…ela é tão arrogante!

- Tem calma Edward…ela não nos fez nada.

- Vou caçar…para ver se me acalmo. Adoro-te mãe! – disse Edward saindo de casa – Ah…o Carlisle deve estar quase a chegar.

- Ok vai lá…também te adoro.

Sentei-me no sofá a ler “Romeu e Julieta”…como eu adorava aquela história…era pena ter um final triste.

Senti alguém no exterior da casa…fui espreitar a janela a ver se via alguém, e nada. Voltei para o sofá.

Carlisle entrou nesse momento.

- Afinal eras tu amor. – disse indo ter com ele abraçando-o com força.

- Sim era eu…minha princesa. – disse ele abraçando-me e beijando-me com muitas saudades.

- Estava a morrer de saudades tuas. – disse entre beijos.

- Eu também. – respondeu ele terminando os beijos.

- Que se passa amor? – perguntei preocupada depois de ver a sua cara. Estava estranho.

- Nada…foi só uma paciente. – respondeu-me a muito custo.

- Hum…de certeza que é só isso?

- Sim. Mas agora já estou melhor…estou contigo, a minha vida torna-se melhor. – disse beijando-me os lábios suavemente.

- Amo-te mais do que a minha própria vida. – disse beijando-lhe a bochecha com bastante carinho.

- E eu amo-te da mesma maneira. – disse fazendo-me festas na cabeça – O Edward?

- Foi caçar…estava muito nervoso. Teve um pequeno encontro com a Rosalie Hale. – disse encostando a minha cabeça no seu peito. Inalei o seu perfume suave e calmante.

- Ui…ele não gosta mesmo nada dela. E ela hoje também esteve lá no consultório. Continua tão arrogante e tão fútil.

- Podes crer. Mas não vamos falar dela pois não meu príncipe? – disse olhando-o nos olhos.

- Não, não vamos minha princesa. – disse sorrindo-me.

- Ainda bem. – sorri-lhe e depois beijei-o muito apaixonadamente, ele correspondeu ao beijo da mesma maneira.

Ele pegou-me ao colo e levou-me para o quarto deitando-me na cama…puxei-o para mim e beijei-o ainda mais apaixonadamente.

*********

Já era de manhã e Carlisle tinha saído para o trabalho, e Edward estava a sair para a escola.

- Até logo mãe…adoro-te. – disse quando saiu.

Fiquei em casa…decidi ir mudar a decoração do quarto de Edward…já há muito tempo que não a mudava. Demorei horas e horas a decorá-lo…queria que ficasse mesmo perfeito, assim como o meu filho.

Assim que terminei ouvi gritos de dor…vinham do quarto de hóspedes. Fui ver o que se passava.

Abri a porta e vi Carlisle, Edward e a rapariga mais bonita de todas deitada na cama a contorcer-se de dores.

- O que se passa aqui? – perguntei entrando no quarto.

publicado por Twihistorias às 18:30

21
Out 10

Capítulo 25 – Lua de mel…Ilha de Esme

 

   Saímos de casa e fomos para o aeroporto, apanhos o avião para o Rio de Janeiro, Brasil.

   - Vamos para o Rio de Janeiro? – perguntei muito curiosa a Carlisle.

   - Mais ou menos, logo verás amor. – respondeu beijando-me a testa.

   Aterramos no Rio de Janeiro e Carlisle chamou um táxi…ao que me parecia ele estava a falar português. Fomos até a marinha e apanhamos um barco, um bocadinho luxuoso.

   - Estamos quase a chegar princesa. – disse-me Carlisle.

   - Estamos??!! Eu n vejo nada. – disse-lhe. Só via oceano a minha frente. A cada minuto que passava estava a ficar mais curiosa.

   - Sim estamos.

   Comecei a avistar um pequeno monte ao fundo.

   - Amor, o que é aquilo ali ao fundo? – perguntei apontando para o pequeno monte.

   - Aquilo é uma ilha…Ilha de Esme.

   - Ilha…de…Esme?! Porque Esme?!

   - Esme…porque é a tua ilha amor. É a minha prenda para ti. – disse ele abraçando-me.

   - Oh…és tão querido! Obrigada! Eu amo-te. – disse abraçando-o também.

   - Tu é que és uma querida, e não tens que agradecer. Eu também te amo.

   O barco embarcou na pequena ilha. Só havia floresta e uma pequena casa, muito acolhedora…mas ao mesmo tempo parecia a casa das princesas.

   Carlisle pegou-me ao colo e levou-me para dentro ao mesmo tempo que me beijava apaixonadamente. Entrou no quarto e poisou-me no chão.

   - Agora ficas aqui enquanto eu vou buscar as malas. – disse ele saindo do quarto.

   O quarto era lindo…em tons de azul. A cama era daquelas de princesa. Reparei que havia um bilhete em cima da cama. Peguei nele e li-o:

   Bem…como já deves saber a Ilha é prenda do Carlisle, eu só decorei a casa ao teu gosto. Isso é a minha prenda. Ah…e eu não me esqueci, na sala há um piano.

   Beijos mamã,

   Edward Cullen

   Ps: adoro-te.

   Assim que acabei de ler o bilhete comecei-me a rir.

   - De que te estás a rir amor? – disse Carlisle enquanto entrava no quarto com as malas.

   - Do bilhete do Edward.

   - Hum. – disse ele enquanto me pegava ao colo e me deitava na cama – Tu és linda minha princesa caramelo.

   E depois beijou-me como sempre me beijava. Ao mesmo tempo rasgou-me o vestido, eu simplesmente tirei-lhe o fato devagarinho enquanto o beijava apaixonadamente.

   - Ah…parabéns princesa, não penses que me esqueci. – disse-me ele e depois voltou a beijar-me apaixonadamente.

                                                                    *******

   Já era de manhã…tínhamos passado uma noite de amor escaldante. Estávamos abraçados um ao outro.

   - Bom dia meu amor mais docinho de todos os doces. – disse ele beijando-me a testa.

   - Bom dia meu açúcar mais doce. – disse-lhe abraçando-o com mais força – Hum…e que vamos fazer hoje meu anjo?

   - Hum…eu tenho uma pequena ideia.

   - Ai tens?! Mostra-me.

   - Isto. – disse enquanto me beijava loucamente.

   - Hum…parece-me uma óptima ideia. – disse entre beijos.

   E mais uma vez ficamos ali unidos ao acto de amor mais lindo e mais profundo.

                                                                    *******

   Já estávamos ali há duas semanas e ainda não tínhamos saído do quarto.

   - Amor…acho que era melhor irmos dar uma volta. – disse-lhe.

   - Também acho.

   - Vamos onde?

   - Que tal irmos a praia?

   - Hum…adoro!

   - Então vamos! – disse ele enquanto se levantava e vestia uns calções de banho.

   Levantei-me também e vesti um biquíni rosa.

   - Ulala…estás linda princesa! – disse Carlisle enquanto assobiava.

   - Que piada! Mas…obrigada. – disse entre risos e fui ter com ele abraçando-o.

   Ele abraçou-me também e beijou-me a testa.

   - És linda…serás sempre a mais linda!

   - E eu vou-te sempre amar…e tu serás sempre o mais lindo!

   - Eu também te vou amar para sempre.

   E de seguida encostou os seus lábios aos meus e beijou-me muito suavemente.

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13
Out 10

 

Capítulo 24 – O casamento…

 

   Chegamos a porta da igreja…estava cada vez mais nervosa.

   - Podes ir Esme Isabella. – disse para a minha afilhada.

   E assim ela fez…começou a entrar na igreja, e começaram a tocar a marcha nupcial. Eu entrei logo atrás dela. Olhei para o piano e lá estava Edward a tocar, olhei para a frente e lá estava Bia e Rob os meus padrinhos…e depois do outro lado estava Andrea a madrinha de Carlisle, só faltava Edward que estava a tocar. E foi assim que o vi…o mais perfeito de todos os homens…o homem que me amava e me tratava como uma verdadeira princesa. Os seus olhos dourados brilhavam…sorri-lhe e ele sorriu-me. Aquele sorriso transmitiu-me calma…e eu recomecei a caminhada para o altar.

   - Ela está linda Carlisle. – sussurrou Andrea.

   - Pois está…ela é sempre linda. A minha princesa. – sussurrou Carlisle também, não tirando os olhos do meu olhar.

   Cheguei até ele…e ele deu-me a mão. O seu toque soube bem naquela altura…pois este acalmava-me.

   - Estás perfeita amor. – sussurrou-me ao ouvido.

   - Tu também estás perfeito minha perfeição. – sussurrei-lhe também.

   Edward juntou-se a Andrea, e assim começou a cerimónia com todas as palavras bonitas de amor.

   - Carlisle Cullen aceita Esme Anne Platt Evenson como sua legítima esposa? – perguntou o padre.

   - Sim claro que aceito. – respondeu Carlisle sorrindo…os seus olhos brilhavam de tanta felicidade.

   - Esme Anne Platt Evenson aceita Carlisle Cullen como seu legítimo esposo? – perguntou o padre.

   - Sim aceito. – respondi com um sorriso nos lábios.

   E de seguida o padre benzeu as alianças e Carlisle pegou na aliança que era destinada a mim (no interior estava escrito: “C&E desde 1911”), depois pegou na minha mão esquerda e disse enquanto deslizava a aliança no meu dedo.

   - Esme Anne Platt Evenson eu prometo amar-te e respeitar-te na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, e prometo-te ser-te fiel todos os dias da nossa vida. – enquanto o dizia olhava para mim com aquele olhar que eu tanto amava.

   Peguei na aliança que era destinada a ele e peguei-lhe na mão esquerda, comecei a deslizar a aliança enquanto dizia:

   - Carlisle Cullen eu prometo amar-te e respeitar-te na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, e prometo-te ser-te fiel todos os dias da nossa vida.

   - Para toda a eternidade. – sussurrou ele só para mim.

   - Alguém que se opõe a este casamento o diga agora ou calar-se-á para sempre? – disse o padre.

   Ninguém se opôs.

   - Sendo assim…declaro-vos marido e mulher – olhou para Carlisle – pode beijar a noiva.

   Carlisle tirou-me o véu, abraçou-me pela cintura puxando-me para si e beijou-me como sempre me beijava. Eu entreguei-me por completo ao beijo, esquecendo tudo o que nos rodeava…naquele momento só existíamos nós os dois. Ele parou o beijo, visto que estávamos em público e não podíamos nos denunciar.

   - Logo compenso-te. – sussurrou-me ao ouvido.

   E de seguida começaram a vir as pessoas darem-nos os parabéns.

   - Parabéns madrinha e padrinho emprestado. – disse Esme Isabella.

   - Obrigado afilhada. – dissemos eu e Carlisle em conjunto.

   - Parabéns. Trata bem dela Carlisle. – disse Bia abraçando-me.

   - Eu trato. – respondeu Carlisle enquanto eu abraçava Bia também.

   - Fica bem melhor amiga. – disse Bia beijando-me a testa.

   - Eu fico. – disse olhando para Carlisle.

   - Parabéns Carlisle e Esme. – disse Andrea.

   - Obrigado. – respondemos.

   - Parabéns mamã…parabéns papá. – disse Edward entre risos.

   - Obrigado filho. – respondemos.

   - Agora tem de esperar até a lua-de-mel…e ainda falta muito Esme, por isso tens de ter calma. – disse Edward a rir-se cada vez mais.

   - Parvo! – disse-lhe.

   - Não lhe ligues amor. Temos todo o tempo do mundo para nós. – sussurrou-me Carlisle ao ouvido.

   - Eu sei que temos. – sussurrei-lhe também.

   Ele sorriu-me e eu retribui o sorriso.

   Saímos da igreja com as habituais “quedas” de arroz.

   Seguimos para nossa casa, onde se ia realizar o copo de água com alguma comida…visto que haviam alguns humanos convidados.

   Comemos e bebemos champanhe com algum esforço…tudo para manter a farsa humana. Fizemos o habitual brinde com os braços cruzados e trocamos juras de amor.

   - Está na hora da valsa meninos. – disse Edward.

   - Dá-me o prazer desta dança Mrs. Cullen? – pediu Carlisle de boas maneiras.

   - Claro que sim Mr. Cullen. – disse entre risos.

   E assim começamos a rodopiar de um lado para um outro. Ele dançava como um verdadeiro príncipe e fazia de mim uma verdadeira princesa.

   - Amo-te. – sussurrei-lhe ao ouvido.

   - Também te amo. – sussurrou e de seguida deu-me um leve beijo nos lábios.

   Fomos interrompidos por Edward. Ele tinha o hábito de ser desmancha-prazeres. Olhei para ele furiosa…ele riu-se.

   - Bem…eu gostaria de dançar com a minha mãe, será possível? – disse ele entre risos.

   - Sim claro. Eu vou dançar com Andrea. – disse Carlisle beijando-me a testa e dando a minha mão a Edward.

   - És tão parvinho Edward! – disse-lhe enquanto rodopiávamos de um lado para o outro.

   - Eu sei.

   Dancei com todos os homens presentes. Até que Carlisle me tomou de novo nos seus braços.

   - Já estava com saudades de te ter nos meus braços. – sussurrou-me ao ouvido.

   - Eu também meu amor. – sussurrei-lhe também ao ouvido.

   E mais uma vez fomos embalados pela valsa. Rodopiamos durante horas, até que alguém nos interrompeu.

   - Esme tens de ir trocar de vestido…já são horas de irem apanhar o avião. – disse Bia.

   - Já?! – perguntei.

   - Sim já…anda. – disse ela puxando-me para o quarto.

   Entramos no quarto e reparei que estava um lindo vestido azul bebé de seda em cima da cama.

   - Despe o vestido de noiva e veste aquele vestido. – disse Bia saindo do quarto – Ah…e o meu presente está debaixo do vestido.

   - Ok Bia…obrigada. – disse-lhe.

   Despi o vestido de noiva e vesti o vestido de seda. Reparei que estava um pequeno embrulho em cima da cama. Peguei nele e abriu-o. Era uma pulseira em ouro branco onde tinha uma gravação “Para sempre uma princesa! B&E”. Com a pulseira estava um bilhete:

   Este é apenas um pequeno presente meu…a grande prenda de casamento é para ti e para o Carlisle, e é oferecida por mim e pelo Rob.

   Desce já para a sala…estamos a tua espera.

   Beijinhos,

   Bianca

   PS: adoro-te

   Assim que li o bilhete desci logo para a sala.

   - Uau…tu estás linda mãe. – disse Edward.

   - Obrigada. – agradeci enquanto dava a mão a Carlisle.

   - Bem está na altura dos presentes. Este é o nosso. – disse Bia dando-nos uma chave de um carro.

   - Oh…obrigada. – agradeci piscando-lhe o olho.

   - Obrigado. – agradeceu Carlisle.

   - Bem a minha prenda não é nada de especial mas pronto. – disse Andrea entregando-nos duas pequenas caixinhas, lá dentro estavam duas jarras…uma com a inicial de Carlisle e outra com a minha inicial.

   - Obrigado Andrea. – dissemos eu e Carlisle.

   - Agora é a minha vez – disse Edward – esta é a primeira parte da minha prenda.

   E deu-nos um envelope…lá dentro estavam dois papelinhos.

   - São aulas de piano para vocês os dois…visto que a Esme ama tocar. – disse Edward piscando-me o olho.

   - Oh…obrigado filho! – agradecemos em conjunto.

   - Bem agora está na hora de irmos para a lua de mel…que é a minha prenda. – disse Carlisle sorrindo.

   - E para onde vamos? – perguntei.

   - Surpresa princesa.

publicado por Twihistorias às 20:00

07
Out 10

 

Capítulo 23 – O grande dia…

 

   Faltava um dia para o casamento e tanto eu como Carlisle decidimos que não íamos fazer despedida de solteiros, apesar de Bia e Edward terem tentado convencer-nos. Não havia razão para uma despedida de solteiro, eu amava Carlisle e ele amava-me a mim, e nós já vivíamos juntos como se fossemos casados. E também não conseguíamos estar separados uma só noite.

   - Bem Esme…tu estás linda! Pareces uma princesa. – disse Bia, na última prova do vestido.

   - Obrigada Bia. – disse…ouvi alguém dizer de longe “Ela já é uma princesa”…pela voz parecia ser Carlisle. Sorri.

   - De nada. – disse Bia sorrindo.

   - Bem…e agora já posso ir ter com o meu noivo? – perguntei impaciente. Eu só cria estar com Carlisle.

   - Hum…acho que podes. – respondeu Edward – E deixa-me que te diga Esme…tu estás linda.

   - Oh…obrigada Edward. – agradeci – Bem agora vou tirar o vestido e vou ter com o meu noivo perfeito.

   - Vai lá. – disse Bia.

   Fui para o meu quarto despi o vestido de noiva, este era lindo…era branco com alguns brilhantes espalhados por todo o vestido e tinha uma cauda enorme. Vesti um vestido em azul bebé, a cor que Carlisle mais gostava. Assim que me vesti desci para a sala.

   Carlisle ainda estava a experimentar o fato. Ele estava tão lindo…o fato era em preto…a cor condizia com o seu tom de pele.

   - Princesa! – disse ele com uma voz alegre.

   - Sim sou eu. – disse entre risos.

   - Já acabas-te Andrea? – perguntou ele a costureira.

   - Sim já. – respondeu ela. Andrea era linda…tinha o cabelo castanho-escuro ondulado, olhos castanhos e verdes, e era de estatura média.

   - Ainda bem. Já estava farto. – disse ele resmungado.

   Eu e Andrea rimo-nos.

   - Pronto sendo assim vou-me embora. – disse Andrea.

   - Ok vai lá. Obrigado. – respondeu Carlisle.

   - Oh…de nada, sempre as ordens.

   - Espero por ti no casamento.

   - Vou lá estar. Até amanhã, beijinhos. – disse Andrea saindo de casa.

   - Até amanhã, beijinhos. – dissemos eu e Carlisle em coro.

   - Bem e nós também vamos dar uma volta, não queremos incomodar os pombinhos. – disseram Bia e Edward em conjunto.

   - Obrigado aos dois. – agradeceu Carlisle.

   - De nada pai. – respondeu Edward – E agora é para tratar bem da minha mãe…ela tem que ir linda para o casamento.

   - Ela está sempre linda. – disse Carlisle abraçando-me.

   - Ei podem parar de falar de mim como se eu aqui não tivesse? – disse abraçando Carlisle também.

   - Sim claro mamã. – disse Edward entre risos.

   Deitei-lhe a língua de fora.

   - Bem até amanhã então. Fica bem Esme, logo de manhã estou cá para te ajudar com o vestido e com o penteado. – disse Bia dirigindo-se a porta.

   - Ok Bia. Até amanhã, adoro-te. – disse-lhe.

   - Também te adoro. – respondeu-me.

   - Até amanhã. – disse Carlisle.

   - Bem agora vou eu…e nada de fazer coisas que só se fazem na noite de núpcias. – disse Edward entre risos – Ah…e não se esqueçam que eu sei de tudo, e vou estar atento aos vossos pensamentos.

   - Edward se não sais daqui imediatamente eu…dou cabe de ti! – disse Carlisle a rugir.

   - Ei…tem calma Carlisle, estava a brincar…mas eu vou já sair. – disse Edward a rir-se cada vez mais – Portem-se bem meninos!

   - Ai…o menino Edward quando quer consegue ser muito chatinho! – disse Carlisle apertando-me contra si – E agora que estamos sozinhos o que vamos fazer?

   - Hum…o Edward é chatinho mas é um querido. Agora…podemos fazer o que quiseres meu amor. – disse beijando-lhe a bochecha.

   - Sim é um querido, mas as vezes irrita.

   - Oh…não fiques assim amor. Que tal irmos ver um filme?

   - Um filme? E que tal dar-mos miminhos um ao outro?

   - Hum…essa proposta é irresistível, por isso vou aceita-la.

   - Acho bem princesa. – disse ele enquanto aproximava os seus lábios dos meus e depois beijou-me. Eu rendi-me completamente ao beijo, e entreguei-me a ele mais uma vez.

   Ouvimos alguém a entrar em casa.

   - É melhor vestirmo-nos antes que sejamos apanhados. – disse Carlisle entre risos.

   - Também acho. – disse também entre risos e enquanto me levantava e pegava nas minhas roupas.

   Carlisle fez o mesmo. Vestimo-nos e descemos para a sala.

   - Bom dia pombinhos. – disse Edward.

   - Bom dia filho. – dissemos eu e Carlisle ao mesmo tempo.

   Bateram a porta. Era Bia.

   - Vamos Esme tens que te despachar. – disse Bia puchando-me para o quarto – Ah…e bom dia.

   - Bom dia Bia! – disseram Edward e Carlisle.

   - Que apressada Bia…tens de ter mais calma. – disse-lhe.

   - Não estás nervosa Esme?

   - Mais ou menos. Mas vá…vamos lá despachar-nos. – disse sentando-me na cadeira que estava em frente ao espelho.

   Bia começou a arranjar o meu cabelo…este ficou todo aos caracóis e um bocado apanhado, por causa do véu.

   De seguida vesti o vestido de noiva e meti o véu no cabelo.

   - Estás linda Esme! – disse Bia.

   - Obrigada.

   - Bem…agora eu vou-me embora e tu vais com a Esme Isabella para a igreja.

   - Ok.

   - E tem calma Esme…o Carlisle ama-te.

   - Eu tou calma…vai lá!

   - Ok eu vou. Até já…adoro-te princesa.

   - Até já…também te adoro.

   Fiquei sozinha no quarto…até que alguém bateu a porta.

   - Entre.

   - Sou eu mãe, vim só desejar-te boa sorte. – disse Edward.

   - Oh…obrigada filho. – agradeci-lhe.

   - De nada…e estás linda, como sempre.

   - Oh…és um querido.

   - Eu sei. – disse Edward entre risos – mas agora tenho que ir…até já. E nada de nervosismos.

   - Ok…até já.

   E assim fiquei mais uma vez sozinha…comecei a pensar em Carlisle…no quanto o amava e no quanto ele me amava. Fui interrompida nos meus pensamentos por Esme Isabella, ela era tão linda…tinha o cabelo castanho claro, uma mistura do cabelo de Bia com o de Rob…e tinha os olhos castanhos ora azuis.

   - Podemos ir madrinha? – perguntou-me ela.

   - Sim podemos meu amor. – respondi-lhe.

   E assim saímos de casa em direcção a igreja.

publicado por Twihistorias às 22:00

01
Out 10

 

Capítulo 22 – Os preparativos para a felicidade…

 

   Esme

   Fiquei sem palavras ao ver tudo aquilo…a ouvir aquela declaração! Estava tudo tão lindo…ele era perfeito!

   Lembrei-me que tinha que responder…ele estava a espera.

   - S…i…m, quero. Quero…muito! – acabei por dizer abraçando-me a ele.

   - Eu amo-te minha princesa! – disse ele abraçando e beijando-me muito apaixonadamente. Eu como sempre correspondi ao beijo muito loucamente.

   Ele pegou-me ao colo e deitou-me na cama em forma de coração. Puxei-o mais para mim enquanto lhe tirava a roupa. Ele chegou-se mais a mim e também tirou a minha roupa. E assim mais uma vez ficamos unidos ao acto de amor mais profundo durante dias.

                                                        **********

   Tinham passado alguns meses depois de Carlisle me ter pedido em casamento. Eu já andava a ver vestidos de noiva, mas vê-los sozinha não tinha muita graça. Andava a ponderar muito sinceramente em ir ter com Bia.

   - Porque não o fazes? – perguntou-me Edward interrompendo os meus pensamentos.

   - Porque…ela…pensa que eu morri. – respondi tristemente

   - Pois pensa…mas tu podes lhe explicar o que aconteceu, isto se o Carlisle deixar.

   - Pois…eu não posso expor-nos desta maneira. Não posso!

   - Fala com o Carlisle, Esme! – aconselhou-me.

   - Ok, eu falo. Ele ainda demora muito? – perguntei.

   - Não…deve estar aí mesmo a chegar. – assim que acabou de falar ouviu-se a porta a abrir.

   Fui a correr para os braços de Carlisle e abracei-o.

   - Ui…que recepção! – disse ele entre risos e abraçando-me também.

   - Amor…preciso de falar contigo. – disse olhando-o nos olhos.

   - Diz princesa.

   - Achas…que posso contar a Bia  o que se passou comigo e convida-la para madrinha? Ela sempre foi a minha melhor amiga.

   - Oh amor…claro que podes.

   - Obrigada. Eu amo-te tanto. – disse beijando-lhe a bochecha com bastante carinho.

   - De nada…eu também te amo muito. – disse beijando-me a testa.

   - Bem…e já sabem a data do casamento? – perguntou Edward.

   Olhei para Carlisle.

   - Hum…ainda não. Que tal dia 24 deste mês? – disse Carlisle.

   Ele tinha dito 24 deste mês??!! 24 de Setembro…o dia do meu aniversário!

   - Hum…porque dia 24? – perguntei.

   - Porque…é o teu dia princesa. – disse Carlisle beijando-me a testa.

   - Oh…és tão fofo. Por mim pode ser quando quiseres.

   - Então pronto…marcamos para dia 24 de Setembro de 1922.

   Sorri-lhe e ele retribuiu o sorriso muito calorosamente. Vi um certo brilho no seu olhar.

                                                                    *******

   Estávamos a um mês do casamento e ainda não tinha ido falar com Bia. Estava a tentar ganhar coragem. Carlisle já tinha dito que ia comigo e que me ajudava a falar com ela.

   Ele era tão querido!

   - Amor quando é que queres ir falar com Bia? – perguntou-me.

   - Hum…quando poderes meu príncipe.

   - Então vamos hoje.

   - Ok. E vamos a que horas?

   - Agora. Anda. – disse enquanto me puxava.

   - Ok ok. Tem calma, eu vou. – disse indo atrás dele.

   Saímos de casa e fomos para a paragem dos autocarros e apanhamos o próximo autocarro para Ohio. Seria bom voltar a minha terra Natal.

   Fomos todo o caminho sem falar mas sempre muito agarradinhos.

   Comecei a pensar em todos os meus momentos com Bia…ela era uma amiga tão maravilhosa.

   - Já chegamos amor. – disse Carlisle.

   - Já??!! – perguntei.

   - Sim já. Vamos?

   - Sim claro, vamos. – disse enquanto me levantava. Ele levantou-se logo de seguida.

   Saímos do autocarro de mãos dadas e fomos para a casa de Bia. A cada minuto que passava estava mais nervosa. Carlisle apercebeu-se e começou a fazer círculos com o dedo na minha mão, como forma de calmante.

   Chegamos a casa de Bia e bati a porta. Foi ela quem abriu.

   Fiquei sem saber o que dizer…paralisei por completo. Carlisle reparou e falou.

   - Olá Bia…já deves saber quem eu sou. – disse ele entre calando o olhar entre mim e Bia.

   - Sim…sei. É o Drº Carlisle Cullen, certo? – disse ela não tirando os olhos de mim.

   - Sim certo. Vim falar sobre…a Esme.

   - Pois…a Esme. Ainda hoje não sei o que se passou com ela. – disse ela ao mesmo tempo que lhe caiam algumas lágrimas dos olhos.

   - Bia por favor não chores. – disse-lhe não conseguindo ficar calada ao vê-la chorar.

   - Como…é que sabe o meu nome? – disse ela assustada.

   - Podemos entrar Bia? Para falarmos melhor. – disse Carlisle, mantendo a calma.

   - Sim…claro. – disse Bia enquanto entrou.

   Entramos atrás fechando a porta.

   - Bem…primeiro quero te pedir para teres calma e ouvires bem o que a minha noiva te vai dizer. – disse Carlisle.

   - Suponho que a tua noiva seja esta senhora.

   - Sim…eu sou a noiva dele. – respondi eu – Eu…quero te contar o que aconteceu com a Esme. Ela não amava o Charles…ela amava o Carlisle…e tentou se separar do Charles, mas ele abusou dela…nem mesmo quando ela ficou grávida isso mudou. Por isso quando o bebé morreu ela não aguentou mais e fugiu…foi a procura de Carlisle…mas como não o encontrou atirou-se de um penhasco.

   - O Charles abusava da Esme??!! – disse Bia espantada.

   - Sim…abusava. Eu próprio reparei nas marcas. – disse Carlisle – Mas mantém a calma Bia.

   - Eu estou calma.

   - Podes continuar tu amor. – disse para Carlisle apertando-lhe a mão com força.

   - Ok amor. – apertou-me também a mão com força – Quando ela se atirou do penhasco foi levada para o hospital de Fantasy, onde eu estava. Eu olhei para ela…e não hesitei em salva-la…porque eu a amava, aliás ainda amo. Bia…a Esme está viva, e está aqui.

   - Tu és a Esme??!! – disse Bia olhando para mim ao mesmo tempo que lhe caiam lágrimas dos olhos.

   - Sim sou…desculpa amiga. – disse largando Carlisle e indo me abraçar a Bia.

   - Oh…não tens de pedir desculpa. – disse ela abraçando-me com bastante força…cada vez chorava mais. Chorei com ela, apesar das lágrimas não sairem – Ei…que se passa, porque é que estás fria?

   - Hum…bem essa é outra questão, que nós não podemos contar. Espero que entendas e não comentes isto com ninguém. – disse Carlisle.

   - Ok eu não conto nada a ninguém…mas vocês vão casar, é?? – disse ela sorrindo.

   - Sim é…vamos casar daqui a um mês, e acho que a Esme quer te fazer um pedido. – disse Carlisle.

   - Hum…pois é. Bia queres ser a minha madrinha? – perguntei-lhe sorrindo.

   - Sim…claro que quero. Hum…queres ajuda com o vestido?

   - Sim quero.

   - Bia, podes ir para Fantasy? Lá é mais seguro para nós. – disse Carlisle.

   - Sim…claro. Vou só avisar o Rob. – disse ela.

   - Ok…então depois vai lá ter connosco, nós vamos ter que ir agora.

   - Ok. Vou lá ter assim que poder.

   - Até depois amiga. – disse beijando-lhe a bochecha.

   - Até depois. – disse ela beijando-me a bochecha também.

   Saímos de casa de Bia e voltamos para Fantasy. Foi bom ver Bia outra vez.

   - Amo-te. – sussurrou-me Carlisle ao ouvido.

   - Também te amo. – disse sussurrando também.

   Ele encostou os seus lábios aos meus e beijou-me suavemente.

publicado por Twihistorias às 18:00

Dezembro 2013
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